sábado, 31 de dezembro de 2011

Melhores do Ano (2º Parte).



Pretendi acordar cedo, hoje, para escrever o último post do ano, mas não consegui. Fui dormir tarde. Bebi várias cervas com minha mãe, e quando percebemos, o galo já estava cantando: quatro e meia da matina. Ou como diria Bortolotto, "no cu da madrugada" foi a hora que percebemos o quanto estava tarde, ou cedo demais - depende do ponto de vista.

Ontem, eu estava conversando com um brother no chat do Facebook e ele me chamou de "Chinaski baiano" - o personagem dos livros do Charles Bukowski. Achei bacana a comparação, mas fiquei sem entender. Depois ele me explicou que não era pela bebedeira, e sim, pela forma como troco de emprego - assim como o Chinaski - e pela semelhança com minha escrita. Agradeci o elogio e ri quando lembrei-me do lance do emprego, coisa que nunca havia passado pela minha cabeça.

Desde que caí na estrada em abril deste ano, vindo a fixar residência em São Paulo, em setembro, que não consigo emprego. 

Este tipo de coisa me incomoda muito, ainda mais agora, que minha mãe acionou a luz vermelha ameaçando apagá-la de vez.

Resolvi morar em São Paulo em julho último, e não me arrependo de nada. As dificuldades são muitas - ainda bem que tenho minha mãe e amigos que tem me ajudado bastante.

Chritiano Blumetti, Fabríco Silva, Daniel Lopes, Michele Prado, o Gilson, Cristiano Rebouças, Cássio Mariane (meu irmão), e a família Miguel:  são esses seres que têm feito muito por mim ultimamente. Além de minha mãe, é claro.

As dificuldades vão passar, eu sei. Agora, vamos aos melhores do ano na música.

Ouvi poucos lançamentos neste ano, principalmente os nacionais. Quero que saiba que a Mallu Magalhães continua de fora do meu time; Karina Buhr não bateu e o Criolo não me disse nada. São músicas que não mexem comigo. Ah, mas vocês querem saber o que importa para o Buenas? Aqui está:

Melhores Discos Internacionais:

10) Stephen Malkmus and The Jicks - Mirror traffic;
9) Danger Mouse & Daniele Luppi - Rome;
8) Booker T. Jones - The road from Memphis;
7) PJ Harvey - Let england shake;
6) R.E.M. - Collapse into now;
5) Thurston Moore - Demolished thoughts;
4) The Walkabouts - Travels in the Dustland;
3) The Vaccines - What did you except from The Vaccines?;
2) Anna Calvi - Anna Calvi;
1) Tom Waits - Bad as me.

Músicas Internacionais:

10) The Raveonettes - Recharge & revolt;
9) Wilco - Dawned on me;
8) Girls - Love like a river;
7) The Vaccines - Blow it up;
6) Stephen Malkmus - Tigers;
5) The Decemberists - Down on the water;
4) Thurston Moore - Benediction;
3) The kills - Baby says;
2) Anna Calvi - Blackout (assista o video logo abaixo);
1) Tom Waits - Back in the crowd.

Vocais: Anna Calvi e Tom Waits.

Bandas: Sonic Youth e Wilco.
Revelação: The Vaccines.

Pô, ouvi poucos discos nacionais neste 2011 que está prestes a partir. Desses poucos, destaco No Fim de Maio da banda Theatro de Séraphin - a melhor banda de rock de Salvador da atualidade.

2) Bidê ou Balde - Adeus, segunda-feira triste (EP);
3) Erasmo Carlos - Sexo;

Músicas: 

Bidê ou Blade - Me deixa desafinar;
Saco de Ratos - Mulheres.

Bandas: Saco de Ratos e Theatro de Séraphin.
Revelação: Macabéa.

Shows: Saco de Ratos no Club Noir (São Paulo) e Teenage Fanclub no Circo Voador (Rio de Janeiro).

Vocais: Arthur Ribeiro (Theatro de Séraphin) e Mário Bortolotto (Saco de Ratos).

Evento: TAZ (Tuesday Autonomous Zone), que acontece uma vez por mês no Centro Histórico de Salvador reunindo os melhores DJs da cidade.

Bar: Mercearia São Pedro (Rua Rodésia, Vila Madalena).
Garçom: Qualquer um do Duas Rosas (Vila Mariana).

Fico por aqui. Desejo a todos um ano novo repleto de realizações, felicidade, saúde e paz. 

Até a próxima.



Anna Calvi - Blackout.

domingo, 25 de dezembro de 2011

Melhores do Ano (1º Parte).

Li poucos lançamentos neste ano. Um ano onde passei, boa parte dele, viajando pelo sul do país -  vindo a fixar residência em São Paulo.

Apenas um lançamento  - DJ, Canções para ouvir no inferno - do Mário Bortolotto, foi o que bateu. 

Aqui está minha seleção com os cinco melhores livros que li neste 2011. Na próxima lista, que sai no próximo dia 31, postarei os melhores discos, entre outras coisas.

5. Mario Vargas Lhosa - Elogio da Madrasta;
4. Mário Bortolotto - DJ, Canções para ouvir no inferno;
3. Carson McCullers - A balada do café e outras histórias tristes;
2. Jaime Prado Gouvêa - O altar das montanhas de Minas;
1. John Fante - O caminho de Los Angeles.

Até a próxima.

sábado, 10 de dezembro de 2011

As Dez Mais da Semana.

Fim do ano chegando e as listas com os melhores do ano começam a despontar nas publicações especializadas do planeta.

A minha está quase pronta. Pouco ouvi, no que diz respeito a novidades, neste ano. Um ano em que passei boa parte do tempo viajando, e, como consequência disso, fixar residência em São Paulo.

Em 2011, dei preferência aos discos que já conheço muito bem. Aqueles que mexem comigo há muitos anos toda vez que os escuto.

Mas há canções e discos, novos, bem legais por aí. Devo adiantar que o melhor do ano é de um veterano... um cara que bate ponto no On The Rocks desde o primeiro ano do blog.

Bem, essa lista, como todos os leitores sabem, só sai no último dia do ano.

Aqui está As Dez Mais da Semana.

1. Bidê ou Balde - Me deixa desafinar;
2. Booker T. Jones (featuring Lou Reed) - The bronx;
3. Vintage Trouble - Nancy Lee;
4. Ben Harper - Pray that our love sees the dawn;
5. Saco de Ratos - Nossa vida não vale um Chevrolet;
6. Porcas Borboletas - A passeio;
7. Wilco - Dawned on me;
8. Booker T. Jones - Crazy;
9. Anna Calvi - Blackout;
10. Girls - Love life.

Até a próxima. 


quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

On The Rocks Recomenda.

Ao longo dos seus sessenta e sete anos de idade, Booker T. Jones, lendário organista de estúdio da Stax Records - famosa gravadora norte-americana de soul music -, presenteou o mundo este ano com um belo e sedutor álbum, o já aclamado pela crítica mundial, The Road from Memphis.

Com a The Roots como banda de apoio, e várias participações de peso nos vocais, como a de Sharon Jones e Matt Berninger (The National), que dividem os vocais em Representing Memphis; Yim Yames (My Morning Jacket), com a dançante Progress; e Lou Reed, que encerra com The Bronx - uma das minhas favoritas - este promete está na lista de melhores discos do ano nas principais publicações especializadas em música do planeta.

The Road from Memphis é predominantemente instrumental, salvo raros vocais, como os já citados acima - o que só vem a  somar.

É praticamente impossível ouvi-lo sem se mexer. Ninguém vai resistir a versão arrepiante do hit Crazy (Gnarls Barcley) - procure no Youtube.

Beck é o produtor deste grande The Road from Memphis. Ouça.

Até a próxima.

P.S.: Antes que eu me esqueça, o vozeirão em Down in Memphis, é do próprio Booker T.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Perigo fez a minha cabeça.


(Eu, poucos anos antes de Perigo fazer minha cabeça).
Quando Have you ever seen the rain? estourou nas rádios, eu estudava na escolinha Au Au, que ficava localizada na avenida Centenário. Meu irmão estudava lá, também. Tínhamos um motorista na época - eu não sei qual era o nome verdadeiro dele. Sei que todos chamavam de Perigo.

Perigo era um negro magro, de estatura mediana, cabeleira black power, e o seu humor não era dos melhores. Minha mãe costumava ir com a gente, pois ela trabalhava próximo à escolinha.

O que eu mais curtia no roteiro de nossa casa, que ficava na rua Direita de Santo Antônio além do Carmo - centro histórico de Salvador - era o som que tocava no carro de Perigo.

Creedence Clearwater Revival, Kim Carnes, Commodores, The Beatles, Jackson 5, Dire Straits, Pink Floyd, Rod Stweart, Elton John, Stevie Wonder, entre tantos outros. Eu adorava ir para a escola no carro dele.

Minha mãe insistia em ouvir as estações que costumavam tocar música brasileira, e eu torcia para Perigo não deixar. Eles discutiam, e na maioria das vezes, Perigo ganhava.

Ah, mas a melhor parte de tudo isso, é quando minha mãe não vinha da escola com a gente, pois ela costumava fazer hora extra; então Perigo colocava seu K7 do Creedence contendo Have you ever seen the rain?, Proud Mary, Hey tonight, entre outras pérolas, e seguíamos felizes pelas ruas da cidade.

Quando o sino da escolinha tocava anunciando o término das aulas, eu abria um sorriso enorme, porque sabia que o meu brother motorista, o cara que me colocou no mundo do rock, estaria na portaria nos esperando com seu fusca vinho Fafá de Belém ouvindo o bom e velho rock n'roll.

Anos depois, este estilo musical passou a ser o meu estilo de vida. Agradeço a Perigo, meu brother, que me proporcionou belos momentos de minha infância dentro do seu fusca vinho Fafá de Belém.

Obrigado, Perigo.

Até a próxima.

***

Fui criado ouvindo música brasileira através dos meus tios, tias, e principalmente, minha mãe - que me ensinou a ouvir Roberto Carlos. Sou grato a eles por me apresentarem a nossa rica música popular brasileira.

Curto muito desses artistas até hoje.

Mas naquela época, eu tinha uns seis ou sete anos de idade, Have you ever seen the rain?, do Creedence, batia bem mais forte do que Detalhes, de Roberto e Erasmo - se é que o meu caro leitor me entende.

Creedence Clearwater Revival - Have you ever seen the rain?

sábado, 26 de novembro de 2011

As Dez Mais da Semana.

1. Girls - Love life;
2. Carla Bruni - You belong to me;
3. Tom Waits - Pay me;
4. Arrigo Barnabé & Ney Matogrosso - Mente, mente;
5. Beto Guedes - Canção do novo mundo;
6. The Walkabouts - My diviner;
7. Tricky - Makes me wanna die;
8. Wilco - How to fight loneliness;
9. Grandaddy - The group who couldn't say;
10. John Lennon - Mind games.

domingo, 20 de novembro de 2011

Um show frustrante.

(Ou não. 1973).
O show do Walter Franco, na biblioteca Alceu Amoroso Lima, no sábado passado, foi frustrante. Começou com Serra do luar, então pensei: "O cara vai detonar!" - no bom sentido, é claro. Mas, não detonou.
Estava tudo indo bem quando ele cometeu um grande erro ao convidar seu filho, Daniel Franco, para participar. O cara tocou quatro músicas longas e chatas do seu próprio repertório. O clima ficou tenso. Parte do público saiu antes mesmo do convidado terminar sua "palhinha quilométrica". Eu quase me levanto também, quando lembrei que tinha levado uma dose de vodka, na garrafinha que meu amigo Tony Lopes me deu de presente no ano passado, com o rosto do Bukwoski estampado no rótulo.
Então, dei um gole, o que suavizou bastante, mas não o suficiente para reclamar com Mona, que também ficou chateada. Foi decepcionante pra gente, que havíamos aguardado com ansiedade este momento.
O show fez parte do evento Balada Literária, que neste ano homenageou o poeta Augusto de Campos. O próprio, recitou uns versos de Cabeça - música que encerra o álbum Ou não.
Walter percebeu a dispersão do público e retornou ao palco para fazer um dueto com seu convidado e, discretamente, disse em seu ouvido algo do tipo "essa é a última" - isso ficou claro pra todo mundo.
Daniel se despediu pedindo desculpas - nunca mais assistirei a um show do Walter se eu souber que esse cara vai participar.
Nem vou falar das brincadeiras, sem graça, feita no intervalo das músicas.
Agora, o desapontamento final: depois que seu filho caiu fora, nosso ilustre artista, pessoa ao qual admiro e respeito, perguntou as horas para alguém da plateia, e em seguida, disse que estava chegando a hora. Corei.
O cara cantou umas quatro músicas e se despediu. Parte do público, o que sobrou, se levantou para aplaudi-lo; a outra parte, ao qual me incluo com Mona, ficou sentado aplaudindo sem muita vontade.
Não teve Respire fundo, Vela aberta, Lindo blue, Feito gente e Canalha, entre outras pérolas. Sim, não teve Canalha.
Na saída, Mona comentou comigo: "Pôxa Tá, a gente se diverte muito mais no show da Saco de Ratos, né?". Concordei com ela e fiz um convite para um brinde na Mercearia. Ela aceitou e nossa noite começou a melhorar quando chegamos lá. O final foi ótimo.
Para quem nunca assistiu Walter Franco ao vivo, como eu, esperava muito, muito mais.
Só um detalhe que eu já ia me esquecendo: o cara está em forma, ok?
Cantou e tocou muito bem as poucas músicas da noite sem deixar a peteca cair. Mas como disse no começo do texto, seu grande erro foi ter convidado seu filho para participar. É isso.

Até a próxima.

sábado, 12 de novembro de 2011

As Dez Mais da Semana.

Sonic Youth, os intelectuais da guitarra, estão desembarcando no Brasil para o show que farão logo mais aqui em São Paulo. Não vou poder assisti-los; problemas financeiros afastaram-me desta banda, que eu adoro, desde quando escutei primeira vez os acordes de Schizophrenia, a faixa que abre Sister, no verão de 1989, na cidade de Petrolina, Pernambuco.

Com uma simples homenagem, selecionei dez canções desses nova-iorquinos que fazem minha cabeça até hoje. Espero que você curta.

1. Wish fulfillment;
2. Stones;
3. What we Known;
4. Purr;
5. Teenage riot;
6. Schizophrenia;
7. 100%;
8. Pipeline/Kill time;
9. No way;
10. Orange rolls, angels spit.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

The Walkabouts lança Travels in the Dustland, sério candidato a um dos melhores discos do ano.

Travels in the Dustland, 15° álbum dos The Walkabouts, é sério candidato a um dos cinco mellhores do ano.

Esta banda foi formada em 1984 pela cantora Carla Torgerson e Chris Eckman, o compositor e guitarrista desta que é, em minha opinião, uma das duas melhores bandas de Seattle de todos os tempos - a outra chama-se Screaming Trees - já recomendada aqui.

Em 1984, eu costumava ouvir rock pesado em companhia do meu amigo Fabrício Silva. Nunca imaginei que um dia estaria às 03:00h da madrugada ouvindo esta coleção de pérolas da mais alta estirpe e indicando para os leitores deste blog - é para vocês que eu escrevo. Embora seja uma terapia, e das melhores para mim, escrevo sempre para os meus fieis e queridos leitores.

Este blog existe há quase quatro anos e os números de seguidores e acessos só têm aumentado. O carinho que recebo nas redes sociais, também. Obrigado.

É sempre bom saber que tem gente admirando e elogiando meus trabalhos aqui e na La Verga Del Buenas, meu blog de poemas eróticos. Breve terá um poema novo lá.

Estou sob efeito de rivotril, o que é um ruim para escrever. Mas fiquei tão contagiado e emocionado com este Travels in the Dustland que resolvi indicá-lo agora.

Minhas pálpebras estão semi-cerradas. Minha coluna dói um pouco - aqui não tem cadeira. Escrevo sentado em minha cama e o meu corpo tende a virar sempre para o lado em que está o travesseiro.

Esta maravilha começa com a Carla cantando My diviner. Sua voz é uma das mais belas que já ouvi em toda minha vida. A voz gutural de Chris é outro destaque.

Um som soturno, primoroso e contagiante. Adoro. O mundo pouco sabe sobre eles - uma pena.

Não me recordo de ter visto um disco deles lançado no Brasil - uma lástima!

Suas influências entregam fácil o que você ouvirá daqui a pouco: Neil Young, Scott Walker e Leonard Cohen, entre outros. Sim, dê uma procurada no Youtube ou procure o link que o Filesonic disponibilizou para download no Google.

Não costumo colocar  links aqui para você baixar, porque uma vez, quando postei sobre um lançamento do Manic Street  Preachers, dois dias depois o post foi retirado. Fiquei sem entender e quando fiz o login, apareceu uma mensagem ameaçando excluir meu blog. É por isso que não coloco links aqui.

O sono bateu. O rivotril está começando a bater forte aqui em mim. É inevitável a presença dele na minha farmácia. It's a hard life, baby. Hard life.

Até a próxima.

P.S.: Walter Franco vai tocar na próxima semana para o evento Balada Literárias. O show será no dia 19/11 às 18h. Local: Biblioteca Alceu Amoroso Lima - Zona Leste. Agora, a melhor notícia: entrada franca. 

domingo, 30 de outubro de 2011

São 01:45h da madrugada: essa é a melhor hora...

(Este texto foi postado originalmente no Facebook. Depois, resolvi reescrevê-lo e trazê-lo para cá).

‎São 01:45h da madrugada: essa é a melhor hora para entrar no Facebook. Agora, não há mais stress, câncer, chatices, idiotices e crueldades.

Tem quatro cervas na geladeira me esperando. Tô pensando seriamente em pegá-las. Linda está latindo na varanda - ela não se acostuma com a presença dos crackeiros na esquina. O vento sopra frio lá fora...

Hoje, eu caprichei no meu almoço - penne com atum. Minha barriga ainda está um pouco cheia. Darei mais um tempo pra pegar a primeira latinha. Aqui atrás tem um mercado que fica aberto 24h. Mas, só sairei para comprar mais depois que beber as quatro primeiras. Não tenho coragem de sair "de cara" por aí uma hora dessas.

Quando cheguei do Parlapatões na madrugada da última sexta-feira, caminhando sozinho pelas ruas da selva de pedra, um crackeiro atravessou em minha frente e mostrou-me um ferro pontiagudo parecendo um punhal. Eu estava bêbado, mas acredito que tenha sido um punhal. Encarei o cara, mas ele não me fez nada. 

Vou pegar a primeira latinha, e em seguida, postarei uns videos do youtube; mas sei que você só vai assistir amanhã quando acordar, ou chegar do trabalho. Não vai ter pique pra me acompanhar. Somente os vagabundos têm pique pra acompanhar outro vagabundo.

Dylan assopra sua gaita preguiçosa no meu headphone - Sad eyed lady of the lowlands, a canção que encerra o álbum Blonde on Blonde -, é de fazer chorar, e eu sei que isto vai acontecer.

O dia foi insuportável. Me senti sozinho o tempo todo. Não achei ninguém para conversar, pois estavam todos preocupados com o câncer do ex-presidente Lula. Ou melhor, preocupados em atacar o cara que está internado; enquanto outros se sentiam no dever de defender seu super-heroi. Eu tenho pena da humanidade se gladiando em redes sociais em prol do nada. Absolutamente, nada.

Até a próxima.

P.S: Terça-feira tem show da Saco de Ratos no Club Noir - ver post logo abaixo.

sábado, 29 de outubro de 2011

On The Rocks Recomenda.

A Saco de Ratos vai embalar a noite de terça-feira, 01/11, véspera de feriado, com seu show regado a muito rock no Club Noir, rua Augusta, n° 331, a partir das 23h.
A banda tocará com sua formação original. São eles: Mário Bortolotto (vocal), Marcelo Watanabe, Fábio Brum e Diego Basanelli (guitarras), Fábio Pagotto (baixo) e Rick Vechione (bateria).
Confesso que não conheço diversão melhor do que assistir a um show desses caras. Sim, estas noites, regadas a rock e cervas, costumam ser as melhores desde que cheguei a São Paulo - as saideiras são impagáveis. Eu bem sei.
A banda acabou de finalizar as gravações do seu mais novo disco, que será lançado no começo de 2.012.
No repertório do show, canções próprias e de amigos.
No primeiro show que assisti deles, no Damis, em maio deste ano, Bortolotto dedicou a mim uma música do Cascadura - obrigado mais uma vez, man.
Está tudo acertado. Mais uma noite memorável está a caminho. É isso. Apareça.

Até a próxima.

sábado, 22 de outubro de 2011

As Dez Mais da Semana.

1. Mark Lanegan - The river rise;
2. The Kills - Baby says;
3. Legião Urbana - Andrea Dorea;
4. Roberto Carlos - Nosso amor;
5. New York Dolls - Personality crisis;
6. Gomez - Our goodbye;
7. Midlake - Acts of man;
8. Eels - Rags to rags;
9. Legião Urbana - Daniel da cova dos leões;
10. Gal Costa - Mãe.

domingo, 16 de outubro de 2011

O Meu Disco do Momento.

Blood Pressures, o mais novo álbum do The Kills, lançado em abril deste ano, é o que mais tenho escutado nos últimos dias. Dias intranquilos aqui na selva de pedra, e esta tensa e bela obra artística da dupla Alisson "VV" Mosshart e Jamie "Hotel" Hince serve de travesseiro bem macio onde eu posso relaxar um pouco as tensões e curtir as maravilhas contidas nela.
Adoro Baby says, ontem eu a ouvi umas dez vezes. Ouvindo mais uma vez aqui no headphone do meu notebook, Baby says gruda no meu ouvido como chiclete na sola do sapato - por mais que você queira que ele saia, não consegue de imediato.
Future starts slow, a faixa de abertura, foi a escolhida para abrir minhas próximas discotecagens.
A primeira, em terras paulistanas, acontecerá no primeiro domingo de novembro no Sotero - bar e restaurante dos meus amigos Rafael e Ricardo Spencer. As pick ups serão divididas com os DJs Spencer (Ricardo) e Pitty.
Future stars slow servirá de aperitivo para o DJ Buenas incendiar o ambiente com seu set matador. Ah, mas isso você já sabe.
Chove muito agora. Desde ontem que chove muito aqui na selva de pedra. Adoro quando o tempo fecha. Adoro esse vento frio entrando pela fresta da minha janela.
Recebemos um novo hóspede na véspera do feriado passado. Este, chama-se Johhny, um cãozinho levado que o Gilson ganhou do seu chefe. Jonnhy é bacana. Divertido. Todo mundo gostou dele, até Mona, que morre de medo de cachorro, adorou o nosso mais novo amiguinho.

Mona vem me visitar toda semana e a presença dela faz a diferença. Hoje, quando acordei, agradeci a Deus pela existência do Facebook, porque foi através dele que eu a conheci. De um simples comentário em seu post sobre o The Cult, banda ao qual somos fãs, começou nossos primeiros contatos e hoje temos uma relação viva e intensa.
Ontem, declaramos nosso namoro no Facebook, e foi ótimo. Muita gente curtiu; muita gente comentou. Obrigado a todos que apostam na gente.

Eu gosto quando ele entra no meu quarto com o rabinho balançando querendo carinho. Dou e sempre bincamos um pouco, mas não gosto quando tenta subir em minha cama. Intimidade demais com animais não é comigo. Johnny é fofo - não sei a raça dele. Gilson me disse, mas como nunca tinha ouvido falar, não gravei.
Ele é baixinho e cabeludo. Você mal consegue enxergar os olhos dele e o pêlo toca o chão quando está muito grande. Ah, esqueci a raça do Johnny.
Cheguei a uma conclusão nestes dias: eu não tenho vocação para ser jornalista.
A minha intenção com este post era informar a vocês os detalhes do álbum Blood Pressures, o meu favorito do momento. Mas como você pode notar, escrevi mais uma vez sobre minha vida!
Ego demais?
Talvez seja. Sou ator - essa é minha formação - e como todo ator que se preze...
Ah, não quero falar sobre este assunto.
Queria falar sobre o The Kills, mas o ego não deixa.
Ouça The Kills. Aperte o repeat em Baby says e seja feliz, ao menos, por uns instantes. Eu estou feliz. E você?

Até a próxima.

P.S.: Ontem, eu esqueci de postar as dez mais da semana. Sorry.

***

Quinze anos hoje sem Renato Russo. Eu sinto a falta dele. Ouvirei Dois, o disco que mais gosto da Legião Urbana, agora.

sábado, 8 de outubro de 2011

As Dez Mais da Semana.

1. The Decemberists - Down on the water;
2. Walter Franco - Canalha;
3. Foo Fighters - These days;
4. The Vaccines - Post break up sex;
5. The Boys Next Door - Shivers;
6. Wilco - Art of almost;
7. Drugstore - Aquamarine;
8. Pulp - Mis-Shapes;
9. Pulp - Common people;
10. Fause Haten - Ressurgência.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

A Balada do Café Triste por Carson McCullers.

(Carson McCullers).
"Antes de mais nada, o amor é uma experiência conjunta entre duas pessoas, mas o fato de ser uma experiência conjunta não significa que seja uma experiência semelhante para as duas pessoas envolvidas. Há o amante e o amado, e cada um vem de mundos diferentes. Muitas vezes, o amado é apenas um estímulo para todo amor que, até então, permaneceu guardado no amante. E, de alguma forma, todo amante sabe disso. Ele sente em sua alma que o amor é uma coisa solitária. Ele aprende a conhecer uma nova e estranha solidão, e é este conhecimento que o faz sofrer. Portanto, há somente uma coisa que o amante pode fazer. Ele deve abrigar o seu amor dentro de si, da melhor maneira que conseguir; deve criar para si mesmo um mundo interior totalmente novo, um mundo intenso e estranho, completo em si mesmo. É preciso acrescentar que este amante do qual falamos não precisa necessariamente ser um jovem que economiza para comprar um anel de noivado; este amante pode ser homem, mulher, criança, ou qualquer criatura humana nesta terra".

sábado, 1 de outubro de 2011

A Missa do Sotero.

As Dez Mais da Semana.

1. Wilco - Art of almost;
2. Stephen Malkmus and The Jicks - Tigers;
3. Lou Reed & Metallica - The view;
4. Fabio Góes - Tão alto e fora do lugar;
5. SuperHeavy - Miracle worker;
6. Sonic Youth - Wish fullfilment;
7. Ângela Rô Rô - Amor meu grande amor;
8. The Vaccines - Blow it up;
9. The Gilbertos - A hora de zarpar;
10. The Vaccines - A lack of understanding.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Rua Guaianazes, meu novo endereço.


Aqui na rua Guaianazes, centro da cidade, há um misto de povos do mundo inteiro como nunca vi por metro quadrado em toda minha vida: coreanos, nigerianos, peruanos, mexicanos - entre outros estrangeiros -, misturados a brasileiros de todas as regiões do país, principalmente do nordeste, convivem em meio à miséria estampada na cara dos crakeiros da região que se agrupam à noite para se iludirem em grupo.
No domingo à noite, quando cheguei para morar no apartamento de número 73, que fica em cima do mercado de uma senhora - que agora chamo carinhosamente de tia -, vi uma cena que me chocou: mais de cem jovens enrolados em cobertores, e descalços, delirando pelas ruas como se estivessem em uma passarela debaixo de holofotes e câmeras ávidas por algo rentável para elas.
A passos longos, dobrei a esquina e em seguida entrei no prédio de fachada escura e poucos andares.
O apartamento, com três quartos, é limpo, espaçoso e bem arejado. Divido, este, com Augusto, Gilson e Linda, a cadela pitbull dos caras. Que coisa, hein?
No giro que dei hoje pelas ruas do centro, tive uma sensação estranha: parecia que eu não estava em meu país, e sim no exterior - ouvi várias línguas em conversas paralelas e apressadas. Pessoas se esbarravam umas nas outras como se estivessem prestes a alcançar um prêmio ou procurando uma saída pelas portas dos fundos.
Dialetos de várias partes do mundo chegavam aos meus ouvidos. Percebi olhares cansados e muita tensão no ar.
Com uma chave no bolso e uma agradável sensação de que, chegando em casa, colocaria minha cabeça confortavelmente no travesseiro e relaxaria, elaborando assim meus próximos planos para continuar à procura do meu primeiro emprego em terras paulistanas, caminhei vagarosamnte até a rua 24 de Maio para comer duas fatias de pizza mussarella (meu almoço) que são vendidas numa Pizzaria localizada em frente à Galeria do Rock.
***
Falei um pouco sobre minha vida para Augusto, o proprietário do apartamento, e ele confiou a mim umas coisas sobre sua vida - me pareceu um cara legal.
No final da conversa, disse-me que estava vendo meu esforço para conseguir um lugar ao sol e resolveu diminuir o valor do aluguel - este foi reduzido em cinquenta reais.
Agradeci e retornei emocionado para o meu quarto.
Alguém uma vez me disse que se você planta o bem, bons frutos colherá - na minha vida sempre foi assim. Não me surpreendi com a atitude dele, pois esta não é a primeira vez que isso acontece, mas me emociono sempre.
***
Dois probleminhas: um já foi solucionado.
No domingo à noite, quando saí do meu quarto depois de beber umas cervas, não pude mijar porque Augusto estava tomando banho - no apartamento só tem um banheiro -, então como estava muito apertado, tive que descer para mijar em um dos bares que fica aqui ao lado.
Cheguei e fui logo pedindo uma cerva, pra disfarçar, e entrei no banheiro. Mijei, e em seguida, me dirigi ao balcão para beber a saideira da noite.
Hoje, quando acordei, sair em busca de um penico para guardar embaixo da minha cama, pois só assim resolveria este probleminha. Achei um no mercado da tia - custou cinco reais.
 O outro: resolver minha vida com Linda. Farei o possível para ficar amigo dela - o que será muito bom para nós dois.
***
Até a próxima.

P.S.: Fiquei parado por uns instantes na esquina da Ipiranga com a Av. São João e nada aconteceu em meu coração. Absolutamente nada.

sábado, 24 de setembro de 2011

À Procura de um Lugar ao Sol.


Os dias não têm sido fáceis aqui em São Paulo, cidade que escolhi para viver. Eu já esperava por isso. Tenho escrito pouco, quase nada, e isto me incomoda bastante. Escrever é uma necessidade para mim.
O círculo anda se estreitando. Vejo um funil em minha frente a me amedrontar. Mas eu não estou só. Tenho a família Miguel, especialmente Mônica (Mona), Cristiano Rebouças (Kiko) e Mário Bortolotto - bebemos um dia desses na Mercearia e ele me deu umas dicas de emprego. Kiko me apoia o tempo todo; assim como Mona, que mostrou-se estar comigo para o que der e vier - um amor de pessoa que Deus colocou em meu caminho.
Ontem, quando procurávamos um imóvel para eu morar, ela me disse que os gays aqui em São Paulo chamam as mulheres de Mona.
(Sorrimos).
Então, eu disse que Henry Miller, um dos meus escritores preferido, tinha uma Mona - quando eu comecei a ler o Miller, em 1993, desejei a partir daquele momento que um dia eu teria uma Mona -, mas ela já sabia dessa história. Essas coisas não preocupam a gente, e por isso mesmo, vou continuar a chamá-la assim, porque é assim que eu gosto.
Não achamos nada que me interessasse. Bebemos uma cerva no final da tarde enquanto decidíamos o roteiro de hoje. Saíremos daqui a pouco, pois a batalha continua.
Para não perder o costume, quero indicar o livro de contos A balada do café triste, da escritora norte-americana Carson McCullers, já comentada aqui.
Conhecida como a John Fante de saias, Carson é, ao lado da escritora Flannery O'Connor, precursora do gênero gótico na literatura americana.
Sete são os contos que aparecem na Balada - repleto de personagens solitários, descrentes da vida, amargurados e infelizes.
Eu poderia citar vários aqui. Tristeza e solidão habitam as almas desses seres descritos com delicadeza e sentimento.
Vejo traços semelhantes com os contos do Dylan Thomas e as peças do Tennessee Williams. Personagens angustiantes que conheço muito bem.
Fico por aqui na esperança de dias melhores. Eles estão vindo por aí, assim espero.

Até a próxima.

P.S.: Excepcionalmente hoje, não teremos As Dez Mais da Semana.

sábado, 17 de setembro de 2011

As Dez Mais da Semana.

1. Echo and The Bunnymen - The cutter;
2. Mick Jagger - Hard woman;
3. Wilco - I might;
4. Roberto Carlos - A namorada;
5. Ceremony - Stars fall;
6. Bob Dylan - The death of Emmett Till;
7. Tom Waits - Hope i don't fall in love with you;
8. Pixies - I can't forget;
9. Milton Nascimento e Lô Borges - Nada será como antes;
10. Lou Reed & Metallica - Sweet Jane.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Fábio Góes lança novo álbum no Teatro da Vila.

O cantor e compositor Fábio Góes estará lançando seu mais novo álbum O Destino Vestido de Noiva, no Teatro da Vila - aqui na Vila Madalena, ao lado de minha casa, nesta quinta-feira, às 20h. Entrada pelo estacionamento.
O Teatro da Vila fica na rua Jericó, 256. Ingresso: pague quanto vale.
Fábio estará acompanhado dos músicos André Lima (teclados), Dudinha (baixo), e Luís André Gigante (bateria).
Apareça.

domingo, 4 de setembro de 2011

A Caixa Preta de Charles Bukowski e As Coleções do Pink Floyd e The Jesus and Mary Chain.

A caixa preta do velho safado já está disponível nas melhores livrarias do país via L&PM Pocket. A coleção compreende cinco livros já publicados no formato tradicional. São eles: Misto-quente, Crônicas de um amor louco, Fabulário geral do cotidiano, Factótum e Pulp.
Pulp, seu último romance, é o único que não li. Bom motivo pra economizar uma grana e comprar este box, que pra mim, é especial. Especial porque sou colecionador de discos e livros dos artistas que me dizem alguma coisa - a ponto de transformar minha visão de mundo -, permitindo ser este um lugar melhor para se viver.
Eu tenho o Misto-Quente aqui na minha estante; os outros, li emprestado dos meus amigos há muito tempo. O box está me dando uma vontade de reler todos eles. O problema é a grana que está curta e tem outros lançamentos que estão mexendo comigo...

A coleção completa do Pink Floyd, remasterizada, em digipacks, com tratamento semelhante a que foi dada aos discos dos Beatles, promete. Ainda neste mês, sairá Dark Side of the Moon, e em seguida, toda a extensa e genial obra da banda inglesa.

O selo britânico Edsel está lançando no final deste mês a coleção completa do The Jesus and Mary Chain em caixinhas especiais para seus ilustres fãs, com dois cds e um dvd, cada.
As novas edições de Psychocandy (o disco da minha vida), Darklands, Automatic, Honey's dead, Stoned & Dethroned e Munki - ao lado da minha mudança pra São Paulo ainda neste mês - transformarão os ares, minha vida e meu destino.

Até a próxima.

(Os irmãos William e Jim Reid - os caras que estão à frente do The Jesus and Mary Chain).

sábado, 3 de setembro de 2011

Bad as Me, o Mais Novo Álbum de Tom Waits, e As Dez Mais da Semana.

Bad as Me, o mais novo álbum do cantor, compositor e ator norte-americano Tom Waits, será lançado no próximo mês. O disco, que tem parceria com sua esposa Kathleen Brennan, conta com a participação de vários músicos ao qual Waits está acostumado a gravar.
Ouvi a canção Bad as Me e gostei muito. Sou suspeito, eu sei, e me empolgo toda vez que esse cara lança algo.

As Dez Mais da Semana:

1. Tom Waits - Bad as me;
2. Stephen Malkmus and The Jicks - Tigers;
3. Wilco - I might;
4.The Walkmen - On the water;
5. Roberto Carlos - A namorada;
6. Ira! - Entre seus rins;
7. Drugstore - Standing still;
8. Richard Hawley - The ocean;
9. Sonic Youth - I'm not there;
10. Tom Waits - Closing time.

sábado, 27 de agosto de 2011

Obra-Prima.



Van Morrison - Astral Weeks (1968). Um disco atemporal. Lançado pouco tempo depois que Morrison saiu do Them - banda irlandesa criada em 1963 por ele mesmo -, devido a uma insatisfação com os empresários que ditavam regras, como por exemplo, substituir os músicos da banda por outros de estúdio no momento das gravações (Jimmy Page foi um desses convidados na época).

Mesclando folk celta com jazz e pitadas de blues, Astral Weeks foi o álbum determinante na carreira de Morrison.

Gravado em Nova York em apenas dois dias pela Warner, nele há Madame George, canção que eu queria ter feito e presenteado a uma mulher, embrulhada num buquê de rosas, cuidadosamente, para não amassar.

São três horas da matina e o café está daquele jeito. O sono não deu sinal de vida ainda. Isto é ótimo. Tenho tempo suficiente para escrever ouvindo um dos mais belos discos da minha coleção. Mais uma obra-prima sendo escrita pra vocês.

Em breve, o On The Rocks entrará numa parceria com um grande site de música deste país. Isto é, se tudo der certo, é claro.

Fiquei feliz em receber um comentário do Mário Bortolotto no post Qualidade de Vida. Man, fique à vontade; a casa é nossa.

A carreira de Morrison engrenou após o lançamento de Astral Weeks. Que bom. Outras maravilhas ele gravaria nos anos seguintes. Moondance é apenas um desses álbuns altamente recomendáveis.

Amanhã, ou melhor, hoje, quando eu acordar, tomarei vergonha na cara e assistirei ao DVD Ladies and Gentlemen dos Rolling Stones - presente do meu amigo Peu Safira - que até hoje não assisti. Um vinho como companhia cairá bem. Acredito.

Ontem, eu caminhei no final da tarde e achei engraçado como as pessoas olharam para o meu All Star vinho, e em seguida, pra minha cara. O que será que eles pensaram? A ressaca estava sobre controle, então, eu não devia está com cara de "ontem", mas alguma coisa eles acharam, pois a cara que fizeram não me engana. Algo aconteceu. Algo vai acontecer a qualquer hora, a qualquer momento.

Até a próxima.


As Dez Mais da Semana.


1. Stephen Malkmus and The Jicks - No one is (as i are be);
2. Van Morrison - Madame George;
3. The Cult - Lil' devil.
4. Theatro de Séraphin - Prece;
5. The Gilbertos - A Hora de zarpar;
6. Fun Lovin' Criminals - We have all the time in the world;
7. Roberto Carlos - Como dois e dois;
8. Bob Dylan - This dream of you;
9. Drugstore - Lights out;
10. Danger Mouse & Daniele Luppi - Black.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Galeria.

Eu sempre tive curiosidade pra saber quem são os meninos que estampam a capa do clássico Clube da Esquina de Milton Nascimento e Lô Borges gravado em 1972.
Foi meu amigo D. Luchiano Fraga quem me emprestou este álbum após uma farra na casa dele, nos idos de 1995/1996. Eu já conhecia a capa do álbum, através de revistas e lojas de discos, mas nunca tinha escutado. No momento do empréstimo, perguntei a ele quem eram os meninos, mas ele não sabia. Então, perguntei a Nelsinho Magalhães, outro amigo em comum, mas este também não sabia.
Coloquei o disco embaixo do braço e fui pra casa. Coloquei-o ao lado do meu som no quarto e fui dormir admirando os dois meninos. No dia seguinte, escutei com minha mãe várias vezes; era um domingo, e a gente ficou em casa bebendo umas cervas e curtindo minha nova descoberta.
Nossas visitas questionavam quem eram os guris.
Passado uns anos, meados da década passada, a revista Bizz, ao qual sou fã - muito do que sei sobre música, aprendi através dela - querida por boa parte da minha geração, publicou um especial intitulado As 100 Maiores Capas de Discos de Todos os Tempos, e nela havia um texto explicando a história da capa dessa obra-prima da música.
Os meninos foram fotografados pelo recifense Cafi, apresentado aos mineiros por Ronaldo Bastos, em um casarão na praia de Piratininga onde Milton, Lô e sua turma gravavam o disco.
A convite de Milton, Cafi seguiu com o grupo para a festa de bodas de prata dos pais do cantor. No caminho, às margens de uma estrada de terra, Cafi pediu para que o motorista parasse e então ele fotografou os dois meninos, um negro e um branco, que ali estavam sentados observando o movimento da turma.
Cafi diagramou sua foto sem texto nem identificação, mas foi obrigado pela EMI-Odeon a usar os nomes de Milton e Lô na contracapa do álbum com letras garrafais. Era um truque: a gravadora orientava os lojistas a exibirem o disco com o verso para a frente.
Fico por aqui ao som de O Trem azul, minha canção preferida do álbum.

Até a próxima.

sábado, 20 de agosto de 2011

As Dez Mais da Semana.


1. Wanda Jackson - Rum and coca-cola;
2. Cake - The guitar man;
3. Os últimos Românticos da Rua Augusta - Um mundo sem Joey;
4. Gliss - Morning Light;
5. Vaccines - Blow it up;
6. Tha Bad Plus - Barracuda;
7. Arcade Fire - Empty room;
8. Theatro de Séraphin - Prece;
9. The School - I don't believe in love;
10. Built to Spill - The plan. 

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Qualidade de Vida.

Durmo tarde e acordo tarde. Odeio acordar cedo. Bebo toda semana e fumo cigarrilhas com aroma natural pra acompanhar um vinho. Não jogo bola. Não frequento academia. Gosto do pique das cidades grandes e do frio. Fico mal humorado quando o tempo esquenta demais e raramente tomo sol. Não faço exames regularmente. Não tenho medo do escuro, nem da morte.
Acho insuportável esse papo de que qualidade de vida é dormir cedo e acordar cedo. Não beber, nem fumar. Praticar esportes e coisa e tal. Acho realmente insuportável e raramente sigo à risca os deveres aos quais sou submetido.
Me sinto bem vivendo o meu estilo de vida que muitos conhecem e sabe como é.
Já quebrei o pau em empregos hediondos e caí na estrada em busca de algum sentido na vida. Você já deve ter visto momentos como esse em algum filme ou livro. Sei que sim. Esse desejo não é só meu. Nunca será.
Cheguei recentemente de uma viagem que durou três meses e meio. Fiz o que mais almejei nos últimos três anos desde que criei o On The Rocks e a La Verga, e quer saber? Não me arrependo de nada.
Experiência marcante em minha vida, as coisas ficaram mais claras desde que saí de Salvador no final de abril. Continuo dormindo tarde e acordando tarde. Os vícios continuam os mesmos, mas com uma grande diferença: eu não me sinto mais culpado como antes. Dessa vez, permito me aceitar como sou.
Todo sentimento de culpa que havia em mim foi por água abaixo.
Amante da música e das artes em geral, me permito ser o Buenas que meus amigos tanto admiram. Quanto aos detratores... ah, eles não me dizem nada; assim como meu nome e minha idade.
São duas da matina agora. Beberei um café e me sentirei melhor; é sempre assim. Toda vez que me sinto bem e tomo um café, as coisas ficam bem melhores.
Aqui na casa de minha madrinha não tem internet no momento. Problemas técnicos.
Antigamente, me sentia longe do mundo quando não tinha internet comigo. As coisas mudam... agora mesmo, não tô nem aí. Retorno pra Salvador na próxima quarta-feira, 17, e estarei em contato com o mundo virtual novamente.
Navegar na web em lan house é chato. Ontem mesmo, tinha um cara ouvindo forró sem headphone. Que coisa insuportável: o cara e o som que ele estava ouvindo.
Fiz o que tinha de ser feito e caí fora. Amenizei as coisas depois que cheguei em casa e peguei uns discos que trouxe comigo. Bendito seja John Coltrane, Joni Mitchell, Van Morrison, Bob Dylan, Cat Power, Portishead, Lou Reed, Cigarettes, The Gilbertos e John Cale.
Estou bem leve agora. O coração, apertado. Saudade é coisa que realmente incomoda, mas é um incômodo bom. Eu fiz, sabe? Experimentei e curti tudo que me foi permitido.
A leveza e a sensação de ter feito a melhor viagem de minha vida me conforta e o café deixará as coisas bem melhores.
Isto, caro leitor, chama-se Qualidade de Vida.
Quanto ao remédio que eu estava tomando pra depressão, deve ter sido esmagado pela roda de algum caminhão e virado pó, misturando-se com o pó da estrada.
Até a próxima.
P.S.: Sampa, me aguarde. Retornarei em breve.