quarta-feira, 13 de abril de 2011

Os prazeres e desprazeres de morar sozinho.

Eu sempre gostei de morar sozinho. Esta é a terceira vez. Sinto-me bem em saber que não tem ninguém pra dizer o que devo ou não devo fazer. Abaixar o som ou colocar o headphone para não incomodar os outros são coisas que me chateiam facilmente. Dar satisfação quando saio, então, é terrível.
Consigo me concentrar melhor e fazer o que desejo sem ninguém por perto. Sem nada para me incomodar. É verdade que sinto uma imensa falta de uma frase que costumava ouvir antigamente: "O almoço tá na mesa!". Essa é inesquecível. Mas tem outra assim: "Suas roupas estão passadas. Você guarda ou quer que eu guarde?".
Como diria minha mãe, nem tudo são flores. É o preço ter que me preocupar em fazer faxina, coisa que detesto, e, pior, lavar roupas. Isso, menos mal porque meu irmão se incumbiu de lavá-las em sua máquina de lavar. Ufa!
Mas tem uma coisa que é o fim da picada. Está de madrugada lendo, ou escrevendo, ou assistindo um filme, quando meu vizinho do andar de cima resolve trazer a namorada pra dormir com ele. , a mulher girta o tempo todo quando está trepando. Eu tenho o texto memorizado, pois é sempre a mesma coisa: "Ai, ai, me fode, me fode, ai amor, enfia, me come, me come.... ai, ai, ai...".
E tem um assim: "Ah, ah, eu vou morrer, vou morrer amor, vou morrer.... ah, ah,ah... diz que em ama, diz que me ama...".
Pô, que coisa, hein!?
Eu fico excitado o tempo todo, e não é pra menos. Se estivesse casado, ou namorando, não teria problemas. Mas sozinho é complicado. Minha verga se manifesta e na maioria das vezes não tenho outra saída: o caminho é sempre o do banheiro.
Sempre me preocupei em não incomodar meus vizinhos com coisas desse tipo. Nessas horas o cara deveria fechar a janela!
Meu amigo Tony Lopes me chamou atenção quando estive na casa dele na segunda-feira à noite, dizendo que estou escrevendo pouco, quase nada. É verdade man, talvez seja uma simples fase de adaptação. Tomara que seja isso.
Como escrevi uma vez aqui mesmo, não existe terapia melhor do que a arte de escrever. Só uma coisa se compara: discotecar. Essa, se não fosse a arte de escrever, seria a primeira. Voltando ao assunto. Tem horas que dar vontade de bater um papo com alguém. Como não tem niguém aqui pra isso, entro na Web e fico no Facebook "em companhia" de pessoas que valem à pena.
Às vezes, é chato, pois não vejo e nem posso tocar ou sentir a pessoa que está do outro lado. É mecânico, e eu, que sou romântico por natureza, sinto-me incomodado com isso.
Messias GB (brincando de deus), me convidou para discotecar com ele e Liv Drummond na próxima sexta-feira, 15, no sebo Praia dos Livros (Porto da Barra), às 20:00h. Free. Apareça.
Aos poucos, vou me acostumando a morar sozinho de novo. É bacana, eu garanto. Agora mesmo, são 02:10h da madrugada e o sono não chegou ainda e parece que não vai chegar tão cedo. Tenho que passar alguns discos pro meu Notebook para a Disco e isso me excita. Mexer com música me tira o sono sempre.
Tomara que meu vizinho não traga a namorada dele pra dormir aqui hoje. Uma hora dessas, acho que não vai trazer mais.
Apareça na discotecagem de Messias GB, Liv Drummond e este ser que vos escreve. E para não perder o costume, corra atrás de Raven in the Grave, o mais novo disco da dupla The Raveonettes, minhas paixões. Até a próxima.
Postar um comentário