quinta-feira, 19 de julho de 2012

On The Rocks Recomenda.


Mamãe me adora (Edições da Madrugada), terceiro livro do escritor, cantor e músico Luís Capucho, foi, por esses dias, minha companhia nas madrugadas frias da selva de pedras. Madrugadas suaves embaixo de dois edredons e uma colcha de lã. No colo, o belo livro de um amigo não muito distante daqui. Talentoso, de uma sensibilidade capaz de comover o mais bruto dos seres, esse cara, que tive o prazer em conhecer pessoalmente em 2010 quando produzi seu show em Salvador, nos presenteia com uma narração econômica, emocionante, tocante. Li devagar. É assim que costumo ler um livro quando estou curtindo muito. Não tenho pressa porque sei que sentirei falta depois; daí bate saudade, e saudade não me faz bem.

A saudade corrói como as ratazanas no estômago do autor.

No livro, Capucho permite o leitor adentrar sem cerimônias seu universo em companhia de sua mãezinha pelas estradas em direção a Aparecida do Norte. No caminho, e até mesmo instantes antes, ele se permite mostrar suas indagações, como é de costume, de coisas que estão ao seu redor, seja sozinho, ou no convívio com ela. Relatos sobre sua doença vem à tona quase sempre. O apreço, carinho e prazer em conviver com sua mamãe estão lá, também.

Adoro quando o final de um livro me surpreende. Fiquei horas deitado olhando para o teto imaginado a cena; me senti presente no momento. Me deu vonatde de intervir, de fazer algo por eles. Bateu saudade. Vou lê-lo em breve ao som do seu mais novo álbum, o muito bom Cinema Íris.

Até a próxima.
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