domingo, 20 de novembro de 2011

Um show frustrante.

(Ou não. 1973).
O show do Walter Franco, na biblioteca Alceu Amoroso Lima, no sábado passado, foi frustrante. Começou com Serra do luar, então pensei: "O cara vai detonar!" - no bom sentido, é claro. Mas, não detonou.
Estava tudo indo bem quando ele cometeu um grande erro ao convidar seu filho, Daniel Franco, para participar. O cara tocou quatro músicas longas e chatas do seu próprio repertório. O clima ficou tenso. Parte do público saiu antes mesmo do convidado terminar sua "palhinha quilométrica". Eu quase me levanto também, quando lembrei que tinha levado uma dose de vodka, na garrafinha que meu amigo Tony Lopes me deu de presente no ano passado, com o rosto do Bukwoski estampado no rótulo.
Então, dei um gole, o que suavizou bastante, mas não o suficiente para reclamar com Mona, que também ficou chateada. Foi decepcionante pra gente, que havíamos aguardado com ansiedade este momento.
O show fez parte do evento Balada Literária, que neste ano homenageou o poeta Augusto de Campos. O próprio, recitou uns versos de Cabeça - música que encerra o álbum Ou não.
Walter percebeu a dispersão do público e retornou ao palco para fazer um dueto com seu convidado e, discretamente, disse em seu ouvido algo do tipo "essa é a última" - isso ficou claro pra todo mundo.
Daniel se despediu pedindo desculpas - nunca mais assistirei a um show do Walter se eu souber que esse cara vai participar.
Nem vou falar das brincadeiras, sem graça, feita no intervalo das músicas.
Agora, o desapontamento final: depois que seu filho caiu fora, nosso ilustre artista, pessoa ao qual admiro e respeito, perguntou as horas para alguém da plateia, e em seguida, disse que estava chegando a hora. Corei.
O cara cantou umas quatro músicas e se despediu. Parte do público, o que sobrou, se levantou para aplaudi-lo; a outra parte, ao qual me incluo com Mona, ficou sentado aplaudindo sem muita vontade.
Não teve Respire fundo, Vela aberta, Lindo blue, Feito gente e Canalha, entre outras pérolas. Sim, não teve Canalha.
Na saída, Mona comentou comigo: "Pôxa Tá, a gente se diverte muito mais no show da Saco de Ratos, né?". Concordei com ela e fiz um convite para um brinde na Mercearia. Ela aceitou e nossa noite começou a melhorar quando chegamos lá. O final foi ótimo.
Para quem nunca assistiu Walter Franco ao vivo, como eu, esperava muito, muito mais.
Só um detalhe que eu já ia me esquecendo: o cara está em forma, ok?
Cantou e tocou muito bem as poucas músicas da noite sem deixar a peteca cair. Mas como disse no começo do texto, seu grande erro foi ter convidado seu filho para participar. É isso.

Até a próxima.
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