sexta-feira, 18 de julho de 2014

Diário de bordo (3ª parte). Sesimbra, 2008.

 
Ontem eu conheci Sesimbra, uma vila que fica aqui perto. A arquitetura dos hotéis e bares é rústica e lembra um pouco o Pelourinho. Bebi umas cervas com Léo, Nena e Claus. Tô curtindo Portugal, mas fico com minha cabeça em Londres. Não consigo pensar em outra coisa. Falei com Tati ontem e ela me pediu para transferir a passagem para o domingo, pois Rory vai estar na Suíça e só retorna no sábado. Se pedirem o telefone deles, Rory vai estar lá para atender. Melhor assim. Vou tentar transferir a passagem ainda hoje.

Os brasileiros que eu conheci aqui trabalham duro, mas mesmo assim não reclamam e não falam em voltar para o Brasil tão cedo. O dinheiro é precioso. Tive que pagar quarenta euros para ficar na casa de Léo. Tô dormindo no quarto de Lu, uma mineira que mora com eles e Gina, prima de Moloko. Claus me disse que as coisas aqui são assim mesmo, e que não é por maldade, e sim por uma questão de sobrevivência.
 
Na sexta-feira dei um giro pelo centro da cidade... Conheci umas lojas de discos no Chiado, um bairro tradicional, e pirei. Em uma dessas lojas, perguntei a um dos vendedores onde ficava os discos do Sonic Youth e ele não conhecia a banda -- teve que perguntar para um colega.
 
(Se as coisas não derem certo em Londres, vou voltar e ficar por aqui).
 
Tô teclando do computador de Gina. Ela saiu. Acho que foi pegar o filho dela na escola. Não tem comida pronta. Acho que vou comer um sanduba. Tá frio lá fora -- do jeito que eu gosto. Léo tá sem internet. Na rua é caro, aliás, tudo é caro. A cerva é bacana e o clima me agrada.
 
P.S: O Yahoo apagou os outros diários que escrevi na Europa em 2008. Paciência.
 
Até a próxima. 
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