sexta-feira, 31 de julho de 2009

Memoirs at the End of the World.

Descobri a banda americana The Postmarks, dia desses navegando na Web. Memoirs at the End of the World é deste ano e difere um pouco dos anteriores The Postmarks (2007) e By the Numbers (2008), por ser mais calminho, e por isso mesmo, mais encantador. Amadurecimento, talvez seja a palavra certa para definir seu mais novo lançamento.
O que mais me encantou em seu som foi a doce e bela voz da menina Julia Lammerheim. Fiquei horas procurando informações sobre ela, e nada. Julia contempla nossos olhos pousando na capa do álbum e nossos ouvidos com sua deliciosa voz. Passar o fim de semana ouvindo The Postmarks não vai ser nada mal.
Para conhecer melhor o som deles, clique aqui: http://www.myspace.com/thepostmarks.
Quem quiser ser meu amigo no Orkut, é só procurar por Tarcísio Buenas, só existe um. Até a próxima.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

O Sol que a chuva apagou.


"Não se preocupe tanto, é apenas a morte. A morte que lhe aguarda a cada passo, de braços abertos, antenada. A paixão é para poucos, há anos eu sei. Árvores trêmulas, amores alheios que vamos fotografando pelo caminho. Meu irmão pôs Manic Street Preachers em volume quase máximo. Alguém diz que o ônibus tem cheiro de baú guardado. Deve estar acontecendo alguma coisa com a Lua, o Espírito do Mundo, os 09 planetas..."
Assim começa O Sol que a chuva apagou, o mais novo romance da escritora baiana Állex Leilla.
Em formato de envelope de cartas, este livro prima pela poesia que exala de suas páginas ao contar as vivências de alguns jovens pela estrada em turnê com sua banda. Sonhos, desilusões amorosas, companheirismo, preconceito, aquele desejo de firmar-se como ser humano e o saudosismo pela terra distante, contempla o leitor pela riqueza de sua escrita.
Conheci Állex há poucos dias atrás no lançamento do livro de João Filho na livraria Tom do Saber no Rio Vermelho. Fui na incumbência de pegar seu autógrafo pro meu amigo Nelsinho Magalhães. Lá, encontrei o escritor Lima Trindade e, aproveitando, agradeci por ele ter me presenteado com seu livro - em breve, falo sobre este.
Salvador está muito bem representada no quesito literário.
Lima Trindade, João Filho, Adelice Souza, Renata Belmonte, Pablo Sales e Állex Leilla, são alguns desses nomes - espero estar participando em breve deste seleto grupo de talentos.
O Sol que a chuva apagou você ler de uma sentada só. Não por ser um livro de poucas páginas, são quarenta e oito, mas pelo frescor poético que exala dela.
Várias músicas e bandas da mais alta qualidade são citadas ao longo do romance. Bob Dylan, Neil Young, The Byrds, Nick Cave, Pretenders, REM, Barão Vermelho e, claro, Legião Urbana.
O título foi extraído da belíssima música Giz, que está no álbum O Descobrimento do Brasil.
Para conhecer melhor o trabalho da Állex, clique aqui: http://www.allexleilla.blogspot.com/. Até a próxima.

domingo, 19 de julho de 2009

Cê Tá Pensando Que Eu Sou Loki?

É de conversas com amigos em mesa de bar que tenho planejado os últimos posts aqui no On The Rocks. Este não foi diferente. Estava ontem em companhia dos amigos Tony Lopes, Tinho Safira e Paulo César no bar O Líder - um dos meus preferidos da cidade -, e conversamos muito sobre o documentário Loki? do Arnaldo Baptista e toda sua obra.
Arnaldo Baptista é gênio.
Loki? encanta pela energia que emana de Arnaldo. Todos que participam dos depoimentos deixam claro a importância em suas vidas por ter convivido e/ou participado de suas obras.
Os relatos são emocionantes. Principalmente do próprio Arnaldo, que fora internado nos anos oitenta, injustamente, num hospital psiquiátrico de onde teve sérias consequências após pular do terceiro andar dando um tempo em sua brilhante carreira.
Já suspeitava de uma coisa antes de assistir Loki?, mas não tinha certeza, então, aqui vai:
Os álbuns Loki? e Singin' Alone são melhores do que qualquer um dos Mutantes e da Patrulha do Espaço.
O impacto dos Mutantes nos anos sessenta por ter colocado guitarra distorcida na Tropicália e pelo comportamento de seus integrantes, é incontestável. Ok.
Vejo uma certa eloquência entre as letras e a música de Arnaldo em carreira solo. Beleza, transcendência e amadurecimento como não via em sua antiga banda.
Outra constatação: Singin' Alone não é o seu melhor registro fonográfico, como pensei esse tempo todo.
Toda a genialidade do cara está resumida no álbum Loki?. Gravado em 1974, em companhia de Dinho e Liminha, Arnaldo criou sua obra-prima absoluta em pouco tempo e sem retoques. De uma enfiada só. Polimento zero.
Arnaldo toca piano como ninguém neste país. Sua voz e as letras estão inspiradíssimas.
Meu primeiro contato com sua obra foi através do álbum Mutantes e seus Cometas no País do Bauretz. Sim, foi um impacto. "Pô, que som é esse?!"
Rita Lee cantando: "Vamos ter cinco lindos cachorrinhos... "
Lindo.
Guitarras distorcidas, letras louquíssimas, vocais impactantes.
"Entrei na Avenida Augusta a 120 por hora!!!"
Me diverti muita nessa época.
Um ser humano como poucos é o que Arnaldo Baptista é. Espirituoso. Humano. Qualquer dúvida, é só assistir Loki?
Cê tá pensando que eu sou loki, bicho?
Quem quiser ser meu amigo no Orkut, é só procurar por Tarcísio Buenas. Só existe um. Até a próxima.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

13 de Julho, Dia Mundial do Rock e Aniversário de Liquinho.

(Sonic Youth, Dirty, 1992).

(Rolling Stones, Between the Buttons).

(Joy Division, Unknown Pleasures, 1979).
Dia do rock para mim é todo dia. Alguém instituiu o 13 de julho como o dia oficial para este menino traquino. Rebelde por excelência, ele está completando hoje dezessete anos de idade.
Este guri pensa que está ficando responsável, mas no fundo não passa de um delinquente juvenil.
Hoje é, também, o aniversário de Liquinho, meu filho. O meu guri nasceu há exatos onze anos enchendo de candura o lar, doce lar de seus familiares. Veja nos arquivos de 13 de julho do ano passado a homenagem que fiz a este guri do rock e de como ele veio ao mundo.
Separei uns discos para ouvir hoje... Aviso aos navegantes: esta não é uma lista com os melhores discos de todos os tempos. São apenas, discos que me deu vontade de ouvir hoje.
Quero agradecer a todos que mandaram comentários, e-mails e scraps dando palavras de carinho sobre meu momento no último post.
Agradeço em especial, a uma ligação que veio de longe, muito longe, massageando meu pobre coração solitário.
Excepcionalmente hoje, não ouvirei Jesus and Mary Chain, nem Bob Dylan.
Espero que você goste das minhas dicas. Até a próxima.
(Velvet Underground, 1968/1969).

(The Smiths,1983).

(David Bowie, Hunky Dory, 1971).

(Interpol, Antics, 2004).

(The Clash, London Calling).

(Johnny Cash, American 4).

(Arnaldo Baptista, Singin' Alone, 1982).

terça-feira, 7 de julho de 2009

On The Rocks Recomenda Em Dose Dupla.


Ando muito desanimado ultimamente, por isso tenho atrasado e muito os posts aqui no On The Rocks. Vai passar, eu sei. Não vejo a hora desses dias fatídicos passarem logo. São coisas da vida... sei, sei...
Indico dois álbuns de dois artistas importantes para a cultura da música pop mundial. Sim, punk e jovem guarda são pop music.
Iggy Pop, o pai do punk, ataca com Preliminaires, um álbum repleto de baladas que caem bem em companhia de uma boa cerva gelada num fim de tarde em companhia daquela gata...
Acho uma bobagem a mídia ficar estarrecida com o lançamento de um disco romântico do mestre de Detroit. Punk também ama. Se apaixona. Por que não gravar canções que batem forte no coração?
E quer saber, o resultado é um dos melhores de sua carreira. A canção em que ele canta em francês é de fazer qualquer um que tenha um pouco de sensibilidade afundar no sofá.
Pra vocês verem como estou... esqueci o nome da música e o álbum não está aqui comigo agora.
How Insensitive está ok. Ficou melhor do que na versão de seu compositor.
Preliminaires é um disco bacana. A voz de Iggy é um atrativo a mais para apreciá-lo. Encorpada. Gutural. Das mais prazerosas pros meus ouvidos.


Eis o terceiro álbum do gaúcho Frank Jorge. Volume 3 é mais uma coleção de pepitas da jovem guarda compostas pelo próprio Frank.

Sou admirador da obra deste importante artista da cena rocker gaúcha. Frank foi um dos fundadores dos saudosos Cascavelletes nos anos oitenta e, nos noventa, da Graforréia Xilarmônica.

A canção Eu Demiti um Amigo é das mais legais. Nela, Frank canta a tristeza de ter demitido um grande amigo por ter sido pressionado por seu chefe.

Resultado: O narrador tomou um pileque para esquecer tal tristeza.

As outras músicas se encaixam bem no universo da obra de Frank Jorge. Pura jovem guarda com pitadas do som gaúcho, como ele costuma chamar sua mistura de influências que vão de The Beatles a Gaúcho da Fronteira. Espero que tenham gostado dessas dicas diante de um post preguiçoso. Vai passar, eu sei... até a próxima.