quinta-feira, 5 de setembro de 2013

On The Rocks Recomenda.


" - Veja bem, o jazz sempre teve esse lado, o músico ter um som que é só dele, e por isso existe um monte de gente que talvez não tivesse sucesso em outras artes... porque teriam descobertos suas idiossincrasias... Por exemplo, se eles fossem escritores não iam fazer sucesso por serem ruins de ortografia ou de pontuação, se fossem pintores seria por não conseguirem traçar uma linha reta. Nem ortografia nem essa coisa de linhas retas são necessariamente importantes no jazz, e aí tem um monte de caras cuja histórias e pensamentos não são iguais aos de ninguém e que, sem o jazz, não teriam jeito de expressar todas as ideias e as merdas que têm dentro deles. Sujeitos de todas as classes, que não conseguiriam fazer sucesso como banqueiros, nem mesmo como encantadores. No jazz podem ser gênios, sem ele não seriam nada. O jazz pode ver coisas, pode arrancar das pessoas coisas que a pintura e a literatura não veem".

Do ótimo Todo aquele jazz de Geoff Dyer, que é, talvez, o melhor livro que li no ano até agora. Altamente poético.

Leia. Vá por mim.

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Até a próxima.

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