segunda-feira, 26 de maio de 2008

Vic Chesnutt.


O cara é da Geórgia. Vivia na sarjeta tocando em bares em troca de alguns goles e trocados até ser " descoberto " por Michael Stipe, que produziu seus dois primeiros discos.

Alcoólatra, paraplégico desde os 18 anos de idade, vítima de um acidente de carro, tornou-se um artista cult devido a sua trajetória maldita e elogios de artistas famosos, entre eles Madonna, Smashing Pumpkins e Sparklehorse que o homenagearam em um tributo gravado em 1996.

Dono de uma voz cortante e instrumental simples, suas canções caracterizam-se pelo tom irônico e amargo, tem dificuldades para acender um cigarro e sofre para afinar seu violão nos shows.
Costuma abri-los com a seguinte sentença: " Olhem para mim, lutando para continuar vivendo ".

Recebeu uma certa notoriedade da crítica após o lançamento do álbum The Salesman And Bernadette, gravado em 1998 na meca da country music, Nashville, em companhia da banda Lambchop, precursora do movimento batizado pela crítica norte-americana no final dos anos noventa de alt-country.
Recomendo de coração aos amantes das baladas românticas de Tom Waits, Mark Lanegan, Elliott Smith e Richard Hawley os discos Drunk ( 1993 ) e Silver Lake ( 2003 ).
Publiquei este texto pela primeira vez no extinto Musicbox em 2003.
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