segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Melhores do Ano (2ª parte).



Nacionais.

Músicas.

5) Violeta de Outono - Dia azul;
4) Renato Godá - Eu não mereço o seu amor;
3) Fábrica de Animais - Ano novo em Bagdá;
2) The Cigarettes - Love Concept alpha;
1) Saco de Ratos - Balada do velho quarteirão.

Videos.

5) Renato Godá - Eu não mereço o seu amor (http://www.youtube.com/watch?v=XNYbNGLMXGA);
4) Banda Sueter - Como se fosse um heroi (https://www.youtube.com/watch?v=4p7-hhW3rLM);
3) Saco de Ratos - Balada do velho quarteirão (video no post abaixo);
2) Reverendo T. & Os Discípulos Descrentes - Muito prazer (https://www.youtube.com/watch?v=pBh94XtsSCU);
1) The Cigarettes - Love concept alpha (video no post abaixo).

Bandas.

3) Fábrica de Animais.
2) Saco de Ratos.
1) The Cigarettes.

Banda Revelação.

The Gins.

Shows.

2) Arnaldo Baptista no Sesc Pompeia.
1) The Cigarettes no Espaço Cultural Walden.

Discos.

5) Violeta de Outono - Espectro;
4) Luís Capucho - Cinema Íris;
3) Saco de Ratos - Saco de Ratos 2;
2) Fábrica de Animais;
1) The Cigarettes.

Bar: Mercearia São Pedro (Vila Madalena).

Internacionais.

Músicas.

5) Beach House - Myth;
Jack White - Weep themselves to sleep;
4) Paul Banks - Summertime is coming;
3) Melody's Echo Chamber - I follow you;
2) Lee Ranaldo - Off the Wall;
1) ZZ Top - Over you.

Videos.

5) Mark Lanegan - The graveddiger's song;
4) Alabama Shakes - You ain't alone;
3) Neil Young - Ramada inn;
2) Melody's Echo Chamber - I follow you;
1) Lee Ranaldo - Off the wall.

Bandas.

3) The Raveonettes.
2) Dinosaur Jr.
1) Rolling Stones.

Banda Revelação.

Alabama Shakes.

Shows.

Man or Astro Man? na Virada Cultural.
Franz Ferdinand na Praça do Ypiranga.

Discos.

10) Bob Dylan - Tempest;
9) Richard Hawley - Standing at the sky's edge;
8) Ian McCulloch - Pro patria mori;
Bob Mould - Silver age;
7) Mark Lanegan - Blues funeral;
6) ZZ Top - La futura;
5) Leonard Cohen - Old ideas;
4) Lee Ranaldo - Between the times and the tides;
3) Alabama Shakes - Boys and girls;
2) Neil Young - Psychedelic Pill;
1) Patti Smith - Banga.

Agora, eu vou tomar café com chocottone. Desejo a todos um ano novo repleto de realizações.
E lembrem-se: há sempre uma luzinha no fim do túnel. Acredite.




The Cigarettes - Love concept alpha by Ricardo Spencer.

Saco de Ratos - Balada do velho quarteirão by Grima Grimaldi.

sábado, 29 de dezembro de 2012

Obra-Prima.


Eu sempre tive o hábito de passar os domingos em casa. Nunca gostei de visitar alguém, nem de ser visitado. Principalmente quando é visita surpresa. Nunca bata em minha porta e venha com essa: "Surpresa, Buenas!". Por favor. Meu humor, que não é dos melhores, vai piorar. Não gostei de ir à praia (aliás, gostava quando eu era criança e minha mãe levava a gente, eu e meu irmão, pra pescar no Farol da Barra) nem ao shopping. Praia, só no fim de tarde quando o sol está bem fraquinho e as pessoas, a maioria, já foram embora. Assim que eu gosto. De beber minha cerva sossegado em companhia de quem vale a pena. Aqueles que não se incomodam com meus hábitos pouco convencionais. Os que não me chamam de louco. Sou louco, pra uns, por fazer o que vale a pena pra ser feliz. Daí a incompreensão. Então eu gosto de ficar em casa assistindo uns documentários e ouvindo música bebendo minhas cervas. Ou vinho. Depende do tempo lá fora. O que faz a diferença aqui dentro. Depende. Tudo depende. Dos discos que eu gosto de ouvir quando a cerva sobe pro juízo é o primeiro do Barão Vermelho. Um disco de rock tosco gravado em quatro canais. Ou será oito? Não me lembro. É nesse que tem Down em mim, Billy negão, Por aí, Rock em geral, Ponto fraco, Todo amor que houver nessa vida, entre outras loucuras com Cajú berrando poesia crua. Visceral. Intensa. Muito foda esse "filhinho-de-papai da zona sul". É assim que os detratores de Cazuza o chamam para denegrir a sua imagem. Seu talento. Deve ser mesmo um incômodo pros babacas ser rico, rocker e poeta talentoso com muita grana pra gastar. Nunca entendi por quê o poeta tem que ser o pobre fodido de bolso. O que vaga por aí trabalhando em troca de comida e bebida. De um lugar pra dormir (essas coisas que falam sobre o poeta marginal). Um poeta marginal pode morar na cobertura do Leblon. Frequentar grandes festas nos endereços mais quentes e não ser babaca como Lobão, que é só blá blá blá. Só discurso. Marcelo Nova é filho de médico e nem por isso cantou em cima de trio elétrico "vamos sair do chão, galera". Bem, a história desse cara você conhece. De Raul Seixas e Renato Russo, também. O primeiro disco do Barão é uma obra-prima. Isto se deve em boa parte ao talentoso poeta Cajú e seu canto escrachado. Rebelde. Mais um filhinho-de-papai a deixar sua marca indelével em nossas vidas. Em nossa história. Sempre tardão da noite esse disco toca em meus domingos encharcado de cervas e amor. Muito amor.

Até a próxima.

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Melhores do Ano (1ª parte).


Aqui está a primeira parte com os melhores livros que eu li  em 2012 independente do ano de lançamento (em ordem alfabética pelo autor). A continuação sairá no último dia do ano. Mas isso você já sabe. Até lá.

1) Cassiano Antico - Fratura exposta;
2) Jack Kerouac - Big Sur;
3) João do Rio - A alma encantadora das ruas;
4) Jennifer Egan - A visita cruel do tempo;
5) Lawrence Ferlinghetti - O amor nos tempos de fúria;
6) Leonard Cohen - A brincadeira favorita;
7) Luís Capucho - Mamãe me adora;
8) Mário Bortolotto - Bagana na chuva;
9) Neil Young - A autobiografia;
10) Raymond Carver - 68 contos.




Todo ano é sempre a mesma coisa. Eu ouço In the hot sun of a christmas day há uns vinte anos na véspera do natal e fico imaginando como deve ter sido triste pra Caê aquele momento cinzento em sua vida longe dos seus amigos e familiares. Lembro que esta bela e triste canção foi a primeira que peguei pra traduzir quando comecei a estudar inglês fora do colegial. Traduzi limpando minhas lágrimas numa véspera de natal na casa dos meus avós paternos. Eu fui criado ouvindo esse cara, entre outros talentos da música popular brasileira. Adoro Cinema transcendental e este disco gravado em Londres na época do exílio em 1971. Mesma Londres que me deportou em 2008 dando uma rasteira em minha vida, que, não fosse meus entes queridos que me acolheram, provavelmente não estaria aqui escrevendo este texto numa cidade litorânea do Paraná. O máximo que pude curti dessa viagem foram meus quinze dias em Lisboa em companhia dos meus primos Léo e Nena que foram super gentis comigo. Tá no sangue. É foda. Pra não pirar de vez quando retornei ao Brasil, montei o On the Rocks após ter assistido o filme Quase famosos e em seguida a La Verga Del Buenas, meu blog de textos eróticos (este me deu mais dor de cabeça até hoje do que prazer). Acredite.

Felicidades.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Galeria Especial.



12 parodies of Sonic Youth's "Goo" album cover: www.buzzfeed.com/perpetua/12-parodies-of-sonic-youths-goo-album-cover.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

On The Rocks Recomenda.


Faz um calor dos infernos agora. Meu humor, que não é dos melhores, piora a cada momento. O único alívio é quando abro a geladeira e recebo aquele ar gelado em minha cara passando uma sensação de que está tudo bem.

As coisas só começaram a melhorar mesmo depois que ouvi as novas canções do velhinho rabugento.

Eu tava conversando com meu caro Antônio Manoel sobre o Psychedelic Pill, novo álbum de Neil Young, que ele me disse ter comprado e ficado surpreso com o tempo de Driftin' back, a faixa de abertura. Eu já sabia que esta é quilométrica (são 27 min.) e comentei com ele que tenho o disco baixado mas que não tinha escutado ainda. Daí que ele questionou: "Mas você não indicou lá no blog?". "Sim, mas é que eu não preciso ouvir Neil Young pra poder indicar". Ele riu.

Imagino que Driftin' back ocupe todo o lado A do LP, que é triplo, por sinal.

Voltando a esta grande canção. Quando soube do tempo dela, pensei: "Lá vem o velhinho rabugento enchendo o saco logo no começo". Me enganei, caro leitor. Esta é, disparada, uma das melhores do ano. Poderosa por excelência, Driftin' back não cansa. Os caras não deixam a peteca cair em momento algum. Toda vez que acabo de ouvir o disco, volto  pra mais uma ouvidinha.

É o bom e velho Neil arrasando mais uma vez em companhia dos seus fieis escudeiros: os Crazy Horses.

A gente se vê na lista de melhores do ano.

Até a próxima.

P.S.: Ficou parecendo que em Psychedelic Pill só tem uma música, não foi? Mas não se engane: o disco é ótimo. Vá por mim.

Ah, e esse velhinho nunca enche o saco.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Da época em que eu tirava onda do que não era.


Na época das férias eu ia para a praia com Neum, meu irmão, e Lu, meu primo e amigo que partiu pra outra em 2004 vítima de um acidente de carro - semelhante ao meu pai que morreu com apenas 23 anos de idade batendo com um caminhão na estrada -, então a gente ia para a praia de Stella Maris com a prancha emprestada de um primo mais velho só pra impressionar e chamar atenção das gatinhas. Eu e Lu tínhamos treze anos, e Neum, doze. A gente revezava com a prancha embaixo do braço pra desfilar na frente delas. Lembro que toda vez que uma colava na gente pra perguntar por quê não caíamos na água, eu respondia dizendo que tive febre na noite passada e que minha garganta estava um pouco inflamada. Mentira pura. Eu não conseguia me apoiar em cima da prancha, nem do skate; vivia tomando queda e uma vez quase parto a testa na casa de tia Lucinha por pura teimosia (eu sempre fui teimoso).

Não à toa estou morando sozinho em São Paulo longe dos meus familiares - por eles eu jamais sairia de Salvador. Bem, quem sabe da minha vida sou eu.

Acontece que como a gente não caía na água porque ninguém sabia surfar e o lance era só de onda, ficávamos conversando com elas na areia e de vez em quando o papo rendia e pegávamos os telefones delas e combinávamos encontros nos shoppings, cineminha e tal. Mas sobre esse lance de tirar onda de uma coisa que eu não era durou até os meus quinze anos justamente quando mergulhei de cabeça no rock e em seguida na literatura beat. Aí sim: nada de tirar onda. Eu já era rocker usando jeans colado no corpo e meu all star cano longo exibindo orgulhosamente minhas camisetas com estampas das bandas da minha vida. Hoje, aos quarenta anos, nada mudou. Continuo me vestindo do mesmo jeito sem tirar onda de nada. É que eu sou assim mesmo e faço coleção de camisetas. Na semana passada, para aumentar esta coleção, comprei uma do Lou Reed e uma do The Jesus and Mary Chain, mais uma, e já tô de olho em uma dos Tindersticks e outra do Nick Cave. Minha coleção de tênis all star só faz aumentar também e me esquecendo de como é que se tira onda de uma coisa que eu não sou. Hoje, eu não finjo mais nada. Bebo várias cervas sem ressaca moral no dia seguinte; sem me culpar de nada. Fiz, tá feito. Tentei comer uma amiga, não deu, sem problemas. Não suporto Dorival Caymmi e Ariano Suassuna e não tô nem aí para as críticas. Odeio literatura de cordel e repentistas (coisinhas insuportáveis) e nem por isso deixo de ser nordestino e admirar minha terra, minha gente. Jim Jarmusch é o meu cineasta preferido e gente como Pelé e Ayrton Senna não me dizem nada.

Para Jack Kerouac o que importa é o primeiro pensamento. É por isso que eu não retoco meus textos. Meu mestre, o maior escritor que esse planeta viu nascer, falou, tá falado. O mais terno do mundo. Um anjo que sofreu neste mundo cão por não compreender a vida burra e escrota que a humanidade carrega nas costas.

Comprei na semana passada Amor nos tempos de fúria, romance do Lawrence Ferlinghetti escrito em 1988, mas só agora lançado no Brasil. Ele está ali ao lado da vela que acendi para o rei dos beats. Vou começar a devorá-lo, já.

Até a próxima.

P.S.: As músicas do Lulu Santos e Eduardo Duzek marcaram esta época de tiração de onda de surfista paquerador das gatinhas.

domingo, 2 de dezembro de 2012

Dez cantores que vão embarcar no foguete do Buenas com passagem só de ida.

(Dorival Caymmi, feliz da vida).

Acordei com uma ressaca quase poderosa. Felizmente, lembrei-me que tenho uma lista pra postar com os dez cantores que eu não suporto, e isso me anima pra caramba.  

Dez cantores que vão embarcar no foguete do Buenas com passagem só de ida.

10) Carlos Lyra, o bostético Esse pensa que tem alguma importância para a música popular brasileira. Um rascunho mal feito de Lúcio Alves, o maior cantor daquela merda de música burguesa da zona sul carioca. Carlinhos, você é convidado especial e não precisa pagar a passagem.

9) Compadre Washington - Quando esse cidadão surgiu cantando em cima de um trio com uma dançarina com carinha de safada e aquela bunda empinada, eu pensei na época: "Lascou! Essa peste vai pegar". E pegou mesmo. Se alguém tivesse dito pra ele, assim: "Compadre, tu fica melhor animando festa de criança, pô". Pois é, ninguém disse isso a ele e o resto dessa história você deve saber.

8) Jorge Vercilo - O cover do Djavan foi o convidado pra servir os ilustres passageiros a bordo do meu foguete. Vai com Deus, man.

7) Chitãozinho e Xororó - Na dúvida de quem canta pior, mando os dois. Ah, Xororó, vai no colo do Chitãozinho.

6) Reginaldo Rossi - Esse queria ser o Roberto Carlos do nordeste. Figura, viu? Mas vai assim mesmo.

5) Bel Marques - Quando eu trabalhava em uma loja de discos em Salvador, tinha sempre o desprazer de passar o dvd do "Chicrete" pros gringos malas assistirem antes de comprar e jamais esqueci do começo desse dvd. Bel cantando em cima do trio em companhia de Carlinhos Brown: "É no jéjé, é no jéjé... (assim mesmo, aberto), é no jéjé, é no jéjé...". Meus olhos lacrimejam nesse instante. Que emocionante. E não esqueça: "É no jéjé, é no jéjé...". Aff...

4) Chico César - Vou poupar a tartaruguinha. Deixa quieto.

3) Mano Brown - Racista, considerado gênio pela mídia bunda-mole desse país, ele pensa que só os negros sofreram/sofrem. Ô, meu caro, os branquinhos também sentem dor. Otário, o terceiro lugar é seu.

2) Dorival Caymmi, o preguiçoso - O cara que criou a mística de que baiano é preguiçoso. Dizia amar a Bahia "que é linda" e passou grande parte da vida no Rio de Janeiro. Baiano adora a cidade maravilhosa, tanto que até o governador é carioca.

1) Vander Lee, o imbatível - A coisinha mais nefasta e irritante que ouvi em toda minha vida. Esse vai no bico do foguete, porque se houver algum atrito com um meteoro, será o primeiro a sobrar.

Em breve, a lista com as cantoras. Sim, "a diva, a maior cantora que esse país viu nascer", está nela. Aguarde.