sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Os Melhores do Ano de 2010.

Sob efeito do medicamento que me dá sonolência agora, preparo minha lista com os melhores do ano. A julgar pelos últimos dias desse, o próximo promete. Agradeço aos deuses por colocar uma pretty eyes em meu caminho aos quarenta e cinco minutos do segundo tempo.
É sempre bom começar o ano novo com esperanças de melhora e ela me faz pensar assim.
Aqui está minha já tradicional lista com os melhores do ano:
Livros.
5) Greil Marcus - Like a rolling stone;
4) Nick Cave - A morte de Bunny Munro;
3) Keith Richards - Vida;
2) Mikal Gilmore - Ponto final;
1) Patti Smith - Só garotos.
Música nacional.

5) Wander Wildner - A razão do meu viver;
4) Renato Godá - A cem por hora;
3) Reverendo T & Os Discípulos Descrentes - Esse amor (Vocal: Arthur Ribeiro);
2) Messias - Who i should be;
1) Luís Capucho - Eu quero ser sua mãe.
Disco nacional.5) Cigarettes - Happiness, glory and calmness (EP);
4) Reverendo T & Os Discípulos Descrentes - Pequenos milagres de um santo barroco de barro;
3) Wander Wildner - Camiñando y cantando;
2) Renato Godá - Canções para embalar marujos;
1) Messias - Escrever-me, envelhecer-me, esquecer-me.
Show do ano.
Dinosaur Jr na Concha Acústica do TCA.

Bar: O Líder.
Garçom: Manuel (O Líder).
Vocal nacional.

Renato Godá e Arthur Ribeiro;


Vocal internacional.

Paul Weller e Mavis Staples.
Música Internacional.
5) Antony and The Jonhsons - Thank you for your love;
4) Mavis Staples - In christ there is no east and west;
3) Crocodiles - mirror;

2) The School - I don't believe in love;
1) Ben Folds & Nick Hornby - Belinda.
Disco internacional.


10) Sharon Jones & The Dap-Kings - I learned the hard way;
9) Deerhunter - Halcyon digest;
8) Bryan Ferry - Olympia;
7) Admiral Radley - I heart California;
6) Mavis Staples - You are not alone;

5) Interpol - Interpol;
4) Isobell Campbell & Mark Lanegan - Hawk;
3) Paul Weller - Wake up the nation;
2) Arcade Fire - The Suburbs;
1) The National - High violet.

Espero que você tenha gostado. Fico por aqui na expectativa de um ano melhor do que este.

Desejo a todos um ano novo repleto de realizações e felicidades! Até a próxima.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Catando teclas.

Imagino que existe algo melhor para fazer na véspera do Natal do que ficar em frente ao computer catando teclas. Eu nunca passei um Natal como esse agora. Sozinho, aproveito para ouvir uns discos que estavam na minha lista há algum tempo.
Estou sozinho por opção. Sinto-me muito bem. O tratamento no centro espírita acabou, agora é com a medicina. Meu novo tratamento começou na semana passada com a psiquiatra Drª Inah Maria. É ela quem vai me acompanhar nos próximos três meses.
Nada grave, ok? Estou apenas procurando ajuda para tratar alguns grilos... Pensei ter sido forte esse tempo todo, quando dei por mim, o lixo guardado embaixo do tapete estava transbordando e enchendo a sala de entulhos e isto estava me incomodando muito.
Sob efeito de medicamentos e de uma garrafa de vinho tinto chileno cato estas teclas aqui neste teclado que me serve de companhia enquanto ouço Swanlights, o mais novo álbum do Antony and The Johnsons.
Para quem não sabe, Antony começou sua carreira artística como backing vocal de Lou Reed até cair nas graças da crítica especializada nova-iorquina que não pararam de tecer elogios ao seu novo pupilo.
De uma voz distinta e impressionante, Antony envolve o ouvinte tocando piano magistralmente bem num clima soturno e misterioso.
Outro som vindo de Nova York me acompanha nesta noite silenciosa que me envolve com o mesmo clima de antigamente quando ficava ansioso para dormir, pois sabia que Papai Noel deixaria meus presentes em cima dos meus sapatos que ficavam ao lado da minha cama. O velhinho nunca faltava - sempre ganhei presentes natalinos e não foram poucos. Um dos mais bem vindo foram o boneco Falcon acompanhado de uns playmobils, e o Super Rally vermelho e preto movido a bateria. Demais. Inesquecível.
O bom velhinho tem esquecido de mim ultimamente. Para não passar em branco, me presenteio todo ano e desta vez não foi diferente.
Ao sair do trabalho hoje, comprei o mais novo lançamento de Bob Dylan. Chama-se The Witmark Demos (1962-1964). São as primeiras gravações do cara e eu não ia deixar passar essa.
Não encontrei Vida do Keith Richards - paciência. Vou atrás ainda nesta semana mesmo!
Lisbon do The Walkmen é bacana. Inspirado. Mas o Antony consegue me tocar mais nesta noite já memorável em minha vida. Ficar sozinho por opção está sendo muito bom pra mim. Necessito desse momento, sabe...
Minha lista com os melhores do ano está quase pronta e este belo Swanlights vai está presente nela.
Fico por aqui ao som dessas maravilhosas companhias natalinas. Até a próxima.

domingo, 19 de dezembro de 2010

DJ Buenas e a seleção do On The Rocks no Ulisses.

Nesta terça-feira, 21, eu vou discotecar no Ulisses Bar apresentando os melhores do ano para o On The Rocks, entre clássicos eternos da casa. O bar fica localizado na Rua Direita de Santo Antônio além do Carmo, Centro Histórico. Começa às 19:00h e tem entrada franca.

O TAZ (Tuesday Autonomous Zone) é um evento idealizado pelos amigos Osvaldo Brahminha e Marcos Rodrigues com pretensão de reunir sempre às terças-feiras os melhores DJ's da cidade para uma discotecagem entre amigos e pessoas interessadas em algo diferente do que é de costume acontecer aqui em Salvador. Axé e pagode estão longe da proposta dos caras - gracias!

O Ulisses fica próximo ao largo onde, na minha infância, era comum jogar bola nos fins de semana com meus colegas de escola. Morei na Rua Direita de Santo Antônio entre os dois e onze anos de idade. Mudamos para lá quando meus pais se casaram e foram morar num casarão com nossos avós e tias.

Nossa casa ficava na parte de cima do casarão. A Baía de todos os Santos era o nosso quintal e o pôr-do-sol fazia parte de nossa rotina. Todos os dias assistíamos o sol se esconder atrás da ilha de Itaparica deixando uma sensação de quero mais.

Espero você no Ulisses. Até lá.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

TAZ, Nick Cave and others.

Hoje foi o segundo e último dia da segunda fase do vestibular da UFBA e ela simplesmente não estava lá. A menina do 2 de Julho provavelmente foi transferida para outro colégio, assim como eu, ou então foi reprovada logo na primeira fase; e eu pensando que ela fosse cdf!
É melhor pensar que ela foi transferida e que logo nos veremos por aí... Estou procurando uma kitinete para morar, sim, vou voltar a morar sozinho em breve e tomara que eu encontre uma por lá. Sempre gostei do 2 de Julho, meu segundo bairro preferido de Salvador, por exalar um clima boêmio pelas ruas por onde passo. Os botecos são convidativos para um bate papo em companhia de ótimos petiscos e aquela cerva gelada.
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Fui convidado por Marcos Rodrigues, da banda Theatro de Séraphin, e Osvaldo Brahminha, da MTV, para participar do TAZ (Tuesday Autonomous Zone) que acontece nesta terça-feira, 14, às 19:00h, no Ulisses (Rua Direita de Santo Antônio, além do Carmo, 541 - próximo ao largo) para ouvir uns sons, bater um papo e beber umas cervas com amigos. Entrada franca. Apareça.
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A minha lista de melhores do ano está quase pronta, só estou à espera do meu colega Ytalo Fernandes que ficou de baixar pra mim uns três discos que acredito que vá entrar na já tradicional listinha de fim de ano.
Fiquei sabendo, num dia desses, que Ben Folds gravou um álbum com Nick Hornby, mas como estava muito atarefado com o vestibular e minha mudança, não pude correr atrás de Lonely Avenue - este é o nome do lançamento dos caras - mas correrei atrás agora mesmo!
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Estava certo que minha lista de livros para comprar ainda neste ano encerraria com Vida de Keith Richards, mas para minha surpresa, me deparei na sexta-feira à noite com Só Garotos (Companhia das Letras, 2010), o mais novo livro da poetisa e cantora Patti Smith.
Neste já clássico lançamento, Patti escreve sobre a convivência dela com o fotógrafo Robert Maplethorpe desde o final dos anos sessenta até meados dos setenta. Folheei o livro sentado na poltrona da livraria sem querer voltar para casa - só pensava em sair dali e dar um novo rumo em minha vida. De narrativa poética, Só Garotos me nocauteou. Saí pirado da livraria. Em seguida, bebi dois conhaques e fui pra casa, pirado e nocauteado.
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Recebi do meu caro Miguel Cordeiro um link com 28 canções interpretadas por Nick Cave ao longo de sua carreira. Algumas eu já conhecia, outras não. Adorei Cave cantando Jet T'aime moi non plus (Serge Gainsbourg & Jane Birkin); Sunday morning (Velvet Underground); Rainy night in Soho (The Pogues) - numa brilhante interpretação; What a wonderful world (Louis Armstrong) com Shane MacGowan; I'm your man (Leonard Cohen), entre outras pérolas, na voz de um dos maiores cantores do planeta. Sou fã mesmo, e besta.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

John Lennon (09/10/1940-08/12/1980).

exatos trinta anos, um imbecil de nome Mark Chapman disparou vários tiros em frente ao edifício Dakota, Nova York, matando John Lennon, um dos maiores ídolos do rock de todos os tempos.
Eu estava em frente à TV assistindo a reportagem apresentada no jornal Nacional e perguntei ao pessoal que estava na sala quem era o tal britânico e alguém, não lembro quem foi, disse assim: "Ah, é aquele cara que canta nos Beatles!".
Beatles? Nunca tinha ouvido falar naquela banda, muito menos em John Lennon, mas aquele momento ficou registrado e, meses depois, pude ouvi-los através de uma compilação que Baixinho, um amigo do meu ex-padrasto, levou lá em casa.
Tinha Let it be, The ballad of John & Yoko, Something... Ouvia os baladões e tentava cantar junto, pire aí!
Chapman, pessoa vil por excelência, disse na época que matou Lennon porque queria se aparecer. Por que ele não se fantasiou de macaco, ou então de vaca, e ficou andando de bicicleta pelo Central Park? Bem melhor e divertido, não?
Lennon, meu beatle preferido, foi sem dúvida alguma o mais rebelde e extrovertido integrante do quarteto de Liverpool. Fica aqui minha humilde homenagem.
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Meu irmão, em viagem recente a São Paulo, lembrou de mim quando viu este bar no aeroporto de Guarulhos.
Cássio, eu penso em montar o Boteco do Buenas num estilo semelhante ao On The Rocks da foto aí, mas ainda tenho muito chão para andar. Valeu pelo carinho!
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Disco da Semana.
Reverendo T e os Discípulos Descrentes - Pequenos milagres de um santo barroco de barro (2010). Este é o mais novo lançamento de Tony Lopes, o Reverendo T, uma lenda do rock baiano.
Composto basicamente por voz, baixo, piano e bateria, este lançamento veio dar gás à atual cena musical baiana. Cercado de talentosos artistas locais, o disco tem um clima à la Cohen e Lloyd Cole com pitada de vanguarda paulistana, aqui, graças à sensibilidade de Wandinho (Wandex) nos arranjos e produção.
As dez primeiras canções são cantadas pelo próprio Reverendo T, e em seguida, estas mesmas canções ganham novas interpretações que ficaram a cargo de seus convidados. Gosto muito de ouvir Arthur Ribeiro cantar Esse Amor, a única que o Reverendo não canta; Ronei Jorge acertou em cheio com Maluca, e Nancyta melhorou ainda mais Os Bêbados - o hit do disco.
Tony está cantando melhor do que em outros tempos e, com a sensibilidade e talento de todos os participantes, mostrou que Pequenos milagres de um santo barroco de barro está pronto para entrar na lista dos melhores do ano.
Ouça aqui: www.myspace.com/reverendot. Até a próxima.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

10 Anos de Big Bross Records.

(Cartaz by Silvis).
O selo Big Bross Records comemora dez anos de existência nesta sexta-feira, 3, 20h, na Praça Pedro Archanjo (Pelourinho). Rogério Big Brother, que é brother por natureza, apresenta em seus dez anos de carreira dedicados ao lançamento de discos e produção de shows do rock baiano, nesta já memorável noite, as seguintes bandas: Theatro de Séraphin, The Baggios (SE), Pastel de Miolos e o Reverendo T & os Discípulos Descrentes, que estará lançando o álbum Pequenos milagres de um santo barroco de barro. Entrada franca. Vamos?

domingo, 28 de novembro de 2010

On The Rocks Recomenda.

Mikal Gilmore - Ponto Final (Companhia das Letras, 2010). Nesta exímia compilação de crônicas sobre os anos sessenta e suas desilusões, o jornalista Gilmore, que escreve para a Rolling Stone americana desde 1971, relata o poder do rock como elemento transformador de uma época.
Gilmore revela perfis de artistas influentes para a época mais criativa da música pop mundial. Jim Morrison, John Lennon, Bob Dylan, Roger Waters, Leonard Cohen, George Harrison, Bob Marley, Led Zeppelin, Jerry Garcia, Ken Kesey, Allen Ginsberg e Timothy Leary estão presentes neste que é um dos principais lançamentos literário do ano.
Agora, que venha Vida, a autobiografia de Mr. Keith Richards.
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Estou mal-humorado hoje. Acordei enjoado. Tentei escrever um texto sobre o lançamento musical de dois amigos, mas não saiu nada. Tem umas frases no post acima que copiei da orelha do livro devido à minha preguiça e mal-humor. Vai passar, eu sei. Só espero que não demore, pois necessito escrever para sobreviver e não pirar de vez. Até a próxima.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

A menina do 2 de Julho.

(Design by Tarcísio Buenas).
Eu a admiro secretamente há alguns anos. Nunca mais havia visto ela em seu trabalho, o que me deixou bastante triste. Hoje, eu a encontrei por acaso na escola onde fizemos nossas provas para o vestibular da UFBA. Sentei ao seu lado no pátio instantes antes da prova começar e, dando-me conta de que era ela, não demorei para perguntar as horas, e ela, educadamente, disse-me: sete e quarenta e cinco. Agradeci e em seguida puxei um papo. Ela fez para secretariado, e eu, letras vernáculas. Contei que a conhecia do seu trabalho. Ela falou que não trabalha mais lá e que está em outro bem melhor. Legal. Eu não tirei os olhos de sua boca carnuda e gostosa. Boca de quem exala sex appeal. Molhadinha e com um vermelho incandescente, me deu vontade de beijá-la, de me lambuzar todo até não aguentar mais. Para minha surpresa, ela mora no 2 de Julho - meu segundo bairro preferido da cidade. Fica perto de onde eu morei com minha mãe. Frequento o Líder, um boteco bem bacana que fica localizado na praça principal do bairro, há mais de dez anos e nunca vi a presença dessa menina por lá. "Será que ela não bebe?", divaguei por uns instantes. Solícita, conversou comigo como se me conhecesse de longas datas. "Será que ela me admira secretamente também?" - foi o que pensei. No final, outra surpresa, desta vez, com um gostinho de derrota: ela me chamou pra gente subir as escadas, pois a prova estava prestes a começar. Para minha decepção, minhas pernas não obedeceram à minha vontade e ela seguiu sozinha rumo às salas que ficam no andar de cima, próximo de onde estávamos. Suando frio, fiquei por ali pensando no que houve de errado com minhas esbeltas pernas. Antes dela dobrar a esquina, dei uma última olhada para sua perfeita bunda. Que bunda linda!

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Disco da Semana.

Wander Wildner - Caminando y cantando (2010). Não sou blogueiro de postar todos os dias, ou quase todos. São sempre um ou dois posts por semana, pois não tenho muito tempo para me dedicar ao On The Rocks, e nem sempre tenho internet em casa. Agora mesmo, estou escrevendo no computador dos meus filhos, e olha que eles não moram perto de mim; mas como sou um blogueiro disciplinado e sei que tenho seguidores ávidos pelos posts - é o que ouço deles quando os encontro por aí - não os deixo na mão.
Obrigado pelo carinho, caro leitor.
Postei ontem e no sábado passado. Então, qual será o motivo deste tão próximo dos outros?
Ora, a notícia que meu ídolo gaúcho Wander Wildner acabou de disponibilizar seu mais novo álbum em seu My Space.
Caminando y cantando é o seu sexto lançamento em mais de dez anos de carreira solo, e o primeiro em que ele se dedica ao trabalho de intérprete. Belchior, Sérgio Sampaio, Júlio Reny e seu parceiro Jimi Joe, são alguns homenageados.
Escrevi na semana passada que já tinha escolhido meu disco do ano. Enganei-me, caro leitor.
Ouvindo A razão do meu viver, de autoria do próprio, e as demais baladas românticas, me fizeram pensar melhor na minha listinha de fim de ano.
Man, você vai está nela, e acredito, entre os primeiros - isso, se não mudar de ideia e colocá-lo em primeiro - posto merecido.
Caminando y cantando está disponível apenas para audição na Web, mas acredito que Wander deve lançá-lo no formato físico antes do Natal.
Lembrei-me das canções do Fernando Mendes ao som de A razão do meu viver, e em seguida, das viagens que costumo fazer com meu amigo Tinho Safira. Eu nem queria beber hoje, mas vejo que não vai dar pra ficar ouvindo esta coleção de canções emocionantes sem dar uns goles na cerva gelada. Quem sabe eu não segure a onda e deixe para brindar amanhã no aniversário do meu amigo e parceiro de grandes farras?
Meu caro, te desejo desde já as melhores coisas da vida, e aproveito para agradecer pelos ótimos momentos que você proporciona a mim e aos seu fiéis amigos com sua presença.
Fico por aqui ao som da matadora A razão do meu viver e seus versos arrepiantes.
Ouça Caminando y cantando aqui: www.myspace.com/wanderwildner. Até a próxima.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Contracultura na Cult.

A revista Cult, deste mês, na seção Dossiê, traz uma ótima matéria sobre a contracultura, suas influências e transformações no comportamento de jovens em todo planeta. Na capa está Mr. Dylan; sim, o próprio, mais uma vez estampando as capas das principais publicações sobre cultura e arte.
Bob Dylan é um dos artistas mais importantes nascido no século passado. De vez em quando, pinta umas figuras dizendo que ele é apenas ok. Haja paciência!
Na reportagem, que tem pouco mais de vinte páginas, há uma análise sobre Allen Ginsberg que, se você gosta e admira a escrita beat, deve ler imediatamente, assim como, a matéria sobre Jack Kerouac e um passeio pela música rock e suas contestações manisfestadas nos anos sessenta.
O rock and roll, como música de atitude e contestação social, não existe mais, e isto sabemos muito bem. O que há por aí, são resquícios de uma época em forma de pose e algumas, poucas, canções que ainda mexem comigo.
Cliquei Lico, de surpresa, folheando as páginas da revista e achei que ficou bacana a foto e sua curiosidade encheu o ego do papai coruja aqui. Estamos mais próximos ultimamente. Tenho curtido mais o guri depois que li A Morte de Bunny Munro de Nick Cave.
Cave foca com eficiência e cuidado o relacionamento de Bunny Munro e seu filho Bunny Jr. pelas cidades da Inglaterra. A história é linda e comovente ao mesmo tempo. Eu recomendo.
Disco da Semana.
Jonh Legend & The Roots - Wake up! (2010). O novo álbum de John Legend em companhia dos Roots, é sério candidato a um dos melhores do ano.

Você gosta da Stax? Lembra da batida clássica de vários artistas que fazem parte do cast da gravadora?

E Motown, você também gosta?

Então, vá por mim: baixe ou compre agora mesmo. Wake up! é diversão do começo ao fim.

Afaste o sofá da sala, convide os seus e seja feliz, ao menos, por uns instantes. Eu garanto. Até a próxima.

sábado, 13 de novembro de 2010

Nada a fazer.

Tarde de sábado. Nada a fazer. Faço uma ligação e tudo continua do mesmo jeito. Tarde chata. Navego na Web e descubro esta maravilha de fotografia: é a capa do EP Some candy talking dos escoceses Jim e Will Reid - os caras que estão à frente do Jesus and Mary Chain - minha banda do coração. Não demora muito, abro uma cerva.
Almocei com Liquinho hoje e isso fez a diferença. As coisas poderiam está mais chatas não fosse a presença dele sorrindo prá mim na mesa de um boteco aqui perto.
Muitas mulheres passaram em nossa frente e rimos das bundas de algumas delas e admiramos e rimos de outras salientes bundas.
Meu guri é torcedor do Vitória - tem até reportagem em um jornal local sobre ele e seu fanatismo. Nosso maior rival vai jogar hoje tentando colocar um pé definitivo na primeira divisão. Despreocupados, ficamos por ali admirando o andar das mulheres que passavam por nós.
Almoçamos. Eu bebi uma cerva, e ele, um refrigerante. Foi ótimo. Depois, fomos comprar um joguinho para o play station dele. Rimos dos camelôs gritando: "Bora Baêa, minha porra!". Divertido. Agora, vou abrir outra cerva; quem sabe as coisas melhoram...
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Estou ansioso para ler o livro que a Fabiane de Carli Tedesco - minha amiga Fabita - está lançando. Pô, lança logo!
Saiu uma matéria sobre a contracultura neste mês na revista Cult. Devo escrever amanhã, depois da ressaca. Até lá.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Madrugadas confortantes.

Passei o feriadão em casa colocando as coisas em ordem; tentando, ao menos. Nas madrugadas, aproveitei para fazer download de uns discos que estavam em minha lista esperando uma oportunidade. O tempo é precioso e tenho tido muito cuidado procurando preenchê-lo da melhor forma.
Eis os downloads:

Lucinda Williams - Car wheels on a gravel road (1998). Gostei muito de Right in time, a faixa de abertura; Drunken angel - que agora, é o novo nome do meu blog reserva - soa doce e agradável.

(Gato de Hotel, apelido dado por meu irmão, era o nome desse blog reserva).

Neste, que é um dos melhores discos de carreira da Lucinda Williams, Metal firecracker gruda no cérebro com seu belo refrão e parece não querer sair mais. Recomendo aos admiradores da country music, com acento pop, que me faz lembrar a Sheryl Crow.

Billy Bragg and Wilco - Mermaid Avenue (1998). Nora Guthrie, filha de Woody Guthrie, convidou o cantor inglês de música folk para gravar um álbum em homenagem ao seu pai. Bragg aceitou o convite, mas sentiu que precisava de uma banda que pudesse penetrar no universo sonoro de Woody, e então, convidou o Wilco para tal missão.

O resultado é uma coleção de pepitas da mais alta qualidade interpretada por dois artistas de grande talento e carisma. Neste caso, Bragg e Jeffy Tweddy (o cantor e compositor do Wilco).

Jeff e sua turma souberam como ninguém penetrar nas canções do mestre norte-americano com respeito e dignidade. Recomendo.

Van Morrison - Astral Weeks (1968). Este eu tenho o LP, mas como o prato do meu toca-discos deu tilt, resolvi baixá-lo também. Me emocionei ao som de Madame George e lembrei-me do filme - não lembro o nome - que toca essa música no final. Conta a história de uma mulher (interpretada por Marianne Faithfull) vivenciando um triângulo amoroso com dois irmãos.

São nove minutos de uma balada romântica de tirar o fôlego. Agora, que comprei um headphone novo, vou aposentar meu Discman por uns tempos e deixá-lo para as viagens. Ah, em breve, farei uma à Cachoeira de ônibus. Visitarei dona Véinha em São Félix e beberei umas cervas em seu boteco que fica no Cruzeiro. A minha intenção é buscar inspiração, pois o local proporciona e dona Véinha bate ponto em minhas cartas e poemas postados em meus blogs.

Jerry Lee Lewis - Mean old man (2010). Jerry Lee mandou bem em seu novo álbum com seus ilustres convidados - uma continuação do ótimo Last man Standing (2006). Nesta nova empreitada, Mick Jagger marca presença em Dead flowers, e Keith Richards, em Sweet Virginia. Sheryl Crow arrebenta com sua sensualidade em You are my sunshine. Ron Wood, Mavis Staples, Ringo Starr e Solomon Burke, entre outros, completam o time.

Haja fôlego para acompanhar o velhinho rocker que continua em forma esbanjando energia pra todos os lados.
Steely Dan - Can't buy a thrill (1972). Recomendo para a mulherada que gosta de um som classe A. Swingue no ponto; ritmo cadenciado; a voz do cantor, Donald Fagen, se encaixa perfeitamente bem com o clima das músicas desse álbum que deveria está na seção Obra-Prima. Sem comentários.

Pulp - Different Class (1995). Me fez lembrar as noites em que eu e meu amigo Xanxa colocávamos o Rio Vermelho de cabeça para baixo. Jarvis Cocker é um dos nossos. Outra Obra-Prima.

Já escolhi meu disco do ano, mas só vou revelar na já tradicional lista com os melhores que sai dia trinta e um de dezembro.

O nacional já foi recomendado aqui; já o internacional, não. Falei com alguns amigos rapidamente sobre, mas eles não prestaram atenção. Coitados, não sabem o que estão perdendo.

Fiz outros downloads. Comento depois. Pena não ter conseguido o novo do John Legend & The Roots - Wake up! Não encontrei o link em site algum. Como diria minha mãe: "Nem tudo são flores".

Finalmente comecei a twittar com frequência; coisa que não tenho o costume de fazer. Quem quiser me seguir, é só procurar por buenasrocks. Quero aproveitar para agradecer ao Marcelo Costa, do Scream & Yell, pelo link para ouvir o disco fofo do Pullovers do ano passado.

(Automatic for the people do R.E.M. (1992), outro da listinha de downloads. Depois comento sobre ele).

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Galeria (Fotos Históricas).

(Luís Capucho, eu, Cláudia e Pedro em um boteco na Barra, Salvador - 2010).
A seção Galeria, dessa vez, homenageia meus amigos Luís Capucho, Pedro Paz e a Cláudia Maia, pessoas maravilhosas que Deus colocou em meu caminho.
Eu encontrei o Capucho no ano passado quando estava passando uns tempos na casa de tia Anna em Cruz das Almas. Escrevi um post sobre o assunto e, desde que o encontrei através do google numa pesquisa que fez levar-me ao blog Azul, de propriedade dele, não paramos de nos comunicarmos. Fiquei feliz em saber que ele estava criando muito. Um livro, o Rato, fora lançado em 2007 e eu não fiquei sabendo.
Soube através do próprio Capucho que ele estava gravando um disco com previsão para sair este ano. Nos comunicamos através de comentários nos blogs, no caso, o On The Rocks e o Azul. Logo estávamos batendo papo no msn e fiquei muito contente quando ele me disse que viria passar uns dias aqui. Armei um show e o resto é história.
Meus dias com o Luís Capucho e seus amigos Pedro Paz (a simpatia em pessoa) e a Cláudia Maia (idem) foram maravilhosos; inesquecíveis. Com eles, aprendi que viver pode ser muito bacana e gostoso. Colocar os grilos - que só fazem atrapalhar as nossas trajetórias - de lado e procurar viver da melhor forma possível está me fazendo muito bem.
Eles passaram apenas uma semana aqui, tempo suficiente para perceber como eles são gente fina!
, eles me deixaram bem melhor do que quando eu os conheci. Uma energia boa que emana deles, sabe? Gente, desejo a todos vocês as melhores coisas da vida.
Quero aproveitar para dizer que estou com saudade de todos. Espero vê-los em breve. Aqui está umas fotos que tirei com vocês. Depois posto mais.
(Capucho e eu).

Disco da Semana.

Fuzzy (1993), primeiro álbum da banda texana Grant Lee Buffalo, é um desses tesouros esquecidos na história da música. Liderada pelo cantor/compositor Grant Lee Philips, dono de uma bonita voz, Philips canta o amor e, não satisfeito, rende-se ao toque de recolher do seu coração.
Fuzzy me toca por sua sensibilidade. Ora baladas, ora rockers com um acento folk, suas canções que têm predominância acústica, revelão ser este um álbum puro e enérgico.
The shining hour, a faixa de abertura, entusiasma nos primeiros instantes; em seguida, as doces e excitantes Jupiter and teardrop e Fuzzy - que canção! - vão fazer você correr atrás dessa pérola.
O Grant Lee durou apenas seis anos. Nesse período, entre tantas coisas, o mundo estava vivenciando ainda o grunge, ou o que restou após a morte de Kurt Cobain em abril de 1993. O Radiohead dava seus passos rumo ao estrelato que o consagraram anos depois. Dylan lançara The world gone wrong - que ironia. O mundo estava de cabeça para baixo, assim como os dias que seguem. A minha geração perdia Renato Russo, e o Portishead, ao lado do Massive Attack, divulgavam o trip hop.
Em seguida, lançaram mais três grandes discos, mas o mundo parecia ocupado com outras coisas mais "importantes". Não ficou registrado, ao menos para a maioria, a obra que esses caras deixaram. Uma pena.
Fuzzy, sua obra máxima, ficou esse tempo todo perdido em pastos desertos. Nunca foram de lotar estádios e arenas, mas nem por isso deixaram seu legado com menor importância, respeito e admiração pela crítica mundial e fãs dessa qualidade de música. Seres como eu.
Fico por aqui ao som de America snoring com um largo sorriso no rosto. Até a próxima

Grant Lee Buffalo - Fuzzy (Live in Frankfurt).

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

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Para ler ao som de Blue by Joni Mitchell.
Escrevi este conto, o primeiro que ouso, há uns quatro meses atrás e só agora resolvi postar aqui para vocês. Sou fã de contos e sempre que descubro um escritor novo através de romances, procuro saber se este tem poemas e contos - minhas paixões.
Aproximou-se pelos cantos da loja. Entrou arrastando uma sandália de couro cru. No pulso, um relógio pifado. Cabelos desgrenhados, olhos fundos carregados de uma beleza irretocável. Seu nome era Beatriz.
Eu já tinha visto ela caminhar olhando para o chão pelas ruas do bairro e percebi pressa e ansiedade em tudo que fazia. Costumava vestir camisetas com estampas de artistas que ela tanto admirava. A de Jim Jarmusch era linda - uma foto em companhia de Tom Waits no banco de uma praça.
Debruçou-se no balcão e entregou um bilhete, o primeiro de uma série, que dizia assim: "Speculo a teu respeito".
Joni Mitchell e o melancólico Blue ecoavam suavemente das caixas de som.
Dia seguinte, já estava com um ar mais tranquilo e entregou o segundo: "Não sou nada disso".
Estávamos mais íntimos nesse momento. Falávamos coisas sobre nossas vidas com mais frequência. Ríamos o tempo todo. Às vezes, ficávamos calados ouvindo o canto suave da Joni olhando um para o outro.
"Você a conhece?", perguntei.
Ela disse que sim e ficamos por ali...
Sorriu. Eu a beijei.
Saiu levando o disco para ouvir em sua casa que ficava próxima do meu trabalho - ela chamava-me carinhosamente de Tharsis.
Beatriz comprava o pão sempre no final da tarde e era de costume passar na loja para ouvir uns discos. Ficava por ali ouvindo música no headphone e balançando a cabeça.
Após uma dessas audições, ela tirou da bolsa o terceiro, o que mais mexeu comigo: "Isto é espelho".
Eu ficava até tarde da noite tentando desvendar as enigmáticas frases que aquela menina ma entregava. Seu olhar dizia-me coisas indecifráveis. Um mundo pouco visitado. Restrito. Nunca bebi tanto em minha vida. Costumava ouvir Blue sozinho trancado no quarto procurando uma resposta, algo que pudesse desvendar e me aproximar mais dela.
Desapareceu por uns tempos sem deixar informação alguma. Quando soube, estava internada no hospital. Havia tomado uma overdose de pílulas para dormir, pois sofria de insônia desde os tempos de criança.
Estava triste quando retornou e, com o s olhos carregados de lágrimas, entregou o quarto bilhete e saiu apressadamente: "Eu o admiro secretamente".
Uma vez apareceu para agradecer pelo Blue e disse em seguida que este é sua melhor companhia nas últimas semanas.
As minhas tardes estavam encantadoras. Deslumbrantes. Não via a hora de chegar a próxima e esta, quando chegou, veio junto o quinto e último: "Flores entrelaçadas não fazem sentido".

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Capucho e Num domingo qualquer.

(Rato, segundo romance de Luís Capucho. Rocco, 2007).

O show de Capucho foi bem legal. Me emocionei bastante. A presença desse cara, em companhia de Pedro e da Cláudia Maia, fizeram-me refletir sobre mim e percebi que ainda não estou recuperado dos meus problemas.
Abandonei o tratamento que venho fazendo no centro espírita, ao qual frequento, e isto não está me fazendo bem.
Passei o feriado afundado no sofá ouvindo Cinema íris, o novo álbum do Capucho que sairá em breve. Ele confiou-me uma cópia, sendo que ainda falta masterizá-lo.
Ouvi "Eu quero ser sua mãe" o dia todo, e não satisfeito, rompi a madrugada em companhia de umas cervas. Que canção linda...
Hoje à noite, vou encontrar-me com eles para acertar o passeio de amanhã, pois só retornam para o Rio de Janeiro no domingo.
Escreverei sobre os meus dias com Capucho e seus amigos, depois. Postei logo abaixo um poema que escrevi faz uns dois meses, mas só agora quis publicá-lo.
Visite a La Verga, meu blog de poemas eróticos: www.lavergadelbuenas.blogspot.com. Até a próxima.
Num domingo qualquer.

Para ler ao som de Mãe.


Num domingo qualquer
eu estava assim meio triste, meio nu

sentindo frio - apesar do sol insistindo em me desarmar
em frente ao chafariz

crianças corriam livres em minha frente, felizes
rumo aos braços de seus pais -

imaginava os meus
nos meus

estava meio triste,
assim
rindo de mim

em frente ao chafariz

sentindo o cheiro do mar esmurrando as pedras do Farol
lembrei-me dos peixinhos
presos, tristes

entre elas

fazia minha terapia
aos domingos
em meio à maresia inebriante
meio triste, meio nu

vivia assim
rindo de mim.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Show de Luís Capucho e Banda de Rock.

(Cartaz by Johanna Gaschler).

É com grande prazer que o On The Rocks apresenta Luís Capucho e Banda de Rock no show que acontecerá no próximo dia 11 de outubro no bar Ali do Lado (Rua da Paciência - Rio Vermelho), às 21h. Ingresso, apenas, R$ 10,00.

Meu contato com o Capucho começou quando, no ano passado, fiz um post dedicado a ele. Senti falta da sua dolorosa e impactante música, cheguei a pensar que o cara tinha desistido de ser cantor e músico para se dedicar à carreira literária. Isso mesmo, o rapaz é escritor de mão cheia.

Cinema Orly (Interlúdio,1999), já um cult literário, e Rato (Rocco, 2007), são os romances lançados até o presente momento.

Para minha surpresa, ele estava trabalhando em cima do seu segundo álbum - sem nome ainda definido. Trocamos comentários em seu blog (http://www.luiscapucho.blogspot.com/) e logo estávamos batendo papo no msn.

Capucho revelou-me ter muita vontade de conhecer Salvador. Quando afirmou que estava de malas prontas, não deu outra: fiz meus contatos por aqui e disse aos meus amigos que faria o show acontecer.

Meu amigo Tony Lopes foi quem deu a ideia de chamar outro artista para tocar junto. Uma banda local para animar a noite, pois a música de Capucho não faz nenhuma concessão comercial - sua voz gutural poderá assustar os desavisados e remeter a um Leonard Cohen ou ao primeiro Tom Waits.

A Banda de Rock, que tem no repertório clássicos do rock no formato acústico, foi a sugerida. Entrei em contato com o músico Cândido Soto (Cascadura, Theatro de Séraphin e Banda de Rock) e fechamos o show. Cândido vai acompanhar Capucho na guitarra, também.

Só para encerrar: Adorei o cartaz feito pela designer Johanna Gaschler, um anjo que Deus colocou em meu caminho. Super talentosa e gente fina. Valeu Johanna!

Para ouvir Capucho, clique aqui: www.myspace.com/luiscapucho. Até lá.

sábado, 2 de outubro de 2010

Disco da Semana.

Renato Godá - Canções para Embalar Marujos (2010). O mais novo álbum de Renato Godá é sério candidato a melhor disco do ano. Mais extenso do que o anterior (já comentado aqui), este é mais elaborado. A produção desta vez está mais precisa e o acento pop que se encontrava no EP, foi por água abaixo.
Acredito que Godá tenha conseguido realizar bem a fórmula música de cabaré, jazz e chanson francesa. Um clima esfumaçado permeia e dá o tom das canções. Eu simplesmente adoro.
Primeiro round, a faixa de abertura, entrega e anuncia o que vem pela frente. Nasci para chorar ficou ótima com sua voz encharcada de bourbon, exalando boêmia para todos os lados. Eu sei, é uma balada de arrebentar o coração dos românticos de plantão; sujeitos como eu, sabe...
Black Jorge me faz levantar da cadeira e ficar dançando pela sala; Dona Maria, a senhora que trabalha aqui em casa, ri e fica sem entender nada. Não precisa Mary, como diria Clarice Lispector: "Não se preocupe em entender, viver ultrapassa todo entendimento".
O disco segue com Café e cigarros, Chanson D'amour - nesta, Godá divide o vocal com Barbara Carlotti - e quer saber? Ficou ótima. Belíssima.
Canção de um velho marujo tem um acordeon magnífico; cai bem nas madrugadas regada a cervas e afins.
Obsceno amor e C'est la vie vão encerrando esta obra que já entrou para um dos meus álbuns preferidos gravado por um artista brasileiro. Mas ainda falta A cem por hora, canção que tem um quê de jovem guarda à la Robertão nas estradas de Santos, me faz viajar no tempo sem hora marcada para voltar.
Man, você gravou um discaço! Se orgulhe disso, pois é para poucos, ainda mais nos tempos que seguem... Nem vou citar nomes, pois a lista dos medíocres é grande.
O show de Luís Capucho está confirmado. Será no bar Ali do Lado (rua da Paciência, Rio Vermelho) às 21h. A noite será dividida com a Banda de Rock e o ingresso custará, apenas, R$ 10,00.
Colocarei o cartaz assim que estiver pronto. É o Buenas se atrevendo a produzir shows musicais. Tende piedade de mim, senhor!
Visite a La Verga, meu blog de poemas eróticos: http://www.lavergadelbuenas.blogspot.com/. Até a próxima.