sexta-feira, 27 de setembro de 2013

1° poema de amor (Tarcísio Buenas/Nelson Magalhães Filho).

(Pintura by Nelson Magalhães Filho).

Quando a lua sangra meus pés, vomito flores ou láudanos, ou girassóis amargos em meu coração ardente

Hey babe, é só mais uma noite sem suspiros ou tremores nas mãos, o desejo é alucinante e de novo vomito versos, poemas e dores

A noite é cruel, Vejo o sol que não se alucina com minhas poesias,

Sabe babe, o deserto é azul da cor do sonho de ontem, da cor dos braços tremendo em rouquidão sem fim,

As árvores são belas nesta noite, vou embora babe, e não digo nada.

 * * *

1° poema de amor, é um dos poucos poemas que escrevi com o poeta, pintor, ator, diretor e ex-jogador de futebol, Nelson Magalhães Filho. O poema foi escrito no Bar de Girino em Cruz das Almas (BA), nossa cidade natal, há uns dez anos atrás.

Até a próxima.

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Obra-Prima.


The Walkabouts - Train leaves at eight (2000).

Banda americana formada em Seattle nos anos oitenta, que tem o charme e carisma da cantora Carla Torgerson, é destaque desta vez no Obra-Prima.

Conheci o Walkabouts na seção Zona Franca da revista Bizz. O álbum mencionado foi o Satisfied mind, que é outro que eu gosto muito -- tão bom quanto esse. O critério de desempate foi a capa. A de Train leaves at eight é mais bela. Encantadora.

Um folk-country denso, atmosférico e sedutor, devido à voz da Carla e de seu parceiro de banda Cris Eckman, é o que você vai ouvir aqui. On The Rocks Recomenda.

Acesse: http://www.youtube.com/watch?v=Pk5wE-WFHAM&hd=1.

Até a próxima.

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Guia de drinques (2ª parte).


 Ernest Hemingway (1899-1961).

"Hemingway não era um sujeito de se gabar à toa, e não só em matéria de literatura. Num famoso incidente no Costello's, um antro de escritores em Nova York, ele encontrou a oportunidade perfeita para tornar essa qualidade conhecida. Depois de beber nos fundos com uns amigos, passou por John O'Hara no bar. O'Hara carregava uma tradicional bengala irlandesa (shillelagh), rústica e sólida, e Hemingway começou a zombar dele por isso. Defensivamente, O'Hara afirmou que aquele era "o melhor pedaço de madeira de Nova York". Hemingway então apostou 50 dólares que seria capaz de quebrá-lo com as mãos. Ato contínuo, num movimento rápido, bateu a bengala contra a própria cabeça, quebrando-a ao meio. Os pedaços ficaram pendurados sobre o balcão de Costello's por muitos anos".

Bebida preferida: Mojito. Eis a receita:

5 folhas de hortelã mais 1 ramo de decoração;
30 ml de suco de limão;
20 ml de xarope simples;
60ml de rum leve; 
gomo de limão.

Amasse cinco folhas de hortelã no fundo de um copo highball gelado, e por cima despeje o suco de limão, o xarope simples e o rum. Complete com gelo quebrado. Decore com um gomo de limão e o ramo de hortelã. Às vezes se acrescenta uma esguichada de club soda. 

Do livro Guia de drinques dos grandes escritores americanos. Escrito por Mark Bailey e ilustrado por Edward Hemingway (neto de Hemingway).

Tin tin.

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Trilha sonora para a madrugada.


Boa audição: http://www.youtube.com/watch?v=AUnAh1U85Lk&hd=1.

dormindo agora do meu lado...




dormindo agora do meu lado com um dos braços dormentes. essa dor que você sente não é maior do que esta que me acompanha insistentemente quando você passa pela pracinha atraindo vilões de uma história que não nos pertence. eles apenas estão por aí. e a gente pouco se importa com tudo isso. um filete verde de lã te esquentando nesse momento e eu aqui diante de um mundo hostil e perverso pronto pra atacar enquanto admiro seu pezinho de pão de fora. apalpo. cubro. seu corpo exala um cheiro maior do que o do bar que você frequenta [eucaliptos me fazem lembrar de uma sauna em que o meu som sempre incomodava]. meu som é foda. foda como você acolhida em meu refúgio [sem calcinha] com um coraçãozinho em punho, e o meu, aqui, pro que der e vier.

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Obra-Prima.



Kraftwerk - Radio-Activity (1975).

1997. Segundo semestre do curso de teatro. Em uma das minhas visitas à Coringa -- uma loja de discos que ficava localizada no centro de Salvador --, conversando com meu brother Denival, maior conhecedor da obra de David Bowie e Tom Waits que eu conheço, sobre música, como sempre, em um determinado momento ele pegou o LP Radio-Activity pra tocar. Com uma cara safada, pra variar, perguntou-me se eu conhecia. Disse que não, mas que já conhecia outros sons dos alemães. Então ele desistiu de colocar o disco pra tocar e me emprestou. Eu morava do outro lado da rua com minha mãe. Chegando em casa, abri a janela da sala. O sol impiedoso batia forte naquela hora e o clima tava insuportável. Odeio o calor. Mas foi exatamente nesse clima contrastante com o da terra dos mestres da música eletrônica -- acho que eles são de Dusseldorf -- que eu me apaixonei por essa obra-prima da música. E aproveito pra dizer que ainda bem que eu tenho a música. Ainda bem.

Boa audição: http://www.youtube.com/watch?v=x76LnXyW_3I&hd=1.

Até a próxima.

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Meu ranking de cervas (1ª edição).




5) Coruja Labareda;
4) Baden Baden (Red Ale);
3) Duff;
2) Eisenbahn (Pale Ale);
1) Colorado Appia (Weiss).

Comecei a beber cerveja cedo. Meus familiares são apreciadores da loira gelada, então, quando criança, eu costumava beber do copo de minha madrinha e minhas tias. Dava um gole e me sentia o guri mais feliz do planeta (tudo ficava melhor quando molhava a garganta com esse líquido precioso e essencial para continuar me mantendo vivo). Com o passar dos anos, já tinha meu copo, só meu, nos encontros familiares (nessa época eu tinha uns 14/15 anos de idade). Aos dezesseis, já bebia com meus amigos em festas e nos bares próximos à minha casa. Pois é, meus serviços etílicos começaram cedo. Hoje, depois de beber muitas loiras geladas tipo pilsen, resolvi expandir meus conhecimentos alcoólicos degustando as importadas de vários tipos e as queridas artesanais brasileiras. Sendo assim, tá cada vez mais difícil voltar a beber as populares pilsen nacionais -- fico sem jeito quando tô com meus amigos nos bares e eles me oferecem Skol, Brahma ou Antarctica. Educadamente, aceito copos e mais copos, mas é que eu gosto mesmo é das gringas tipo pale ale, strong ale, dunkel, stout e a weiss. Bem, das pilsen comercializadas no país, a minha preferida é a Heineken (a verdinha) e é justamente essa que costumo beber por aí. Mas aqui em casa é diferente. Só entram as artesanais brasileiras (às vezes, algumas populares) e as gringas tão queridas por mim. Selecionei algumas brasileiras para esse ranking. Na próxima semana, postarei as gringas.

P.S.: Postei este texto no facebook e meu caro Guido André me chamou atenção que a Duff é mexicana. Agradeci pela correção, claro. Mas o que me confundiu é que esta que eu bebo é produzida em Santa Catarina. Mesmo assim ela não deveria estar nesse ranking. Sorry. 

Visite a La Verga, meu blog de textos eróticos: www.lavergadelbuenas.blogspot.com.

Até a próxima.

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

On The Rocks Recomenda.


" - Veja bem, o jazz sempre teve esse lado, o músico ter um som que é só dele, e por isso existe um monte de gente que talvez não tivesse sucesso em outras artes... porque teriam descobertos suas idiossincrasias... Por exemplo, se eles fossem escritores não iam fazer sucesso por serem ruins de ortografia ou de pontuação, se fossem pintores seria por não conseguirem traçar uma linha reta. Nem ortografia nem essa coisa de linhas retas são necessariamente importantes no jazz, e aí tem um monte de caras cuja histórias e pensamentos não são iguais aos de ninguém e que, sem o jazz, não teriam jeito de expressar todas as ideias e as merdas que têm dentro deles. Sujeitos de todas as classes, que não conseguiriam fazer sucesso como banqueiros, nem mesmo como encantadores. No jazz podem ser gênios, sem ele não seriam nada. O jazz pode ver coisas, pode arrancar das pessoas coisas que a pintura e a literatura não veem".

Do ótimo Todo aquele jazz de Geoff Dyer, que é, talvez, o melhor livro que li no ano até agora. Altamente poético.

Leia. Vá por mim.

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Até a próxima.