quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

As Dez Mais do Mês.

(Pontiak - Echo Ono).

1. Madrugada - Electric;
2. Madrugada - Shine (Video no post abaixo);
3. Pontiak - The north coast;
4. Silver Jews - Trains across the sea;
5. Foxygen - No destruction;
6. Aldir Blanc - Vida noturna;
7. David Bowie - Where are you now?
8. Vivendo do Ócio - Dois mundos;
9. Pavement - All my friends;
10. Ronnie Wood - Why you gonna go.

Madrugada - Shine.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

(Pintura by Nelson Magalhães Filho).

"O mundo seria bem melhor sem bandidos".

"Por que, Mariela?", perguntou a menina do cabelo azul lavando as mãos sujas de tinta.

"Porque não existiriam policiais", respondeu Mariela instantes depois com o pincel todo sujo de sangue. 

Do livro 18 de maio, quanto tens por dizer...

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

You never should.


Acordar com a maior ressaca às quatro da tarde no domingão e mandar You never should do My Bloody Valentine pros tímpanos é pra quem tem culhão. Eu não paro. Sou elétrico o tempo todo até mesmo quando tô parado. Cê tá pensando que essas drogas que tomo pra dormir me fazem parar? Aí meu caro Eldo disse que eu sou intenso e o Marião ali parado observando tudo. Enchemos a cara ontem e o Pierre estava empolgado com as críticas do Régis "É muito ruim" e eu me divertindo com tudo isso. Ô cidade que me faz falta! Viajo amanhã pra Salvador e já tô com aperto no peito. São quinze dias somente afastado daqui, mas eu sei que me fará falta. Quando o avião decolar, sei que sentirei um aperto no peito. Eu sei disso. Little Beat deu as caras e brindamos e botamos os papos em dia. Mentira pura: é que a gente bebe mais do que coloca os papos em dia. A gente bebe, sacou? Mas a gente bebe mesmo. Sem frescuras. Eu devia ter ficado mais. Acordei com a mensagem do Little me chamando de cuzão e cobrando minha presença. E quer saber? Isto é ótimo. Eu devia ter ficado mais e é bom saber também que hoje tem mais. SP é foda.

***

Este texto foi postado ontem no Facebook.

Até a próxima.

Foxygen - "No Destruction" (Official Audio). O elo perdido entre Bob Dylan e o Velvet Underground?

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

sábado, 12 de janeiro de 2013

On The Rocks Recomenda.


Uma vez eu perguntei a Osvaldo Brahminha, a enciclopédia do rock, se ele conhecia o Built To Spill. Que pergunta idiota. É que o certo seria: "Brahminha, você gosta do Built To Spill?". Pô, uma simples pergunta e o cara me deu todo o currículo da banda.

Pra quem não sabe, este trio de Idaho (EUA), foi sem dúvida alguma umas das chamas mais ardentes do rock alternativo nos anos noventa. Até 1996 tinham lançado ótimos álbuns por selos minúsculos, mas pouca gente notou. O mundo parecia ocupado com as novas invenções da turma de Thom Yorke e pra que lado o vento soprava com o alento de Mr. Dylan em World gone wrong.

Principais influências: Neil Young e Sonic Youth.

Ouça: Keep it like a secret (1999), obra-prima que começa com The plan. Se esta não bater, desista. O som do Built To Spill não foi feito pra você.

The plan: http://www.youtube.com/watch?v=5MjBMhlMq3s.

Até a próxima.

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Não vá, Bowie.



Hoje é o aniversário dele. Tava me lembrando desse texto que escrevi às pressas em setembro do ano passado ao saber de um boato que o camaleão do rock estava nas últimas. "Ainda bem que foi boato", foi o que pensei dias depois. Mas hoje foi lançado o novo single Where are we now? que está no seu novo álbum. Bela e triste, esta me fez ficar pensativo e tenso. E quero muito, muito, estar enganado quanto ao que se passa em minha cabeça neste momento. 

Meu amigo Sérgio "Mr. Onion" Martinez, comentou comigo no Facebook que ele viu semelhanças com o clima de Hurt, nos últimos momentos de Johnny Cash, ao ouvir Where are we now? que postei lá hoje e completou dizendo  que o meu texto veio como uma trovoada. Man, eu desejo, de coração, que estejamos errados.

Eis o texto.

Eu estava na Velvet Discos fazendo a resenha do fim de semana com Andre Fiori, o dono da loja. De repente, entrou um cliente amigo dele dizendo que o estado de saúde de David Bowie é grave. Cheguei nesse instante da rua e a primeira coisa que fiz antes de mijar foi procurar alguma notícia sobre o assunto e li no Estadão que parece que é verdade. Mas também pode ser um boato. Tomara que seja. Pôxa, bateu uma tristeza da zorra! A gente nem conhece o cara, mas só em saber de uma notícia como essa, a melancolia "entra de sola". Aí bateu uma vontade de ouvi-lo, então entrei no Youtube com lágrimas nos olhos e me lembrando da primeira vez que ouvi a obra-prima The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders from Mars. 

Coloquei o disco pra tocar e deitei na cama; nos primeiros instantes, levantei-me e fiquei de joelhos. "Não é possível", foi o que pensei. Five years mexeu profundamente comigo. Em seguida, duas pauladas: Soul love e Moonage daydream e minha adolescência estava completa. Já era fã de Dylan, Patti Smith, Lou Reed, Ian Curtis, Marianne Faithfull, Jane Birkin (claro), Tom Waits, Sonic Youth, Jesus and Mary Chain e de um monte de gente foda -- o que tava faltando foi esse cara. A presença dele na minha vida foi pra tapar o buraco que tava faltando. Uma lacuna. Não parei mais de ouvi-lo. Em seguida, comprei Hunky dory, The man who sold the world e tantos outros.

Bowie tem problemas cardíacos e foi exatamente por isso que ele interrompeu uma turnê pela Alemanha em 2004. Bem, eu ia escrever sobre o fim de semana e minhas impressões sobre as pessoas que vivem ao meu redor. O show da Saco de Ratos foi ótimo, pra variar. Queria falar sobre minhas musas e explicar porque não me envolvo com elas. Não se deve se envolver com musas. A gente se envolve com a namorada. Muitos me perguntaram se eu realmente acendo velas para Jack Keroauc e John Fante. Sim, meus amigos, eu acendo velas para esses caras, sempre, toda vez que vou escrever. Só não acendi agora porque essa notícia me pegou de surpresa e quase me derrubou. De joelhos, ao lado da minha cama, encerro esse texto água com açúcar. É que fã é besta mesmo.

Não vá, Bowie. Por favor, por favor, por favor...

Link do video de Where are we now?http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=FOyDTy9DtHQ.

domingo, 6 de janeiro de 2013

Como pode ver.


"PERCEBO QUE ESTOU ESCREVENDO e pensando sobre pessoas que morreram. Eu amo viver. Não quero morrer tão cedo porque não estou pronto. Acredito que, se soubesse que estou para morrer, poderia me preparar para chegar lá, mas ainda não tenho certeza quanto a isso. Alguns acham que nem é bom pensar a respeito. Tenho inveja do controle que eles devem ter sobre seus pensamentos.

Como pode ver, se você ainda está comigo, não tenho muito controle sobre isso. Reescrevi apenas um parágrafo até agora. Não existe revisão ortográfica para a vida. Existe apenas o vento soprando hoje, e sou parte dele. Quero fazer a diferença e, acima de tudo, quero ser uma boa pessoa daqui para a frente. Não posso mudar o passado. Não olhe para trás. Obrigado, Bob. Eu precisava disso. "How many roads must a man walk down before they call him a man?" [Quantos caminhos um homem precisa percorrer antes que possam chamá-lo de homem?]".

Capítulo 16, página 105, da Autobiografia de Neil Young.

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Visite a La Verga Del Buenas, meu blog de textos eróticos. Acesse: www.lavergadelbuenas.blogspot.com.

Até a próxima.