sexta-feira, 31 de agosto de 2012

As Dez Mais do Mês.


1. Silver Jews - Horseleg swastikas;
2. Nina Simone - Don't you pay them no mind;
3. Sparklehorse - Cruel sun;
4. Jack White - Weep themselves to sleep;
5. 3 Hombres - O hotel;
6. Television - Provet it;
7. Cascadura - Aleluia;
8. Alvin L. - Setembro;
9. Marcelo Nova - A balada do perdedor;
10. Pavement - In the mouth a desert.

Até a próxima.

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Assim disse o mestre.


"Quanto mais bebo, mais sofro. E porque quero sentir, e sofrer mais, é que sou dado à bebida. Bebo para sofrer melhor, mais profundamente".

Dostoiévski.

domingo, 26 de agosto de 2012

O amor é um abismo disfarçado...



O amor é um abismo disfarçado como um belo lago repleto de cisnes brancos, pássaros sobrevoando ao redor e  crianças brincando na beirada. Um mantra azul e branco paira sobre suas cabeças. Ele te imobiliza. Encanta, seduz, e quando vê, está contaminado pelo encanto da paisagem, que te faz mudar, se entregar. Então você mergulha com um sorriso estampado na cara; a água quentinha te faz ficar ali por longas horas...

Peixinhos deslizam em sua frente. As plantas se movem com naturalidade, então você está no paraíso celestial.

Aos poucos, vai mergulhando cada vez mais fundo. Encantado e deslumbrado, não percebe a escuridão nem a mudança dos tons.

Nada te amedronta e você segue pro fundo, bem fundo. Quando percebe, está trancafiado num buraco escuro. Tua cabeça está mergulhada na escuridão. Perdido, não acerta a saída. A lama gruda em teus pés. Peixes abrem suas enormes barbatanas e bate, bate com muita força na tua cara. A água, de tão fria, congela.

Enfraquecido, sente que é tarde demais e a fundura negra daquele belo lago, te consome.

Até a próxima.

P.S.: Escrevi este texto em 2010, mas só agora resolvi postá-lo.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Fita K7 para embalar um romance.


Eu costumava presentear uma ex-namorada com fita K7. As canções eram escolhidas a dedo. Fosse no dia dos namorados, aniversário dela ou no natal, com muito carinho, eu pegava uma parte da minha mesada e comprava a Basf Chrome de 60 minutos, ou quando caprichava demais, dava uma Scotch de 46 pra deixar um gostinho de "quero mais". No encarte, belas declarações de amor. Passava a madrugada fazendo a seleção das músicas. Riscava umas, acrescentava outras, e ela parecia gostar dos meus presentes. Pra minha surpresa, quando ela terminou pela primeira vez - ela sempre terminava -, em meio a uma discussão, mandou essa: "Eu não aguentava mais aquelas fitas que você me dava. Você só me dava fita, porra!".

Voltamos. Mudei de presente. Resolvi dar perfume, porque sabia que ela adorava. Já trabalhando, comprava sempre os mais caros. Uma vez, tive que pedir dinheiro emprestado a um amigo porque o meu salário havia atrasado e o aniversário dela estava próximo.

Sempre sorridente, me enchia de beijos e carinhos toda vez que eu adentrava seu apartamento com seus presentes. Então, quando ela terminou de vez, mandou a voadora: "Que porra! Eu não suportava aqueles perfumes ordinários que você me dava. Que mau gosto do caralho!".

Até a próxima.

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

André W., esse cara tem feito a diferença.


Meu brother e colega de trabalho André W., o careca, tem feito a diferença na minha trajetória pela selva de pedra. Sempre com suas colocações sarcásticas e inteligentes sobre o cotidiano, é ele quem me acompanha todos os dias pro almoço num restaurante próximo à empresa. Ele fala mais do que eu. Nunca fui de muita conversa, exceto nas madrugadas quando a cerva acende o juízo. Mas eu gosto de escutá-lo e tô sempre rindo. Adoro quando saímos juntos e paramos em algum boteco pra brindar e comentar como foi o dia. Nossas observações no balcão quando ficamos ali de olho nas transeuntes que passam com seus rabos arrebitados, são terríveis. Vai do tênis brega do chefe passando pelo bigodinho ridículo do supervisor; das caspas que caem do cabelo do tiozinho do café até as calcinhas enfiadas na regada das meninas; mas a que mais chama atenção é o rabinho da bonequinha do setor. Uma tentação. Peço a Deus sempre pra não fazer ou falar uma besteira. A gente ri pra caralho quando os caras passam torcendo o pescoço pra olhar aqueles maravilhosos rabos. Adoro um rabo. André costuma dizer que só gosta de dois tipos de mulher: nacional e importada. Esse tem feito a diferença. Agora não somos mais simples colegas de trabalho. O cara é meu brother. Costumamos beber juntos por aí. Esses caras do rock se sintonizam logo comigo. Não sei o motivo, mas ele me respeita pra caralho. "E aí buenas, foi dormir que horas ontem?" é sempre assim que começa nossos papos. André W. já é um dos meus, assim como Mário Bortolotto e Grima Grimaldi. Neste domingo, estaremos juntos no Bourbon Festival prontos para mais um brinde. Tin tin.

Até a próxima.

P.S.: Na foto, Johnny Ramone. André é fã dos Ramones, e foi através dessa foto estampada na tela do computador dele que tudo começou.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Debbie.


Escrevi esse texto no Facebook e meus amigos gostaram muito. Então, achei que devia trazer pra vocês lerem. É legal. Bem, espero que você goste.

Debbie,

Não sou de visitar a página de ninguém no Facebook, exceto dos mais chegados, mas saiba que vejo suas fotos todos os dias. Acredite: eu entro em sua página todos os dias pra admirar suas fotos. Curti uma. Comentei, até, mas você nem "tchum". Para mim, você é a mais bela de todas -- e olhe que o que mais tem na minha página são mulheres lindas; não à toa, um dos motivos para stress com minhas ex-namoradas. Me arrependo da gente não ter ficado naquela noite na Merça. Deveria ter investido. Seu olhar não me sai da cabeça. A pronúncia do seu nome e essa bela e sedutora voz, também. Hoje, restou suas fotos, nossa amizade e o seu cheiro.

Um beijo nesse sinalzinho,

Buenas.

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Por que tem sempre que doer?

Para Beatrice Dalle.

Tarde de segunda-feira estranha. Muito estranha. Assisti ontem à noite ao On The Road e devo dizer que é um filme sem paixão. O diretor foi fiel à narração e os atores estão bem, mas não empolga. Não mexeu comigo. Saí do cinema o mesmo. Conversei com Marião Bortolotto sobre o filme no Parlapatões e ele concordou comigo. Disse também que o Neal Cassady é louco e selvagem, diferente do perfil dado pelo ator. Um Cassady melancólico. Trabalho de diretor, enfim. Bebemos e ficamos por lá em companhia de outros brothers.

A salvação da noite foi a Beatrice Dalle, apelido que um brother deu à mulher que mudou a minha noite. Para ela ofereço Preciso ficar nu pra chamar sua atenção da dupla Roberto e Erasmo. Nada vai mudar, eu sei. Eu bem sei. Nada acontece do jeito que planejo. Ela vai ler esse texto. Vai ouvir, talvez, esta canção, mas nada vai acontecer.

Pô, eu quero tão pouco da vida e nem esse pouco eu tenho. É foda.

Vou escovar os dentes e tomar café. Até quando meu Deus?

"Estou aqui" -"I'm Here" (legendado) - Spike Jonze.

sábado, 4 de agosto de 2012

Galeria.

(Alexei Bednij).
Luz e sombra são duas faces de uma mesma moeda. No caso de Alexei Bednij, essa moeda é a fotografia -- o russo explora ambos os elementos e propõe um equilíbrio estético entre eles.

Fonte: Revista Zupi. Para conhecer mais a obra do artista, acesse: http://zupi.com.br/luz-e-sombra-de-alexei-bednij/.

Até a próxima.