quinta-feira, 31 de março de 2011

Presságio (XXI Poema) de Hilda Hilst.

(Hilda Hilst).

Estou viva.
Mas a morte é música.
A vida, dissonância.
Minha alegria é como
fim de outono porque
tive nas mãos ainda flores
mas flores estriadas de sangue.

Há cristais coloridos
nos teus olhos.
Vida nos teus dedos.

Estou morta.
Mas a morte é amor.

Não fiz o crime dos filhos
mas sonhei bonecos quebrados
sonhei bonecos chorando.

Alguns dias mais
e serei música.
Serás ao meu lado
a nota dissonante.

On The Rocks Recomenda Especial (4° Parte).

Blessed, o mais novo álbum da Lucinda Williams, fecha a seção On The Rocks Recomenda Especial deste mês. Lucinda já esteve aqui no ano passado quando indiquei Car wheels on a gravel road, de 1998. Se você foi atrás da minha dica e gostou, fique sabendo, caro leitor, que Blessed é melhor ainda.
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Aos admiradores das guitarras distorcidas e canto preguiçoso de J. Mascis (Dinosaur Jr.), aqui vai uma notícia: saiu lá fora, Several shades of why, seu mais novo álbum solo. Agora, é só correr atrás. Até a próxima.

(J. Mascis).

segunda-feira, 28 de março de 2011

On The Rocks Recomenda Especial (3° Parte).

O álbum The Ghost who walks (2010) da Karen Elson, é o mais novo indicado entre os quatro melhores do primeiro trimestre. Primeiro, pensei em indicar discos lançados este ano. Esta dica, apesar de ser lançado no ano passado, vale porque só chegou ao país agora e eu tenho escutado muito nos últimos dias.
Este post era pra ser da veterena PJ Harvey com seu mais novo Let England shake - o melhor desde To bring you my love. In my opinion, é claro. Mas aí pintou o da Karen e a menina Harvey ficou para trás.
Karen é modelo, além de cantora e produtora de sua banda novaiorquina, The Citizens Band. Confira o som da banda aqui (www.mysapce.com/thecitizensbandfanpage).
Casada com o músico e cantor Jack White (White Stripes, Raconteurs, Dead Wheather) - o casamento aconteceu em 2005 no rio Amazonas - esta inglesa nascida em Manchester, Inglaterra, me cativou pelo seu modo de cantar. Me lembra cantoras de cabaré dos anos cinquenta/sessenta.
The Ghost who walks foi lançado pelo selo de White, Third Man Records.
Ouço umas duas ou três vezes ao dia. O som é simples; tem clima de cabaré e boêmia - o que para mim é muita coisa. Um country alternativo bem tocado e produzido. Canções que me fazem apertar o repeat várias vezes.
Não se esqueça, amanhã é dia de TAZ (Tuesday Autonomous Zone) no Ulisses Bar (Rua Direita de Santo Antônio, além do Carmo). 19h. Free. Até a próxima.

Karen Elson - The Ghost who walks.

domingo, 27 de março de 2011

Ceremony para fechar a madrugada.

Guitarras ruidosas. Melodias adocicadas. A voz do cara soa como se ele estivesse falando no ouvido de uma mulher encantadora. Você já ouviu isto antes, lá pelos idos de 1984/1985, quando os irmãos Reid deram o último suspiro de salvação do pop mundial.

Geniais por natureza, Jim e Will jamais imaginariam que suas guitarras barulhentas, melodias pegajosas e vocais sensuais, conquistariam uma leva de bandas que buscam na fonte do melhor whisky escocês inspiração para conquistar novos ouvintes e dar sequência ao trabalho dos caras que um dia lançaram a obra-prima Psychocandy, entre outras pepitas.
Rocket fire, do Ceremony, foi lançado no ano passado. A qualidade do que foi feito anos antes continua com sua nobre perfeição. Doces melodias em perfeita harmonia com guitarras ácidas a serviço dos grandes sons.
Ceremony, caro leitor, faz jus à obra dos irmãos Reid. Pode confiar. Mas, se preferir, você pode ouvir Crocodiles ou Deerhunter, ou quem sabe, Raveonettes, e seus dias estarão salvos da mediocridade reinante na atual safra do pop mundial. Ouça bem alto Stars fall, a faixa que abre o álbum. Se não bater, desista - este não foi feito para você.
O On The Rocks está mudado ultimamente. Você deve ter percebido. Tenho postado cada vez mais e isso tem me trazido ótimos resultados. Espero que você me acompanhe. Até daqui a pouco.

sábado, 26 de março de 2011

Uma Fotografia.

(Foto by Camila Passos).
Esta menina índia me chamou atenção dia desses quando a encontrei no álbum de fotografias da jornalista e artista visual Camila Passos no Facebook. Tentei escrever um poema, mas não saiu nada. Então fiquei admirando o olhar puro e inocente dessa coisinha fofa. Pensei em sua vida na aldeia com seus pais, irmãos e amiguinhos. Será que ela vai à escola? Tentei imaginar a vida dessa menina longe da internet, celulares, McDonalds, Praça de alimentação de Shopping Center aos sábados, Crack - a pedra devastadora -, dos geniais pagodeiros que habitam estas plagas, da prostituição infantil das cidades grandes... Muitas coisas passaram por minha cabeça naquele momento. Tão pura me pareceu a protagonista desse post. Fui dormir pensando no que ela estaria fazendo naquele momento. Talvez, estivesse dormindo. Durmo muito tarde, sabe baby? Não tenho tomado minha medicação; vinhos e canções têm me acompanhado nas madrugadas adentro. Tenho saído pouco ultimamente. O único evento que me faz sair de casa é o TAZ (Tuesday Autonomous Zone) que acontece todas às terças. Meus fins de semana têm sido ótimos. Meus discos estão aqui comigo agora, assim como meus livros. Loquei ontem Estranhos no Paraíso e Down by Law do Jarmusch; Lua de Fel de Polansky (adoro esse filme) e Retrato Completo de Andy Warhol (documentário). Inaugurei ontem a semana do Jim Jarmusch aqui em casa. Dedicarei a semana toda a um dos meus diretores preferido. Os próximos locados serão Dead Man, Permanent Vacation - primeiro filme de quando ele ainda cursava a faculdade de cinema em Los Angeles, 1980. Em seguida, será a vez de Flores Partidas e Ghost Dog. Para a próxima semana, estarei selecionando os filmes dos irmãos Cohen. Mas tem Polansky, Scorcese, Fassbinder, entre outros, que estarão me acompanhando nos próximos dias. Imagino que você não conheça nenhum desses artistas e nem saiba o que é blog. Teu mundo é puro. Baby, estou na expectativa do novo lançamento do Raveonettes, que será lançado no dia cinco de abril. Não vejo a hora. Curti o single e o videoclipe deles. Sou fã e ainda terei todos os discos da banda. Fico por aqui. Até mais tarde.

quinta-feira, 24 de março de 2011

On The Rocks Recomenda Especial (2° Parte) e Deuses, um poema de Julio Cortázar.


R.E.M. - Collapse into now (2011). O mais recente lançamento fonográfico dessa banda da Geórgia é um dos melhores que já escutei do vasto e ótimo catálogo de um dos maiores representantes da safra anos oitenta. E noventa também.
Collapse into now começa com a poderosa Discoverer. Em seguida, All the best, que não fica atrás da anterior, prepara o ouvinte para a sublime melodia e refrões pegajosos de UBerlin, talvez a que mais me cativou nas primeiras audições.
Vale a pena o ouvinte dedicar um pouco do seu tempo e escutar as seguintes Oh my heart, It happened today, Walk it back...
O R.E.M. é uma banda digna do maior respeito. Me impressionei ainda nos anos oitenta quando ouvi The One i love de Document em um programa de rádio.
Em seguida, foi a vez de Green - o meu predileto - é o que tem a sublime World leader pretend, uma grande canção.
Muito já foi dito e ouvido. Michael Stipe, Peter Buck e Mick Mills já garantiram seu nome na história da música rock. Já os Strokes, me decepcionaram.
, os caras ficaram cinco anos sem gravar e agora me aparecem com um álbum razoável que é capaz de agradar somente aos fãs mais ardorosos, pois não disse a que veio.
In my opinion, eles deveriam ter parado na época do hype pós Is this it. Sairiam de cena com uma obra-prima debaixo dos braços e um interesante segundo álbum, Room on fire.
Um DVD sairia em seguida e os caras entrariam para a história sem muito esforço. Hoje, vejo que eles têm que malhar muito. Detalhe: eu sou fã.
Fico por aqui. Doralice, o videoclipe do Yuck estará no On The Rocks em breve. Compre Collapse into now e se delicie com mais um grande petardo desses caras que estão a serviço dos bons sons há mais de vinte e oito anos sem deixarem a peteca cair. Até a próxima.
Deuses, um poema de Julio Cortázar.
Os deuses caminham entre coisas pisoteadas, segurando
as pontas dos seus mantos com gente de asco.
Entre gatos podres, entre larvas abertas e acordeões,
sentindo nas sandálias a umidade dos farrapos corrompidos
os vômitos do tempo.


Em seu céu despido já não moram, lançados
fora de si por uma dor, um sonho turvo,
estão feridos de pesadelo e lama, parando
para recontar seus mortos, as nuvens ao contrário,
os cães de língua quebrada,


a espreitar invejosos o abismo
onde ratos eretos disputam chiando
pedaços de bandeiras.

domingo, 20 de março de 2011

On The Rocks Recomenda Especial (1° Parte).


Com o primeiro trimestre do ano chegando ao fim, resolvi escrever sobre os quatro discos que mais me tocaram até o presente momento.
Dividi este post em quatro partes. Estes serão postados em três e três dias.
Abrindo a Lista, temos o pessoal do Cowboy Junkies, banda canadense queridinha da casa, com seu mais recente álbum Demons: The Nomad Series Vol. 2, lançado em janeiro deste ano.
Demons é uma espécie de tributo/homenagem ao cantor e compositor americano, amigo e parceiro da banda, Vic Chesnutt, que suicidou-se no natal de 2009.
Estas canções estavam previstas para serem gravadas pelo próprio em companhia dos Cowboys. Quis o destino que essas gravações não se realizassem (?).
Uma pena. Eu já ouvi Vic cantando em companhia da banda de Margo Timmins - a bela voz que me encanta há muitos anos desde quando a descobri em 1990 através do ótimo The Trinity Sessions (já indicado aqui no primeiro ano do On The Rocks).
Diferente do clássico The Trinity Sessions, devido às guitarras distorcidas e com um som mais enérgico, Demons ecoa como se a banda estivesse tocando aqui ao lado da Suíte do Buenas, devido à energia e pulsação que sai dos seus instrumentos.
Um belo disco. Eu garanto.
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Doralice, eu curti o Yuck. Gostei muito dos videoclipes, principalmente de Get away. Massa. Postarei em breve dedicado a você. Valeu. Um beijo.
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Abaixo, os posts que escrevi sobre Vic Chesnutt e Cowboy Junkies em 2008.

Vic Chesnutt e Cowboy Junkies, uma banda classe A.


O cara é da Geórgia. Vivia na sarjeta tocando em bares em troca de alguns goles e trocados até ser " descoberto " por Michael Stipe, que produziu seus dois primeiros discos.
Alcoólatra, paraplégico desde os 18 anos de idade, vítima de um acidente de carro, tornou-se um artista cult devido a sua trajetória maldita e elogios de artistas famosos, entre eles Madonna, Smashing Pumpkins e Sparklehorse que o homenagearam em um tributo gravado em 1996.
Dono de uma voz cortante e instrumental simples, suas canções caracterizam-se pelo tom irônico e amargo, tem dificuldades para acender um cigarro e sofre para afinar seu violão nos shows.
Costuma abri-los com a seguinte sentença: "Olhem para mim, lutando para continuar vivendo".
Recebeu uma certa notoriedade da crítica após o lançamento do álbum The Salesman And Bernadette, gravado em 1998 na meca da country music, Nashville, em companhia da banda Lambchop, precursora do movimento batizado pela crítica norte-americana no final dos anos noventa de alt-country.
Recomendo de coração aos amantes das baladas românticas de Tom Waits, Mark Lanegan, Elliott Smith e Richard Hawley os discos Drunk (1993) e Silver Lake (2003).
Publiquei este texto pela primeira vez no extinto Musicbox em 2003.


Cowboy Junkies, uma banda classe A.
Eles começaram em Toronto, Canadá, em meados dos anos oitenta, seguindo a cartilha do fino blues e da mais delicada e simples country music norte-americana.
Michael Timmins, o fundador da banda, perambulou por muitos lugares procurando inspiração para a formação de um grupo que pretendia montar com seus irmãos Peter e Margo Timmins.
Viajou para Nova York em 1980 em busca da efervescência que sacudiu a grande maçã no final dos anos setenta, mas decepcionou-se com uma cena morna e de pouca inspiração.
Em seguida, foi para Londres onde Michael teve a sensação de que algo havia acontecido, interessando-se apenas, pelo Birthday Party de Nick Cave.
Cansado de perambular pelo mundo, retornou à sua cidade natal, Toronto, e fascinando-se pelo blues, montou com seus irmãos e o amigo Alan Anton, os Cowboy Junkies.
Em seu primeiro registro fonográfico, lançaram o álbum Whites off earth now (1986), gravado sob a abóboda de uma igreja pelo seu próprio selo, Latent. Aqui fica evidente a influência do blues.
Foram contratados pela RCA/BMG-Ariola onde gravaram o sublime The Trinity Sessions (1988). Singelo e acústico, o disco foi logo chamando atenção da crítica norte-americana de onde chuvas de elogios não faltaram à época do lançamento.
A banda sempre caprichou nas covers. Para este foram selecionadas: "Sweet Jane" do Velvet Underground e "I'm so lonesome i could cry" de Hank Williams.
O disco começa com Margo cantando "Mining for gold" à capela, e depois com um som simples, econômico e contagiante com "Misguided Angel".
"I don't get it" remete o ouvinte às origens do blues com seu solo de gaita matador. Ouça e perceba com seus próprios ouvidos. "Walking after midnight" e "Postcard blues" seguem a mesma linha. Brilhante.
Se você não se rendeu ainda, ouça: "To love is to bury" uma das mais belas canções que ouvi naquela época. Mesmo assim, se você não se sensibilizou com estas belas canções, desista. Este disco não foi feito para você.
Outros belos discos foram lançados, como: The Caution horses (1990) e Black eyed man (1992). A banda continua na ativa. Vale a pena dar uma conferida em sua obra.
Este The Trinity Sessions foi um dos muitos LPs que comprei na extinta Kaya, a melhor loja de discos ao qual pisei meus pés aqui em Salvador.
Do antenado e carismático Edu Pampani e seu escudeiro Messias, passar na Kaya era item obrigatório quando vinha a Salvador, ou quando, já morando aqui, após o término das aulas no 2 de Julho.
A loja funcionava no térreo de um casarão na ladeira de Santa Teresa no histórico bairro 2 de Julho ocupando três salas. A primeira era a seção de livros e HQ's, e a segunda, dos discos de vinil. Camisetas, incensos e cartões postais ocupavam a terceira sala. Ah, e tinha o bid, um cigarrinho enrolado na própria folha. Costumava chamá-lo carinhosamente de erva indiana. Bukowski adorava. Soube disso lendo Hollywood, romance onde ele conta sua trajetória para criar o roteiro do filme Barfly.
Boa parte de minha mesada ficava por lá. Não foi diferente quando comecei a trabalhar. Recebia o salário no fim do mês e seguia sorridente a caminho da minha loja de discos preferida.
Foi lá que comprei Ziggy Stardust (importado), Psychocandy, Sister, Rocket to Russia, Rust never sleeps, Radio Ethiopia, Strange weather, Songs for Drella, Instinct... foram tantos!
Dos poucos que escapou das minhas mãos, e fico sentido até hoje, foi Isn't anything do My Bloody Valentine. Estava sem grana no dia, então deixei 'escondido' atrás de uns discos pensando que ninguém fosse achar. Como fui ingênuo...
Tempos depois veio a era do cd e tudo mudou. Messias saiu e as coisas nunca mais foram as mesmas.
Bons tempos. Às vezes, sinto-me um velho ao ficar recordando momentos como este. Mas não é de bons momentos que a vida da gente deveria ser?
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Terça-feira é dia de TAZ (Tuesday Autonomous Zone) no Ulisses Bar (Rua Direita de Santo Antônio, além do Carmo). 19h. Free. Até a próxima.

Meu Sonho de Consumo.

quarta-feira, 16 de março de 2011

Duas Fotografias. Um Momento Marcante em Minha Vida.

Escrevi este post ao som do ótimo Collapse into now, o mais novo disco do R.E.M.
Quando eu criei o On The Rocks há três anos atrás, não imaginava a proporção que este alcançaria ao longo dos anos. Com um pequeno número de leitores, fui indicando minhas preferências musicais e literárias - minhas paixões - e ao mesmo tempo que ia dando estas dicas e contando momentos de minha vida, fui formando um séquito de fieis seguidores; leitores que foram se aproximando cada vez mais com seus comentários e convites para amizade no Orkut, sala de bate papo do MSN e Facebook. Twitter até.
Nunca me decepcionei com nenhum deles. Até arrumei umas, poucas, namoradas por aqui e fãs de várias partes do país.
Das amizades virtuais que viraram reais, lembro-me muito bem da Tatiana Coutinho (esqueci agora o nome do extinto blog dela), Cintia Liana do Fina Presença, Gabriel do A post a week e Luís Capucho do Blog Azul. Já no finalzinho do ano passado, foi a vez de conhecer Karla Karr, um amor de pessoa, do blog O Ser Cativo.
Seres que vieram somar na minha trajetória de vida. Adoro todos vocês. É de coração, tá?
Faltam muitos para o On The Rocks conhecer pessoalmente. Espero poder conhecer todos antes que eu desista de escrever aqui.
Saio de férias em maio e pretendo conhecer uma boa parte desses amigos (as) virtuais que sinto que virão para somar.
Visitarei minha mãe que mora em Camboriu, litoral de Santa Catarina. Antes, quero ir ao Rio de Janeiro e Niterói. Depois, passar por São Paulo e Belo Horizonte. Chapecó, talvez. Infelizmente, não vou poder ir a Manaus - gostaria muito -, Recife, Teresina, Brasília e Londrina.
Estou fazendo o possível para que a grana dê para eu poder realizar este sonho.
Respirando fundo agora. Na segunda-feira passada, eu fui conhecer a cantora, escritora, atriz e blogueira - e agora minha amiga real -, Mônica Montone.
Antes de sair de casa, dei uma talagada no conhaque, pois estava um pouco tenso e precisava relaxar.
Conheci a Mônica virtualmente logo no começo do On The Rocks. Não foram poucos comentários trocados em nossos blogs e scraps no Orkut. Recentemente, trocamos figurinhas também no Facebook.
Fiz um post dedicado a ela quando recebi autografado no conforto do meu lar, seu primeiro rebento fonográfico. Por sinal, um belo disco, Mônica. Suas canções são fofas, assim como você.
Depois da talagada, segui rumo ao Cinema Glauber Rocha. Antes de subir as escadas do espaço, bebi uma cerva gelada do isopor de um velhinho que estava em frente ao cinema vendendo pipoca.
Encontrei-me com minha amiga Fernanda na porta. Conversamos um pouco e, finalmente, fui de encontro à Mônica.
O show havia começado. Entrei de mansinho e fiquei próximo do palco. Ela não me notou - acho.
Com um vestidinho preto de bolinhas brancas e um lacinho vermelho na cintura, esta gatíssima encantou a todos cantando e recitando seus poemas.
Carismática e talentosa, me encantei de cara com a luz que ela irradiava do palquinho.
Os meninos da Chip Trio foram a banda de apoio, ao lado do Claufe Rodrigues, que recitou suas próprias poesias e tocou violão.
Após uns quarenta minutos, o show acabou - sim, foi um pocket. Os convidados foram cumprimentá-la, e em seguida, foi minha vez.
Ela estava de costas e quando a toquei na cintura ela virou, então eu disse: "Mônica!", e ela, com um enorme sorriso em seu belo rostinho disse: "Tarcísio!". Foi lindo.
, foi uma emoção só. Nos abraçamos, e naquele intstante, senti toda a emoção das nossas trocas de comentários, scraps e e-mails. Pouco menos de um minuto foi o tempo suficiente para sentir toda a límpida e positiva energia que emana dessa menina com narizinho arrebitado e cara de sapeca.
Foi uma sensação maravilhosa. Conversamos um pouco e nos despedimos com mais um abraço apertado. Ela me convidou para um choppinho, mas não pude acompanhá-la, pois tinha um compromisso e não podia faltar.
Depois fiquei sabendo que a saideira foi no Líder, meu boteco preferido. Então pensei: "Será que ela sabe que eu bato ponto lá?".
Mônica, foi maravilhoso te conhecer. Em maio a gente brinda, ok? Até a próxima.
(Eu e Mônica. Salvador, 2011).

segunda-feira, 14 de março de 2011

sábado, 12 de março de 2011

The Vaccines e um Lunático pelos Bares no Carnaval.

Hoje, foi um daqueles dias em que as horas pareciam não passar. Acordei com uma grande indisposição e tive dificuldades para sair da cama. Quando resolvi me levantar, já eram onze horas. Escovei os dentes e voltei para cama para ler um pouco Só Garotos da Patti Smith - não consigo me afastar desse livro, pois é tocante e simplesmente maravilhoso.
Quando resolvi sair de casa para almoçar na casa de Cássio, meu irmão, eram catorze horas e segui com uma preguiça que parecia não acabar mais.
Não demorei muito na casa dele. Almocei e logo segui para me encontrar com o meu amigo Christiano Blumetti para comprarmos o meu, finalmente, Notebook. Compramos no final da tarde e nem assim me animei muito. Deve ter sido o efeito do remédio que tomei para dormir na noite anterior. Quem me encontrou pela rua perguntou-me se eu estava com sono. Expliquei a situação e segui adiante com meu amigo.
Já de posse do Notebook, preparei minha janta e comecei a navegar na web pensando no próximo post do On The Rocks.
Foi por volta de meia-noite que deparei-me com o som juvenil da banda britânica The Vaccines que está lançando What did you expect from The Vaccines? - o segundo disco da banda. O primeiro, foi um Ep lançado em fevereiro que causou um grande estardalhaço por parte da imprensa inglesa que não pararam de lançar elogios aos seus novos pupilos.
The Vaccines soa bastante influenciada pelos The Strokes e Ramones, principalmente no estilo do vocalista Justi Young de cantar.
O som é empolgante e me fez sentir melhor neste fim de noite. Acredito que a banda não vá muito longe. Parece ser uma dessas que empolgam logo e depois saem do mapa como se nunca tivessem aparecido.
Mesmo tendo consciência disso, não vou negar que me empolguei com a disposição e o jeito desleixado dos rapazes tocarem.
What did you expect from The Vaccines? promete vender bem no Reino Unido e a banda lucrar bastante com shows lotados pela Europa.
A nova sensação da mídia inglesa empolgou o On The Rocks. Espero que empolgue você também. Acesse o http://www.youtube.com/ e assista aos videos da banda. Gostei muito de Blow it up - a primeira música que ouvi dos caras - e Post break-up sex. Rock simples, direto e com refrões grudentos. Até a próxima.


(Eu no carnaval pela lente da minha sobrinha Laurinha Magalhães).

terça-feira, 8 de março de 2011

Galeria.

Recebi este e-mail da minha amiga Cássia Cardoso e resolvi mostrar aqui para vocês no Galeria deste mês.
Quem quiser as fotografias completas, é só deixar e-mail no comentário ou no Facebook que eu mando. Ou, se preferir, escreva pro meu e-mail: buenasrocks@gmail.com. E antes que eu me esqueça, parabéns mulherada!
Fotógrafo profissional e jornalista científico, Laurent Laveder criou a série Moon Games, composta por diversas imagens que mostram pessoas interagindo com a Lua.
Capturando as cenas por um ângulo específico, o artista faz parecer que o satélite está realmente ao alcance das mãos dos homens e mulheres que, posando para as lentes do artista, brincam de jogá-lo para cima, ou pousá-lo na xícara de café.
Especializado em fotos do céu, Laveder faz parte do coletivo The World At Night, que reúne 30 dos melhores astrofotógrafos do planeta.