domingo, 18 de maio de 2014

18 de maio, quanto tens por dizer... (5ª parte).


18 de maio, quanto tens por dizer... Dia do meu nascimento e da morte de Ian Curtis. Dos enterros de Chet Baker e do meu pai. Do assassinato de Igor, meu parça na fase de transição entre a infância e a adolescência. Época em que o meu pau subia quando a gata passava e eu não sabia o motivo. Igor, meu parça, meu cúmplice, sabia da minha paixão platônica por Fernanda e Ana Cláudia, minhas paixões. 18 de maio, quanto tens por dizer... Data fúnebre. Poucos sabem disso. A dor aqui dentro é minha, eu sei. E não quero compartilhar dessa dor. Apenas quero escrever. Espantar os fantasmas. Minha intenção. "Lembranças contidas nesta solidão", cantou Kátia na Virada. Quem tá na pele é quem sabe. Helena, minha primeira namorada, me entregou um bilhete na porta do colégio em um 18 de maio, dizendo: "Tá, não dá mais. Acabou. Beijos, Helena". As pauladas se multiplicam. 18 de maio, quanto tens por dizer...

Até a próxima.
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