sexta-feira, 27 de março de 2009

Bare Bones, Mais Uma Maravilha Da Madeleine Peyroux.


Bare Bones é o mais novo álbum da cantora norte-americana Madeleine Peyroux. O quinto de sua carreira, incluindo um ep gravado em companhia do músico William Gallison, Bare Bones mantém a qualidade de sua ótima discografia.
Madeleine já foi muito comparada a Billie Holliday, no que diz respeito a seu timbre de voz.
Realmente, lembra muito. Mas essa loirinha gente fina que tive o prazer em conhecê-la há dois anos atrás após o show no Teatro Castro Alves, não carrega a densidade e melancolia que a Billie trazia em seu canto e estilo trágico de vida.
Madeleine viveu por longos anos no anonimato após o lançamento de seu primeiro álbum, Dreamland (1996), cantando pelas ruas dos bairros boêmios de Paris em companhia de músicos locais.
Não tive a oportunidade de beber umas cervas com ela, mas soube que a loirinha manda bem no copo e só larga quando o sol raiar!
Nosso contato foi no camarim. Estava em companhia de minha amiga Michelle Prado e nos divertimos muito. Fomos convidados pela produção do show e, claro, não perdemos esta oportunidade. Ela é bastante comunicativa e divertida. Sempre sorridente, deu atenção a todos os convidados, permitindo ser fotografada por todos e com todos. Pena que não encontrei a nosso foto. Prometo publicar aqui assim que achar.
Bare Bones não difere muito dos anteriores. A qualidade e beleza estão lá. E que capa!
Maravilha essa loirinha cantando enquanto escrevo este post. A blogueira e poeta Luisa Soler (http://www.perigasver.blogspot.com) perguntou-me se costumo escrever embriagado. Luisa, não escrevo embriagado. Me embriago depois!
Agora mesmo, estou completamente sóbrio. Começarei meus serviços etílicos mais tarde.
Invista nessa maravilha que é Bare Bones. Ouça aqui algumas faixas:http://www.myspace.com/officialmadeleinepeyroux. On The Rocks garante. Visite a La Verga Del Buenas: http://www.lavergadelbuenas.blogspot.com/. Até a próxima.

sábado, 21 de março de 2009

Ok Computador, Você Venceu.

Para Luisa Soler.


O Radiohead está no Brasil e este momento não poderia passar batido aqui no On The Rocks. Das principais bandas da atualidade, esta turma de Oxford, Inglaterra, começaram lá pelos idos do comecinho dos anos noventa quando se chamavam On a Friday devido ao dia da semana em que ensaiavam. Perceberam que esta era uma piada sem graça e logo mudaram para Radiohead em homenagem a música homônima do Talking Heads, banda esta que os caras são fãs.
Reza a lenda que após um show, Jerry Harrison, um dos integrantes do Talking Heads, entrou no camarim e logo foi reconhecido por Thom Yorke que não parou de fazer perguntas sobre Remain in Light, um dos álbuns prediletos de Thom.
Creep, seu primeiro single extraído do álbum Pablo Honey, não emplacou no Reino Unido, mas serviu de resposta para os americanos que viviam o boom do Nirvana.
The Bends emplacou na Inglaterra com alguns singles bem vendidos e executados muito bem pelas rádios locais. Fake Plastic Trees virou hit instantâneo.
Ok Computer, seu terceiro álbum, foi lançado em 1997 e veio para ficar na história. Presos dentro dos estúdios há longos meses foi que a banda fez valer sua existência como artistas na terra.
Thom Yorke e companhia mostraram ao mundo os recursos que um músico pode tirar de um computador e dizer: a música a partir de agora não será mais a mesma. O relacionamento do ouvinte com esta mudou de uma forma que ninguém poderá reverter esse quadro por mais que alguém tente.
Não foram poucos jovens músicos que passaram a gravar seus discos trancados em seu próprio quarto com um computer ligado e uma ideia na cabeça.
O relacionamento do comprador de música não será como fora antes. Esqueçam a música em quanto formato material. Já era!
Isso sem falar nos recursos que um músico pode obter com um computador no que diz respeito a criação artística.
Ok Computer faz valer, também, por suas belas canções. Agora mesmo estou ouvindo Karma Police... existe coisa melhor pra fazer num sábado durante o dia do que ouvir uma bela música e escever pelo puro prazer de escrever?
Namorar e beber umas cervas é um bom programa quando a mulherada colabora, fora isso o bom é ficar em casa mesmo escrevendo... mesmo que ninguém goste dos seus escritos.
Desconheço terapia melhor do que a arte de escrever.
Não no speed para ouvir Electioneering nem a sufocante Climbing Up the Walls... pulo para No Surprises... que música linda... e esse tecladinho acompanhando o canto melancólico de Thom, então...
Luisa, curta por mim o show dessa grande banda que veio para ficar na história! Depois você me conta detalhes.
Vou ficando por aqui na certeza de apertar o repeat e continuar com meus devaneios e me preparando para beber umas cervas mais tarde... antes de sair, ouvirei a belíssima True Love waits! Até a próxima.

sexta-feira, 20 de março de 2009

Lançamento Do Curta-Metragem Clemência.


Acontece hoje no Espaço Unibanco Glauber Rocha às 18:00h o lançamento do curta-metragem Clemência. Este curta foi baseado no conto de mesmo nome do escritor e poeta Luciano Fraga.
A direção é de Rita De Cássia e a produção e roteiro de Matheus Vianna. Programinha altamente recomendável. On The Rocks garante. Até a próxima.

segunda-feira, 16 de março de 2009

Galeria.


A seção Galeria desta vez homenageia o álbum Todos os Olhos do cantor baiano Tom Zé. A capa deste álbum é sem dúvida alguma uma das mais controvertida e hilária da música popular brasileira.
Em plena época do governo militar, o escritor Décio Pignatari teve a idéia de convidar uma modelo para pousar na capa do disco que havia sido gravado naquele ano, 1973.
Tom Zé pensou em algo que chocasse, mas que tivesse sutileza para a gravadora Continental não vetar o projeto.
Décio pensou em primeiro tirar fotografias de partes do corpo da modelo, como braços e pernas.
Depois de uma longa sessão de fotos, eis que Décio e o fotógrafo Reinaldo de Morais tiveram a idéia de propor que a modelo colocasse seu rabinho para cima pra que os caras pudessem colocar uma bola de gude sobre seu ânus.
O nome desta modelo é guardado até hoje em sigilo total. Todos os Olhos não teve problemas para ser lançado e acabou dando vários elogios a Tom Zé e toda equipe por fazer desta uma das capas mais chocantes e hilárias da história da MPB.

terça-feira, 10 de março de 2009

A Volta Dos 3 Hombres.

(Ronaldo Passos, Jair Marcos, Fábio Barbosa, Daniel Benevides e Carlinhos Vieira após show de reestreia em 10/12/08, em São Paulo).

Depois de longos anos afastados dos palcos paulistanos, está de volta uma das mais cultuadas bandas do país. Esta banda, meus caros leitores, chama-se 3 Hombres e é uma das preferidas do On The Rocks.
Formada em 1987 por Daniel Benevides (vocais e gaita), Jair Marcos (baixo), Celso "Minho K" Pucci (guitarra) e Sérgio Alaune (bateria).
A primeira gravação da banda foi o álbum Você no Oeste, de início dos anos noventa, mas que nunca fora lançado devido ao sumiço da master. Os caras voltaram pro estúdio e gravaram em 1993 o ótimo disco De Volta ao Oeste com lançamento e produção do selo Baratos Afins.
A influência da banda é das melhores: Rolling Stones, Neil Young, Television, Nick Cave, R.E.M. e Leonard Cohen.
Rock urbano com forte influência de folk music americana é o que ouvimos aqui.
Foi lançado em 2000 uma versão em CD do De Volta ao Oeste após o falecimento de Sérgio Alaune.
Outro que faleceu dois anos depois foi Celso Pucci, o Minho K. Este foi integrante de várias bandas paulistanas, entre elas, Voluntários da Pátria e Smack.
Celso Pucci foi, além de músico e compositor, jornalista. Um dos responsáveis pelo lançamento da revista Bizz ao lado de José Augusto Lemos e Alex Antunes, entre outros jornalistas, que sacudiram a crítica musical em meados dos anos oitenta.
Já escrevi aqui mesmo que Celso foi, ao lado de Lester Bangs, a principal influência para existência do On The Rocks. Sempre fui admirador da forma como ele escrevia. Até hoje tenho guardado vários recortes de textos escritos para a Bizz e alguns jornais do eixo Rio-São Paulo.
Ninguém me mostrou como deve ser um texto sobre música do que este cara. Aqui vou tentando seguir seu legado com o maior esforço, é claro.
O cara sacava e muito esse tal de rock and roll, blues e jazz, também. Era fera. Comprei vários discos indicado por ele e, raramente, ouvia-os antes de pagar. Confiava sempre.
As resenhas assinadas por Celso Pucci era de extrema qualidade e dedicação. A impressão que tenho era de que ele só respirava música, nada mais além disso.
Morreu de câncer em 2002 deixando um legado a ser respeitado por todos os amantes dos bons sons.
A 3 Hombres, nome fictício, voltou em dezembro do ano passado fazendo seu primeiro show após muitos anos de afastamento dos palcos.
Quero aproveitar aqui e indicar mais um show desses caras para quem tiver em São Paulo no próximo fim de semana na Galeria Olido - Rock da Vitrine, 14/03/2009, às 18h. Entrada franca.
Eis a formação atual: Daniel Benevides (voz e gaita), Jair Marcos (Fellini, guitarra e vocais), Ronaldo Passos (Inocentes, guitarra e vocais), Carlinhos Vieira (ex-Ness e C.I.A. Brazil, baixo e vocais) e Fábio Barbosa (The Gasolines, bateria).
On The Rocks indica de coração para quem estiver em Sampa. Eu, infelizmente, não vou poder assistir a este show. Estou programando uma viagem a São Paulo e estou necessitando de alguns detalhes que não depende só de mim. Vou tentar ir no próximo. Clique aqui e ouça 3 Hombres: www.myspace.com/3hombresbrasil. É isso. Divirtam-se. Até a próxima.

quinta-feira, 5 de março de 2009

Dica Para Este Fim De Semana.


Working On A Dream é o mais novo álbum do 'chefão' Bruce Springsteen. Décimo sexto álbum de sua carreira, aqui em companhia de sua E-Street Band, Bruce me faz crer num ótimo ano de lançamentos musicais.
Temos aqui 12 canções rocker de quem sabe fazer e seduzir os ouvidos dos admiradores do porta-voz dos desiludidos, românticos e solitários seres a vagar pelas estradas da América. Assim como os poetas beatnicks que viviam em busca de algo para suprir suas necessidades existenciais, Bruce cativa não só os perdedores, mas todo um grupo de pessoas espalhadas pelo mundo em busca de algo que dê sentido a sua existência, seus desejos e seus temores.
Ouvi pouco este Working on a Dream, mas não preciso ouvi-lo muito. Bruce é um desses artistas que não deixam a peteca cair. Costumo indicar seus discos de olhos fechados, sei que não tenho como errar. Boa audição.