quarta-feira, 31 de outubro de 2012

As Dez Mais do Mês.


1. Ian McCulloch - Raindrop on the sun;
2. Fábrica de Animais - Ano novo em Bagdá;
3. Kevin Johansen + The Nada - Everybody knows;
4. Van Morrison - The healing game;
5. Itamar Assumpção - Vá cuidar da sua vida;
6. Lee Ranaldo - Stephanie says;
7. La Habitacion  Roja - Scandinavia;
8. Jason Lytle - Get up and go;
9. Reverendo T & Os Discípulos Descrentes - Muito prazer (video no post abaixo);
10. Nick Cave and Anita Lane - I love you nor do i.

REVERENDO T & Os Discípulos Descrentes - Muito Prazer

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Se o fim do mundo tivesse uma trilha sonora...


Se o fim do mundo tivesse uma trilha sonora, esta seria Fresh fruit for rotting vegetables dos Dead Kennedys ou Raw power de Iggy Pop & The Stooges (é assim que eles assinaram quando a banda se reuniu em 1973), depois do matador Fun house (o meu preferido do Iguana e seus comparsas). Não vejo outro disco melhor para ouvir no momento. Não que hoje seja sexta-feira e esse blá blá blá todo que meus amigos vivem postando reclamando da segunda-feira e desejando ansiosamente pela véspera do fim de semana. Sinceramente, não vejo diferença alguma. Não me leve a mal, mas é que eu vivo o aqui e agora e parece que essa pressa não vai acabar nunca. Daí me pego pensando: "Pra quê a pressa, Buenas?". Imagino que você não me entende quando digo que não consigo viver longe do dormonid e do rivotril; essas drogas são tão importantes pra mim quanto a cerva. Iggy urrando a mil por hora aqui no meu headphone (adoro ouvir música no headphone). Alto, de preferência. Não faço como meu viznho mala que faz questão que todos saibam que ele é fã do outro mala Eddie Vedder. Fico na minha, sempre. Até quando saio de casa é assim. Tava na sacada nesse instante tomando o meu café com pão e queijo e vi uma criança atravessando a rua com um skate na mão; inevitável não me lembrar de Jane Birkin que me disse ontem que não curtiu minha foto do perfil porque "Você é mais. Me parece cult e aquela foto não tem nada a ver". Gostei do "Você é mais". Até parece, Jane. Acho que é por isso que ela evita me conhecer pessoalmente. Aliás, aproveitando: eu tenho a impressão que tem umas pessoas por aqui que tem medo de mim. Sério mesmo. Adoram falar comigo. A bolinha verde do chat vive acendendo, mas na hora H sempre falham. Nem me preocupo mais com essas coisas.

Na última aula com o Claudio Willer, ele disse que todos nós somos bissexuais. Tensão na sala. Depois explicou o motivo dizendo que quando a gente nasce temos desejos por meninos e meninas mas com o passar dos anos por influência da nossa sociedade e criação dentro de casa, muitos optam somente por um lado e que alguns se permitem continuar sendo como criança. Ninguém disse nada na sala que, no silêncio estava, no silêncio ficou. Então me lembrei de uma passagem da biografia do Bukowski em que o autor diz que o velho safado costumava dar umas festinhas no ap. dele para os amigos e que numa dessas, todos foram embora no final e só ficou o Peter deitado nas almofadas. Acontece que o velhinho não pensou duas vezes e meteu no amigo que acordou assustado, e, olhando pra trás, disse:"Buk!? É você, Buk!?"; eis a resposta: "Peter! meu amigo Peter!? Ó meu Deus! Me perdoe; eu pensei que fosse a bunda de uma mulher".

Bem, hoje tem mais um show do Roberto Embriagado lá no  Club Noir. Este é um projeto do meu amigo Mário Bortolotto em que ele canta músicas do Rei. Em seguida, vai rolar umas músicas da Saco de Ratos. R$ 10,00. Vamos?

Até a próxima.

P.S.: Hoje não acendi vela para Kerouac. Resolvi acender para o velho safado.

P.S. 2: Mais um texto que trago do Facebook. Aos revoltadinhos com redes sociais, lamento muito; mas é que eu escrevo primeiro lá, depois, às vezes, publico aqui.

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Galeria.


Meu vizinho mala continua ouvindo Eddie Vedder. Não vou interrompê-lo, prefiro deixar os malas se entenderem. Dessa vez  não tomei rivotril, nem o dormonid. Ter esperança cansa, e é exatamente por isso que não precisei tomá-los. Dormi cedo. Acordei tarde. Tô bem agora. Ao som de David Bowie, me lembrei do Guilherme Junqueira, nosso querido Sugar Gay, e resolvi homenageá-lo na seção Galeria desse mês do On the Rocks. 

Sugar é artista plástico, escritor e videomaker, fã de Tex e Rê-Bordosa. Estuda atualmente na ABRA (Academia Brasileira de Artes), e costuma fazer flyers para bandas de rock (Saco de Ratos). 

Lembro que eu o conheci em frente ao Parlapatões há uns dois/três meses atrás quando falamos sobre a Angela Ro Ro, minha cantora preferida no país. Disse a ele que tinha assistido a um show dela ano passado no Rio de Janeiro e tirado umas fotos, quando percebi, o cara não parava mais de falar na Angela. Pensei: esse é fã também.

Acho que o nosso segundo contato foi na Mercearia São Pedro (a Merça), nosso quartel-general às segundas-feiras. E foi nesse dia que fiquei sabendo que o Gui é pugilista nas horas vagas e a amizade começou justamente aí. Não que eu goste de boxe, muito pelo contrário, mas é que eu achei hilário seu jeito de ser e lembrei-me do perfil dos pugilistas e vi que não tem nada a ver com o dele. Pô, Maguila o tempo todo na minha mente e o cara ali na minha frente gesticulando. Ri a noite toda. Depois rolou Filial, lá mesmo na Vila, e seguimos pro Biru's (é que o Marião costuma jogar sinuca lá), então acompanhamos ele, mas não jogamos; ficamos no balcão do bar bebendo umas cervas e conversando. Logo depois, Sugar foi embora com a Larinha e eu desci com o Marião para as Amistosas na Martins Fontes.

Valendo lembrar que os videos da turma que rola no Facebook nos fins da balada, são filmados por ele, que está sempre com sua câmera pronta pra registrar cenas hilárias de um monte de bebuns.

Sugar, por enquanto, é isso. Melhores momentos virão, acredito. Te desejo boa sorte com o lançamento do seu próximo livro, o Black vomit blues, sexo, narcóticos e gasolina, e em todos seus trabalhos, seja como videomaker ou artista plástico, e que você continue sendo essa pessoa maravilhosa que você é. É isso.

Para conhecer mais o trabalho do cara, acesse seu blog: www.artejunqueira.blogspot.com.

Grande abraço,

Buenas.






terça-feira, 16 de outubro de 2012

Acabo de acender uma vela para Jack Kerouac...


(Beatrice Dalle).

Beatrice,

Acabo de acender uma vela para Jack Kerouac. Voltei a lê-lo depois que comecei a fazer o curso sobre a geração beat com Claudio Willer, o poeta que traduziu Uivo, Kaddish e outros poemas do Allen Ginsberg para o Brasil. Tem uma coisa que tem me preocupado muito ultimamente: eu não consigo mais escrever na janelinha dos meus blogs, nem no word; só consigo no Facebook. É sério. Então, eu copio e colo no On The Rocks, ou, quando não posto, arquivo ou mando pro meu amigo Nelsinho Magalhães por e-mail. É louco, eu sei.  Assim como escrever pra personagens que têm vida própria mas que estão longe do meu alcance, como você vivendo nesta melancólica Amsterdã sozinha sonhando em ser uma pintora reconhecida mundialmente. Ontem eu peguei emprestado na biblioteca Mário de Andrade o livro 68 contos do Raymond Carver. Já tinha ouvido falar nesse cara, mas nunca tinha lido nada dele. Foram meus amigos daqui de SP (Marião e o Bad boy beat) que me indicaram. Comecei a ler o primeiro conto, mas resolvi parar, pois só consigo pensar em Kerouac agora lendo Big sur e numa menina que tá mexendo comigo. Fiquei sabendo ontem que ela mora próxima à biblioteca; boa desculpa para fazer uma visita. A biblioteca como pretexto pra chegar nela. Eu não sou fã de clássicos da literatura, nunca fui, nem dos escritores contemporâneos que só servem pra mexer com a cabeça de estudantes universitários. A maioria são metidos a besta. Não vale a pena lê-los, por isso recorro sempre aos meus mestres John Fante, Henry Miller, Bukowski, Cortázar, Dostoiévski, Allen Ginsberg e toda beat generation. Esses caras sangraram no papel. Seus escritos urgem. Mostraram ao mundo a dor que habitavam suas almas sofridas. O que eu queria mesmo neste momento era esquecer de mim só pra ver como é. Como as coisas ficam. Imagino que deve ser bem melhor sem minha presença. Jane Birkin tá aqui em SP. Quer andar de skate (ela não trouxe o dela dessa vez). Não tenho skate e nem como conseguir um emprestado. É provável que a gente beba na Augusta (o point paulistano dos descolados). Incrível como esta cidade é enorme, mas todos só falam na Augusta, até quem vem de fora. Me divirto com tudo isso. Você está vendo como o mundo é limitado? Em Amsterdã deve ser assim também, não é? O mundo está se tornando cada vez mais um lugar desprezível. Soube que foi proibido fumar maconha nas ruas dessa cidade que você adotou como sua. É verdade, Beatrice? Imagino você tendo que se trancar em casa, forçada. Deve estar entediada, eu bem sei. Ah, eu mudei teu mapa astral.  O da Debbie, também. Debbie agora é ariana, descendente, áries; lua em áries e vênus em leão. Ou seja, o capeta de minissaia às quatro da matina na famosa Augusta. Tô prestes a me mudar. É que meu brother quer vender o apartamento. Vou sentir saudade daqui, o segundo lugar que me acolheu na selva de pedra. Não sei pra onde vou ainda. Só sei que na rua não vou ficar. Não tenho almoçado ultimamente. Acordo ao meio-dia, tomo café e abro o livro, antes, entro na Web rapidinho e mergulho embaixo do edredon. Passo horas lendo Big sur. Tá perto de acabar. Costumo ler devagar, como se estivesse saboreando cada letra, cada palavra. Tem mais uma coisa estranha acontecendo comigo: tenho sentido um ardor na garganta que tá me deixando preocupado. Nunca senti isso antes. Não tá inflamada. Não me incomoda de falar, mas arde. Fico tenso quando lembro.

Daqui a pouco tem mais uma aula com o Willer. Vou nessa. A gente se fala. Beijo no coração,

Buenas.

P.S.: esse finalzinho ficou piegas?

domingo, 14 de outubro de 2012

Da série Livros que fizeram minha cabeça.



Esta biografia de Bukowski foi o único livro sobre um ídolo que demorei pra ler. Eu explico: o livro exala álcool o tempo todo, muito mais do que em seus romances e eu só conseguia ler umas três ou quatro páginas e corria para o bar. Era sempre assim. Tentei ler uma vez no boteco do Espanha bebendo minha cerva no canto pra ver se conseguia adiantar a leitura, mas não adiantou nada, pois toda hora vinha um cara falar comigo e conforme ia bebendo e me dispersando com as intromissões, o gosto pela leitura foi passando. Uma vez, cheguei a beber água gelada, bem gelada, com limão pra cortar a vontade de beber umas cervas, mas também não adiantou nada; e toda vez que me lembro desse livro, minha boca enche d'água. 

O velho safado já tinha feito um estrago na minha cabeça em 1992 quando li Cartas na rua - o primeiro de uma série. Comprei em um sebo de Salvador, e em seguida, pedi emprestado a Nelsinho Magalhães o Crônicas de um amor louco, livro de contos que começa com o fodástico A mulher mais bela da cidade. Este foi o conto que mais li em toda minha vida, ao lado de Dama da noite, do Caio Fernando Abreu.

Já em Hollywood, romance em que narra a preparação de um roteiro para o filme Barfly - com Mick Rourke no papel de Henry Chinaski -, eu só bebia vinho, por influência da narração, em que o velho safado bebe vinho o tempo todo.

Pirei com Bukowski nessa época, e uma das coisas que mais me deu prazer foi ler Mulheres - como já disse antes, não me recordo da história -, mas o que nunca vou esquecer é que foi lendo esse livro que eu passei a me interessar mais em fazer sexo oral nas mulheres, não que eu não gostasse de fazer antes de lê-lo, mas durante a leitura e até hoje por influência dele, passei a fazer com mais intensidade e fico bem mais tempo do que antigamente; se deixar eu fico lá.

Charles Bukowski é foda.

Até a próxima.

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

On The Rocks Recomenda.


Disco de rock vigoroso o primeiro da Fábrica de Animais lançado pela Baratos Afins - altamente recomendável por este ser que vos escreve. Conheci a banda no ano passado por indicação da minha amiga Fabiana Vajman após ter assistido ao primeiro show da Saco de Ratos quando aqui estive a passeio. Semanas depois pude conferir de perto um show de rock poderoso como há muito não via por aí. Quando aqui cheguei, a sensação era de ter chegado no fim da festa; mas isto mudou quando conheci a Fábrica e a Saco de Ratos. Comentei isso com a Fernanda D'Umbra e ela, gentil e educadamente, disse-me que São Paulo está cheia de bandas legais. Deve ter mesmo Fernanda, mas é que no momento estou satisfeito com a minha trilha sonora por essas plagas.

O disco começa com a pujante Ano novo em Bagdá, música daquelas que te faz apertar o repeat várias vezes. As canções têm boas letras e pegada forte. Fiquei impressionado com o vozeirão e a presença de palco da Fernanda, a vocalista da banda. Em tempos de bandinhas querendo posar de moderninho preocupados com o visual, a Fábrica de Animais tá aí pra provar que é possível fazer rock sincero e dos bons sem frescura. Despojado, direto e certeiro.

Já ouvi três vezes agora de tarde, e ouvindo no volume máximo do meu headphone, Ano novo em Bagdá me fez até esquecer de almoçar. Mas o meu prato predileto sempre foi  a música mesmo e essas coisas não me preocupam. De olho naquela garrafa de conhaque ali ao lado do meu pijama, penso que vou esticar mais um pouco essa audição e mais tarde brindar com os amigos vai ser uma ótima pedida.

Até a próxima.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Jane Birkin de skate.



dia desses eu vi Jane Birkin andando de skate na praça Roosevelt com seu vestidinho amarelo exibindo sua bela tattoo na perna esquerda. ela não me viu. ainda aturdido com a voz do Van Morrison esmurrando as paredes do meu cérebro, parei por um instante em companhia do bad boy beat e ficamos observando seu trajeto. tivemos a impressão dela querer pular de algum lugar. Jane vive reclamando da vida entediada presa em seu quarto que faz um calor dos infernos e mesmo que tome banho, não suaviza; mas noto uma certa tranquilidade em seu caminhar. 

num momento de dispersão, não percebemos ela vindo em nossa direção. é que Debbie havia acenado pra gente montada na garupa da harley de Paulão (safadinha essa Debbie). então, quando percebemos, Jane estava pedindo por um isqueiro em nossa frente segurando uma heineken  - ela adora essa cerva. eu, também. bad boy beat acendou seu cigarro e ficou na dele. ele sabe das minhas paixões por ela. a gente respeita os amigos e nunca invejamos quando algum está num lance firme com uma gata. bem, daí ela ficou olhando pra minha camiseta do Nick Cave e em seguida me perguntou se eu conhecia a versão de Je t'aime que ele fez com a Anita Lane. "claro, ouço direto". seu olhar de menina traquina e aquele sinalzinho é de deixar qualquer um louco. amor louco esse que sinto pela Jane. mas como já disse, sangrar é comigo mesmo.

Até a próxima.

sábado, 6 de outubro de 2012

Rotina de fim de semana não cansa.



É esta a sensação que fica quando saio de casa pra curtir meu fim de semana com os amigos. Ontem, pra variar, não foi diferente. Assisti a peça Uma pilha de pratos na cozinha do Marião Bortolotto. Um texto instigante contando a vida de quatro seres. Mas pouca coisa ficou. É que eu estava com cabeça nas nuvens. A sensação era de que só o meu corpo estava no teatro naquele momento. Mark Lanegan recepcionou a gente - eu e o Gabriel Oliveira (bad boy beat) e o clima denso permeiou o ambiente. Mas eu tava longe naquele momento. Ando estranho ultimamente. Até Nelson Gonçalves ando indicando na minha página do Facebook. Não que eu não goste, mas não é de costume - se é que você me entende. Fim da peça, e "de volta" ao teatro. Saímos com a música do Van Morrison esmurrando a noite. Mais uma noite que não vai cansar: disso eu sei. Bebemos com o Marião e amigos, claro. Depois descemos a Augusta com destino ao nosso quartel general, o Parlapatões, bar que não fecha, e é exatamente por isso que a gente vive lá. Isto sem falar na simpatia da dona Marcia Chiochetti e sua belíssima assistente, Luma Guimarães (Betty blue). A gente fica bebendo na porta e observando as pessoas e comentando coisas que não devo dizer aqui. Você vai tremer. Deixa isso pra lá. Mas ontem tava foda. Insuportável. Gente pra caralho. Parece que teve um discurso político ou algo do tipo. Não sei ao certo. Só sei que tinha um monte de gente pintado de rosa rindo de um monte de merda. E a gente ali na nossa...

Mas o que me intrigou mesmo foi quando Dani (Danielle Cabral), começou a falar sobre o livro Mulheres do Charles Bukowski (isto por volta das seis da matina), é que o Marião vai montar a peça no final do ano e a Dani é uma das atrizes que vai estar no elenco. Ela contou que ligou para Linda, uma das ex-mulheres do Bukowski, pra contar sobre a montagem e ainda disse que ela foi super gente fina. Massa. Mas o pior de tudo foi quando ela me perguntou se eu já tinha lido Mulheres. Disse "Sim, há muitos anos atrás" e naquele exato momento voltei ao ano de 1996, ano que li o livro, mas não consegui me lembrar de nada sobre o romance. Aliás, lembro que o livro exala sexo e bebedeira, mas se você me perguntar sobre o roteiro, não vou saber dizer absolutamente nada. Acho que está na hora de voltar a lê-lo antes que seja tarde. Problema é que estou terminando Tanto Faz do Reinaldo Moraes e prestes a começar um curso sobre a geração beat com o mestre Claudio Willer, o que quer dizer que vou voltar a ler os caras mais uma vez e devo dizer que esta retomada será com Big Sur (Jack Kerouac), que segundo minha amiga Rita Medusa, é melhor do que On The Road - veremos, Ritinha. 

Hoje é o aniversário de Batata (Walter Figueredo) um dos atores da peça. Isto quer dizer que vai começar tudo de novo. Mas rotina de fim de semana não cansa.

Até a próxima.

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Para Jane Birkin.



Eu sempre sonhei em ter uma Jane Birkin na minha vida.  Minha maior musa, a mais inspiradora, vive atualmente em meu coração diariamente. Mas essa Jane atende por outro nome e devo dizer que o meu passatempo preferido nos últimos dias é ficar olhando suas fotos aqui no Facebook. Eu necessito de combustível pra viver e levar uma vida de rotina não é a minha -- bate uma angústia e me faz sentir sozinho por muito tempo, e isso não é bom. Então, fico aqui admirando as fotos da minha Jane Birkin brasileira. É louco, eu sei. Louco porque acho difícil um relacionamento. Ela é agradável, educada e atenciosa comigo, mas é louco essa minha admiração por ela. É que não vai rolar, mas como eu necessito de combustível, me entrego. Me permito. Sangrar é comigo mesmo. Imagino que existe coisas melhores pra se fazer na vida.

 (...)

Eu quero mais. Muito mais. Então, vivo escrevendo com pensamento nela. Tenho várias musas, mas tem sempre uma que bate mais forte e a Jane supera todas elas, inclusive a Debbie.

Alguém já disse que eu tenho várias facetas. As fases vivem mudando, claro, mas sem dúvida alguma, a que mais me dar prazer é essa que costumo chamar carinhosamente de "fase romântica solitária". É quando os meus melhores textos brotam. Supera a fase deprê e quero aproveitar pra dizer que quando tô namorando é a pior delas para escrever. Os textos são técnicos, sem emoção, sabe... exceto um ou outro, devido as dores e pancadas que são peculiares no meu caminho, a maioria são fracos. Ao menos, pra mim.

Agora, vou dar mais uma olhada nas fotos da Jane e tentar dormir sem o ansiolítico, o que acho bem difícil que aconteça. Mas eu tento, assim como tentarei ter a Jane comigo, nem que seja, só por uns instantes.

Até a próxima.

P.S.: Mais um texto escrito no Facebook. A turma gostou. Massa.

JANE BIRKIN & SERGE GAINSBOURG Je T'Aime (1969).