sexta-feira, 30 de maio de 2014

Trilha sonora para uma noite fria.



Rave Tapes, o mais novo álbum do Mogwai - banda da melhor estirpe escocesa - foi gravado no ano passado mas só lançado em janeiro deste ano. Perfeita coleção de 'pepitas' como trilha sonora para uma noite fria sem ter ninguém pra incomodar - nem o cupido. É que ele não vai bater na porta.

Visite a La Verga, meu blog de textos eróticos: www.lavergadelbuenas.blogspot.com

Até a próxima.

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Rindo sozinho de mim mesmo.


Uma das coisas que mais gosto de fazer quando chego em casa, quase bêbado, é cortar meu cabelo com a tesoura de cortar unhas - a única que eu tenho. Curto ficar em frente ao espelho do banheiro cortando meu cabelo e falando sozinho. Uma terapia sem precedentes (comparado, somente, a arte de escrever). Aproveito pra aparar o bigode e a barba. Antigamente, eu aparava o pentelho; mas depois de um acidente que quase... Bom, deixa isso pra lá. Foi um sufoco e não é bom lembrar. Então eu curto ficar em frente ao espelho do banheiro cortando meu cabelo. E aproveito pra dizer que dessa vez ficou muito foda. Bem melhor do que o corte do meu brother Carcarah em seu próprio cabelo. É verdade que deixei um caminho de rato aqui, outro ali... Mas o resultado me encheu de orgulho. Imagino e acredito mesmo que se tem coisa melhor pra se fazer na vida do que cortar o próprio cabelo falando sozinho numa madrugada fria na Selva de Pedras. Acontece que curto tudo isso. De coração. Rindo sozinho de mim mesmo.



sábado, 24 de maio de 2014

The Jesus and Mary Chain (trechos).


Eis alguns trechos de textos que escrevi ao longo desses seis anos de blog sobre os escoceses. No final, tem um link com o resumo das primeiras apresentações.

"A fórmula ruídos, distorções e melancolia transformaram Psychocandy num disco único na história. É punk sem ser agressivo. Por trás de toda barulheira tem um cara cantando como se estivesse falando no ouvido de uma mulher".

"1984: a primeira vinda. 1985: o primeiro rebento, Psychocandy. 1987: tédio numa cidade do interior baiano. Calor dos infernos e as rádios massacrando meus tímpanos (Madonna, Michael Jackson, Culture Club - só pra ficar nesses). A lista é grande e eu não quero perder meu dia. Primeira salvação: "Gato de Hotel, você conhece uma banda chamada Jesus and Mary Chain?". Orlando mandou essa. Respondi: "Li na Bizz sobre eles, mas nunca ouvi". "Eu tenho um disco deles; se você quiser, eu te empresto". Parou tudo. Meus dias estavam salvos. Michaels e Madonnas, fodam-se! Os turbilhões de distorções vieram pra ficar. Barulho era tudo que eu precisava. Navalha na carne. Último suspiro de esperança no rock. Pouca coisa veio depois com alguma intensidade - filhotes em sua maioria. Poucos ficaram". 

"Todo chato que eu conheço chama o Jesus de "banda chata"; e os homofóbicos adoram odiar". 

Eis o link: www.youtube.com/watch?v=BocVqlHKSYg#t=272

Até a próxima.

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Prepare-se: foi assim em Buenos Aires.

(Encarte de Psychocandy - primeiro álbum do The Jesus and Mary Chain).

Set list:

1 - Snakedriver
2 - Head On
3 - Far Gone and Out
4 - Between Planets 
5 - Blues From a Gun 
6 - Teenage Lust
7 - Sidewalking
8 - Cracking Up 
9 - All Things Must Pass
10 - Some Candy Talking
11 - Happy When It Rains
12 - Halfway to Crazy
13 - Just Like Honey 

Encore: 

14 - The Hardest Walk
15 - Taste of Cindy
16 - Reverence.

quinta-feira, 22 de maio de 2014

On The Rocks Recomenda.



Stuart Staples (Tindersticks) compôs várias canções para o álbum "Songs for the young at heart" e convidou os amigos para interpretá-las. Em "Uncle Sigmund clockwork storybook" é o Robert Foster quem canta em companhia de um coral de crianças (acho que esse coral é canadense). Talvez o canto dessas crianças melhore as coisas pra você. Cuidado: pode machucar. Vá por mim.

Até a próxima.

terça-feira, 20 de maio de 2014

O Playback da Virada.

(Foto: Tarcísio Buenas).
 
Dos shows que eu assisti, o do Ira! foi o melhor de todos. Puta show du caramba. O primeiro. Depois passei em casa pra abastecer as turbinas e segui em direção ao Arouche. O show de Kátia era meu alvo. Cheguei na segunda música. Tranquilo. Minha maior expectativa era ouvir "Lembranças". E foi uma das primeiras que ela cantou. Acontece que o som deu pau na metade da música. Escabreada, Kátia foi levada a passos lentos com ajuda de um segurança - pra quem não sabe, ela é cega. Instantes depois, o som voltou a funcionar e a banda continuou do exato momento em que havia parado. Não sou esperto; se fosse, teria sacado. Beleza. O show continuou numa boa. No final, no momento da despedida, eis a punhalada: o segurança a puxou pelo braço antes do término de "Não está sendo fácil viver assim, você está em lugar nenhum....". E a voz dela cantando a música longe do microfone. Descendo as escadas, com a boca fechada, e o som rolando dos alto-falantes. Kátia, com a boca fechada e sua voz tocando os corações de toda turma que ali estava. Este pobre ser ali, parado, observando os passos lentos daquela loira, linda, com sua bela voz que sempre me encantou e continua ecoando aqui. Embasbacado.

Até a próxima.

domingo, 18 de maio de 2014

Buenas Radio - n° 28 (18 songs).

Buenas Radio - n° 28. by Tarcísio Buenas. on Grooveshark

18 de maio, quanto tens por dizer... (5ª parte).


18 de maio, quanto tens por dizer... Dia do meu nascimento e da morte de Ian Curtis. Dos enterros de Chet Baker e do meu pai. Do assassinato de Igor, meu parça na fase de transição entre a infância e a adolescência. Época em que o meu pau subia quando a gata passava e eu não sabia o motivo. Igor, meu parça, meu cúmplice, sabia da minha paixão platônica por Fernanda e Ana Cláudia, minhas paixões. 18 de maio, quanto tens por dizer... Data fúnebre. Poucos sabem disso. A dor aqui dentro é minha, eu sei. E não quero compartilhar dessa dor. Apenas quero escrever. Espantar os fantasmas. Minha intenção. "Lembranças contidas nesta solidão", cantou Kátia na Virada. Quem tá na pele é quem sabe. Helena, minha primeira namorada, me entregou um bilhete na porta do colégio em um 18 de maio, dizendo: "Tá, não dá mais. Acabou. Beijos, Helena". As pauladas se multiplicam. 18 de maio, quanto tens por dizer...

Até a próxima.

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Lançamento na Buenas Bookstore e Teatro Cemitério de Automóveis.

(Cartaz por Silvia Rodrigues). 

É uma honra para a Buenas Bookstore, meu sebo em atividade há seis meses em São Paulo, lançar em primeira mão no Brasil a biografia "Tocando a distância - Ian Curtis e Joy Division". A "Edições Ideal", melhor editora especializada em livros de rock do país, vai lançar lá. No original "Touching from a distance", foi lançado na Europa em 1995 pela Faber and Faber UK. A autoria é da Deborah Curtis, viúva do Ian, meu primeiro ídolo do rock.

Evento: Lançamento do livro "Tocando a distância - Ian Curtis e Joy Division" (Edições Ideal) da Deborah Curtis.
Quando: 05/06/14.
Horário: 20:30H.
Onde: Buenas Bookstore/Teatro Cemitério de Automóveis (Rua Frei Caneca, 384). São Paulo - SP.

* * *
Eu havia escrito um texto antes desse. Acontece que eu deletei sem querer logo depois - tinha até um comentário anônimo perguntando o dia do evento. Desculpe.

Até lá.

terça-feira, 13 de maio de 2014

A volta do Cinetério.


Afirmei na semana passada com o Lucas Mayor que os filmes não podem ficar de fora da programação do Cemitério de Automóveis. Então, depois de um bate-papo regado a cervas (eu) e coca-cola (ele), chegamos a um consenso: o Cinetério, com sua programação escolhida a dedo, tem que voltar. Desta vez, vamos exibir o essencial "Let's Get Lost" - documentário do Bruce Weber sobre o grande, cool e trágico, Chet Baker. Se você curte o Chet, tem que assistir este filme. E em seguida, ler a biografia "No fundo de um sonho: a longa jornada de Chet Baker", do James Gavin. Imperdível.

Hoje.
23h. 
Entrada franca.
Cemitério de Automóveis SP (Rua Frei Caneca, 384).

domingo, 11 de maio de 2014

Buenas Radio - n° 27.

Buenas Radio - n° 27. by Tarcísio Buenas. on Grooveshark

Um brinde às mães.


Um brinde às mães e à minha falta de 'qualquer coisa' que sempre vai ficar por baixo quando em pleno dia das mães Ela quem me liga - eu já deveria ter ligado - pra me perguntar se eu tô melhor. "Seu irmão me disse que você tava doente". Nada nesse mundo se iguala ao amor de mãe. Absolutamente nada. E eu me sinto minúsculo escrevendo isso. 

Tin tin.

sábado, 10 de maio de 2014

Todo homem tem sua ração de dor.



"Todo homem tem sua ração de dor", verso de "Puto da vida", segunda faixa do terceiro e melhor álbum da Saco de Ratos, é um desses versos que diz muito do que você vai ouvir nos próximos instantes; uma síntese que logo depois da porrada de abertura: "O último boy scout", vai te deixando à vontade e quando você menos espera, tá aceso. Ou deprimido. Só depende de você. No meu caso, que tava pra baixo nos últimos dias devido a uma forte gripe e por isso mesmo longe da minha cerva e das talagadas do bom e velho Jack, tô aceso agora com o copo do meu lado e o headphone bem alto tocando "Então baby, pensa o que você quiser, faço acordo com diabo mas não faço com mulher". Eu que não sou louco de fazer acordo com mulher. Ainda me resta um pouco de juízo e a trapista voltou a descer goela abaixo depois de uma estagnada de cinco dias - o que é muito para mim. Dei um pulo no teatro ontem à noite pra ver como estavam as coisas, e na saída botei o cd embaixo do braço e desci a Frei Caneca procurando um táxi. Meu coração ainda dispara quando ando muito. Rápido, então - é que eu tava louco pra chegar em casa pra ouvir o disco. A verdade é que eu já tinha ouvido meses antes lá no teatro e reconheci a maioria das músicas dos shows. Não me lembrava de "Anos 80", a única que não gostei - que não chega a incomodar em um disco que tem "Balada pra quem não me quis": perfeita pra entornar vários copos. Pra afundar no sofá, é só aguardar "Não me queira mal" e você vai saber. "Não dou o braço a torcer" me faz apertar o repeat. Assim como "Sinuca de bico". É sincero. Verdadeiro. Percebo um carinho e cuidado na "confecção" de mais um registro de uma banda que toca pelo simples prazer de tocar. Se divertir. Reunir a turma e brindar mais e mais até a noite mostrar sua cara pálida com o raiar do sol.

P.S: A capa, muito foda, é do nosso amigo André Kitagawa. E o lançamento do CD será hoje no SESC Belenzinho (Rua Padre Adelino, 1000). São Paulo. 21:30H.

quinta-feira, 8 de maio de 2014

APROVEITA, CARAMBA!



(Maredsous, uma das minhas trapistas preferida).

Lendo sobre cerveja trapista (cerva produzida em mosteiros pelos monges beneditinos ou supervisionado por eles), e seu alto preço, me lembrei de um cliente que eu tive na época em que trabalhava com venda de vinhos, entre outros tipos de bebida, em uma adega de Salvador. O cara chegou com uma garrafa de whiskey escocês no valor médio, hoje, de quinhentos reais (a garrafa), e queria que a gente vendesse pra ele. Perguntei o motivo e ele veio com essa: "Eu ganhei de presente. Como não tenho cacife pra beber uma bebida cara como essa, prefiro vender e aproveitar a grana com outra coisa". Cacife. Então eu entendi que ele não tinha grana ou capacidade pra beber o tal whiskey. "Mas foi presente", argumentei. Mesmo assim o cara não quis saber. Deixou a garrafa pra gente vender pra ele e caiu fora. Me lembrei desse caso agora e pensando na grana que eu já gastei com cervas importadas, vinhos e whiskey. Nunca imaginei fazendo o que esse cara fez. Eu sempre bebi todas as bebidas caras que eu já ganhei de presente. E bebo com o mesmo prazer de quando compro. Se você me der uma garrafa de whiskey no valor de mil reais, ou mais, tenha certeza que eu vou beber. E comigo não tem essa de datas comemorativas ou "aquele momento especial". O meu momento especial sou eu quem faço. Sozinho ou acompanhado. Tudo pra mim é motivo para um brinde. Menos o dia do meu aniversário, que é o dia mais triste da minha vida - mesmo assim ainda brindo e bebo sempre que o 18 de maio chega. Comigo não tem essa de deixar pra depois. Não penso na semana seguinte e mal lembro do dia de amanhã. Agora mesmo eu só não tô lá no teatro bebendo com a turma porque adoeci. Peguei uma gripe forte; dessas de derrubar. E derrubou mesmo. Meu coração dispara quando vou à farmácia ou ao supermercado. Aproveitei o tempo livre pra fazer a barba, coisa que não gosto, e cortar o cabelo. Problema foi voltar da barbearia cansando e o coração na boca. Mas agora tá tudo certo. Tô melhor e amanhã já estarei de volta à ativa. Tava lendo sobre cervas trapistas e me lembrei do cara. Cara este completamente diferente deste ser que vos escreve.

Até a próxima.

terça-feira, 6 de maio de 2014

On The Rocks Recomenda.


Neil Young - A Letter Home (2014), fo produzido por Jack White e lançado recentemente pela "Third Man Records", a gravadora do Jack. É um disco que soa caseiro. Folk da melhor estirpe. Low-fi. Só covers. É de arrepiar ouvir o velhinho rabugento - no melhor sentido dessa palavra e com o maior carinho - cantar "Changes" de Phil Ochs (Eu já ia dormir ali por volta das cinco da manhã quando vi na web que o disco estava disponível para audição. Por enquanto, só lançaram no formato LP - você ouve o barulhinho da pipoca no fogo. No final do mês, sai o CD). Então, eu não consegui dormir e estiquei até por volta das sete. Perdi a conta das vezes que ouvi. E "Changes" é tocante. Tem "Girl from the North Country" (Dylan), "Crazy" (Willie Nelson) numa versão belíssima. Tem também Bruce Springsteen, Gordon Lightfoot, Tim Hardin, Bert Jansch, entre outros. Penso que um dos dez melhores discos do ano acabou de ser lançado. É sempre emocionante ouvir o velhinho rabugento. E saber que ele tá aí na ativa tocando o coração dessa gente que não tem coisa melhor na vida pra fazer. Gente com eu.

A Letter Home na íntegra: www.youtube.com/watch?v=lkD9amR90Nk.

Até a próxima.

domingo, 4 de maio de 2014

São duas e vinte da madruga.


Vou tatuar uma coruja no meu braço. A coruja diz muito do que sou. Minha mãe me chama de "Corujão da madrugada" desde pequeno. É que ela e meu irmão iam dormir e eu ficava assistindo TV. Tempos depois, vieram os discos e os livros, minhas companhias na madruga. Estes não desgrudam. Agora, e isto faz uns bons seis anos, veio o computador. Com ele criei dois blogs e entrei em redes sociais e salas de bate-papo - a cerva sempre presente. É que eu não navego sóbrio. Não vejo muita diferença daqui pro "real". Preciso dela. Sem ela não dá. As coisas melhoram quando a loira - às vezes a preta - circula livre em minhas artérias. As máscaras estão em toda parte. Também tenho a minha. Tenho meus preconceitos - não suporto banda de rock cantando em espanhol - entre outras coisas. Não fiquei surpreso com o caso da banana jogada no jogador de futebol. Sempre soube que o Brasil é visto lá fora pela maior parte dos estrangeiros como terra de índio, pretos, jogador de futebol, praia, samba e puta. Não me chocou o arremesso da banana. E ri dos textos dos intelectuais sobre o assunto. Curti a indignação deles e da forma como a notícia foi dada. Eu me divirto com tudo isso. Prometi a mim mesmo que não vou mais meter o pau nos posts que vejo aqui e em mais nada. Mas não consigo ficar quieto por muito tempo. Sou humano - cheio de defeitos e preconceitos. Minha máscara não derrete nem quando o cérebro ferve. E não adianta ferver. Não vale a pena. Então eu fico por aqui bebendo minha cerva. Lendo de tudo. Ou quase tudo. Leio só o que me interessa. A coruja parece me representar bem. Sou notívago desde pequeno. Desde os tempos em que ouvia o canto dos galos nos arredores da casa dos meus avós onde passava as férias com meu irmão. Este mesmo canto que mexia comigo quando terminava de ler um livro. Ler o final de "On The Road" e "Subterrâneos" ao som dos galos foi emocionante. Costumo me emocionar com tudo que toca meu coração e não consigo disfarçar na mesa do bar quando estou acompanhado. Filmes como flashback passam em minha mente. E a coruja será minha primeira tatuagem. No braço. Dizem que quando a gente passa dos quarenta as coisas mudam. Não à toa sou chamado de safado. Mas eu não creio na minha safadeza. É como uma coruja no escuro: enxerga muito bem e só se desloca do seu canto quando algo chama atenção. É isso. Acho que a coruja me representa muito mais do que simplesmente ser um notívago.

Até a próxima.

Buenas Radio - n° 26.

Buenas Radio - n° 26. by Tarcísio Buenas. on Grooveshark

Depois do susto.

(Cartaz do próximo show da Saco de Ratos: lançamento do 3° CD).

Eu não queria ir pro show da Saco de Ratos. Daí que meu amigo Little Beat encheu o saco pra que eu fosse com ele. Então eu fui. Ainda na porta do bar ele veio com essa: "Vai entrar?". "Ah, filho da puta...". Ok. Entramos. Música começa. Música termina. A cerva, fiel, ali do nosso lado. Sempre. Belas mulheres desfilavam em nossa frente - quase agarro uma. Mas não agarrei. Fiquei curtindo o som com o Little. Na minha: entre um Jack e a cerva. Foda que eu não vi a hora que o Little foi embora; então fiquei no meu canto. De repente, sai um babaca, com gorrinho do timão, do meio da pista, pra torrar minha paciência dizendo que os caras deviam tocar "Polícia" porque ele é tira e tal. Não disse nada. Ele se tocou e se afastou. Não satisfeito, o infeliz foi azucrinar o Marião, que saiu do palco e deixou a banda tocando sem ele. Os caras sacaram o que tava acontecendo. Houve reação dos músicos e o sujeito caiu fora. Pensei: "agora tudo vai voltar ao normal". Engano (só tava começando). Não me lembro exatamente como começou e o que aconteceu. Lembro que quando dei por mim, tava no palco ao lado Marião tentando apartar a briga de um dos nossos que havia levado uma pernada nas costas covardemente. E um dos caras no chão e eu chamando ele de "Cuzão". Aí eu vi a face do terror quando um deles ameaçou me bater, e eu, hilário, mandei essa: "Eu não vou bater nele; e você não vai me bater. VOCÊ NÃO VAI ME BATER". Pô, e não é que funcionou!? O sujeito não conseguiu dar mais um passo. E o segurança chegou junto. E o Marião deu uns esporros e os caras se afastaram. E por pouco eu volto pra casa sem um dente.

Até a próxima.