sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Ok computer, você venceu (2).


Foi através do Ok Computer que o Radiohead -- nome tirado de uma música dos Talking Heads, banda ao qual Thom Yorke é fã --, mostrou ao mundo como seria a relação com a música nos anos seguintes. Eu adoro esse disco. Voltei a ouvi-lo depois que assisti o filme 2 Coelhos (altamente recomendado) e me lembrei do burburinho à época do lançamento. Eu ouvia muito Van Morrison, Neil Young, João Baez, Crosby, Stills, Nash & Young, Bob Dylan, Tracy Chapman, Roy Orbison, Nau, Arnaldo Baptista, Tom Waits, Nick Drake e o The Bends (disco anterior do Radiohead) e me surpreendi com a guinada que a banda estava dando. Um misto de rock progressivo -- leia-se King Crimson e Pink Floyd, explicitamente, Ummagumma), com Kraftwerk, só pra ficar nesses, com uma melancolia beirando ao desespero e compaixão. Ok computer, você venceu. A partir de agora a relação do consumidor com a música no formato físico já era. Acabou. Desista! Esses caras são porta-vozes de uma geração e é nessa seara que eu quero entrar. É impressionante como muita porcaria foi gravada em estúdios caseiros e lançadas para o mundo. Com o avanço da informática, qualquer moleque pode, hoje, gravar suas músicas no quintal de casa com seus amigos e em seguida disponibilizá-la para o planeta. Antigamente, existia o filtro das gravadoras e acho que por isso mesmo os amantes da música não tinham muito o que reclamar. Esses caras cantaram a pedra há quinze anos atrás. Com o anzol enfiado na garganta, os 'experts' no assunto resolveram voltar a popularizar os discos de vinil. Não acredito no sucesso dessa nova empreitada. O Radiohead enxergou como seria o futuro nos anos noventa e muito pouca gente sacou. Tá, tudo bem, continue acreditando no avanço dos bolachões e me deixe aqui quieto ouvindo OK Computer (full album) pelo Youtube. Ok? Cada um na sua.

Até a próxima.

P.S.: Eu continuo comprando discos e continuarei comprando pelo resto da minha vida. Sacou?
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