terça-feira, 10 de dezembro de 2013

(Cartaz: Guilherme "Sugar" Junqueira).

Rumble fish (peixe de briga), do livro da Susan Hinton, com direção de Francis Ford Coppola, é a atração de hoje do Cinetério. Começa 23:15h. A pipoca é por conta da casa e a entrada é franca.

O selvagem da motocicleta, como é conhecido no Brasil, é um dos meus filmes predileto. Me lembro de quando eu era adolescente e vivia defendendo meu irmão que é mais novo do que eu. O moleque não podia chegar em casa apanhado que eu imediatamente partia pra cima dos caras. Derrubei vários e não me arrependo. Até um namorado que minha mãe tinha sobrou uma vez: é que eu quase arranco o dedo dele quando este tentou me enforcar em seu escritório. Você deve tá pensando que eu sou valente ou fodão (coisas desse tipo) -- não sou. Hoje, não. Mas até os meus dezesseis/dezessete anos de idade eu era o capeta. Saía pra mão facilmente. Era só mexerem com meus entes queridos que este ser que vos escreve virava um fera. Imagine um taurino com lua em leão furioso. É por aí. Acontece que o tempo passou e eu não sou mais o mesmo. E nem é só por isso que eu tenho este filme como dos maiores que já assisti. Tem o lance da interpretação do Mickey Rourke, e do Matt Dillon em começo de carreira. Quando comecei minha infrutífera carreira de ator, meu amigo Nelsinho Magalhães costumava dizer que eu parecia com o Dillon (eu nunca achei que fôssemos parecidos), mas eu gostava e sabia que ele tava de sacanagem. Devia está -- e tem também o clima noir (o filme é em preto e branco).

Clássico cult dos anos oitenta, este filme é a grande pedida pra hoje à noite. Já assisti três vezes. E vou assistir de novo. Atentamente. E devo dizer que o final é de cortar o coração.

Até a próxima.
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