sábado, 21 de fevereiro de 2009

Paralisado Em Frente À Tv.

Eu tinha uns sete ou oito anos de idade quando vi a chamada do Fantástico sobre aquela turma com cabelos espetados e coloridos, com alfinetes na orelha e no nariz. Fiquei paralisado em frente à tv assistindo aquela reportagem histórica sobre o movimento punk que havia explodido na Inglaterra naquele momento.
O visual chamou-me mais atenção do que a música, que não fixei. Não consigo lembrar de nenhuma. As pessoas que estavam ao meu redor não souberam me explicar direito quem eram os punks e o que eles queriam com um visual tão chocante.
Ouvi alguém chamá-los de rebeldes ou de desordeiros, algo assim.
Então quando saía pelas ruas com minha mãe, via os muros rabiscados e imaginava que fosse os punks que faziam aquelas estripulias.
É provável que já existisse o grafite de Faustino, o alter-ego do artista gráfico e músico Miguel Cordeiro (http://www.miguelcordeiroarquivos.blogger.com.br/).
Quando a gente ia para a escola, eu e meu irmão, no carro da empresa onde minha mãe trabalhava, costumava tocar uma música no rádio do carro que dizia assim: "Eu sou rebelde porque o mundo quis assim, porque nunca me trataram com amor e as pessoas se fecharam para mim..."
Lembro ter perguntado ao meu irmão se aquela cantora era punk e ele totalmente alheio, respondeu: "Sei não".
Então perguntei a Perigo, o motorista que pegava a gente todos os dias, ele disse que 'parecia que não'.
, ninguém sabia explicar nada.
Não lembro ao certo o nome da cantora. Acho que era Lilian ou Elizângela.
Kátia que não era. Esta cantava: "Lembranças contidas nesta solidão..."
Depois de muitos anos que fui conhecer o que era punk através do álbum Never Mind The Bollocks Here's The Sex Pistols, a mais polêmica das bandas punks. Mantenha-se vivo.
Continua.
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