quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Dark Night of the Soul Lavou Minha Alma.

Soube das gravações do Dark Night of the Soul no primeiro semestre, e fiquei imaginando o quanto seria bom ouvi-lo assim que fosse lançado. Por problemas judiciais, o disco ainda não foi lançado e corre sérios riscos de não ver a luz do dia este ano.
Sob o comando do produtor Danger Mouse e do cantor, compositor e músico Mark Linkous, o cara que está por trás do Sparklehorse - a banda de um homem só -, Dark Night of the Soul foi gravado com notáveis talentos da música pop mundial.
Cansado de esperar pelo lançamento oficial, aqui estou ouvindo esta pérola que meu amigo Christiano Blumetti baixou um dia desses na Web.
O disco começa com Wayne Coyne (Flaming Lips) cantando Revenge, uma maravilhosa balada nos moldes do que sua banda fez em seus grandes discos. Revenge acalma logo de cara. Sensação semelhante eu senti quando ouvia Atom Heart Mother do Pink Floyd. Toda vez que me estressava, principalmente no colégio, era só colocar o famoso disco da vaca para tocar e tudo ficava bem.
Houve uma briga no domingo passado com alguns familiares. É, de vez em quando eu quebro o pau com eles. Passado toda a confusão, já era noite quando coloquei Dark Night of the Soul para tocar no meu disc man e tudo ficou bem. Nem parece que eu havia brigado com pessoas tão queridas e importantes em minha criação.
Esse é o poder que a música exerce em minha vida. Já comentei aqui em outros posts. Se tá tudo bem, eu ouço música e as coisas ficam melhores. Se pinta algum grilo, a música tá ali pra resolver esses problemas e me deixar de bem com a vida e com todos.
Revenge ficou pra trás. Me entusiasmei e cheguei a Pain com Iggy Pop cantando uma das músicas mais empolgantes do ano. Como se estivesse na companhia dos seus parceiros de Stooges, Mr. Iggy quase me fez saltar da cadeira e sair pulando pela sala. Só não fiz isso porque acabei de almoçar e aí já viu.
Volto a me concentrar neste discaço e ouço a terceira faixa com Jason Lytle (Grandaddy) arrasando com a belíssima Jaykub. Ele arrasa sempre. O problema é que, quando penso que o cara já gastou toda sua munição, ele vem com esta pepita arrancando lágrimas que tento conter, mas não consigo. Jason repete a dose com Everytime i'm with you, a oitava faixa.
Pô, o tempo passa rápido!
Pera aí. Ainda tem Julian Casablancas com Little girl - se as novas canções dos Strokes estiverem nos moldes dessa -, será um grande disco o quarto rebento dos caras.
Aí é que entra o talento dos produtores do disco. Danger e Mark fazem você acreditar que todas estas canções são próprias dos seus convidados. Cada um com sua marca indecifrável.
Angel's harp com Frank Black, me faz pensar que esta foi tirada de algum disco de sua extensa carreira. Demais.
E o que dizer da participação da loiraça Nina Persson (Cardigans) com Daddy's gone e The man who played god?
E Vic Chesnutt enchendo o fim do disco com muita angústia num tom sofrível?
Há mais duas participações que fazem bem na composição do álbum. São eles: Gruff Rhys do The Shins e James Mercer do Super Furry Animals.
No encarte do Dark Night of the Soul, haverá fotos do cineasta David Lynch feitas por ele mesmo. Do jeito que vão as coisas, é capaz dessas fotos saírem sem o disco!

Christiano conseguiu fazer o download pelo seguinte endereço: http://www.4shared.com/. Procure por Danger Mouse and Sparklehorse: Dark Night of the Soul. Ou tente aqui: http://www.mediafire.com/?cl1tk2yyvm5. Desejo boa sorte a todos e peço desculpas pelo atraso do post. On The Rocks tarda, mas não falha. Até a próxima.

(Mark Linkous, David Lynch e Danger Mouse criando mais uma maravilha para seus currículos).
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