sábado, 7 de maio de 2011

On The Road, 2ª Parte (Niterói).

Manhã preguiçosa aqui em Niterói. Estou na casa de Capucho. Ele está na cozinha preparando o almoço; parece feliz com minha presença. Conversamos o tempo todo. Ele reflete sobre todas as coisas ao seu redor. Me sinto na posição de ouvinte, já que falo pouco - é de minha natureza falar pouco.
Tomei café neste instante. Preguiçosamente teclo este post de Niterói. Daqui a pouco, abrirei uma cerva e as coisas tomarão outra atmosfera. Capucho está bebendo vinho; tem evitado gelado por causa da sua garganta - maluquice dele, pois vejo claramente que está tudo bem.
Mais tarde, irei conhecer a feira do Lavradio na Lapa. Vou me encontrar com Bruna e Aline Aimeé - outra blogueira que conheci por aqui no primeiro ano do On The Rocks.
Minha passagem pelo Rio está começando a me dar saudade. Bruna foi simplesmente fofa comigo, embora ela não goste da palavra "fofa" tenho que confessar que foi. Sorry, Bruna.
A fragilidade dela foi uma coisa que me deixou preocupado. Complicações com sua saúde deixaram esta coisinha fofa com medo dos novos rumos em sua vida.
Ontem foi um dia cansativo devido a viagem de Cosmos - um lugar que pouca gente conhece - para Niterói com uma mochila pesada nas costas. Descuidei um pouco no trajeto e perdi o ponto que deveria descer. Sem problemas, caminhei pelas ruas do centro tomando informações e me deparei com um velhinho que caiu em minha frente na Praça XV. Pô, deu trabalho para levantá-lo, pois ele era pesado e minha mochila nas costas atrapalhou um pouco. Uma mulher negra de estatura baixa e bem magrinha me ajudou a levantar o velhinho que disse-me: "Meu filho, esta foi a segunda queda que tomei hoje. Muito obrigado". "Cuidado", eu disse, e segui em direção à barca que estava com uma fila quilométrica.
Minha noitada na Lapa em companhia de Joana e Sissa foi massa. Bebi em vários bares e no final jogamos sinuca até o dia amanhecer. Ganhei de 3 x 2 das meninas, que decidiram jogar, as duas, contra mim.
A Lapa é um Rio Vermelho melhorado - bairro boêmio de Salvador - com um leque maior e melhor de opções para a balada.
Dei um giro ontem à noite pelos bares daqui e percebi uma tranquilidade nas ruas que não senti no Rio. Menos agito, mais legal para caminhar. Serenidade foi o que senti aqui.
Vou para São Paulo na próxima sexta-feira depois do show do Teenage Fanclub. Estou muito sentido porque não vou poder conhecer Camila Vardarac, uma das minhas poetas favorita. Ela está viajando e só chegará no sábado. Camila, eu não vou poder te esperar, pois o tempo urge e preciso continuar minha trajetória com parada final em Paranaguá (PR).
Capucho está ouvindo Caetano cantar: "Tudo em volta está deserto, tudo certo, tudo certo como dois e dois são cinco". É por aí.
A Balada do Café Triste, da escritora americana Carson McCullers, foi um dos livros que trouxe na mochila, mas não tive tempo ainda pra ler, exceto umas passagens com a Bruna. Esta leitura está registrada em seu Notebook e, quem sabe, eu mostre um dia para vocês?
(Continua).
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