sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Se o fim do mundo tivesse uma trilha sonora...


Se o fim do mundo tivesse uma trilha sonora, esta seria Fresh fruit for rotting vegetables dos Dead Kennedys ou Raw power de Iggy Pop & The Stooges (é assim que eles assinaram quando a banda se reuniu em 1973), depois do matador Fun house (o meu preferido do Iguana e seus comparsas). Não vejo outro disco melhor para ouvir no momento. Não que hoje seja sexta-feira e esse blá blá blá todo que meus amigos vivem postando reclamando da segunda-feira e desejando ansiosamente pela véspera do fim de semana. Sinceramente, não vejo diferença alguma. Não me leve a mal, mas é que eu vivo o aqui e agora e parece que essa pressa não vai acabar nunca. Daí me pego pensando: "Pra quê a pressa, Buenas?". Imagino que você não me entende quando digo que não consigo viver longe do dormonid e do rivotril; essas drogas são tão importantes pra mim quanto a cerva. Iggy urrando a mil por hora aqui no meu headphone (adoro ouvir música no headphone). Alto, de preferência. Não faço como meu viznho mala que faz questão que todos saibam que ele é fã do outro mala Eddie Vedder. Fico na minha, sempre. Até quando saio de casa é assim. Tava na sacada nesse instante tomando o meu café com pão e queijo e vi uma criança atravessando a rua com um skate na mão; inevitável não me lembrar de Jane Birkin que me disse ontem que não curtiu minha foto do perfil porque "Você é mais. Me parece cult e aquela foto não tem nada a ver". Gostei do "Você é mais". Até parece, Jane. Acho que é por isso que ela evita me conhecer pessoalmente. Aliás, aproveitando: eu tenho a impressão que tem umas pessoas por aqui que tem medo de mim. Sério mesmo. Adoram falar comigo. A bolinha verde do chat vive acendendo, mas na hora H sempre falham. Nem me preocupo mais com essas coisas.

Na última aula com o Claudio Willer, ele disse que todos nós somos bissexuais. Tensão na sala. Depois explicou o motivo dizendo que quando a gente nasce temos desejos por meninos e meninas mas com o passar dos anos por influência da nossa sociedade e criação dentro de casa, muitos optam somente por um lado e que alguns se permitem continuar sendo como criança. Ninguém disse nada na sala que, no silêncio estava, no silêncio ficou. Então me lembrei de uma passagem da biografia do Bukowski em que o autor diz que o velho safado costumava dar umas festinhas no ap. dele para os amigos e que numa dessas, todos foram embora no final e só ficou o Peter deitado nas almofadas. Acontece que o velhinho não pensou duas vezes e meteu no amigo que acordou assustado, e, olhando pra trás, disse:"Buk!? É você, Buk!?"; eis a resposta: "Peter! meu amigo Peter!? Ó meu Deus! Me perdoe; eu pensei que fosse a bunda de uma mulher".

Bem, hoje tem mais um show do Roberto Embriagado lá no  Club Noir. Este é um projeto do meu amigo Mário Bortolotto em que ele canta músicas do Rei. Em seguida, vai rolar umas músicas da Saco de Ratos. R$ 10,00. Vamos?

Até a próxima.

P.S.: Hoje não acendi vela para Kerouac. Resolvi acender para o velho safado.

P.S. 2: Mais um texto que trago do Facebook. Aos revoltadinhos com redes sociais, lamento muito; mas é que eu escrevo primeiro lá, depois, às vezes, publico aqui.
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