domingo, 31 de março de 2013

As Dez Mais do Mês.


1. Queens of the Stone Age - Make it wit chu;
2. Maxixe Machine & Thadeu Wojciechowski - Você não via que eu chorava porque chovia;
3. R.E.M. - Untitled;
4. Nick Cave - Jubilie Street;
5. Oscar Peterson - Autumn in New York;
6. The Gins - You are my song;
7. The Strokes - All the time;
8. Los Alamos - Palace;
9. The Delators - My middle name;
10. The Jam - Away from the numbers.

Link pra você ouvir "Você não via que eu chorava porque chovia": https://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=eCXQA7uWN2I

sexta-feira, 22 de março de 2013

Tô sentido, Buk.


(Este texto foi postado no Facebook em 09/03 desse ano).

Tô sentido, Buk. São dezenove anos sem você. Acordei com a maior ressaca dos últimos tempos e lembrei-me que foi em nove de março de 1994 que você se foi. Soube dois dias depois. A notícia me tocou. Fiquei prostrado no sofá da casa de minha mãe. Naquela tarde eu não fiz nada. Aliás, coloquei uns discos de música erudita pra tocar. Sei que você adorava. Acho um pouco sarcástico quando meus amigos comparam meus textos da La Verga com os seus. Meu amigo MV Borgón já me comparou com o seu estilo de vida (também vejo algumas semelhanças). Pouco tempo nos empregos e o hábito de morar em quitinetes ou quartos alugado, bebendo em bares regularmente, sozinho ou acompanhado por mulheres e amigos. Amigos são bons. Mulheres, também. Ontem eu me desabafei com meu amigo Litte Beat depois do show da Saco de Ratos sentados no chão do Estrela, o bar que o Marião bebe agora no cu da madruga. Ele tava com a gente, mas no momento em que eu conversei com o Little sobre minha vida, ele ficou na mesa com outros amigos. Ficamos "na nossa" sentados na porta. No chão. Pacientemente ele me ouviu. Ouviu a nova guinada que meu coração sem esperança está dando. Por falar em coração, Jane Birkin tá morando aqui em SP. Saímos na semana passada. Bebemos e jogamos bilhar. Eu ganhei. Jane não é uma boa jogadora e foi por isso que eu venci. Mas acho que ela tá bicudinha comigo, pois não falou mais. Não sei o que aconteceu. A gordinha sexy não fala comigo há dois dias e a mais bela me excluiu dos seus. Mulheres são complicadas, Buk. Você bem sabe. Mas, por que? Por que? Eu fico triste quando minhas musas param de falar comigo. Aí eu escrevo pra mim mesmo com a maior preguiça. Mas acho que vou postar esse texto no facebook. Tem uns amigos loucos que gostam da minha prosa. Dos meus versos. Deve ser porque eles são loucos, ou então, porque são meus amigos. Tô ouvindo Beethoven agora. Buk, eu perdi mais uma vez a minha garrafinha de bolso com o bom e velho Jack dentro. Ainda tinha umas duas doses. Dessa vez é pra valer. Da última o Brum achou e me devolveu. Mas dessa vez, já era. Quase chorei descendo a Augusta em companhia do Little e do Marião (respira fundo, Buenas). Pra encerrar esse texto preguiçoso, quero que você saiba que o mundo está se tornando um lugar ruim pra se viver. Cada vez mais chato. E quero que você saiba que eu tô triste. Pra variar, uma amiga disse-me nesta semana que eu sou triste. Ela acertou. De vez quando alguém acerta a meu respeito. É que eu ando cada vez mais de saco cheio de muita coisa. De muita coisa.

Grande abraço, meu irmão. 

P.S: vou acender uma vela pra você assim que o disco acabar. Fique em paz.

domingo, 17 de março de 2013

Da série Melhores Discos da Minha Coleção.



Os discos escolhidos para esta série que tenho no Facebook segue os seguintes critérios:

1) A beleza das canções, claro;
2) O principal: a época de minha vida em que o escutei.

Green bateu logo quando foi lançado. Eu tava na oitava série, acho, e tinha o hábito de escutá-lo sempre após o café da manhã. Minha vó que costurava no quarto ao lado tentava cantar junto numa forma de gozação, porque eu tentava cantar junto todas as músicas mas não conseguia. Era sempre assim. E quando ela faleceu, a primeira coisa que me lembrei foi da bela e triste canção sem título que encerra o álbum. Das que eu mais gosto, ao lado de World leader pretend, Orange crush e I remember California. Pô, essas são de doer.

P.S: Será lançado em maio uma edição remasterizada de Green contendo dois discos (o segundo sendo ao vivo), com cartões postais, um pôster e se não me engano, um EP.

Escute aqui a canção Untitled: http://www.youtube.com/watch?v=FPH4z-HfYhc

Até a próxima.

terça-feira, 12 de março de 2013

Jack Kerouac (12 de março de 1922/21 de outubro de 1969).


Salmos.

E quando vi a luz do sol da manhã na cidade, meu Salvador, chorei por haver tanta riqueza, chorei por Sua luz estar bloqueada sobre os homens da cidade, pesarosos e abatidos, as mulheres melancólicas, em suas torres negras e caminhos escondidos toda a luz, meu senhor: e oh, meu Deus, agora rezo a ti - não retire Sua luz de todos nós, e de mim - não poderia regozijar-me em mais escuridão, nem rezar na ignorância do escuro: Sua luz bem acima da cidade e da ponte, de manhã - e estou salvo, meu Redentor, salvo! Pelo sol que é um milagre, pela luz que brilha em todos os lugares - mas Senhor: dê-me forças para meus salmos, para que possa regozijar-me com energia, com luz igual, dê-me lágrimas para a força, dê-me outra vez essas manhãs de luz e propósito e humildade.

sexta-feira, 8 de março de 2013

Los Alamos pra fechar a madrugada.


Daí que eu tava teclando com meu amigo João Corumba no Facebook e ele me apresentou um cantor de rock argentino, o Luis Alberto Spinetta. Em retribuição, mandei um link pra ele ouvir o Los Alamos, outra banda da terra de Maradona, e lembrei-me do tempo em que fui apresentado a eles. Foi em 2005 (só não lembro quem foi que me apresentou). Eu ouvia direto. O som dos hermanos tem forte influência da fase country de Neil Young, leia-se Comes a Time, com uma atmosfera a la Tindersticks e Walkabouts, a banda da Carla Torgerson. E a garrafa do vinho está apenas na metade, sem contar que ainda tem umas cervas na geladeira para um caso de emergência. Pois é, tudo indica que verei o nascer do sol mais uma vez. Que coisa!

O primeiro disco dessa grande banda, chama-se: No se menciona la soga en casa del ahorcado (2005). Não deixe de ouvi-los. Acesse: www.losalamos.bandcamp.com/album/no-se-menciona-la-soga-en-casa-del-ahorcado

Até a próxima.

quinta-feira, 7 de março de 2013

quarta-feira, 6 de março de 2013

O brother que mora comigo...


O brother que mora comigo vive falando merda e em seguida ri, e o pior é que ele quer que eu ache graça das coisas que ele fala. Pô, não vejo graça alguma e de manhã é a pior hora pra falar comigo. Imagine o motivo. Daí que eu entro na internet pra fazer minhas leituras diárias e depois abro uma das portas do guarda-roupa e escolho o som da vez. Só depois é que bebo café, puro e forte por excelência,




e vagarosamente vou até à minha cama e continuo minhas leituras.

Aí sim, longe das "gracinhas" do meu brother, mergulho, mais uma vez, no aconchego do meu lar doce lar. Este é o meu refúgio.

Até a próxima.