sábado, 31 de dezembro de 2011

Melhores do Ano (2º Parte).



Pretendi acordar cedo, hoje, para escrever o último post do ano, mas não consegui. Fui dormir tarde. Bebi várias cervas com minha mãe, e quando percebemos, o galo já estava cantando: quatro e meia da matina. Ou como diria Bortolotto, "no cu da madrugada" foi a hora que percebemos o quanto estava tarde, ou cedo demais - depende do ponto de vista.

Ontem, eu estava conversando com um brother no chat do Facebook e ele me chamou de "Chinaski baiano" - o personagem dos livros do Charles Bukowski. Achei bacana a comparação, mas fiquei sem entender. Depois ele me explicou que não era pela bebedeira, e sim, pela forma como troco de emprego - assim como o Chinaski - e pela semelhança com minha escrita. Agradeci o elogio e ri quando lembrei-me do lance do emprego, coisa que nunca havia passado pela minha cabeça.

Desde que caí na estrada em abril deste ano, vindo a fixar residência em São Paulo, em setembro, que não consigo emprego. 

Este tipo de coisa me incomoda muito, ainda mais agora, que minha mãe acionou a luz vermelha ameaçando apagá-la de vez.

Resolvi morar em São Paulo em julho último, e não me arrependo de nada. As dificuldades são muitas - ainda bem que tenho minha mãe e amigos que tem me ajudado bastante.

Chritiano Blumetti, Fabríco Silva, Daniel Lopes, Michele Prado, o Gilson, Cristiano Rebouças, Cássio Mariane (meu irmão), e a família Miguel:  são esses seres que têm feito muito por mim ultimamente. Além de minha mãe, é claro.

As dificuldades vão passar, eu sei. Agora, vamos aos melhores do ano na música.

Ouvi poucos lançamentos neste ano, principalmente os nacionais. Quero que saiba que a Mallu Magalhães continua de fora do meu time; Karina Buhr não bateu e o Criolo não me disse nada. São músicas que não mexem comigo. Ah, mas vocês querem saber o que importa para o Buenas? Aqui está:

Melhores Discos Internacionais:

10) Stephen Malkmus and The Jicks - Mirror traffic;
9) Danger Mouse & Daniele Luppi - Rome;
8) Booker T. Jones - The road from Memphis;
7) PJ Harvey - Let england shake;
6) R.E.M. - Collapse into now;
5) Thurston Moore - Demolished thoughts;
4) The Walkabouts - Travels in the Dustland;
3) The Vaccines - What did you except from The Vaccines?;
2) Anna Calvi - Anna Calvi;
1) Tom Waits - Bad as me.

Músicas Internacionais:

10) The Raveonettes - Recharge & revolt;
9) Wilco - Dawned on me;
8) Girls - Love like a river;
7) The Vaccines - Blow it up;
6) Stephen Malkmus - Tigers;
5) The Decemberists - Down on the water;
4) Thurston Moore - Benediction;
3) The kills - Baby says;
2) Anna Calvi - Blackout (assista o video logo abaixo);
1) Tom Waits - Back in the crowd.

Vocais: Anna Calvi e Tom Waits.

Bandas: Sonic Youth e Wilco.
Revelação: The Vaccines.

Pô, ouvi poucos discos nacionais neste 2011 que está prestes a partir. Desses poucos, destaco No Fim de Maio da banda Theatro de Séraphin - a melhor banda de rock de Salvador da atualidade.

2) Bidê ou Balde - Adeus, segunda-feira triste (EP);
3) Erasmo Carlos - Sexo;

Músicas: 

Bidê ou Blade - Me deixa desafinar;
Saco de Ratos - Mulheres.

Bandas: Saco de Ratos e Theatro de Séraphin.
Revelação: Macabéa.

Shows: Saco de Ratos no Club Noir (São Paulo) e Teenage Fanclub no Circo Voador (Rio de Janeiro).

Vocais: Arthur Ribeiro (Theatro de Séraphin) e Mário Bortolotto (Saco de Ratos).

Evento: TAZ (Tuesday Autonomous Zone), que acontece uma vez por mês no Centro Histórico de Salvador reunindo os melhores DJs da cidade.

Bar: Mercearia São Pedro (Rua Rodésia, Vila Madalena).
Garçom: Qualquer um do Duas Rosas (Vila Mariana).

Fico por aqui. Desejo a todos um ano novo repleto de realizações, felicidade, saúde e paz. 

Até a próxima.



Anna Calvi - Blackout.

domingo, 25 de dezembro de 2011

Melhores do Ano (1º Parte).

Li poucos lançamentos neste ano. Um ano onde passei, boa parte dele, viajando pelo sul do país -  vindo a fixar residência em São Paulo.

Apenas um lançamento  - DJ, Canções para ouvir no inferno - do Mário Bortolotto, foi o que bateu. 

Aqui está minha seleção com os cinco melhores livros que li neste 2011. Na próxima lista, que sai no próximo dia 31, postarei os melhores discos, entre outras coisas.

5. Mario Vargas Lhosa - Elogio da Madrasta;
4. Mário Bortolotto - DJ, Canções para ouvir no inferno;
3. Carson McCullers - A balada do café e outras histórias tristes;
2. Jaime Prado Gouvêa - O altar das montanhas de Minas;
1. John Fante - O caminho de Los Angeles.

Até a próxima.

sábado, 10 de dezembro de 2011

As Dez Mais da Semana.

Fim do ano chegando e as listas com os melhores do ano começam a despontar nas publicações especializadas do planeta.

A minha está quase pronta. Pouco ouvi, no que diz respeito a novidades, neste ano. Um ano em que passei boa parte do tempo viajando, e, como consequência disso, fixar residência em São Paulo.

Em 2011, dei preferência aos discos que já conheço muito bem. Aqueles que mexem comigo há muitos anos toda vez que os escuto.

Mas há canções e discos, novos, bem legais por aí. Devo adiantar que o melhor do ano é de um veterano... um cara que bate ponto no On The Rocks desde o primeiro ano do blog.

Bem, essa lista, como todos os leitores sabem, só sai no último dia do ano.

Aqui está As Dez Mais da Semana.

1. Bidê ou Balde - Me deixa desafinar;
2. Booker T. Jones (featuring Lou Reed) - The bronx;
3. Vintage Trouble - Nancy Lee;
4. Ben Harper - Pray that our love sees the dawn;
5. Saco de Ratos - Nossa vida não vale um Chevrolet;
6. Porcas Borboletas - A passeio;
7. Wilco - Dawned on me;
8. Booker T. Jones - Crazy;
9. Anna Calvi - Blackout;
10. Girls - Love life.

Até a próxima. 


quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

On The Rocks Recomenda.

Ao longo dos seus sessenta e sete anos de idade, Booker T. Jones, lendário organista de estúdio da Stax Records - famosa gravadora norte-americana de soul music -, presenteou o mundo este ano com um belo e sedutor álbum, o já aclamado pela crítica mundial, The Road from Memphis.

Com a The Roots como banda de apoio, e várias participações de peso nos vocais, como a de Sharon Jones e Matt Berninger (The National), que dividem os vocais em Representing Memphis; Yim Yames (My Morning Jacket), com a dançante Progress; e Lou Reed, que encerra com The Bronx - uma das minhas favoritas - este promete está na lista de melhores discos do ano nas principais publicações especializadas em música do planeta.

The Road from Memphis é predominantemente instrumental, salvo raros vocais, como os já citados acima - o que só vem a  somar.

É praticamente impossível ouvi-lo sem se mexer. Ninguém vai resistir a versão arrepiante do hit Crazy (Gnarls Barcley) - procure no Youtube.

Beck é o produtor deste grande The Road from Memphis. Ouça.

Até a próxima.

P.S.: Antes que eu me esqueça, o vozeirão em Down in Memphis, é do próprio Booker T.