sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Achei de novo o Luís Capucho.

Estava limpando o jardim da casa de tia Anna pela manhã num clima muito agradável quando lembrei-me do cantor, poeta e escritor Luís Capucho. Fiquei por ali colhendo as folhas secas que haviam caído da amendoeira e pensando: "por onde andará o cara?".

Encontrei-me com Nelsinho à noite no bar de Turíbio - sim, estou em Cruz das Almas, cidade das sombras -, e disse-lhe que o próximo post do On The Rocks irá se chamar Por Onde Andará Luís Capucho?
Ele achou melhor que eu procurasse no Google alguma informação antes de escrever o post. Foi o que fiz. Naveguei pela Web ainda naquela noite e descobri que Capucho tá com um blog, o Azul: http://www.luiscapucho.blogspot.com/.
Gostei e comentei em seu blog. Instantes depois, ele respondeu (veja comentário no post anterior).
Fiquei feliz com sua resposta. Vibrei mais ainda quando ele disse que está terminando a gravação de seu segundo álbum, Cinema Íris - uma alusão ao título do seu primeiro romance, Cinema Orly.
Capucho nasceu em Cachoeiro do Itapemirim - você já ouviu falar neste lugar. Ainda na infância, mudou-se para Niterói onde viveu com Dona Luzia num cortiço. Conheci Lua Singela, seu primeiro lançamento fonográfico, em 2003 quando trabalhava na São Rock Discos.
Sua poesia é forte e impactante. Seu canto é dor. Sua música é rock da melhor descendência. Lou Reed, Tom Waits e o poeta maldito Arthur Rimbaud são alguns dos seus principais ídolos.
"Eu gosto daqueles que são maiores Que me parecem ter mais suco Têm maior quantidade de sangue, pra me alimentar.... Eu estou morto de fome... "
Acompanhado por violões, guitarras selvagens e clima ora romântico, ora angustiante, o cara não dar vazão pra gracinhas, nem pra romantismo barato - desses de abertura de novelas e programas de TV.
Suas canções já foram gravadas por vários artistas, entre eles: Pedro Luís e a Parede, Cássia Eller, Patrícia Amaral, Clara Sandroni, Daúde e Wado.
Seus versos poderão incomodar os fracos e medíocres, desses que se acostumam com modismos e versos fáceis de muitos artistas que estão por aí enchendo o bolso de grana e cantando porcaria.
Capucho não se deixa abater por alguns dramas em sua vida, como ele mesmo deixa claro em Algo assim: "Com isso eu era pra estar magoado, deprimido, Com isso eu era pra estar chateado, enlouquecido Eu era pra morrer enforcado tomar veneno, me jogar da ponte Algo assim, algo assim... Em meu juízo final, fui o único juiz Eu resolvi me perdoar, com isso eu fiquei um pouco Cazuza... E quero matar um pouco de inimigo..."
Chama-se Máquina de escrever a minha preferida do disco. Nela, Capucho canta em dueto com Mathilda Kóvak:
"Meu coração é uma máquna de escrever As paixões passam, as canções ficam Os poemas respiram nas prisões... Meu coração é uma máquina de escrever no papel da solidão... Meu coração é uma máquina de escrever, é só você bater pra entrar na minha história".
Seria ótimo se ele fizesse um show em Salvador. No que depender de mim, estou aqui pra dar uma força. E por falar em show, Caetano Veloso vai cantar aqui em Cruz, amanhã. Zii e Zie é o nome do show, e, é claro, On The Rocks vai bater o ponto. Quero agradecer ao meu amigo Dólar pelo convite. Muito bem-vindo, por sinal.
O título do post foi sugerido pelo próprio Capucho.
Para conhecer sua música, clique aqui: www.myspace.com/luiscapucho.
Visite Deus só protege os bêbados e as crianças, meu blog visual: http://www.deusprotege.blogspot.com/. Até a próxima.
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