domingo, 28 de novembro de 2010

On The Rocks Recomenda.

Mikal Gilmore - Ponto Final (Companhia das Letras, 2010). Nesta exímia compilação de crônicas sobre os anos sessenta e suas desilusões, o jornalista Gilmore, que escreve para a Rolling Stone americana desde 1971, relata o poder do rock como elemento transformador de uma época.
Gilmore revela perfis de artistas influentes para a época mais criativa da música pop mundial. Jim Morrison, John Lennon, Bob Dylan, Roger Waters, Leonard Cohen, George Harrison, Bob Marley, Led Zeppelin, Jerry Garcia, Ken Kesey, Allen Ginsberg e Timothy Leary estão presentes neste que é um dos principais lançamentos literário do ano.
Agora, que venha Vida, a autobiografia de Mr. Keith Richards.
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Estou mal-humorado hoje. Acordei enjoado. Tentei escrever um texto sobre o lançamento musical de dois amigos, mas não saiu nada. Tem umas frases no post acima que copiei da orelha do livro devido à minha preguiça e mal-humor. Vai passar, eu sei. Só espero que não demore, pois necessito escrever para sobreviver e não pirar de vez. Até a próxima.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

A menina do 2 de Julho.

(Design by Tarcísio Buenas).
Eu a admiro secretamente há alguns anos. Nunca mais havia visto ela em seu trabalho, o que me deixou bastante triste. Hoje, eu a encontrei por acaso na escola onde fizemos nossas provas para o vestibular da UFBA. Sentei ao seu lado no pátio instantes antes da prova começar e, dando-me conta de que era ela, não demorei para perguntar as horas, e ela, educadamente, disse-me: sete e quarenta e cinco. Agradeci e em seguida puxei um papo. Ela fez para secretariado, e eu, letras vernáculas. Contei que a conhecia do seu trabalho. Ela falou que não trabalha mais lá e que está em outro bem melhor. Legal. Eu não tirei os olhos de sua boca carnuda e gostosa. Boca de quem exala sex appeal. Molhadinha e com um vermelho incandescente, me deu vontade de beijá-la, de me lambuzar todo até não aguentar mais. Para minha surpresa, ela mora no 2 de Julho - meu segundo bairro preferido da cidade. Fica perto de onde eu morei com minha mãe. Frequento o Líder, um boteco bem bacana que fica localizado na praça principal do bairro, há mais de dez anos e nunca vi a presença dessa menina por lá. "Será que ela não bebe?", divaguei por uns instantes. Solícita, conversou comigo como se me conhecesse de longas datas. "Será que ela me admira secretamente também?" - foi o que pensei. No final, outra surpresa, desta vez, com um gostinho de derrota: ela me chamou pra gente subir as escadas, pois a prova estava prestes a começar. Para minha decepção, minhas pernas não obedeceram à minha vontade e ela seguiu sozinha rumo às salas que ficam no andar de cima, próximo de onde estávamos. Suando frio, fiquei por ali pensando no que houve de errado com minhas esbeltas pernas. Antes dela dobrar a esquina, dei uma última olhada para sua perfeita bunda. Que bunda linda!

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Disco da Semana.

Wander Wildner - Caminando y cantando (2010). Não sou blogueiro de postar todos os dias, ou quase todos. São sempre um ou dois posts por semana, pois não tenho muito tempo para me dedicar ao On The Rocks, e nem sempre tenho internet em casa. Agora mesmo, estou escrevendo no computador dos meus filhos, e olha que eles não moram perto de mim; mas como sou um blogueiro disciplinado e sei que tenho seguidores ávidos pelos posts - é o que ouço deles quando os encontro por aí - não os deixo na mão.
Obrigado pelo carinho, caro leitor.
Postei ontem e no sábado passado. Então, qual será o motivo deste tão próximo dos outros?
Ora, a notícia que meu ídolo gaúcho Wander Wildner acabou de disponibilizar seu mais novo álbum em seu My Space.
Caminando y cantando é o seu sexto lançamento em mais de dez anos de carreira solo, e o primeiro em que ele se dedica ao trabalho de intérprete. Belchior, Sérgio Sampaio, Júlio Reny e seu parceiro Jimi Joe, são alguns homenageados.
Escrevi na semana passada que já tinha escolhido meu disco do ano. Enganei-me, caro leitor.
Ouvindo A razão do meu viver, de autoria do próprio, e as demais baladas românticas, me fizeram pensar melhor na minha listinha de fim de ano.
Man, você vai está nela, e acredito, entre os primeiros - isso, se não mudar de ideia e colocá-lo em primeiro - posto merecido.
Caminando y cantando está disponível apenas para audição na Web, mas acredito que Wander deve lançá-lo no formato físico antes do Natal.
Lembrei-me das canções do Fernando Mendes ao som de A razão do meu viver, e em seguida, das viagens que costumo fazer com meu amigo Tinho Safira. Eu nem queria beber hoje, mas vejo que não vai dar pra ficar ouvindo esta coleção de canções emocionantes sem dar uns goles na cerva gelada. Quem sabe eu não segure a onda e deixe para brindar amanhã no aniversário do meu amigo e parceiro de grandes farras?
Meu caro, te desejo desde já as melhores coisas da vida, e aproveito para agradecer pelos ótimos momentos que você proporciona a mim e aos seu fiéis amigos com sua presença.
Fico por aqui ao som da matadora A razão do meu viver e seus versos arrepiantes.
Ouça Caminando y cantando aqui: www.myspace.com/wanderwildner. Até a próxima.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Contracultura na Cult.

A revista Cult, deste mês, na seção Dossiê, traz uma ótima matéria sobre a contracultura, suas influências e transformações no comportamento de jovens em todo planeta. Na capa está Mr. Dylan; sim, o próprio, mais uma vez estampando as capas das principais publicações sobre cultura e arte.
Bob Dylan é um dos artistas mais importantes nascido no século passado. De vez em quando, pinta umas figuras dizendo que ele é apenas ok. Haja paciência!
Na reportagem, que tem pouco mais de vinte páginas, há uma análise sobre Allen Ginsberg que, se você gosta e admira a escrita beat, deve ler imediatamente, assim como, a matéria sobre Jack Kerouac e um passeio pela música rock e suas contestações manisfestadas nos anos sessenta.
O rock and roll, como música de atitude e contestação social, não existe mais, e isto sabemos muito bem. O que há por aí, são resquícios de uma época em forma de pose e algumas, poucas, canções que ainda mexem comigo.
Cliquei Lico, de surpresa, folheando as páginas da revista e achei que ficou bacana a foto e sua curiosidade encheu o ego do papai coruja aqui. Estamos mais próximos ultimamente. Tenho curtido mais o guri depois que li A Morte de Bunny Munro de Nick Cave.
Cave foca com eficiência e cuidado o relacionamento de Bunny Munro e seu filho Bunny Jr. pelas cidades da Inglaterra. A história é linda e comovente ao mesmo tempo. Eu recomendo.
Disco da Semana.
Jonh Legend & The Roots - Wake up! (2010). O novo álbum de John Legend em companhia dos Roots, é sério candidato a um dos melhores do ano.

Você gosta da Stax? Lembra da batida clássica de vários artistas que fazem parte do cast da gravadora?

E Motown, você também gosta?

Então, vá por mim: baixe ou compre agora mesmo. Wake up! é diversão do começo ao fim.

Afaste o sofá da sala, convide os seus e seja feliz, ao menos, por uns instantes. Eu garanto. Até a próxima.

sábado, 13 de novembro de 2010

Nada a fazer.

Tarde de sábado. Nada a fazer. Faço uma ligação e tudo continua do mesmo jeito. Tarde chata. Navego na Web e descubro esta maravilha de fotografia: é a capa do EP Some candy talking dos escoceses Jim e Will Reid - os caras que estão à frente do Jesus and Mary Chain - minha banda do coração. Não demora muito, abro uma cerva.
Almocei com Liquinho hoje e isso fez a diferença. As coisas poderiam está mais chatas não fosse a presença dele sorrindo prá mim na mesa de um boteco aqui perto.
Muitas mulheres passaram em nossa frente e rimos das bundas de algumas delas e admiramos e rimos de outras salientes bundas.
Meu guri é torcedor do Vitória - tem até reportagem em um jornal local sobre ele e seu fanatismo. Nosso maior rival vai jogar hoje tentando colocar um pé definitivo na primeira divisão. Despreocupados, ficamos por ali admirando o andar das mulheres que passavam por nós.
Almoçamos. Eu bebi uma cerva, e ele, um refrigerante. Foi ótimo. Depois, fomos comprar um joguinho para o play station dele. Rimos dos camelôs gritando: "Bora Baêa, minha porra!". Divertido. Agora, vou abrir outra cerva; quem sabe as coisas melhoram...
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Estou ansioso para ler o livro que a Fabiane de Carli Tedesco - minha amiga Fabita - está lançando. Pô, lança logo!
Saiu uma matéria sobre a contracultura neste mês na revista Cult. Devo escrever amanhã, depois da ressaca. Até lá.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Madrugadas confortantes.

Passei o feriadão em casa colocando as coisas em ordem; tentando, ao menos. Nas madrugadas, aproveitei para fazer download de uns discos que estavam em minha lista esperando uma oportunidade. O tempo é precioso e tenho tido muito cuidado procurando preenchê-lo da melhor forma.
Eis os downloads:

Lucinda Williams - Car wheels on a gravel road (1998). Gostei muito de Right in time, a faixa de abertura; Drunken angel - que agora, é o novo nome do meu blog reserva - soa doce e agradável.

(Gato de Hotel, apelido dado por meu irmão, era o nome desse blog reserva).

Neste, que é um dos melhores discos de carreira da Lucinda Williams, Metal firecracker gruda no cérebro com seu belo refrão e parece não querer sair mais. Recomendo aos admiradores da country music, com acento pop, que me faz lembrar a Sheryl Crow.

Billy Bragg and Wilco - Mermaid Avenue (1998). Nora Guthrie, filha de Woody Guthrie, convidou o cantor inglês de música folk para gravar um álbum em homenagem ao seu pai. Bragg aceitou o convite, mas sentiu que precisava de uma banda que pudesse penetrar no universo sonoro de Woody, e então, convidou o Wilco para tal missão.

O resultado é uma coleção de pepitas da mais alta qualidade interpretada por dois artistas de grande talento e carisma. Neste caso, Bragg e Jeffy Tweddy (o cantor e compositor do Wilco).

Jeff e sua turma souberam como ninguém penetrar nas canções do mestre norte-americano com respeito e dignidade. Recomendo.

Van Morrison - Astral Weeks (1968). Este eu tenho o LP, mas como o prato do meu toca-discos deu tilt, resolvi baixá-lo também. Me emocionei ao som de Madame George e lembrei-me do filme - não lembro o nome - que toca essa música no final. Conta a história de uma mulher (interpretada por Marianne Faithfull) vivenciando um triângulo amoroso com dois irmãos.

São nove minutos de uma balada romântica de tirar o fôlego. Agora, que comprei um headphone novo, vou aposentar meu Discman por uns tempos e deixá-lo para as viagens. Ah, em breve, farei uma à Cachoeira de ônibus. Visitarei dona Véinha em São Félix e beberei umas cervas em seu boteco que fica no Cruzeiro. A minha intenção é buscar inspiração, pois o local proporciona e dona Véinha bate ponto em minhas cartas e poemas postados em meus blogs.

Jerry Lee Lewis - Mean old man (2010). Jerry Lee mandou bem em seu novo álbum com seus ilustres convidados - uma continuação do ótimo Last man Standing (2006). Nesta nova empreitada, Mick Jagger marca presença em Dead flowers, e Keith Richards, em Sweet Virginia. Sheryl Crow arrebenta com sua sensualidade em You are my sunshine. Ron Wood, Mavis Staples, Ringo Starr e Solomon Burke, entre outros, completam o time.

Haja fôlego para acompanhar o velhinho rocker que continua em forma esbanjando energia pra todos os lados.
Steely Dan - Can't buy a thrill (1972). Recomendo para a mulherada que gosta de um som classe A. Swingue no ponto; ritmo cadenciado; a voz do cantor, Donald Fagen, se encaixa perfeitamente bem com o clima das músicas desse álbum que deveria está na seção Obra-Prima. Sem comentários.

Pulp - Different Class (1995). Me fez lembrar as noites em que eu e meu amigo Xanxa colocávamos o Rio Vermelho de cabeça para baixo. Jarvis Cocker é um dos nossos. Outra Obra-Prima.

Já escolhi meu disco do ano, mas só vou revelar na já tradicional lista com os melhores que sai dia trinta e um de dezembro.

O nacional já foi recomendado aqui; já o internacional, não. Falei com alguns amigos rapidamente sobre, mas eles não prestaram atenção. Coitados, não sabem o que estão perdendo.

Fiz outros downloads. Comento depois. Pena não ter conseguido o novo do John Legend & The Roots - Wake up! Não encontrei o link em site algum. Como diria minha mãe: "Nem tudo são flores".

Finalmente comecei a twittar com frequência; coisa que não tenho o costume de fazer. Quem quiser me seguir, é só procurar por buenasrocks. Quero aproveitar para agradecer ao Marcelo Costa, do Scream & Yell, pelo link para ouvir o disco fofo do Pullovers do ano passado.

(Automatic for the people do R.E.M. (1992), outro da listinha de downloads. Depois comento sobre ele).