sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Obra-Prima.


Serge Gainsbourg - Histoire de Melody Nelson (1971).

Nunca mais escrevi pra Jane Birkin. Tava pensando nisso ontem à noite na porta do teatro encostado na parede e bebendo vinho. Voltei a beber vinho. Tinto. É que com o "sangue de jesus" correndo livre em minhas veias, eu consigo ter uma noção melhor das coisas e evito uma ressaca moral no dia seguinte. Ressaca moral é a pior; e as minhas são violentas. Ou como diria Reinaldo Moraes: "Não tenho mais ressaca. Eu morro mesmo".

É verdade que ela não tá merecendo um texto dos que eu costumava escrever pra ela. Então, bebendo um vinho depois de ter assistido a peça Borrasca, com texto e direção do meu amigo Mário Bortolotto, à meia-noite (hoje tem mais), me lembrei quando um dos personagens disse um troço mais ou menos assim: "Não existe ciúme. O ciúme nada mais é do que a sensação de perda que fica. A derrota". Acho que é isso. E deve ser esta sensação de derrota que me acomete quando penso em Jane. E por isso mesmo não escrevo mais pra ela.

Até a próxima.
Postar um comentário