quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Efraim Medina Reyes, O Melhor Escritor Da Atualidade.


Considero o escritor colombiano Efraim Medina Reyes o melhor da atualidade. Conheci sua obra há uns dois anos atrás através do meu amigo Nelsinho Magalhães, este, como sempre, dando grandes dicas literárias.
Os sonhos do Efraim é montar a empresa Fracasso Ltda , cujo lema reza: "Onde for necessário um fracasso, lá estaremos", e montar uma dupla de ataque com Romário e Maradona.
Bem, sobre este, acho difícil.
Mas difícil mesmo é não seduzir-se com sua narração irreverente, hilária, ousada e crua.
Comecei com Era uma vez o amor, mas tive que matá-lo. Poema em prosa em que conta a vida do personagem Rep, seu alter-ego.
Em meio a confusões, relacionamentos mal resolvidos - perambula pelas estradas em busca de seu grande amor - e falta de dinheiro, Rep vai levando uma vida ordinária em uma cidade latino-americana descrita por ele mesmo como: "Pequena, bonita e hedionda".

Impressionou-me as histórias com imagens surreais. Ora sobre o relacionamento de amor e ódio envolvendo Sid e Nancy, ora por criar uma narração fictícia sobre o suicídio de Kurt Cobain. O cara convence qualquer coisa que escreve.

Li Era uma vez o amor... duas vezes. Agora estou lendo Técnicas de masturbação entre Batman e Robin (Poema supercool baseado na técnica do dedo polegar, introduzida na América por Bruce Lee, Ciro Díaz, Bruno Mazoldi e The Velvet Underground).

O livro tem passagens assim: "Dia e noite deixamos sonhos de amor, nossas loucuras e ilusões diante da tevê enquanto acumulamos desleixo, gordura e remorsos".

"Quando entrei esta noite no meu quarto e encontrei você nua suspeitei que poderia estar tramando alguma coisa e pensei em dissuadi-la... O cheiro do seu corpo me pareceu familiar... Tremia como cachorro magro em dia chuvoso. A sensação que tive ao afundar em você foi que uma força me arrastava para o vazio onde havia pavorosas criaturas... Suponho que Janis tinha a alma podre porque nem os anjos podem cantar assim".

"Acredito na poesia, sei que essa lucidez bem usada nos faz mais intensos".

"Todo artista traz dentro o deus morte que mata".

"A sexualidade do homem é plana, basta-lhe esfregar-se um pouco. O sexo da mulher é um labirinto e ela está perdida dentro dele. Ela enfia seu sexo na mente do homem para refletir ali, mas o homem enlouquece ou foge. Se o homem tenta encontrar a mulher no labirinto, será presa fácil do minotauro".

Foi lendo Efraim que comecei a escrever poemas. Se presta para alguma coisa, não sei, só sei que tenho dedicado boa parte do meu tempo a eles. Tem valido esse tempo.

Tem um quase pronto, escrito, especialmente, para uma mulher. Assim que terminá-lo prometo publicar aqui para vocês.

Não deixem de ler o Efraim.

"Vou viver até onde for possível e se a coisa ficar difícil eu me suicido".

Até o próximo post.

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