sexta-feira, 27 de maio de 2016

domingo, 22 de maio de 2016

Fim.

Faz um tempo que eu estou pra vir aqui anunciar o fechamento do On The Rocks. Como eu não tinha certeza que ia fechar este blog que criei em 2.008, deixei o tempo rolar. Agora é pra valer: o On The Rocks acabou. Depois do lançamento do meu livro 18 de maio, quanto tens por dizer... (Buenas Books), no ano passado, e alguns posts depois, achei que devia começar uma nova etapa. Dar um novo rumo aos meus textos. Criar um blog novo. E foi o que fiz: nos próximos dias eu anunciarei aqui o meu novo blog. Foi massa. 

Até daqui a pouco.

Tarcísio Buenas.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

sábado, 14 de novembro de 2015

Desafio no Facebook.


Meu brother Douglas Vieira me convidou pra participar do desafio que é postar as sete músicas favoritas nos próximos dias. Uma música por dia. Tarefa difícil essa, brother. Sem critérios, aqui vai a primeira. 

1) Fotografia 3 x 4.

Essa eu ouvi pela primeira vez no atelier do meu amigo Nelson Magalhães Filho. Eu tinha dezoito anos. Era uma tarde quente. Ele tava pintando quando eu cheguei. Tinha ido lá pra pedir emprestado, mais uma vez, Os dragões não conhecem o paraíso do Caio Fernando Abreu. Ele me emprestou. Nelsinho sempre foi paciente comigo. Então eu sentei na escada do atelier e li mais uma vez o conto Dama da noite. No aparelho de som tocava o LP Alucinação do Belchior. Nunca tinha ouvido. Eu fui lá só pra pedir o livro. Só que não consegui e me sentei na escada pra curtir o disco. Foi ouvindo Fotografia 3 x 4 com o Caio nas minhas mãos que eu saquei o rumo que minha vida ia ter a partir daquele momento. Eu saquei. Eu enxerguei o que eu queria. Não me enganei. E nunca me arrependi de nada.

Tarcísio Buenas.

terça-feira, 27 de outubro de 2015

A vida é...

- Alô.
- Tarcísio.
- Grande Maurício...
- Segura a onda que eu tenho uma péssima notícia. 
- O que houve, meu irmão? 
- Mataram Tinho. 

(...)

 "A vida é perda", escreveu meu amigo Lucas Mayor em um dos seus textos. Encontrei o Lucas no teatro na última sexta-feira e brinquei com ele citando uma passagem desse texto: "Perdi animais. Perdi pessoas. Perdi. Perdi. Perdi". Ele riu. A vida é perda, Lucas, e eu nunca duvidei disso. Logo eu que tô acostumado a perder. Às vezes, ganho. E ganhei você como meu amigo. A vida é cíclica. Perdi Tinho. Ganhei sua amizade. Outras perdas virão. A gente sabe. Ganhos? Não sei. Quando Maurício me deu a notícia, fiquei desconsolado. Triste. Passei esses dias pensando no cara que ligava pros amigos só pra saber como ele tava. E em seguida marcar um encontro tentando reunir todos eles. Não foram poucas as "farras", como ele gostava de chamar, que fizemos juntos. Que fizemos com outros amigos. Aventuras pelo sertão baiano. Pelo recôncavo. Pelas ruas e bares de Salvador. Tinho adorava minhas dicas musicais. Ele tava sempre atento. Eu me sentia envaidecido quando ele elogiava uma dica minha. Na madrugada do último sábado, Tinho partiu deixando um legado. O da boa amizade. Humano, como pouco se ver por aí. Eu não tô sofrendo, Tinho. Dói. Mas é que sinto uma sensação boa por saber que eu fiz parte da sua trajetória. Sensação boa por saber que eu tive um amigo como você.

 Tarcísio Buenas.



sábado, 10 de outubro de 2015

On The Rocks Recomenda.


Uma das coisas que eu mais gostava de fazer de madrugada era indicar discos e livros aqui no On The Rocks. De uns tempos pra cá, eu perdi a vontade de dar essas dicas. De coisas que eu acredito que valem a pena. Uma vez um amigo me criticou. Ele veio com essa de que "Você acredita nas suas verdades". Claro, nas minhas. E tenho desconfiança na verdade alheia.
Um dos motivos que me fizeram parar de dar dicas no blog foi a baixa nos acessos, por isso 'migrei' pro facebook. Acho que a turma anda de saco cheio de blogs. Somente blogs de jornalistas que escrevem em sites e jornais conceituados têm uma quantidade grande de acessos. Escrever pra ninguém ler não é a minha. Eu escrevo e quero ser lido. Você não vai ouvir de mim: "Ah, eu escrevo pra mim", ou essa baboseira de que o leitor não é importante. Coisas de 'pseudo outsider' babaca. Gente que não sabe o que tá dizendo, e quando diz algo geralmente é pra causar ou impressionar. Eu quero ser lido, entendeu? O meu livro "18 de maio, quanto tens por dizer..." tá na segunda edição agora. Chegou esta semana da gráfica. O livro tá indo bem nas vendas. Acho bacana assim: que ele venda. Que venda bastante. Quero ser lido em vida. Quero brindar com meus amigos e leitores e ouvir o que eles têm a dizer sobre meus escritos. É isso aí.

Agora vamos ao que interessa: indicar essas pérolas que eu acredito serem muito foda. A minha verdade diz que esses são alguns dos melhores discos do ano até agora. 

Giant Sand - Heartbreak pass;
Tindersticks - The waiting room;
Thunderbitch - Thunderbitch;
Built to Spill - Untethered moon;
Mercury Rev - The light in you.

P.S: Não ouvi ainda o novo de Mr. Keith Richards.


sábado, 3 de outubro de 2015

Gang 90 & Absurdettes - Lilik Lamê.




Júlio Barroso escreveu sobre Lilik Lamê, música que tá no 
lado B do primeiro compacto da Gang 90. No lado A, Perdidos na selva.
Assim escreveu Júlio no livro A Vida Sexual do Selvagem, lançado em 1991, presente que ganhei hoje do meu amigo Grima Grimaldi.
"O lado dois, Lilik Lamê, é uma versão da canção Cristine de Siouxie Sioux e John Severin, do grupo Banshees, um dos primeiros da onda de modernidade que assolou saudavelmente a Inglaterra em 1976. A letra de Lilik Lamê foi escrita por mim em parceria com Antonio Carlos Miguel e Katy. É a história de Cristine, a garota deslumbrada com o brilho da noite (blábláblá), enfim um "thriller" em ritmo "noir" sobre a garota desfrutável, linda, que como um delicioso sorvete se derrete em meio ao saboroso e cruel turbilhão de emoções da juventude. Mais uma estória de sexo, drogas e rock and roll. Lilik era o nome de uma divina musa do poeta Maiakovski."

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

On The Rocks Recomenda.


"Dizem que quando um casamento termina as pequenas coisas que você nunca percebeu antes praticamente fazem seu cérebro se partir ao meio. Durante toda a semana isso tinha sido verdade para mim sempre que Thurston estava por perto. Talvez ele sentisse o mesmo, ou talvez a sua cabeça estivesse em ouro lugar. Eu realmente não queria saber, para ser honesta. Fora do palco, ele estava sempre escrevendo no celular e andando em volta de nós como um garoto culpado e obsessivo. Depois de trinta anos, aquela noite era o último show do Sonic Youth. O Festival de Música e Artes SWU acontecia em Itu, nos arredores de São Paulo, Brasil, a oito mil quilômetros da nossa casa, na Nova Inglaterra. Era um evento de três dias, transmitido pela televisão latino-americana e também pela internet, com grandes empresas patrocinadoras, com Coca-cola e Heineken. As atrações principais eram Faith No More, Kanye West, Black Eyed Peas, Peter Gabriel, Stone Temple Pilots, Snoop Dog, Soundgarden, gente assim. Era um lugar estranho para as coisas chegarem ao fim." 

Kim Gordon em sua autobiografia "A garota da banda". Editora Rocco.

sábado, 19 de setembro de 2015

18 de maio, quanto tens por dizer... (Segunda edição).

(Foto de capa e diagramação: Rodrigo Sommer).

Segunda edição do meu livro "18 de maio, quanto tens por dizer...". O livro passou por uma nova revisão, ganhou um texto - que eu esqueci de colocar na primeira - e uma nova capa. É isso. 

Custa 25 reais.

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Trilha do dia: Thunderbitch.


Thunderbitch, primeiro álbum do projeto/banda homônimo da menina Brittany Howard, vocalista dos Alabama Shakes, é sério candidato a um dos melhores do ano.

Para ouvir, acesse: www.thundabetch.com/listen

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Conheço meu fígado como ninguém.


A Buenas Bookstore não abriu hoje. É que o teatro não tá abrindo às terças-feiras, por isso a minha livraria tá fechada. Por isso fiquei em casa bebendo umas cervas com o som ligado e o livro "Alguém come centopeias gigantes?" aberto aqui do meu lado. Curti a entrevista com a Patti Smith. Em determinado momento, ela diz: "Porque todo mundo é único em Nova York, todo mundo está tentando... É uma cidade de arquitetura pessoal. Todo mundo está tentando construir sua própria lenda. Todo mundo está se recriando aqui". O que me faz lembrar SP. Que é assim. Minha dúvida é quanto a arquitetura da cidade. Somente. No mais, eu curto tudo isso. O estilo de vida das pessoas. O meu. Conheço uma turma que já caiu fora desde que aqui cheguei, em 2011, e conheço outras que estão prestes a dar adeus à Selva de pedras. Não quero sair daqui tão cedo. Não me vejo morando em outra cidade. Ontem eu não fui pra Merça. Bebi apenas duas cervas em um boteco na São João, sozinho, pra desespero do meu fígado: "Poxa, Buenas, só duas?". Eu percebi. Eu conheço meu fígado como ninguém. Hoje, no final da tarde, depois de ir ao banco, fui a um mercado na Pompeia comprar umas cervas. E como ele ficou feliz quando me aproximei das prateleiras onde estão o "néctar dos deuses". "Aí sim, hein, Buenas. Você é o cara!". "Cala a boca, cuzão". Ele ficou na dele. Comprei as cervas e voltei pra casa. Botei seis garrafas pra gelar. Assim tá bom pra começar - tem ainda um Jack na espera. Tomei banho, fiz meu sanduba de salame - muito foda - e liguei o som. Patti Smith. Abri uma que já estava gelando desde ontem. Dei o primeiro gole da noite e o meu fígado, feliz da vida, saltitando como uma criança no parque em um domingo à tarde - assim como eu fazia quando criança - não se conteve: "Ahhhhh... Buenas, eu te amo".

sábado, 29 de agosto de 2015

A turma foi pro show da Saco de Ratos e da Fábrica de Animais...


A turma foi pro show da Saco de Ratos e da Fábrica de Animais, duas bandas que eu adoro. Não fui. Preferi ficar em casa bebendo umas cervas e ouvindo um som. Chegando em casa, tentei ligar meu notebook. Demorou um tempo pra ligar. Acho que dessa vez, pro meu desprazer, ele pifa de vez. É que eu só consigo escrever no teclado. Nunca de forma manual, como chamam quando você escreve de caneta. Não sai nada. No meu livro "18 de maio, quanto tens por dizer..." tem apenas um poema escrito de caneta. Escrevi na semana que tomei um pé na bunda de minha namorada na época. Isto foi em 2009. Era junho, época das festas juninas. Minha família viajou para o interior. Fiquei sozinho. Não quis ir com eles. Lembro que nesse dia, quando cheguei em casa do trabalho, tinha faltado energia elétrica. Eu tava doido pra escrever. Então sentei em minha cama, peguei um bloco de anotações, uma caneta, e escrevi. Antes, havia acendido uma vela pra iluminar o quarto - nessa época eu não acendia vela pra alma dos meus ídolos. Este costume veio depois de ter feito um curso sobre a "beat generation" com o Willer.
Nunca mais acendi uma vela pros caras. Uma maldição foi lançada? Não acredito. Jamais Kerouac, o escritor mais terno do planeta, faria isso. Duvido que faria. Então eu escrevi um poema pra minha ex-namorada. Um poema doído. Como todo poema de quem leva um pé na bunda. Imagino. Ou como uma balada dolorosa. Daquelas. De jogar na lona o mais disperso dos românticos. 
Encerro ao som do Hawley, este romântico britânico que embala minhas madrugas solitárias há muitos anos.

Até a próxima.

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Uma pílula paciência, por favor.


O final do livro Um copo de cólera é um dos mais impactantes que já li. Tentei ler em Salvador na minha última viagem. Não deu. Comecei ontem. Terminei hoje de tarde. Li o último capítulo três vezes. Sensação semelhante a que tive quando li na adolescência A casa tomada do Cortázar ou O processo de Kafka. Nunca imaginei que o final de um livro fosse mexer tanto comigo a essa altura do campeonato. Um copo de cólera é universal. Sem fronteiras. Você não pode classificá-lo de "Literatura brasileira". Desculpa. Tem algo mais. Que transcende. Lembra passagens da bíblia. Parábolas, lembrou meu amigo Lucas Mayor no papo que tivemos hoje à noite. Lucas vibrou quando eu disse a ele o baque que foi ter lido o segundo livro do Raduan Nassar. Foi foda mesmo. É um troço. Tá faltando alguma coisa pra poder explicar. Falta conhecimento. Talvez. Eu não queria ter saído de casa. Aliás, eu tô assim já faz um tempo. Tenho saído porque preciso. Tem meus livros pra vender. Preciso pagar minhas contas. Assim como você. Então eu vou pro teatro como se tivesse alguém me empurrando. Comentei isso com o Lucas - ele me disse que sente a mesma coisa. Não tenho vontade de conversar com ninguém. Impaciência ao extremo. Hoje, uma mulher, bêbada, nada contra a bebedeira, colocou o copo em cima de um livro. Chamei ela atenção. Ela tirou o copo. Instantes depois, ela colocou de novo o copo em cima do livro. Perdi a paciência. Fiquei bravo. Joguei a bolsa dela no chão. Reclamei. Deixei claro que não queria ela ali. Que ela fosse pra outro bar. Que lá não é lugar pra ela. Os amigos interviram. Ela pareceu entender. Em seguida, veio me pedir desculpas. Ok. Eu sempre desculpo. Não carrego mágoas no meu coração. Nem rancor, o pior dos sentimentos - fico na dúvida quando penso no ódio - que também não sinto. De verdade. E continuei conversando com meu amigo Lucas. A gente se entende. Ele apontou o dedo como se estivesse reclamando porque não escrevo mais. Expliquei que parei por causa da ansiedade pra lançar o meu livro. "É, Buenas, mas o livro já foi lançado". Disparou. É que tem outros problemas. Todo mundo têm problemas. Seja financeiro, envolvimento com drogas, lícitas ou não, existenciais, relações de qualquer tipo. Enfim, cada um com o seu. O meu é outro. Preciso resolver isso. E tem outra questão: o contato com muita gente todos os dias me incomoda. Me tira a concentração. As pessoas querem atenção. Querem conversar. Eu não tenho paciência pra essas coisas todas as noites. Todos os dias. As coisas só abrandaram, além do papo, com o Lucas, foi quando ele disse: "Buenas, o Linguinha me mandou uma mensagem ontem". "Qual, Lucas?". "Lucas, tô indo pro Rio. Cuide bem do teatro!". Assim mesmo: com exclamação. Depois dessa, eu pedi a segunda e última cerva da noite. Fez valer.

Trilha da noite: GLISS - Pale Reflections [Full Album].

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Nebraska, a trilha da desolação.


Nebraska, a trilha da desolação. Dos perdedores. Sonhadores, até. Do compositor preferido desses, onde só encontra páreo quando o assunto for Tom Waits. Na América é assim. Não muito diferente daqui.

Até a próxima.

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Psychocandy Live.


Ouvindo esses caras ao vivo, me lembrei do show do ano passado no festival da Cultura Inglesa. Jim parou o show várias vezes pra reclamar com Will. Eu fiquei próximo do palco observando o jeito como ele reclamava. Admirável. 
Um brother uma vez comentou comigo: "Tarcísio, os britânicos são tão educados que quando eles mandam você se foder, dá vontade de ir".
Saiu lá fora este registro do show de comemoração do álbum Psychocandy, o primeiro desses escoceses, que, outrora me lembro, fez minha cabeça vivendo ainda na pacata Cruz das Almas city. Antigamente era pacata. Era.

Até a próxima.

sábado, 8 de agosto de 2015

18 de maio, quanto tens por dizer... no blog do Mirdad.


O escritor Emmanuel Mirdad selecionou oito passagens do meu livro "18 de maio, quanto tens por dizer...", em seu blog. Para saber mais, acesse: http://elmirdad.blogspot.com.br/2015/08/oito-passagens-de-tarcisio-buenas-no.html

Até a próxima.

terça-feira, 7 de julho de 2015

18 de maio, quanto tens por dizer....

(Foto de capa: Rodrigo Sommer).

Trecho do texto 18 de maio, quanto tens por dizer... (Segunda parte).

"Não suportava que penteassem meu cabelo. Tinha asco a escovas com cabo de madeira. Um cabelo tão bonito que meu pai fazia questão de não deixar ninguém cortar. Quis o destino (?) que meu pai falecesse quando eu completei dois anos e, finalmente, minha mãe, sob pressão familiar, resolveu cortar. Eu não suportei esse momento. Não gostei da ideia. Aliás, naquela época muita coisa me contrariava. Não mudou muito com o passar dos anos. As coisas abrandaram pro meu lado quando descobri o rock e, em seguida, a literatura beat. Aí sim, minha vida começou a fazer algum sentido".

Tarcísio Buenas.

Preço do livro: R$ 25,00.
Contato: buenasrocks@gmail.com

terça-feira, 23 de junho de 2015

Boyhood.


Tirando "Boyhood" do aparelho de dvd, me lembrei de um comentário que li no facebook sobre o filme. Ou melhor: dos comentários. Semelhantes a esse: "Não gostei porque nada acontece". Eu gostei. E vou assistir de novo em breve. Mas o que eu quero mesmo nos próximos dias, é que alguém venha com essa do "nada acontece" pra cima de mim que é pra eu perguntar olhando na cara: "E na sua vida, acontece o quê?".

Eis o trailer do filme: www.youtube.com/watch?v=I7_CURY8DWU

Até a próxima.

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Ajude Deus a sorrir.


Eu sou amigo de Deus. Aqui na terra ele assina como Paulo Jordão. Deus é ator. Ele está em cartaz com a peça "Tanto Faz", adaptação que o dramaturgo Mário Bortolotto fez do livro homônimo do Reinado Moraes, no teatro Cemitério de Automóveis SP de sexta à domingo. Figura onipresente, magnânima, Deus está vendendo uma pequena parte da sua coleção de "gibis". Sei que muitos cultuadores das histórias em quadrinhos não gostam do termo "gibi". Acontece que é assim que Deus chama suas HQs: de "gibi". E isto não se discute. Pobre mortal, se contente com essa.

O motivo do meu post é pra divulgar a venda dos "gibis" Zorro (números de 01 a 100), publicados entre julho de 1962 e agosto de 1970. E também a coleção Jerônimo (61 números) de 1958. Cada exemplar custa 70 reais. Deus avisou que ele tá vendendo as coleções completas. Ajude Deus a sorrir, caramba! O preço tá bom. Não discorde. Não ouse zangar Deus. Não cometa esta heresia.

Até a próxima.

terça-feira, 9 de junho de 2015

Eis a matéria que foi publicada no Caderno 2 do jornal A Tarde desta terça-feira.


Entrevista ao jornalista Chico Castro Jr.

(Foto: Lucas Mayor)

Saiu uma matéria hoje na coluna "Coletânea", caderno 2 do jornal A Tarde, de Salvador, sobre o meu livro "18 de maio, quanto tens por dizer...". A matéria e a entrevista na íntegra foram postadas no blog do jornalista, o Rock Loco.

Acesse: ROCK LOCO: FIGURA DA CENA UNDERGROUND DE SSA E SP, TARCÍSIO B...:

Trilha da madruga: Blind Willie Johnson.


Acesse: www.deezer.com/album/9905616?utm_source=deezer&utm_content=album-9905616&utm_term=317998783_1433836501&utm_medium=web

domingo, 31 de maio de 2015

Saiu o primeiro texto sobre o "18 de maio, quanto tens por dizer...".

(Na foto, com o escritor Cassiano Antico).

Meu amigo Cassiano Antico escreveu sobre meu livro "18 de maio, quanto tens por dizer...". O texto foi postado na página dele do facebook.

Li "18 de Maio... Quanto Tens Por Dizer..." Livro do amigo Tarcisio Buenas. Quando tava na Espanha, com minha mulher, Tarcisio me escreveu pedindo pra eu comprar o que achasse da banda Tindersticks. Procurei nuns dois ou três lugares e não achei nada. Depois de ler o livro, me sinto em dívida. Devia ter rodado "Cervantes". Devia ter procurado nos moinhos, porra. Devia ter conseguido. Assim como eu, ele gosta de algo já meio morto. O perfume do encarte. Poder ler as letras das canções, saber ao certo quem cantou, quem tocou guitarra, se tiver foto da rapaziada melhor ainda. Por isso que gosto tanto de vinil, especialmente dos antigos, que trazem as letras, os créditos todos. Aquelas capas grandes, gigantes, sem miséria, algumas são verdadeiras obras de arte. Outras são lindas de tão bregas. Você lê a letra da canção como se fosse um poema, ali, diagramado. Em silêncio: enquanto ouve. E foi o que fiz com o livro do meu amigo. Abri, "liguei a vitrola". Lado A & Lado B. Sem intervalo. Num gole só. Tipo de livro que te leva pra muito além do livro. Que são os livros que valem a pena. Nietzsche já havia dado a letra. Todas as referências ali, as referências dele: que são também as minhas. Me senti em casa. E isso, casa, é sempre foda, né? Feridas, os sentimentos mais básicos, entrega, lealdade, traição, dor, perdão... Vão aparecer. O livro é de uma singeleza, humanidade. O coração do cara aparece até quando ele tá fazendo uma análise critica de um filme, ou de um livro. E foi como se encontrasse um amigo que anda "do mesmo lado da calçada" que eu. E que se nega a atravessar a rua. Porque sabe muito bem quem vive do lado de lá. Mesma sensação de inadequação com esse mundo de campeões, de risada fácil, falsa. Onde só as putas são honestas. Comi a pizza com o Tarcisio, no chão, chorando. Eu tava lá, brother. Grato por ter um amigo. Um de verdade, pelo menos. Levantei-me, não penteei os cabelos e nem dei um trato no visual. Porra nenhuma. A minha garota me esperava do lado de fora. Ela beijou os meus lábios. Tinha amor ali. Era noite. Com as mãos nos bolsos, fui ouvindo um velho punk rock, sentindo o vento frio na cara. Vontade era de varar a noite falando sobre 18 de maio com o primeiro sujeito que eu encontrasse. Coitado do cara. Ele ia ter que me ouvir. Sobre o início e o fim do mundo. Do acidente fatal. Da solidão do Ian Curts. Do choro da baleia. Que tudo isso aqui é provisório. Vai acabar. Vocês não estão vendo? Logo estaremos todos mortos. Com amor, esperança ou ódio... Seja lá o que você guarda, esconde aí.

Cassiano Antico.