domingo, 14 de outubro de 2012

Da série Livros que fizeram minha cabeça.



Esta biografia de Bukowski foi o único livro sobre um ídolo que demorei pra ler. Eu explico: o livro exala álcool o tempo todo, muito mais do que em seus romances e eu só conseguia ler umas três ou quatro páginas e corria para o bar. Era sempre assim. Tentei ler uma vez no boteco do Espanha bebendo minha cerva no canto pra ver se conseguia adiantar a leitura, mas não adiantou nada, pois toda hora vinha um cara falar comigo e conforme ia bebendo e me dispersando com as intromissões, o gosto pela leitura foi passando. Uma vez, cheguei a beber água gelada, bem gelada, com limão pra cortar a vontade de beber umas cervas, mas também não adiantou nada; e toda vez que me lembro desse livro, minha boca enche d'água. 

O velho safado já tinha feito um estrago na minha cabeça em 1992 quando li Cartas na rua - o primeiro de uma série. Comprei em um sebo de Salvador, e em seguida, pedi emprestado a Nelsinho Magalhães o Crônicas de um amor louco, livro de contos que começa com o fodástico A mulher mais bela da cidade. Este foi o conto que mais li em toda minha vida, ao lado de Dama da noite, do Caio Fernando Abreu.

Já em Hollywood, romance em que narra a preparação de um roteiro para o filme Barfly - com Mick Rourke no papel de Henry Chinaski -, eu só bebia vinho, por influência da narração, em que o velho safado bebe vinho o tempo todo.

Pirei com Bukowski nessa época, e uma das coisas que mais me deu prazer foi ler Mulheres - como já disse antes, não me recordo da história -, mas o que nunca vou esquecer é que foi lendo esse livro que eu passei a me interessar mais em fazer sexo oral nas mulheres, não que eu não gostasse de fazer antes de lê-lo, mas durante a leitura e até hoje por influência dele, passei a fazer com mais intensidade e fico bem mais tempo do que antigamente; se deixar eu fico lá.

Charles Bukowski é foda.

Até a próxima.
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