quinta-feira, 24 de março de 2011

On The Rocks Recomenda Especial (2° Parte) e Deuses, um poema de Julio Cortázar.


R.E.M. - Collapse into now (2011). O mais recente lançamento fonográfico dessa banda da Geórgia é um dos melhores que já escutei do vasto e ótimo catálogo de um dos maiores representantes da safra anos oitenta. E noventa também.
Collapse into now começa com a poderosa Discoverer. Em seguida, All the best, que não fica atrás da anterior, prepara o ouvinte para a sublime melodia e refrões pegajosos de UBerlin, talvez a que mais me cativou nas primeiras audições.
Vale a pena o ouvinte dedicar um pouco do seu tempo e escutar as seguintes Oh my heart, It happened today, Walk it back...
O R.E.M. é uma banda digna do maior respeito. Me impressionei ainda nos anos oitenta quando ouvi The One i love de Document em um programa de rádio.
Em seguida, foi a vez de Green - o meu predileto - é o que tem a sublime World leader pretend, uma grande canção.
Muito já foi dito e ouvido. Michael Stipe, Peter Buck e Mick Mills já garantiram seu nome na história da música rock. Já os Strokes, me decepcionaram.
, os caras ficaram cinco anos sem gravar e agora me aparecem com um álbum razoável que é capaz de agradar somente aos fãs mais ardorosos, pois não disse a que veio.
In my opinion, eles deveriam ter parado na época do hype pós Is this it. Sairiam de cena com uma obra-prima debaixo dos braços e um interesante segundo álbum, Room on fire.
Um DVD sairia em seguida e os caras entrariam para a história sem muito esforço. Hoje, vejo que eles têm que malhar muito. Detalhe: eu sou fã.
Fico por aqui. Doralice, o videoclipe do Yuck estará no On The Rocks em breve. Compre Collapse into now e se delicie com mais um grande petardo desses caras que estão a serviço dos bons sons há mais de vinte e oito anos sem deixarem a peteca cair. Até a próxima.
Deuses, um poema de Julio Cortázar.
Os deuses caminham entre coisas pisoteadas, segurando
as pontas dos seus mantos com gente de asco.
Entre gatos podres, entre larvas abertas e acordeões,
sentindo nas sandálias a umidade dos farrapos corrompidos
os vômitos do tempo.


Em seu céu despido já não moram, lançados
fora de si por uma dor, um sonho turvo,
estão feridos de pesadelo e lama, parando
para recontar seus mortos, as nuvens ao contrário,
os cães de língua quebrada,


a espreitar invejosos o abismo
onde ratos eretos disputam chiando
pedaços de bandeiras.
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