quinta-feira, 11 de julho de 2013

Dessas noites em que a gente gasta e não dói no bolso.


Eu já achei uma nota de vinte reais na calçada em um dia ensolarado quando morava em Salvador. Já achei um violão dentro de um case numa madrugada regada a cervas com amigos nessa mesma cidade. O ano era 1998 e minha peça de formatura havia entrado em cartaz e a comemoração não poderia ter acabado de forma melhor. Acontece que eu tive que vender o violão pra pagar o aluguel que tava atrasado. Tudo bem. Tudo conta. Na segunda-feira à noite da semana passada saindo da Merça com uma turma de amigos, já dentro do carro do Diego Basanelli, que disse assim pra mim: "Aquilo é um livro!". Observei melhor e constatei que era. Desci imediatamente do carro. Para minha surpresa, não era um simples livro. Era um do Marcelo Mirisola. Pô, fiquei contente pra caralho. Basa disse "Porra! é do Mirisola". Seguimos rumo ao Filial seguidos por Kitagawa e Mario Bortolotto que estavam em outro carro. Havia outros brothers no terceiro carro: Eldo, Magno, Marcos e o Fernando. Quando chegamos lá, mostrei pros caras o grande achado da noite e o Marião disse: "Bota no facebook pro Mirisola saber". Feito. Afinal, não é toda noite que a gente acha um livro na rua. Ainda mais um livro do Mirisola. A gente até esquece que gastou e não doeu no bolso. É que foi um livro do Mirisola, caramba.

Até a próxima.
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