segunda-feira, 22 de novembro de 2010

A menina do 2 de Julho.

(Design by Tarcísio Buenas).
Eu a admiro secretamente há alguns anos. Nunca mais havia visto ela em seu trabalho, o que me deixou bastante triste. Hoje, eu a encontrei por acaso na escola onde fizemos nossas provas para o vestibular da UFBA. Sentei ao seu lado no pátio instantes antes da prova começar e, dando-me conta de que era ela, não demorei para perguntar as horas, e ela, educadamente, disse-me: sete e quarenta e cinco. Agradeci e em seguida puxei um papo. Ela fez para secretariado, e eu, letras vernáculas. Contei que a conhecia do seu trabalho. Ela falou que não trabalha mais lá e que está em outro bem melhor. Legal. Eu não tirei os olhos de sua boca carnuda e gostosa. Boca de quem exala sex appeal. Molhadinha e com um vermelho incandescente, me deu vontade de beijá-la, de me lambuzar todo até não aguentar mais. Para minha surpresa, ela mora no 2 de Julho - meu segundo bairro preferido da cidade. Fica perto de onde eu morei com minha mãe. Frequento o Líder, um boteco bem bacana que fica localizado na praça principal do bairro, há mais de dez anos e nunca vi a presença dessa menina por lá. "Será que ela não bebe?", divaguei por uns instantes. Solícita, conversou comigo como se me conhecesse de longas datas. "Será que ela me admira secretamente também?" - foi o que pensei. No final, outra surpresa, desta vez, com um gostinho de derrota: ela me chamou pra gente subir as escadas, pois a prova estava prestes a começar. Para minha decepção, minhas pernas não obedeceram à minha vontade e ela seguiu sozinha rumo às salas que ficam no andar de cima, próximo de onde estávamos. Suando frio, fiquei por ali pensando no que houve de errado com minhas esbeltas pernas. Antes dela dobrar a esquina, dei uma última olhada para sua perfeita bunda. Que bunda linda!
Postar um comentário