quarta-feira, 31 de julho de 2013

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Pedro Juan Gutiérrez, um grande escritor.


"A mim, na realidade, apaixonava o caminho do meio: bebedeiras, loucura e gente durante a noite. Solidão e silêncio de dia. Lia e escrevia diante do mar. Varadero continuava sendo uma praia e um povoado fantasma. Ali descobri que o ócio total e absoluto é imprescindível para o criador. Sempre será preferível para o escritor ter cinco centavos no bolso, mas dispor de todo o tempo e solidão, em vez de cem mil dólares em troca de viver como um louco no meio da sociedade, puxado pelo estresse".

domingo, 14 de julho de 2013

Como é bom perder um vizinho mala.


Meu antigo vizinho ouvia Eddie Vedder todos os domingos de manhã. Todo santo domingo o filho da puta ouvia o malinha do Pearl Jam ao lado da minha janela. Então eu era obrigado a acordar em meio a uma ressaca poderosa ao som de "Ukelelê". A trilha pro filmaço "Na natureza selvagem" até passa no meu critério de qualidade, mas este é o fim da picada. O meu critério é diferente do seu. Por exemplo: "Psychocandy", o disco da minha vida, não é música de gente normal. Uma pessoa em sã consciência não vai ouvir aquilo e dizer que é bom. Mas deixa os caras do Jesus em paz. Quero falar sobre meu vizinho. O novo. Ele me fez levantar mais cedo da cama em pleno domingão ao som de Creedence, Bonnie Tyler e John Lennon, o que me faz pensar que esse vizinho é legal. Ele tá ouvindo "Changes" do Black Sabbath agora. Isto que é um vizinho. Tenho a impressão que é vinil, porque toda hora o som "pega". Colecionador de discos que não tem cuidado com suas preciosidades não são de confiança. Pô, Eric Burdon! Do jeito que eu gosto. Esse cara é dos meus. Aliás, não é. Este não é um cara de confiança. Mas acordar ao som de Eric Burdon é pra poucos e o cidadão tá perdoado. Mas eu voltei no tempo mesmo foi quando abri a janela do meu quarto e vi um Fiat 147 branco parado do outro lado da rua. Ao lado, uma gatinha segurando um poodle. Não gosto de poodles, mas a gatinha é um colírio para os meus olhos. Melhor que isso seria receber um telefonema de Jane Birkin me convidando pra beber com ela no começo da noite. Mas isso não vai acontecer. É que ela nem lembra mais que eu existo.

P.S: Formatando o texto ao som de "Je t'aime". Isto que é um vizinho. Não é de confiança. Mas é um cara legal.

Até a próxima.

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Dessas noites em que a gente gasta e não dói no bolso.


Eu já achei uma nota de vinte reais na calçada em um dia ensolarado quando morava em Salvador. Já achei um violão dentro de um case numa madrugada regada a cervas com amigos nessa mesma cidade. O ano era 1998 e minha peça de formatura havia entrado em cartaz e a comemoração não poderia ter acabado de forma melhor. Acontece que eu tive que vender o violão pra pagar o aluguel que tava atrasado. Tudo bem. Tudo conta. Na segunda-feira à noite da semana passada saindo da Merça com uma turma de amigos, já dentro do carro do Diego Basanelli, que disse assim pra mim: "Aquilo é um livro!". Observei melhor e constatei que era. Desci imediatamente do carro. Para minha surpresa, não era um simples livro. Era um do Marcelo Mirisola. Pô, fiquei contente pra caralho. Basa disse "Porra! é do Mirisola". Seguimos rumo ao Filial seguidos por Kitagawa e Mario Bortolotto que estavam em outro carro. Havia outros brothers no terceiro carro: Eldo, Magno, Marcos e o Fernando. Quando chegamos lá, mostrei pros caras o grande achado da noite e o Marião disse: "Bota no facebook pro Mirisola saber". Feito. Afinal, não é toda noite que a gente acha um livro na rua. Ainda mais um livro do Mirisola. A gente até esquece que gastou e não doeu no bolso. É que foi um livro do Mirisola, caramba.

Até a próxima.

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Keaton Henson - Dear (Full Album).



A primeira música desse disco é capaz de fazer qualquer um afundar no sofá. Ou na cama. Isso não importa. A pegada do disco é: afundar. "You don't know how lucky you are" acaba, mas a inércia continua. Como eu já disse aqui e em outros lugares [vivo dizendo isso: ainda bem que eu tenho a música]. Keaton Henson é o nome do cara. Dear,  o disco. Dá vontade de apertar o repeat em "Oliver Dalston browning", mas você não vai conseguir. Você quer mais e já percebeu que o cara não vacila. Melhor coisa que poderia ouvir nesse momento pós gravação do clip "Vulgar" da Saco de Ratos. Detonado e com uma preguiça que me é peculiar, junto a esse humor invejável e altamente bem-vindo em qualquer lugar que eu chego (e hoje nem é 1° de abril). Então  bebo um suco de pêssego e penso na madrugada que está prestes a bater em minha janela. Hoje eu vou dar um "não" a ela. Não vou sair. Ficarei aqui em companhia do meu brother Keaton arrebentando em seu disco de estreia. Tem noites que não é bom sair de casa. Nem pra te ver aí debruçada no balcão em companhia dessas pessoas que nada te dizem. Eu não vou ao seu encontro. Hoje, eu não vou te incomodar.