sábado, 30 de junho de 2012

Primeiro semestre: uma retrospectiva.


O ano começou muito bem para este ser que vos escreve. Recebi com os braços abertos o lançamento do belo e altamente poético Old ideas do escritor e cantor canadense Leonard Cohen. Em seguida, veio A brincadeira favorita, seu primeiro romance publicado em 1967, sendo finalmente lançado agora no Brasil. Não li ainda, pois estou com uns livros aqui na fila. A alma encantadora das ruas do João do Rio e A visita cruel do tempo da Jennifer Egan, são apenas  dois dos muitos que ficam aqui na cabeceira da minha cama esperando uma oportunidade.


Uma vez li no blog do Márião Bortolotto, que se ele bebesse menos, iria mais aos cinemas, leria mais livros e ouviria mais músicas. É por aí.

(Isto sem falar no tempo que gasto no trabalho, o que me ocupa oito horas diariamente).

Outras maravilhas foram lançadas e eu simplesmente estou adorando.

O bardo inglês Richard Hawley voltou com o dinâmico  Standing at the sky's edge, exalando o bom e velho romantismo que lhe é peculiar. Gostei do peso nas guitarras e da investida em outros segmentos. Ouça e comprove.


O Sonic Youth deu um tempo, mas o futuro da banda é incerto;  ouvi um boato no começo desta semana que a banda está em estúdio gravando um novo álbum com produção dos irmãos Reid, mas não creio nisso, pois o Lee Ranaldo, um dos guitarristas, está promovendo o ótimo Between the times and the tides - uma grata surpresa, ouço direto - e o Thurston Moore está com uma banda/projeto, novo, chamado Chelsea Light Moving inspirado na obra do escritor beat William Burroughs. Por sinal, Burroughs é o nome do primeiro single do álbum.


O cenário brasileiro está bem representado. Luís Capucho voltou a dar o ar das graças com Cinema Íris (gravado em 2010) e Mamãe me adora, seu terceiro livro. 

Para adquiri-los, é só entrar em contato com ele através do blog Azul - ver link ao lado. Os meus já estão a caminho.

O Reverendo T. & os Discípulos Descrentes voltaram com o EP Muito prazer, que por enquanto está sendo promovido no mundo virtual. Baixe-o aqui:http://www.mediafire.com/?51pndxdyd4238p0. 


O meu preferido entre os brasileiros é The Cigarettes, o terceiro da banda carioca que atende pelo nome Marcelo Colares - o cara está por trás da minha guitar band favorita neste país. O video de Love concept alpha foi postado na minha página do Facebook, assim como vários que tenho citado aqui ultimamente.

A música Eu não mereço seu amor do Renato Godá já é uma das melhores do ano, mas o disco só será lançado no segundo semestre. O da Saco de Ratos e o rebento da Fábrica de Animais, também.

Outra boa pedida são os discos do Single Parents e do Glauberovsky  Orchestra - escrevo sobre eles depois.

Eu queria fazer uma seleção com os melhores, mas não consegui.

Mark Lanegan lançou Blues Funeral após oito anos sem material novo; Neil Young e seus comparsas arrebentam no discaço Americana; Boys and girls do Alabama Shakes,  a revelação do ano - o carisma da Britanny Howard é de impressionar; Jack White e seu grande disco de estreia solo é um dos queridos da casa; The Raveonettes melhoraram ainda mais as coisas com o doce Into the night e o Walkmen está bem com Heaven.

Soube, ontem, do Endless flowers, o mais novo do Crocodiles, banda que tenho maior carinho e apreço. Ouço a faixa de abertura no volume máximo com aquele sorriso escancarado bebendo uma gostosa Duff.

Para quem gosta de guitar bands, Crocodiles é uma ótima pedida. Sou fã.

Ah, meu caro leitor, mas o melhor ficou para o final. Banga, a volta da minha musa inspiradora Patti Smith após longos anos sem gravar material inédito, tem mexido muito comigo. De saco cheio de ouvir pela internet, saí hoje à procura do disco e encontrei na Velvet, loja bacana que fica aqui na 24 de maio - a três quadras do apartamento em que resido no momento.

Patti não precisa lançar mais nada. Sua rica obra musical e literária já comprova toda ousadia e talento de uma artista que veio para ficar na história e no coração desses românticos que ficam por aí vagando pelo mundo, sujeitos como eu.

Até a próxima.

P.S.: Bateu saudade quando ouvi Ya Know? do Joey Ramone. Esse não poderia passar batido.


Postar um comentário