quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Retrospectiva e os Melhores Discos do Ano.

Minha memória não anda boa ultimamente. Na lista de melhores discos da década cometi um erro imperdoável por não incluir os seguintes discos: Lowedges do Richard Hawley; Last man standing do rocker Jerry Lee Lewis e o That old lucky sun do não menos rocker Brian Wilson. Sorry.
Outra falha foi a de não mencionar outras ótimas leituras que fiz este ano. O marginal O amor é uma coisa feia, livro em que fui presenteado pelo próprio autor, Gustavo Rios; Geração beat do Claudio Willer e Todo DJ já sambou, da jornalista Claudia Assef, presente de Mila, minha ex-namorada.
Espero não esquecer de nenhum lançamento deste ano maravilhoso para a música e seus amantes. Ano em que vimos Dylan e seus comparsas presentearem o mundo com o ensolarado e magistral Together through life e a menina Hope Sandoval dar o ar das graças com o belo Through the devil softly.
Os caras do Pearl Jam voltarem a fazer o que sabem de melhor; rock conciso, forte e direto - sem firulas.
O meu querido Richard Hawley com o melancólico e distante Truelove's gutter e os coelhinhos de Liverpool com Fountain fizeram bem em manterem-se presente em minha vida num ano interessantíssimo.
Não gostaria de apontar o melhor e sim os melhores. Mas inevitável não declarar que os discos que mais mexeram comigo foram estes aí:
Wilco - The album. Belíssimo retorno de Jeff Tweddy e companhia às canções como nos velhos tempos.
Sune Rose Wagner - Untitled. O mais tocante. Primeiro disco solo da outra metade dos Raveonettes, Sune Rose não deixou nada a dever ao seu passado glorioso ao lado da menina Sharin Foo.
Danger Mouse e Sparklehorse - Dark night of the soul. Me pegou de cheio. Vários talentos reunidos num só petardo de amolecer a nuca. Massa!
Jason Lytle - Yours truly, the commuter. Esse abusou. Presenteando seus fãs com pepitas como só ele sabe fazer, Jason foi o artista que mais mencionei aqui no On The Rocks este ano.
Pô, tô todo arrepiado escrevendo este post ao som de One wing, melhor, sabendo que daqui a pouco vou ouvir You and i, canção em que Jeff Tweddy divide os vocais com Feist. Antes, bem no meio, tem Bull black nova. Maravilha.
Minha grande descoberta entre os nacionais foi sem dúvida alguma o Renato Godá com este disco que ele gravou em 2005/2006, mas que só foi lançado agora. Godá é um desses músicos que adoram bares e cabarés. Sua música exala boêmia pura.
Vou poupar comentários sobre ele, pois fui convidado pelo meu amigo Luciano Fraga para escrever em uma coluna no jornal que ele está preparando para janeiro. Este jornal cultural vai circular pelo sul da Bahia e norte de Minas Gerais. Estou ansioso para ver meus escritos na coluna de um jornal que promete e o disco do Godá vai ser a minha estreia. Mantenha-se vivo e verá.
Caetano Veloso - Zii e Zie. Sou um dos poucos que conheço que fala de Caetano sem medo de ser apedrejado por aí. Engraçado como são as coisas... Meteram o pau no cara só porque ele chamou o presidente Lula de cafona, analfabeto e que não sabe falar. Caetano, palmas pra ti e Ziie e Zie, que é denso e ousado como poucos artistas sabem fazer. Eu também meto o pau no presidente Lula, mas como não sou famoso, ninguém diz nada.
Fechando a lista, chamo atenção para o primeiro disco da cantora, escritora/blogueira e atriz Mônica Montone e pro segundo do meu caro Ronei Jorge e os Ladrões de Bicicleta - Frascos, comprimidos e compressas. Dois artistas inquietos e talentosos que ainda vão dar muito o que falar.
Faltou a música do ano!
Morning light do Gliss e Over it do Dinosaur Jr foram as que mais ouvi, e sem deixar de dizer que o último do Sonic Youth, The eternal, continua sobre minha cabeceira - não poderia deixar de mencioná-lo. Assim como as encantadoras Melody Gardot e Madeleine Peiroux - eu não disse que minha memória não anda boa ultimamente? Já ia esquecendo dessas meninas tão maravilhosas!
Desejo a todos meus queridos leitores, e aos meus detratores também, é claro, um ano de muita sorte, saúde, paz e felicidades. Até a próxima.
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