sábado, 6 de outubro de 2012

Rotina de fim de semana não cansa.



É esta a sensação que fica quando saio de casa pra curtir meu fim de semana com os amigos. Ontem, pra variar, não foi diferente. Assisti a peça Uma pilha de pratos na cozinha do Marião Bortolotto. Um texto instigante contando a vida de quatro seres. Mas pouca coisa ficou. É que eu estava com cabeça nas nuvens. A sensação era de que só o meu corpo estava no teatro naquele momento. Mark Lanegan recepcionou a gente - eu e o Gabriel Oliveira (bad boy beat) e o clima denso permeiou o ambiente. Mas eu tava longe naquele momento. Ando estranho ultimamente. Até Nelson Gonçalves ando indicando na minha página do Facebook. Não que eu não goste, mas não é de costume - se é que você me entende. Fim da peça, e "de volta" ao teatro. Saímos com a música do Van Morrison esmurrando a noite. Mais uma noite que não vai cansar: disso eu sei. Bebemos com o Marião e amigos, claro. Depois descemos a Augusta com destino ao nosso quartel general, o Parlapatões, bar que não fecha, e é exatamente por isso que a gente vive lá. Isto sem falar na simpatia da dona Marcia Chiochetti e sua belíssima assistente, Luma Guimarães (Betty blue). A gente fica bebendo na porta e observando as pessoas e comentando coisas que não devo dizer aqui. Você vai tremer. Deixa isso pra lá. Mas ontem tava foda. Insuportável. Gente pra caralho. Parece que teve um discurso político ou algo do tipo. Não sei ao certo. Só sei que tinha um monte de gente pintado de rosa rindo de um monte de merda. E a gente ali na nossa...

Mas o que me intrigou mesmo foi quando Dani (Danielle Cabral), começou a falar sobre o livro Mulheres do Charles Bukowski (isto por volta das seis da matina), é que o Marião vai montar a peça no final do ano e a Dani é uma das atrizes que vai estar no elenco. Ela contou que ligou para Linda, uma das ex-mulheres do Bukowski, pra contar sobre a montagem e ainda disse que ela foi super gente fina. Massa. Mas o pior de tudo foi quando ela me perguntou se eu já tinha lido Mulheres. Disse "Sim, há muitos anos atrás" e naquele exato momento voltei ao ano de 1996, ano que li o livro, mas não consegui me lembrar de nada sobre o romance. Aliás, lembro que o livro exala sexo e bebedeira, mas se você me perguntar sobre o roteiro, não vou saber dizer absolutamente nada. Acho que está na hora de voltar a lê-lo antes que seja tarde. Problema é que estou terminando Tanto Faz do Reinaldo Moraes e prestes a começar um curso sobre a geração beat com o mestre Claudio Willer, o que quer dizer que vou voltar a ler os caras mais uma vez e devo dizer que esta retomada será com Big Sur (Jack Kerouac), que segundo minha amiga Rita Medusa, é melhor do que On The Road - veremos, Ritinha. 

Hoje é o aniversário de Batata (Walter Figueredo) um dos atores da peça. Isto quer dizer que vai começar tudo de novo. Mas rotina de fim de semana não cansa.

Até a próxima.
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