sábado, 29 de maio de 2010

Bob Dylan na Encruzilhada, Parei de Beber por Tempo Indeterminado e o Disco da Semana.

Like a Rolling Stone - Bob Dylan na Encruzilhada (Companhia das Letras) de Greil Marcus, é uma maravilhosa fonte para quem quer conhecer melhor o cenário musical da metade do século passado, ou quase isso, até os dias atuais.
Com base na composição e estrutura da canção Like a Rolling Stone de Bob Dylan, Greil cria um percurso mostrando as influências do compositor, passando pelo período em que a canção passou a ser executada nas rádios locais, desencadeando em seu impacto na música pop mundial.
Greil, jornalista e crítico musical norte-americano, autor de diversos livros, entre eles A Última Transmissão (Conrad) - altamente recomendável -, é perspicaz em sua rica narrativa.
A princípio, quando soube do lançamento do livro, imaginei tratar-se do estudo de uma música e seu reflexo no mundo musical, suas influências e tal. Ok. Mas não é só isso. Tratando-se de um historiador genial do calibre de Greil, o leitor pode viajar e enriquecer seus conhecimentos culturais no que diz respeito ao comportamento dos jovens do ponto de visto sócio, político e econômico na América.
Observe como ele costura os primeiros passos da composição com Dylan no estúdio da CBS e os movimentos comportamentais pelo mundo afora.
Paro por aqui, já que não terminei de lê-lo. Nem preciso. Livro de gênio, sobre gênio, não é preciso chegar até o final para indicar aos meus queridos leitores.
Highway 61 Revisited (1965) é o álbum de Dylan em que está a canção Like a Rolling Stone. Chamado de traidor e judeu por parte de alguns fãs na época dos shows em que fizera pela Europa, especialmente em Manchester, num concerto em 1966, eis que Dylan responde para uma platéia colérica: "I don't believe you". (Veja detalhes no filme No Direction Home).
Parei de Beber por Tempo Indeterminado.
Esta decisão eu já havia tomado faz algumas semanas, mas como estava amadurecendo a ideia, preferi ficar na minha e não comunicar a ninguém.
As cervas não estavam me fazendo bem. Por conta delas, perdi minha namorada num momento de puro estresse. As coisas poderiam ter tomado outros rumos não fosse o enjoo e a insatisfação de estar bebendo num momento de puro vício e mal costume.
Quando o prazer proporcionado pelas cervas deixa de prevalecer e brigas e discussões vêm à tona, é melhor dar um tempo e deixar as coisas se resolverem naturalmente.
Só não estou arrependido pelo que houve porque estamos num momento bacana de relacionamento. Talvez até melhor do que quando estávamos namorando. É sério. Com exceção de um estressezinho que houve na semana, as coisas estão fluindo muito bem entre a gente.
Estou pensando seriamente em voltar a beber - brincadeira.
O importante é que estou bem. Não tenho bebido nada, exceto água, suco e refrigerante - o que não tem sido uma tortura, então vou continuar abstêmio por um bom tempo.
Disco da Semana - In my Own Time (1971) da Karen Dalton foi o disco escolhido para esta seção que pretendo levar a sério desta vez. Karen é a cantora preferida de Dylan. Ao lado deste, ela cantou por muitos anos nos bares de Nova York deixando seu belo e melancólico canto marcar uma época boêmia que gerou bons frutos por aquelas plagas.

Karen lançou apenas dois álbuns. Sumiu do universo musical de forma misteriosa. A informação que tenho é que ela morreu mendigando pelas ruas de Nova York. Uma pena. Talentosa, dona de uma voz tocante, Karen me faz apertar o play do meu disc man toda semana aqui em casa. Sublime.


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domingo, 23 de maio de 2010

Tindersticks e o 1º poema de amor.

Os leitores deste blog, ou pelo menos uma boa parte deles, sabe do apreço e carinho que tenho pelo artista plástico, amigo e irmão, Nelsinho Magalhães. Hoje, quando acordei, e após ter dado uma lida no Vinho da Juventude de John Fante, resolvi remexer minhas pastas à procura de inspiração para este post e encontrei um poema que escrevi em companhia de Nelsinho há muitos anos atrás, talvez em 2003, num boteco em Cruz das Almas.
Estávamos bebendo desde o começo de uma tarde de domingo e lá pelas tantas, já era noite, lembro-me muito bem, resolvemos mudar de bar. Encontramos um que existia há pouco tempo e então resolvemos conhecê-lo.
Uma vez dentro do bar, percebemos que o cara que estava atrás do balcão era um velho conhecido. Girino é o seu nome, o cara em que dei meu primeiro soco quando retornei a Cruz das Almas em minha adolescência - ele estava discutindo com meu irmão quando resolvi intervir e batê-lo com um soco feroz em sua boca; bati com tanta força que ele caiu na hora. Eu tinha uns doze ou treze anos de idade e ninguém perturbava meu irmão quando eu estava por perto, pois era briga na certa. Cássio vivia metido em brigas; costumava chegar em casa chorando e, imediatamente, eu saía para defendê-lo. Girino foi o primeiro deles. Depois vieram Marcos Preto e Rivelino - só pra citar alguns.
Então, falamos com Girino, e ele, muito solícito, nos tratou muito bem. Ficamos por ali bebendo nossas cervas - o bar ficava na garagem de sua casa. Logo chegaram uns caras em companhia de umas mulheres... Uma delas chamou nossa atenção. Não sabíamos seu nome, então a batizamos de Angelina - a gente sempre faz isso quando não sabemos o nome da mulher que chama nossa atenção.
Angelina era morena, corpo magro, olhos escuros - pareciam duas jabuticabas - adoro mulheres com olhos assim. As pernas eram perfeitas.... E que olhar!
Ela estava com um cara conhecido nosso - um desses babacas que andam com a camisa do time do coração, rindo o tempo todo e falando um monte de besteiras. Angelina estava séria observando a decoração do bar.
Simples, pequeno, com umas quatro ou cinco mesas e um balcão minúsculo no canto, o bar do Girino atraía os vizinhos pelos caldos que eram servidos, muito bom por sinal. Altamente recomendável. As paredes eram escuras e intimidava um pouco.
Não demorou muito começamos a escrever um poema com pensamento em Angelina. Este chama-se: 1º poema de amor. Um dos muitos poemas que escrevemos juntos. Os outros, sabe Deus onde foram parar!
Angelina saiu em seguida com o babaca na moto mostrando sua exuberante bunda embasbacando os olhares dos frequentadores do humilde boteco do Girino.
Descobri este poema hoje e decidi mostrar aqui para vocês.
1º poema de amor (Tarcísio Buenas/Nelson Magalhães Filho).
Quando a lua sangra meus pés, vomito flores ou láudanos, ou girassóis amargos em meu coração ardente
Hey babe, é só mais uma noite sem suspiros ou tremores nas mãos, o desejo é alucinante e de novo vomito versos, poemas e dores
A noite é cruel,
Vejo o sol que não se alucina com minhas poesias,
Sabe babe, o deserto é azul da cor do sonho de ontem, da cor dos braços tremendo em rouquidão sem fim,
As árvores são belas nesta noite, vou embora babe, e não digo nada.
...
Falling down a mountain é o mais novo álbum da banda inglesa Tindersticks. Um primor de belas canções, Falling começa como se fosse um disco de free jazz, mas não é. Após a segunda faixa o ouvinte pode perceber claramente que não passou de um experimento da banda.
O som dos Tindersticks é matador para quem está amando ou sofrendo por amor. Triste e belo, nublado e sedutor, acredito que este seja disparado um dos três melhores lançamentos deste semestre.
E por falar em lançamentos, está sendo lançado no final do mês o mais novo álbum do Teenage Fanclub - uma das muitas maravilhas desta casa. A música nova já está rolando na Web -, corra atrás.
Ao som de Falling down a mountain e admirando o poema que escrevi com meu amigo em meio às nossas farras - que não são poucas -, vou ficando por aqui.
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terça-feira, 18 de maio de 2010

Envelheço na Cidade.

Hoje é o meu aniversário. 18 de maio é uma data muito importante para mim, não só pelo fato de ser o dia do meu nascimento, mas de perdas que deixaram marcas indeléveis que o tempo não ousou apagar.
Quem conhece este blog desde os primeiros passos sabe muito bem do que estou falando. Decidi que não vou tocar neste assunto hoje. Então, escolhi uns discos que marcaram minha jornada até aqui e, ouvindo estes sons, vou aproveitar para fazer um retrospecto do que ficou de bom pensando em novos rumos com pensamento positivo.
Esta nova jornada está apenas começando. O pontapé inicial já foi dado e continuará na próxima segunda-feira.
Em primeiro pensei em intitular este post de 38 anos (Vivendo e não aprendendo). Resolvi mudar o título quando acordei e sentei-me aqui. Vivendo e não aprendendo não cabe. Na idade que estou completando hoje, difícil não ter aprendido algo. Vá lá que continuo dando umas cabeçadas - sou teimoso por natureza e essas coisas a gente não muda da noite pro dia.


Minha vida nunca foi um mar de rosas, mas também passa longe de está à beira de um precipício. Esta nuvem negra que insisti em me acompanhar ao longo dos anos está prestes a jorrar chuvas torrenciais para bem longe de mim. Assim espero.
Meus queridos amigos não me ligaram ainda. Fico na expectativa de receber seus telefonemas, alguns e-mails já chegaram... Meu irmão já deu o ar da graça e alguns familiares também. Meus filhos estão na escola, sei que vão entrar em contato com o papai assim que chegarem. Minha mãe deverá ligar logo, logo.
À noite, brindarei com uns amigos nos botecos da vida - se é que eles vão -, e com uma mulher especial para mim - esta ligação não chegou ainda!
Dei uns toques do que quero ganhar no último post. Se você quiser me presentear, vai lá. Este ser que vos escreve agradece desde já.
Passarei o dia ao som do Jesus and Mary Chain, The Smiths, Joy Division, Echo and The Bunymen e Ira! - foram estas as bandas que escolhi para hoje, mas esta lista pode mudar a qualquer momento.
Ouvirei There is a light that never goes out da banda de Manchester The Smiths bem alto.
Quero agradecer o carinho de todos que mandaram scraps no Orkut e no Facebook. Que bom que lembraram que eu existo. Nem tudo está acabado. Eu vencerei. É isso.
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Ira! - Envelheço na Cidade.




sábado, 15 de maio de 2010

18 de maio está chegando.

(Vovô Zé, Lico (meu pai) e eu. Salvador, 1974).
18 de maio, dia do meu aniversário, está chegando. É sem dúvida alguma uma data marcante na minha vida, não por ser somente o dia do meu nascimento, mas por me trazer à tona feridas que não se cicatrizaram ao longo dos anos. Este ano eu não tô em clima de nostalgia. Chega de sofrimento, pois já basta esta semana que passou que foi bastante difícil para mim.
Continuo tendo esperanças de dias melhores. Serei feliz ao lado de quem eu mais quero e pra isso vou ter que ser bem paciente, o que já é um dasafio. Tenho uma coisa firme comigo: quando você quer, você consegue. E, para impedir este desejo, só o cosmos para dizer não, e aí é melhor esquecer pra não sofrer mais.
Momentos difíceis. Confusos. Hard mesmo, sabe? Acredito que meu filhote não ficará órfão de pai.
Hoje quando cheguei do trabalho, não pensei duas vezes e resolvi fazer uma coisa que há muito não faço: praticar minha caminhada de fim de tarde. Então, vesti uma bermuda, calcei o tênis e saí pela Av. Paralela recebendo um vento frio na cara. Não demorou muito, começou a chover. Tentei esperar a chuva passar debaixo de uma árvore. Desisti e segui em frente. Havia muito tempo não caminhava na chuva. E quer saber? Lavou minha alma. Foi massa. Choveu forte. Em questão de poucos segundos, estava encharcado.
Os carros passavam jogando água pra cima de mim e eu nem aí!
Pô, lembrei dos tempos da minha infância em Guapira jogando bola com meu irmão e os meninos que moravam ao redor do sítio de vovô Celso. A gente sempre chegava em casa todo sujo de lama, para desespero de vovó Matildes.
Minha adolescência na rua 29 de julho também foi lembrada. O baba do fim de semana era sagrado e a gente ficava feliz da vida porque quando chovia a terra ficava bem molhadinha, o que facilitava para brincar de parangolé. Do caralho!
Será que a meninada de hoje sabe o que é brincar de parangolé?
Cheguei em casa já à noite e caí no chuveiro. Após um cafezinho e de desgustar uma cigarrilha com aroma de chocolate, resolvi entrar no Youtube e me lembrei deste videoclipe do R.E.M. da músia I'll take the rain. Bela canção, video idem.
Postei na quarta-feira passada um poema na La Verga, meu blog de poemas eróticos, clica aqui: http://www.lavergadelbuenas.blogspot.com/.
Estava pensando em uns presentes que, quem sabe, eu ganhe... O disco Exile on main street, edição de luxo com bônus tracks dos Rolling Stones é uma boa pedida. O lançamento mundial será na segunda-feira; Tem também o cd/dvd do Leonard Cohen, Isle of Wright; A HQ de Hervé Bouris que conta a história do rock, estilo que faz minha cabeça até hoje e Uma Temporada no Inferno com os Rolling Stones, livro que conta detalhes das gravações do excelente Exile on main street.
Eu raramente ganho os presentes que realmente gosto de ganhar, que são discos, livros e dvd's. Quem sabe, dando uns toques, as coisas melhorem?
O próximo post será na terça-feira, 18 de maio. Até lá.

R.E.M. - I'll take the rain.


domingo, 9 de maio de 2010

Túnel do Tempo.


Gang 90 & Absurdettes é um clássico do pop rock nacional. Foi lançado no começo dos anos oitenta e a música Nosso louco amor, que fora abertura de uma novela da rede Globo, emplacou nas rádios tocando exaustivamente. Lembro do momento quando terminava o jornal Nacional e eu ficava ali parado olhando atenciosamente para a TV só para ouvir aquela música de que tanto gosto até hoje. Era guri nesta época, mas me lembro muito bem deste momento. Era ótimo.

Júlio Barroso, cantor e compositor da banda, morreu logo depois do lançamento deste clássico e então a banda acabou. Outras canções que emplacaram nas rádios foram Telefone e Perdidos na selva. Ouça bem alto.

Ainda esta semana sai o prometido poema a ser publicado na La Verga, meu blog de poemas eróticos. Vai dar tudo certo, acredito nisso. Felicidades para as mamães e até a próxima.

Gang 90 & Absurdettes - Telefone (Para Daniela Machado).


domingo, 2 de maio de 2010

Galeria.


A seção Galeria homenageia desta vez, Léo João, como diria o próprio:"um escrevedor de coisas em geral". Descobri o site do cara (http://www.vidabarata.com) através de minha amiga Michelle Prado, que chamou seus cartoons de cool. Daí, tive a ideia de indicar aqui para vocês, ilustres leitores deste blog que fez dois anos no último dia vinte e um, e como estou com a cabeça a mil por hora, acabei esquecendo de citar esta data tão especial para mim, pois é aqui, ao lado da La Verga, meu blog de poemas eróticos - ver link ao lado - onde escrevo sobre meu envolvimento com duas das minhas paixões, que são a música e a literatura.

Ontem eu estava na já tradicional feijoada mensal com uns amigos e conversamos muito sobre música, é claro, e blogs. Miguel Cordeiro disse-me que gosta tanto dos meus escritos que ele entra todos os dias no On The Rocks mesmo sabendo que os posts são semanais.

Um fato curioso foi quando ele afirmou preferir meus posts quando há sacadas literárias, diferente dos textos de caráter jornalístico que lemos por aí em blogs, sites e jornais.

Mas é a intenção man, misturar o tradicional texto que tem o intuito de informar, com o universo literário ao qual amo. Tento, mas não sei se consigo escrever como dois grandes jornalistas que sou fã. São eles: Pepe Escobar e o finado Celso Pucci.

Pepe Escobar, eu conheci no livro Alma Beat quando ele dá um show no texto em que comunica como foi seu primeiro contato com a literatura beat e de sua grande paixão pelo The Smiths, banda inglesa ao qual sou fã.

Outro texto genial foi o que ele escreveu na Bizz quando ouviu pela primeira vez o melhor disco pirata já feito na história: Echo and The Bunnymen gravado na Escandinávia. Esqueci o título - não estou em casa agora, por isso não posso consultá-lo. Sim, eu tenho esta maravilha comprado em São Paulo na rua 24 de maio há exatos dez anos. Lembro que On Strike é o subtítulo.

Eu nunca tinha lido um texto tão emocionante numa revista de música. O cara é capaz de fazer qualquer pessoa sair correndo atrás do disco. E quer saber? Corra que vale a pena.

Trata-se de um disco de cover altamente inspirado. Só para citar algumas canções: It's all over now, babe blue de Bob Dylan; Paint it black dos Rolling Stones; Run run run do Velvet Underground; Fiction do Television; Soul Kicthen dos Doors e tantas outras.

Celso PuccI foi editor da revista Bizz. Jornalista e músico, ele participou de várias bandas paulistanas, entre elas o 3 Hombres, minha preferida. De volta ao Oeste, o único disco deixado pela banda, é um dos melhores do rock brasileiro. Eu simplesmente ouço toda semana. "Depois de uma seca na alma eu fui viajar, os livros vendi, os discos eu dei pra Ana Cristina... Quando dei por mim estava na estrada com meu par de botas... Depois encontrei um hotel com as portas abertas..."

Celso faleceu em 2002 vítima de câncer.

Se eu conseguir escrever minhas paixões com cinquenta por cento que esses caras escreveram, feito!

...

Hoje eu acordei pensando na música Sua Estupidez de Erasmo e Roberto na voz de Gal Costa. , que interpretação linda. Escrevo ao som desta música gravada no disco Fa-tal, Gal a todo vapor. Este foi gravado ao vivo nos anos setenta na Barra da Tijuca com uma banda maravilhosa. Lanny Gordin dá um show na guitarra e Gal está na melhor fase de sua carreira cantando esta e outras maravilhas, como: Pérola negra, Hotel das estrelas e Vapor barato - esta foi a versão que entrou no filme Terra Estrangeira do cineasta Walter Salles. Belo filme, por sinal. Fernandinha Torres arrasa!

"Eu sou amor da cabeça aos pés..." Gal canta em Dê um rolê. Arrepiante.

Estou terminando um poema a ser publicado ainda esta semana na La Verga Del Buenas. É isso. Até a próxima.