terça-feira, 17 de maio de 2011

On The Road, 5ª Parte (São Paulo).

                                                                                 (Damis).                 
A primeira etapa da minha viagem está chegando ao fim aqui em São Paulo. Continuarei em junho quando ficarei mais tempo. Umas duas semanas -- tempo suficiente para poder conhecer todos os meus amigos virtuais.
O show da Saco de Ratos foi meu grande momento em terras paulistanas. Curti o som e o cara, que é o escritor, ator e diretor, Mário Bortolotto, o cantor da banda.
Deu trabalho para encontrar o Damis, bar localizado na Rua dos Pinheiros, onde foi realizado o show. Fui andando da rua Jericó, Vila Madalena, após beber umas cervas com Kiko no Tribunal, um bar aqui perto.
Quando cheguei no Damis, Bortolotto estava numa mesa bebendo com amigos na calçada. Me apresentei e ele se lembrou de mim - é que a gente se fala de vez em quando no Facebook. "E aí cara, tudo bem?". Disse que sim e mostrei-lhe o livro DJ, Canções pra tocar no inferno, que trouxe para ele autografar.
Adorei o que escreveu: "Para o brother Tarcísio, que no seu inferno não tenha axé music. Grande abraço, Mário Bortolotto".
Eu comentei que o termo axé, pelo visto, vai me acompanhar eternamente, e ele disse sorrindo: "Se tu é baiano!".
Nos abraçamos e subimos para o começo do show quando a banda estava afinando os instrumentos.
Começou com ele no vocal em companhia de Fábio Brum e Marcelo Watanabe nos violões.
Três músicas depois, Bortolotto anunciou uma do Cascadura e dedicou a mim: "Essa é para o amigo baiano Tarcísio Buenas", e tocou Cantor de Jazz, música dos velhos tempos da banda baiana. Massa.
No intervalo, conversamos um pouco. Agradeci a homenagem e brindamos.
Na segunda parte, tivemos a presença de mais dois músicos: um na bateria improvisada, e o outro, no baixo - não me lembro o nome dos caras.
Por volta de 01:00h da manhã, o show acabou.
Ficamos na porta do bar resenhando a noite quando fui convidado para uma saideira por uma das amigas do Bortolotto.
Agora, começa o inferno da noite.
Uma vez dentro do bar, na empolgação pelo jeito como fui tratado, vacilei e perdi o livro. É óbvio que alguém achou e não quis devolvê-lo.
Saí pirado do bar em companhia das meninas, meu alento naquele fim de noite.
***
Depois de muitos anos, chupei uma cereja madura vinda da mão da mulher mais bela que vi por aqui. Bem-vinda cereja.
Até agora vejo sua mãozinha estendida para mim. Uma belíssima mulher me oferecendo uma cereja madura, provavelmente, de algum pomar do vizinho.
O aroma das cerejas, pêssegos e maçãs eram forte naquele instante e confundiram meus sentidos.
Quase bêbado, me despedi do Bortolotto e fui para casa caminhando pela madrugada fria de Sampa.
Man, por favor, não se esqueça de mandar a foto que tiramos juntos. Fico por aqui ao som da Saco de Ratos cantando Blues no Damis.

(Continua).
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