terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Melhores do Ano (2ª parte).



Nacionais.

Banda - Fábrica de Animais.
Banda Revelação - The Gins!

Clip.

The Gins! - The couple.
Saco de Ratos - Vulgar.

Capa.

The Gins! - Meet The Gins!

Shows.

The Honkers em Salvador (maio).
The Gins! em Cruz das Almas (junho).

Músicas.

5) Os Elefantes Elegantes - O dia mais triste do ano.
4) Renato Godá - Jogo.
3) The Gins! - But if she leaves me.
2) Wander Wildner - Mocochinchi.
1) Eron Falbo - You don't know your interest lies.

Discos.

5) Marcelo Nova - 12 fêmeas.
CH Straatman - Efecto vertigo.
4) Nei Lisboa - A vida inteira.
3) Wander Wildner y sus Comancheros - Mocochinchi folksom.
2) Eron Falbo - 73.
1) The Gins! - Meet The Gins! (Para audição: https://soundcloud.com/the-gins).

Internacionais.

Banda - The Strokes.
Banda Revelação - Foxygen.

Cilp.

Elephant - Skyscrapper.
Nick Cave - Jubilee street.

Capa.

House of Love - She paints words in red.

Shows.

Lee Ranaldo no SESC Pompéia.
Bob Mould no SESC Pompéia.
Mão Morta na Av. São João (Virada Cultural).

Músicas.

5) Nick Cave - We no who UR.
4) Kings of Leon - Don't matter.
3) Foxygen - No destruction.
2) Dean Wareham - Love is colder than death.
1) Queens of The Stone Age - I sat by the ocean.

Discos.

10) Charles Bradley - Victim of love.
09) The Hillbilly Moon Explosion - Damn right honey!
08) Mark Lanegan - Imitations.
07) David Bowie - The next day.
06) Foxygen - We are the 21st century ambassadors of peace and magic.
05) Chelsea Light Moving.
04) Queens of The Stone Age - ... Like a clockwork.
03) House of Love - She paints words in red.
02) Nick Cave - Push the sky away.
01) Mazzy Star - Seasons of your day.

Desejo a todos um Feliz Ano Novo.

Até a próxima.




segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Galeria.


Uma prévia do Melhores do Ano (2ª parte).


Todo final de ano quando sento pra preparar a lista com os melhores do ano pro On The Rocks tenho sempre a mesma dificuldade: escolher os melhores discos nacionais. Dessa vez tá um pouco diferente -- é que eu tenho certeza dos escolhidos pros dois primeiros lugares. Rock cantado em inglês soa melhor e o eixo Rio-São Paulo pouco me disse neste ano. Bahia e Goiás despontaram na frente com os melhores discos. Sim, na Bahia tem muito rock dos bons e você não sabe (me orgulho de ter a honra de ser brother dos meus conterrâneos que fizeram as melhores canções de um ano que está prestes a cair fora). Dos veteranos, Nei Lisboa mandou muito bem (de novo) e é claro que tá na lista. Ando sem paciência pra ouvir hypes -- as bandas da vez. O M B V, do My Bloody Valentine, é um disco morno. Não me empolgou. Quem voltou em grande estilo mesmo foi o Mazzy Star -- banda da bela Hope Sandoval.

Com o sol batendo forte em minhas costas e essa sensação terrível que as ressacas me dão (somente elas são responsáveis por momentos como esses), fico por aqui tentando terminar essa lista que sai amanhã em meio a um clima quente e insuportável e aquela pequena dose de otimismo esperando pelo frio. Quase em vão.

sábado, 28 de dezembro de 2013

Dangerous Glitter.

(Edie Sedgwick).

"Edie e Warhol brigaram no final de 1965, e ela exigiu que as cenas que filmara para Chelsea Girls fossem cortadas (as cenas foram substituídas por outra, estrelada por Nico). Na sequência ela começou a se relacionar com Bob Dylan, que fez para Edie as canções "Just like a woman", "Leopard-Skin pill-box hat" e, segundo alguns pesquisadores, "Like a rolling stone". A relação foi bem até ela descobrir, através de Andy Warhol, que Dylan se casaria, em segredo, com Sara Lownds. Depois disso, Edie afundou numa triste sucessão de problemas com drogas, polícia, álcool e internações em hospitais psiquiátricos. Morreu em 16 de novembro de 1971, vítima de uma combinação de barbitúricos e bebida alcoólica".

Do livro Dangerous Glitter - Como David Bowie, Lou Reed e Iggy Pop foram ao inferno e salvaram o rock 'n' roll. Escrito por Dave Thompson.

Até a próxima.

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

cana na mesa de tapete verde.


A revista virtual "mallarmargens" postou hoje meu texto "cana na mesa de tapete verde". Este, está no meu livro "18 de maio, quanto tens por dizer..." que será lançado em um futuro não muito distante daqui. Eis o link:

http://www.mallarmargens.com/2013/12/cana-na-mesa-de-tapete-verde.html

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Melhores do Ano (1ª parte).


Eis os melhores livros que eu li em 2013 (independente do ano de lançamento).

10) Márcio Américo - Meninos de kichute;

09) Sérgio Melo - Inimigo em testamento;

08) Daniel Lopes - Pianista boxeador;

07) Roberto Bolaño - Putas assassinas;

06) João Antônio - Leão-de-chácara;

05) Edward Bunker - Nem os mais ferozes;

04) Charles Bukowski - Amor é tudo aquilo que nós dissemos que não era;

03) Dave Thompson - Dangerous glitter: como David Bowie, Lou Reed e Iggy Pop foram ao inferno e salvaram o rock 'n' roll;

02) Jack Kerouac - Visões de Gerard;

01) Geoff Dyer - Todo aquele jazz.

* * * 

Desses, tem três livros que ainda não terminei e o Dangerous glitter, um dos poucos presentes de Natal que ganhei até agora, nem bem comecei; mas pelo pouco que li, não tenho dúvida de que o planeta viu nascer há pouco mais uma obra-prima sobre música. Sempre achei que esses caras (Bowie, Reed e Pop) foram determinantes no que diz respeito a revolução no rock. A leitura é prazerosa e as fotos são demais. Ótimo.

Só mais uma coisa: se você é amante (como diria o reverendo Massari) dos bons sons, leia Todo aquele jazz, uma mescla de ensaio e ficção do Geoff Dyer -- outra obra-prima que o planeta viu nascer recentemente.

No mais, felicidades.

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Keith, 70 anos!


Keith Richards, meu guitarrista preferido, o cara que empurra Mick Jagger pra mostrar ao mundo o maior espetáculo da terra, está completando hoje setenta anos. Se você já assistiu um show desses caras (eu já) sabe do que estou falando. E o maior espetáculo é deles com Keith empurrando Mick pra fazer a cabeça de milhares de fãs espalhados pelo planeta.

Observe neste video como as coisas funcionam: Keith dá o start e o resto você deve saber. Fodástico!

Acesse: http://www.youtube.com/watch?v=heKG-qS-Xtg&hd=1.

sábado, 14 de dezembro de 2013

On The Rocks Recomenda.


O álbum Innocence & Despair do Langley Schools Music Project foi gravado por crianças do coral de uma igreja da zona rural do Canadá em 1976 com relançamento em 2001. No repertório, clássicos dos Beatles, Beach Boys, David Bowie e Paul McCartney, entre outros. O resultado é tocante -- destaque para as versões de Space oddity e Band on the run.


Até a próxima.

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

(Cartaz: Guilherme "Sugar" Junqueira).

Rumble fish (peixe de briga), do livro da Susan Hinton, com direção de Francis Ford Coppola, é a atração de hoje do Cinetério. Começa 23:15h. A pipoca é por conta da casa e a entrada é franca.

O selvagem da motocicleta, como é conhecido no Brasil, é um dos meus filmes predileto. Me lembro de quando eu era adolescente e vivia defendendo meu irmão que é mais novo do que eu. O moleque não podia chegar em casa apanhado que eu imediatamente partia pra cima dos caras. Derrubei vários e não me arrependo. Até um namorado que minha mãe tinha sobrou uma vez: é que eu quase arranco o dedo dele quando este tentou me enforcar em seu escritório. Você deve tá pensando que eu sou valente ou fodão (coisas desse tipo) -- não sou. Hoje, não. Mas até os meus dezesseis/dezessete anos de idade eu era o capeta. Saía pra mão facilmente. Era só mexerem com meus entes queridos que este ser que vos escreve virava um fera. Imagine um taurino com lua em leão furioso. É por aí. Acontece que o tempo passou e eu não sou mais o mesmo. E nem é só por isso que eu tenho este filme como dos maiores que já assisti. Tem o lance da interpretação do Mickey Rourke, e do Matt Dillon em começo de carreira. Quando comecei minha infrutífera carreira de ator, meu amigo Nelsinho Magalhães costumava dizer que eu parecia com o Dillon (eu nunca achei que fôssemos parecidos), mas eu gostava e sabia que ele tava de sacanagem. Devia está -- e tem também o clima noir (o filme é em preto e branco).

Clássico cult dos anos oitenta, este filme é a grande pedida pra hoje à noite. Já assisti três vezes. E vou assistir de novo. Atentamente. E devo dizer que o final é de cortar o coração.

Até a próxima.

domingo, 8 de dezembro de 2013

Buenas Radio - nº 14.

Buenas Radio - n° 14. by Tarcísio Buenas. on Grooveshark

08 de dezembro de 1980.


08 de dezembro de 1980. eu tava em frente à tv assistindo o jornal nacional quando o repórter falou sobre a morte de Lennon. então, com oito anos de idade, perguntei às pessoas que estavam na sala quem era o cara: "ah, é aquele cantor dos Beatles". "Beatles!? Beatles!?" aquele nome reverberou em minha mente durante longos dias. longas semanas. minha curiosidade só deu por vencida quando meu padrasto chegou em casa com a coletânea Beatles forever. aí sim: eu soube quem era o artista que, ao lado de mais três seres iluminados, mexeram com a cabeça de muitos jovens espalhados pelo planeta. e eu, um guri com apenas oito anos, sentado na almofada da casa de minha mãe achando tudo aquilo lindo. ouvindo atentamente cada canção com os olhos rasos d´água. "oh, minha estrela amiga, por que você não fez a bala parar?". sim, estrela amiga: por que? o idiota continua preso até hoje. eu, sinceramente, não tenho pena. desejo que ele pague por tudo -- mesmo assim ainda será pouco. mas quem sou eu pra julgar? que os deuses intervenham. julgue-o. e se tiver de ser absolvido, que assim seja. sob o olhar de uma criança, aquele momento foi um divisor de águas. daquele momento em diante, eu não seria mais o mesmo. as canções, reportagens e entrevistas que acompanhei ao longo da minha vida, fizeram a diferença e eu nunca mais fui o mesmo.

fico por aqui tentando terminar esse texto preguiçoso e desajeitado. descoordenado. desses que a emoção quer predominar, mas falta técnica pra torná-lo preciso e enxuto.

enxugando as lágrimas na manga da velha camiseta estampando o rosto de quatro caras, não me resta mais nada a fazer.

Até a próxima.

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Sinatra é Deus.


No mundo da música só existe um Deus. E este chama-se: Frank Sinatra. Deus, este ser onipresente, costuma ser o nome dos ídolos de muitos dos meus amigos. Tem até amigo sendo chamado de Deus. Mas no meu mundo, que é de um autista por opção, Sinatra é um ser supremo. Pra falar a verdade, eu nem sei muito sobre sua vida. Suas manias, vícios e costumes -- coisas desse tipo. Simplesmente sinto um troço estranho quando ouço sua impecável voz em um estilo único de cantar. Sublime é a palavra. Voz e estilo. Admirável. Devo está ganhando no Natal a sua biografia. De posse do livro, vou adentrar o universo desse cara que admiro há muitos anos. Sinatra me faz lembrar Nelson Gonçalves e das manhãs em que meu avós o ouviam sentados em suas confortáveis poltronas antes do almoço. Naquele tempo, os casais ouviam músicas juntos e se dedicavam muito ao outro. Ao contrário dos dias que escorrem.

Em 2008, em um dos meus primeiros posts no blog La Verga Del Buenas, escrevi um texto e ilustrei o post com a capa do ótimo In the wee small hours, disco este que está a caminho da minha coleção em uma edição remasterizada.

Cada um tem o seu Deus. Discutir este assunto é o mesmo que discutir religião; ou seja, não dá em nada. Talvez, em inimizades. Como no futebol. Ou política, até. O fim.

O meu In the wee small hours está a caminho. A biografia, também (assim espero). E o meus Deus é único. Este chama-se: Frank Sinatra.

Até a próxima.