sábado, 14 de maio de 2011

On The Road, 4ª Parte (São Paulo).


Faz frio aqui em São Paulo. Me sinto mais à vontade aqui do que no Rio e em Salvador. Sampa me faz lembrar Londres. O clima é dos meus. Céu nublado. Minhas mãos frias estão. Almocei numa padaria aqui na Vila Madalena, onde estou hospedado, na casa de Kiko, meu amigo e de meu irmão; eles são compadres, inclusive.
Kiko não está aqui agora. Saiu para resolver uns negócios na rua.
Acordei tarde. Minha viagem não foi das melhores. Choveu muito no fim da tarde de ontem. Pegamos um engarrafamento na saída da rodoviária. O motorista, muito cauteloso, não correu em momento algum na estrada.
Cheguei por volta de 01:00h da madrugada. Kiko, generoso, foi me pegar na rodoviária. Chegando aqui, dei um giro pelo bairro e conheci alguns botecos, enquanto meu amigo resolveu descansar, pois teve um dia cansativo de trabalho em Campinas.
Liguei pra Lulu Soler, mas não deu pra gente se encontrar. Ela não estava por perto e então preferi ficar por aqui.
Hoje, tem o show da banda Saco de Ratos do escritor Mário Bortolotto no Damis, um bar localizado na Rua dos Pinheiros.
Convidei Lulu e Michelle Martins para me acompanhar. Parece que elas vão. Massa.
Minhas mãos tremem um pouco agora. Tomei um café nesse instante para esquentar. Daqui a pouco, darei outro giro pelo bairro e beberei na Mercearia São Pedro, aqui na esquina.
Visual preto me fascina e aqui é constante. Tanto homens quanto mulheres têm preferência por essa cor. Eu também.
Meu gorro esquenta um pouco minha mente. Os pelos dos meus braços estão em pé agora ao som de Passeio do Belchior.
Ele diz assim: "A eletricidade desta cidade me dá vontade de gritar, que apaixonado que sou". É assim que São Paulo bate forte em mim.
Vou para Paranaguá na terça-feira, véspera do meu aniversário. Mas devo voltar na segunda semana de junho, e depois, ir ao Rio mais uma vez. Adorei o calor humano de lá. Já fizeram até contagem regressiva para o meu retorno.
Costumo dizer que se você planta o bem, bons frutos colherá. Na minha vida é assim.
O show da Angela Roro foi demais. Fui ao camarim cumprimentá-la. Ela me recebeu de braços abertos quando Pedro Paz, meu amigo, disse assim: "Angela, esse aqui é Tarcísio, nosso amigo de Salvador." E ela: "De Salvador? Então é porreta!" E me abraçou. Convidei ela pra ser minha amiga no Facebook, e ela: "Baby, eu não sei mexer naquele troço. Eu gosto do Orkut, porque Orkut é coisa de menininha". Rimos. Outro abraço. Pô, que mulher massa!
Angela é minha cantora preferida no Brasil.
O show do Teenage Fanclub no Circo Voador foi tão bom quanto. Outro que mexeu bastante comigo. Banda carismática, de um talento singular entre as guitar bands do planeta.
Doses de whiskey foram distribuídas na entrada. A banda é escocesa e o festival chama-se Whiskey Festival.
Fiquei bem em frente ao palco ao lado de um pessoal que estavam reunidos em grupo. Me interagi com eles. Minha camiseta do Pavement fala por si só.
Mas sem dúvida alguma, a grande atração da noite foi uma menina que estava usando um vestidinho preto entre o grupo de amigos que estavam ao meu lado. Não resisti, e disse em seu ouvido no término da primeira parte do show: "Eles vão voltar com Everything flowns." E ela, pros amigos: "Então, fodeu aê, eles vão tocar Everything flowns." E pra mim: "Valeu parceiro." Disse e saiu. Que derrota!
Tá na hora de beber a primeira cerva do dia. Tin tin!
(Continua).
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