quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Capucho e Num domingo qualquer.

(Rato, segundo romance de Luís Capucho. Rocco, 2007).

O show de Capucho foi bem legal. Me emocionei bastante. A presença desse cara, em companhia de Pedro e da Cláudia Maia, fizeram-me refletir sobre mim e percebi que ainda não estou recuperado dos meus problemas.
Abandonei o tratamento que venho fazendo no centro espírita, ao qual frequento, e isto não está me fazendo bem.
Passei o feriado afundado no sofá ouvindo Cinema íris, o novo álbum do Capucho que sairá em breve. Ele confiou-me uma cópia, sendo que ainda falta masterizá-lo.
Ouvi "Eu quero ser sua mãe" o dia todo, e não satisfeito, rompi a madrugada em companhia de umas cervas. Que canção linda...
Hoje à noite, vou encontrar-me com eles para acertar o passeio de amanhã, pois só retornam para o Rio de Janeiro no domingo.
Escreverei sobre os meus dias com Capucho e seus amigos, depois. Postei logo abaixo um poema que escrevi faz uns dois meses, mas só agora quis publicá-lo.
Visite a La Verga, meu blog de poemas eróticos: www.lavergadelbuenas.blogspot.com. Até a próxima.
Num domingo qualquer.

Para ler ao som de Mãe.


Num domingo qualquer
eu estava assim meio triste, meio nu

sentindo frio - apesar do sol insistindo em me desarmar
em frente ao chafariz

crianças corriam livres em minha frente, felizes
rumo aos braços de seus pais -

imaginava os meus
nos meus

estava meio triste,
assim
rindo de mim

em frente ao chafariz

sentindo o cheiro do mar esmurrando as pedras do Farol
lembrei-me dos peixinhos
presos, tristes

entre elas

fazia minha terapia
aos domingos
em meio à maresia inebriante
meio triste, meio nu

vivia assim
rindo de mim.
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