quinta-feira, 23 de julho de 2009

O Sol que a chuva apagou.


"Não se preocupe tanto, é apenas a morte. A morte que lhe aguarda a cada passo, de braços abertos, antenada. A paixão é para poucos, há anos eu sei. Árvores trêmulas, amores alheios que vamos fotografando pelo caminho. Meu irmão pôs Manic Street Preachers em volume quase máximo. Alguém diz que o ônibus tem cheiro de baú guardado. Deve estar acontecendo alguma coisa com a Lua, o Espírito do Mundo, os 09 planetas..."
Assim começa O Sol que a chuva apagou, o mais novo romance da escritora baiana Állex Leilla.
Em formato de envelope de cartas, este livro prima pela poesia que exala de suas páginas ao contar as vivências de alguns jovens pela estrada em turnê com sua banda. Sonhos, desilusões amorosas, companheirismo, preconceito, aquele desejo de firmar-se como ser humano e o saudosismo pela terra distante, contempla o leitor pela riqueza de sua escrita.
Conheci Állex há poucos dias atrás no lançamento do livro de João Filho na livraria Tom do Saber no Rio Vermelho. Fui na incumbência de pegar seu autógrafo pro meu amigo Nelsinho Magalhães. Lá, encontrei o escritor Lima Trindade e, aproveitando, agradeci por ele ter me presenteado com seu livro - em breve, falo sobre este.
Salvador está muito bem representada no quesito literário.
Lima Trindade, João Filho, Adelice Souza, Renata Belmonte, Pablo Sales e Állex Leilla, são alguns desses nomes - espero estar participando em breve deste seleto grupo de talentos.
O Sol que a chuva apagou você ler de uma sentada só. Não por ser um livro de poucas páginas, são quarenta e oito, mas pelo frescor poético que exala dela.
Várias músicas e bandas da mais alta qualidade são citadas ao longo do romance. Bob Dylan, Neil Young, The Byrds, Nick Cave, Pretenders, REM, Barão Vermelho e, claro, Legião Urbana.
O título foi extraído da belíssima música Giz, que está no álbum O Descobrimento do Brasil.
Para conhecer melhor o trabalho da Állex, clique aqui: http://www.allexleilla.blogspot.com/. Até a próxima.
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