quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

sábado, 14 de novembro de 2015

Desafio no Facebook.


Meu brother Douglas Vieira me convidou pra participar do desafio que é postar as sete músicas favoritas nos próximos dias. Uma música por dia. Tarefa difícil essa, brother. Sem critérios, aqui vai a primeira. 

1) Fotografia 3 x 4.

Essa eu ouvi pela primeira vez no atelier do meu amigo Nelson Magalhães Filho. Eu tinha dezoito anos. Era uma tarde quente. Ele tava pintando quando eu cheguei. Tinha ido lá pra pedir emprestado, mais uma vez, Os dragões não conhecem o paraíso do Caio Fernando Abreu. Ele me emprestou. Nelsinho sempre foi paciente comigo. Então eu sentei na escada do atelier e li mais uma vez o conto Dama da noite. No aparelho de som tocava o LP Alucinação do Belchior. Nunca tinha ouvido. Eu fui lá só pra pedir o livro. Só que não consegui e me sentei na escada pra curtir o disco. Foi ouvindo Fotografia 3 x 4 com o Caio nas minhas mãos que eu saquei o rumo que minha vida ia ter a partir daquele momento. Eu saquei. Eu enxerguei o que eu queria. Não me enganei. E nunca me arrependi de nada.

Tarcísio Buenas.

terça-feira, 27 de outubro de 2015

A vida é...

- Alô.
- Tarcísio.
- Grande Maurício...
- Segura a onda que eu tenho uma péssima notícia. 
- O que houve, meu irmão? 
- Mataram Tinho. 

(...)

 "A vida é perda", escreveu meu amigo Lucas Mayor em um dos seus textos. Encontrei o Lucas no teatro na última sexta-feira e brinquei com ele citando uma passagem desse texto: "Perdi animais. Perdi pessoas. Perdi. Perdi. Perdi". Ele riu. A vida é perda, Lucas, e eu nunca duvidei disso. Logo eu que tô acostumado a perder. Às vezes, ganho. E ganhei você como meu amigo. A vida é cíclica. Perdi Tinho. Ganhei sua amizade. Outras perdas virão. A gente sabe. Ganhos? Não sei. Quando Maurício me deu a notícia, fiquei desconsolado. Triste. Passei esses dias pensando no cara que ligava pros amigos só pra saber como ele tava. E em seguida marcar um encontro tentando reunir todos eles. Não foram poucas as "farras", como ele gostava de chamar, que fizemos juntos. Que fizemos com outros amigos. Aventuras pelo sertão baiano. Pelo recôncavo. Pelas ruas e bares de Salvador. Tinho adorava minhas dicas musicais. Ele tava sempre atento. Eu me sentia envaidecido quando ele elogiava uma dica minha. Na madrugada do último sábado, Tinho partiu deixando um legado. O da boa amizade. Humano, como pouco se ver por aí. Eu não tô sofrendo, Tinho. Dói. Mas é que sinto uma sensação boa por saber que eu fiz parte da sua trajetória. Sensação boa por saber que eu tive um amigo como você.

 Tarcísio Buenas.



sábado, 10 de outubro de 2015

On The Rocks Recomenda.


Uma das coisas que eu mais gostava de fazer de madrugada era indicar discos e livros aqui no On The Rocks. De uns tempos pra cá, eu perdi a vontade de dar essas dicas. De coisas que eu acredito que valem a pena. Uma vez um amigo me criticou. Ele veio com essa de que "Você acredita nas suas verdades". Claro, nas minhas. E tenho desconfiança na verdade alheia.
Um dos motivos que me fizeram parar de dar dicas no blog foi a baixa nos acessos, por isso 'migrei' pro facebook. Acho que a turma anda de saco cheio de blogs. Somente blogs de jornalistas que escrevem em sites e jornais conceituados têm uma quantidade grande de acessos. Escrever pra ninguém ler não é a minha. Eu escrevo e quero ser lido. Você não vai ouvir de mim: "Ah, eu escrevo pra mim", ou essa baboseira de que o leitor não é importante. Coisas de 'pseudo outsider' babaca. Gente que não sabe o que tá dizendo, e quando diz algo geralmente é pra causar ou impressionar. Eu quero ser lido, entendeu? O meu livro "18 de maio, quanto tens por dizer..." tá na segunda edição agora. Chegou esta semana da gráfica. O livro tá indo bem nas vendas. Acho bacana assim: que ele venda. Que venda bastante. Quero ser lido em vida. Quero brindar com meus amigos e leitores e ouvir o que eles têm a dizer sobre meus escritos. É isso aí.

Agora vamos ao que interessa: indicar essas pérolas que eu acredito serem muito foda. A minha verdade diz que esses são alguns dos melhores discos do ano até agora. 

Giant Sand - Heartbreak pass;
Tindersticks - The waiting room;
Thunderbitch - Thunderbitch;
Built to Spill - Untethered moon;
Mercury Rev - The light in you.

P.S: Não ouvi ainda o novo de Mr. Keith Richards.


sábado, 3 de outubro de 2015

Gang 90 & Absurdettes - Lilik Lamê.




Júlio Barroso escreveu sobre Lilik Lamê, música que tá no 
lado B do primeiro compacto da Gang 90. No lado A, Perdidos na selva.
Assim escreveu Júlio no livro A Vida Sexual do Selvagem, lançado em 1991, presente que ganhei hoje do meu amigo Grima Grimaldi.
"O lado dois, Lilik Lamê, é uma versão da canção Cristine de Siouxie Sioux e John Severin, do grupo Banshees, um dos primeiros da onda de modernidade que assolou saudavelmente a Inglaterra em 1976. A letra de Lilik Lamê foi escrita por mim em parceria com Antonio Carlos Miguel e Katy. É a história de Cristine, a garota deslumbrada com o brilho da noite (blábláblá), enfim um "thriller" em ritmo "noir" sobre a garota desfrutável, linda, que como um delicioso sorvete se derrete em meio ao saboroso e cruel turbilhão de emoções da juventude. Mais uma estória de sexo, drogas e rock and roll. Lilik era o nome de uma divina musa do poeta Maiakovski."

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

On The Rocks Recomenda.


"Dizem que quando um casamento termina as pequenas coisas que você nunca percebeu antes praticamente fazem seu cérebro se partir ao meio. Durante toda a semana isso tinha sido verdade para mim sempre que Thurston estava por perto. Talvez ele sentisse o mesmo, ou talvez a sua cabeça estivesse em ouro lugar. Eu realmente não queria saber, para ser honesta. Fora do palco, ele estava sempre escrevendo no celular e andando em volta de nós como um garoto culpado e obsessivo. Depois de trinta anos, aquela noite era o último show do Sonic Youth. O Festival de Música e Artes SWU acontecia em Itu, nos arredores de São Paulo, Brasil, a oito mil quilômetros da nossa casa, na Nova Inglaterra. Era um evento de três dias, transmitido pela televisão latino-americana e também pela internet, com grandes empresas patrocinadoras, com Coca-cola e Heineken. As atrações principais eram Faith No More, Kanye West, Black Eyed Peas, Peter Gabriel, Stone Temple Pilots, Snoop Dog, Soundgarden, gente assim. Era um lugar estranho para as coisas chegarem ao fim." 

Kim Gordon em sua autobiografia "A garota da banda". Editora Rocco.

sábado, 19 de setembro de 2015

18 de maio, quanto tens por dizer... (Segunda edição).

(Foto de capa e diagramação: Rodrigo Sommer).

Segunda edição do meu livro "18 de maio, quanto tens por dizer...". O livro passou por uma nova revisão, ganhou um texto - que eu esqueci de colocar na primeira - e uma nova capa. É isso. 

Custa 25 reais.

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Trilha do dia: Thunderbitch.


Thunderbitch, primeiro álbum do projeto/banda homônimo da menina Brittany Howard, vocalista dos Alabama Shakes, é sério candidato a um dos melhores do ano.

Para ouvir, acesse: www.thundabetch.com/listen

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Conheço meu fígado como ninguém.


A Buenas Bookstore não abriu hoje. É que o teatro não tá abrindo às terças-feiras, por isso a minha livraria tá fechada. Por isso fiquei em casa bebendo umas cervas com o som ligado e o livro "Alguém come centopeias gigantes?" aberto aqui do meu lado. Curti a entrevista com a Patti Smith. Em determinado momento, ela diz: "Porque todo mundo é único em Nova York, todo mundo está tentando... É uma cidade de arquitetura pessoal. Todo mundo está tentando construir sua própria lenda. Todo mundo está se recriando aqui". O que me faz lembrar SP. Que é assim. Minha dúvida é quanto a arquitetura da cidade. Somente. No mais, eu curto tudo isso. O estilo de vida das pessoas. O meu. Conheço uma turma que já caiu fora desde que aqui cheguei, em 2011, e conheço outras que estão prestes a dar adeus à Selva de pedras. Não quero sair daqui tão cedo. Não me vejo morando em outra cidade. Ontem eu não fui pra Merça. Bebi apenas duas cervas em um boteco na São João, sozinho, pra desespero do meu fígado: "Poxa, Buenas, só duas?". Eu percebi. Eu conheço meu fígado como ninguém. Hoje, no final da tarde, depois de ir ao banco, fui a um mercado na Pompeia comprar umas cervas. E como ele ficou feliz quando me aproximei das prateleiras onde estão o "néctar dos deuses". "Aí sim, hein, Buenas. Você é o cara!". "Cala a boca, cuzão". Ele ficou na dele. Comprei as cervas e voltei pra casa. Botei seis garrafas pra gelar. Assim tá bom pra começar - tem ainda um Jack na espera. Tomei banho, fiz meu sanduba de salame - muito foda - e liguei o som. Patti Smith. Abri uma que já estava gelando desde ontem. Dei o primeiro gole da noite e o meu fígado, feliz da vida, saltitando como uma criança no parque em um domingo à tarde - assim como eu fazia quando criança - não se conteve: "Ahhhhh... Buenas, eu te amo".

sábado, 29 de agosto de 2015

A turma foi pro show da Saco de Ratos e da Fábrica de Animais...


A turma foi pro show da Saco de Ratos e da Fábrica de Animais, duas bandas que eu adoro. Não fui. Preferi ficar em casa bebendo umas cervas e ouvindo um som. Chegando em casa, tentei ligar meu notebook. Demorou um tempo pra ligar. Acho que dessa vez, pro meu desprazer, ele pifa de vez. É que eu só consigo escrever no teclado. Nunca de forma manual, como chamam quando você escreve de caneta. Não sai nada. No meu livro "18 de maio, quanto tens por dizer..." tem apenas um poema escrito de caneta. Escrevi na semana que tomei um pé na bunda de minha namorada na época. Isto foi em 2009. Era junho, época das festas juninas. Minha família viajou para o interior. Fiquei sozinho. Não quis ir com eles. Lembro que nesse dia, quando cheguei em casa do trabalho, tinha faltado energia elétrica. Eu tava doido pra escrever. Então sentei em minha cama, peguei um bloco de anotações, uma caneta, e escrevi. Antes, havia acendido uma vela pra iluminar o quarto - nessa época eu não acendia vela pra alma dos meus ídolos. Este costume veio depois de ter feito um curso sobre a "beat generation" com o Willer.
Nunca mais acendi uma vela pros caras. Uma maldição foi lançada? Não acredito. Jamais Kerouac, o escritor mais terno do planeta, faria isso. Duvido que faria. Então eu escrevi um poema pra minha ex-namorada. Um poema doído. Como todo poema de quem leva um pé na bunda. Imagino. Ou como uma balada dolorosa. Daquelas. De jogar na lona o mais disperso dos românticos. 
Encerro ao som do Hawley, este romântico britânico que embala minhas madrugas solitárias há muitos anos.

Até a próxima.

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Uma pílula paciência, por favor.


O final do livro Um copo de cólera é um dos mais impactantes que já li. Tentei ler em Salvador na minha última viagem. Não deu. Comecei ontem. Terminei hoje de tarde. Li o último capítulo três vezes. Sensação semelhante a que tive quando li na adolescência A casa tomada do Cortázar ou O processo de Kafka. Nunca imaginei que o final de um livro fosse mexer tanto comigo a essa altura do campeonato. Um copo de cólera é universal. Sem fronteiras. Você não pode classificá-lo de "Literatura brasileira". Desculpa. Tem algo mais. Que transcende. Lembra passagens da bíblia. Parábolas, lembrou meu amigo Lucas Mayor no papo que tivemos hoje à noite. Lucas vibrou quando eu disse a ele o baque que foi ter lido o segundo livro do Raduan Nassar. Foi foda mesmo. É um troço. Tá faltando alguma coisa pra poder explicar. Falta conhecimento. Talvez. Eu não queria ter saído de casa. Aliás, eu tô assim já faz um tempo. Tenho saído porque preciso. Tem meus livros pra vender. Preciso pagar minhas contas. Assim como você. Então eu vou pro teatro como se tivesse alguém me empurrando. Comentei isso com o Lucas - ele me disse que sente a mesma coisa. Não tenho vontade de conversar com ninguém. Impaciência ao extremo. Hoje, uma mulher, bêbada, nada contra a bebedeira, colocou o copo em cima de um livro. Chamei ela atenção. Ela tirou o copo. Instantes depois, ela colocou de novo o copo em cima do livro. Perdi a paciência. Fiquei bravo. Joguei a bolsa dela no chão. Reclamei. Deixei claro que não queria ela ali. Que ela fosse pra outro bar. Que lá não é lugar pra ela. Os amigos interviram. Ela pareceu entender. Em seguida, veio me pedir desculpas. Ok. Eu sempre desculpo. Não carrego mágoas no meu coração. Nem rancor, o pior dos sentimentos - fico na dúvida quando penso no ódio - que também não sinto. De verdade. E continuei conversando com meu amigo Lucas. A gente se entende. Ele apontou o dedo como se estivesse reclamando porque não escrevo mais. Expliquei que parei por causa da ansiedade pra lançar o meu livro. "É, Buenas, mas o livro já foi lançado". Disparou. É que tem outros problemas. Todo mundo têm problemas. Seja financeiro, envolvimento com drogas, lícitas ou não, existenciais, relações de qualquer tipo. Enfim, cada um com o seu. O meu é outro. Preciso resolver isso. E tem outra questão: o contato com muita gente todos os dias me incomoda. Me tira a concentração. As pessoas querem atenção. Querem conversar. Eu não tenho paciência pra essas coisas todas as noites. Todos os dias. As coisas só abrandaram, além do papo, com o Lucas, foi quando ele disse: "Buenas, o Linguinha me mandou uma mensagem ontem". "Qual, Lucas?". "Lucas, tô indo pro Rio. Cuide bem do teatro!". Assim mesmo: com exclamação. Depois dessa, eu pedi a segunda e última cerva da noite. Fez valer.

Trilha da noite: GLISS - Pale Reflections [Full Album].

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Nebraska, a trilha da desolação.


Nebraska, a trilha da desolação. Dos perdedores. Sonhadores, até. Do compositor preferido desses, onde só encontra páreo quando o assunto for Tom Waits. Na América é assim. Não muito diferente daqui.

Até a próxima.

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Psychocandy Live.


Ouvindo esses caras ao vivo, me lembrei do show do ano passado no festival da Cultura Inglesa. Jim parou o show várias vezes pra reclamar com Will. Eu fiquei próximo do palco observando o jeito como ele reclamava. Admirável. 
Um brother uma vez comentou comigo: "Tarcísio, os britânicos são tão educados que quando eles mandam você se foder, dá vontade de ir".
Saiu lá fora este registro do show de comemoração do álbum Psychocandy, o primeiro desses escoceses, que, outrora me lembro, fez minha cabeça vivendo ainda na pacata Cruz das Almas city. Antigamente era pacata. Era.

Até a próxima.

sábado, 8 de agosto de 2015

18 de maio, quanto tens por dizer... no blog do Mirdad.


O escritor Emmanuel Mirdad selecionou oito passagens do meu livro "18 de maio, quanto tens por dizer...", em seu blog. Para saber mais, acesse: http://elmirdad.blogspot.com.br/2015/08/oito-passagens-de-tarcisio-buenas-no.html

Até a próxima.

terça-feira, 7 de julho de 2015

18 de maio, quanto tens por dizer....

(Foto de capa: Rodrigo Sommer).

Trecho do texto 18 de maio, quanto tens por dizer... (Segunda parte).

"Não suportava que penteassem meu cabelo. Tinha asco a escovas com cabo de madeira. Um cabelo tão bonito que meu pai fazia questão de não deixar ninguém cortar. Quis o destino (?) que meu pai falecesse quando eu completei dois anos e, finalmente, minha mãe, sob pressão familiar, resolveu cortar. Eu não suportei esse momento. Não gostei da ideia. Aliás, naquela época muita coisa me contrariava. Não mudou muito com o passar dos anos. As coisas abrandaram pro meu lado quando descobri o rock e, em seguida, a literatura beat. Aí sim, minha vida começou a fazer algum sentido".

Tarcísio Buenas.

Preço do livro: R$ 25,00.
Contato: buenasrocks@gmail.com

terça-feira, 23 de junho de 2015

Boyhood.


Tirando "Boyhood" do aparelho de dvd, me lembrei de um comentário que li no facebook sobre o filme. Ou melhor: dos comentários. Semelhantes a esse: "Não gostei porque nada acontece". Eu gostei. E vou assistir de novo em breve. Mas o que eu quero mesmo nos próximos dias, é que alguém venha com essa do "nada acontece" pra cima de mim que é pra eu perguntar olhando na cara: "E na sua vida, acontece o quê?".

Eis o trailer do filme: www.youtube.com/watch?v=I7_CURY8DWU

Até a próxima.

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Ajude Deus a sorrir.


Eu sou amigo de Deus. Aqui na terra ele assina como Paulo Jordão. Deus é ator. Ele está em cartaz com a peça "Tanto Faz", adaptação que o dramaturgo Mário Bortolotto fez do livro homônimo do Reinado Moraes, no teatro Cemitério de Automóveis SP de sexta à domingo. Figura onipresente, magnânima, Deus está vendendo uma pequena parte da sua coleção de "gibis". Sei que muitos cultuadores das histórias em quadrinhos não gostam do termo "gibi". Acontece que é assim que Deus chama suas HQs: de "gibi". E isto não se discute. Pobre mortal, se contente com essa.

O motivo do meu post é pra divulgar a venda dos "gibis" Zorro (números de 01 a 100), publicados entre julho de 1962 e agosto de 1970. E também a coleção Jerônimo (61 números) de 1958. Cada exemplar custa 70 reais. Deus avisou que ele tá vendendo as coleções completas. Ajude Deus a sorrir, caramba! O preço tá bom. Não discorde. Não ouse zangar Deus. Não cometa esta heresia.

Até a próxima.

terça-feira, 9 de junho de 2015

Eis a matéria que foi publicada no Caderno 2 do jornal A Tarde desta terça-feira.


Entrevista ao jornalista Chico Castro Jr.

(Foto: Lucas Mayor)

Saiu uma matéria hoje na coluna "Coletânea", caderno 2 do jornal A Tarde, de Salvador, sobre o meu livro "18 de maio, quanto tens por dizer...". A matéria e a entrevista na íntegra foram postadas no blog do jornalista, o Rock Loco.

Acesse: ROCK LOCO: FIGURA DA CENA UNDERGROUND DE SSA E SP, TARCÍSIO B...:

Trilha da madruga: Blind Willie Johnson.


Acesse: www.deezer.com/album/9905616?utm_source=deezer&utm_content=album-9905616&utm_term=317998783_1433836501&utm_medium=web

domingo, 31 de maio de 2015

Saiu o primeiro texto sobre o "18 de maio, quanto tens por dizer...".

(Na foto, com o escritor Cassiano Antico).

Meu amigo Cassiano Antico escreveu sobre meu livro "18 de maio, quanto tens por dizer...". O texto foi postado na página dele do facebook.

Li "18 de Maio... Quanto Tens Por Dizer..." Livro do amigo Tarcisio Buenas. Quando tava na Espanha, com minha mulher, Tarcisio me escreveu pedindo pra eu comprar o que achasse da banda Tindersticks. Procurei nuns dois ou três lugares e não achei nada. Depois de ler o livro, me sinto em dívida. Devia ter rodado "Cervantes". Devia ter procurado nos moinhos, porra. Devia ter conseguido. Assim como eu, ele gosta de algo já meio morto. O perfume do encarte. Poder ler as letras das canções, saber ao certo quem cantou, quem tocou guitarra, se tiver foto da rapaziada melhor ainda. Por isso que gosto tanto de vinil, especialmente dos antigos, que trazem as letras, os créditos todos. Aquelas capas grandes, gigantes, sem miséria, algumas são verdadeiras obras de arte. Outras são lindas de tão bregas. Você lê a letra da canção como se fosse um poema, ali, diagramado. Em silêncio: enquanto ouve. E foi o que fiz com o livro do meu amigo. Abri, "liguei a vitrola". Lado A & Lado B. Sem intervalo. Num gole só. Tipo de livro que te leva pra muito além do livro. Que são os livros que valem a pena. Nietzsche já havia dado a letra. Todas as referências ali, as referências dele: que são também as minhas. Me senti em casa. E isso, casa, é sempre foda, né? Feridas, os sentimentos mais básicos, entrega, lealdade, traição, dor, perdão... Vão aparecer. O livro é de uma singeleza, humanidade. O coração do cara aparece até quando ele tá fazendo uma análise critica de um filme, ou de um livro. E foi como se encontrasse um amigo que anda "do mesmo lado da calçada" que eu. E que se nega a atravessar a rua. Porque sabe muito bem quem vive do lado de lá. Mesma sensação de inadequação com esse mundo de campeões, de risada fácil, falsa. Onde só as putas são honestas. Comi a pizza com o Tarcisio, no chão, chorando. Eu tava lá, brother. Grato por ter um amigo. Um de verdade, pelo menos. Levantei-me, não penteei os cabelos e nem dei um trato no visual. Porra nenhuma. A minha garota me esperava do lado de fora. Ela beijou os meus lábios. Tinha amor ali. Era noite. Com as mãos nos bolsos, fui ouvindo um velho punk rock, sentindo o vento frio na cara. Vontade era de varar a noite falando sobre 18 de maio com o primeiro sujeito que eu encontrasse. Coitado do cara. Ele ia ter que me ouvir. Sobre o início e o fim do mundo. Do acidente fatal. Da solidão do Ian Curts. Do choro da baleia. Que tudo isso aqui é provisório. Vai acabar. Vocês não estão vendo? Logo estaremos todos mortos. Com amor, esperança ou ódio... Seja lá o que você guarda, esconde aí.

Cassiano Antico.

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Trilha da noite: Joy Division - Novelty.

HOJE

(Cartaz: Silvia Rodrigues).

Segunda-feira é dia de lançamento de livros na Mercearia São Pedro, a Merça, bar e livraria onde parte da minha gang se concentra toda segunda pra beber e falar besteiras. Coincidentemente, hoje é dia do meu aniversário (43 Km rodados). Acho q tô no lucro - rs. Dizem que o álcool conserva. Deve ser isso. E enquanto o fígado não reclamar, vai ser assim; nesse estilo de vida que muitos sabem como é. Vou lançar meu livro "18 de maio, quanto tens por dizer..." lá às 22H. Quero convocar a minha gang e afins - rs - pra entornar muitos copos e jogar conversa fora. O q nos resta.

Até lá.

domingo, 17 de maio de 2015

Prefácio do "18 de maio, quanto tens por dizer...".

(Com o Marião no Planeta's. Foto: Lucas Mayor).

Quando resolvi lançar o meu livro "18 de maio, quanto tens por dizer...", eu já sabia quem ia escrever o prefácio. Ninguém faria melhor.

O CARA QUE TEM A MANHA

Falei uma vez pro Buenas que na lápide dele vai estar escrito: "Esse cara tinha a manha". É um cara que vive de maneira espertamente baiana (ou seja, sem pressa). Eu brinco com ele dizendo que ao entrar num motel com uma garota a primeira coisa que ele deve dizer de maneira muito malemolente é: "Tem teeempoo". Assim mesmo prolongando as vogais e exagerando no sotaque para não deixar dúvidas. Os versos de seu conterrâneo, o poeta Wally Salomão lhe traduzem à perfeição: "eu não preciso de muito dinheiro, graças a Deus". Buenas vive de maneira descompromissada com o que chamam de destino . Não tá nem aí para o que esse senhor reserva pra ele. Lendo esse livro vocês irão conhecer o cara que acende velas para John Fante e para Kerouac e que passa longe de "salões de beleza onde homens fazem as unhas bebendo Martini com cereja para enfeitar o copo". O cara que prometeu tatuar uma coruja no braço e que remetem diretamente a poesia dos derrotados ("Beatriz") ou a atrizes-cantoras-musas eternizadas ("Jane Birkin"). Buenas me passa a impressão de ser aquele tipo de sujeito que veio ao mundo para escrever, ouvir músicas e amar as mulheres. Enfim, o poeta com vocação para gauche que jamais sonhou em deixar suas digitais em algum troféu da tal maratona da prosperidade que a maioria das pessoas se dispõe a correr assim que abrem os olhos de manhã. Buenas vai mesmo é parar em algum bar (seja em Lisboa, Salvador ou São Paulo - em Londres não, já que não deixaram ele entrar lá) e beber sua cerva artesanal sozinho num canto do balcão. Buenas é o cara que está sempre de férias. Eu disse que ele tem a manha. Quando não está escrevendo, amando as mulheres ou bebendo com os amigos, passa o seu tempo livre trabalhando na Buenas Bookstore que é uma pequena livraria que ele gerencia no Teatro Cemitério de Automóveis e onde suas vítimas despencam afoitas a fim de adquirirem aqueles títulos de livros que eles não conseguem encontrar muito facilmente, mesmo porque a maioria dessas pessoas tem trabalhos que as impedem de conseguir um tempo livre para garimparem nos sebos atrás desses títulos. Buenas tem todo o tempo livre e pode fazer esse inestimável serviço de utilidade pública e o faz com desenvoltura flanando pela cidade assobiando alguma canção de Ian Curtis. Durante a madrugada ele costuma ficar se divertindo colocando músicas para os amigos boêmios do bar Cemitério de Automóveis. Buenas é um grande conhecedor de música e nesses momentos ele se transforma no DJ Buenas e com os fones ancorados nos ouvidos adentra o outro mundo que ele escolheu. O mundo dos caras que não se engajam, dos que não se alistam. Buenas é um desertor. Quando a guerra começou, ele simplesmente levantou da trincheira e foi andando sossegado em direção contrária às bombas. E ele não vai voltar. Ele disse que não tem nada a ver com isso. Mas não acredito que alguém vá pedir a cabeça dele. Nós todos gostamos de vê-lo por aqui. E ele sabe disso. Acho que eu já disse que ele tem a manha.

Mário Bortolotto

sábado, 9 de maio de 2015

Do livro "18 de maio, quanto tens por dizer..." (Buenas Books).


Trecho do texto 18 de maio, quanto tens por dizer... (Segunda parte). 

"Não suportava que penteassem meu cabelo. Tinha asco a escovas com cabo de madeira. Um cabelo tão bonito que meu pai fazia questão de não deixar ninguém cortar. Quis o destino (?) que meu pai falecesse quando eu completei dois anos e, final- mente, minha mãe, sob pressão familiar, resolveu cortar. Eu não suportei esse momento. Não gostei da ideia. Aliás, naquela época muita coisa me contrariava. Não mudou muito com o passar dos anos. As coisas abrandaram pro meu lado quando descobri o rock e, em seguida, a literatura beat. Aí sim, minha vida começou a fazer algum sentido".

O meu livro "18 de maio, quanto tens por dizer..." está à venda neste e-mail: buenasrocks@gmail.com. Custa R$ 25,00.

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Orelha do "18 de maio, quanto tens por dizer...".

(Lucas Mayor e eu. Foto: Mário Bortolotto. Na Mercearia São Pedro.SP, 2015).

Pedi ao meu amigo Lucas Mayor pra que ele escrevesse a orelha do meu livro "18 de maio, quanto tens por dizer...". Ele escreveu um poema. Um belo poema.

 ESCREVENDO COM O CANTO DA BOCA

 Existem sujeitos que escrevem nos lugares mais inóspitos possíveis. É uma tentativa de fazer com que a experiência da escrita seja ainda mais real. Outros sofrem deliberadamente a fim de levantarem material. Escritores são pessoas estranhas. Existe o mundo do papel, da ficção, e existe o mundo real, esse aí que a gente suporta e precisa viver nele. Um escritor trabalha nesse limiar, saltando de lá pra cá como um ginasta se exercitando numa barra transversal. “Levei a vida toda escrevendo esses textos”, ele comenta. Faz sentido. 18 de maio, quanto tens por dizer... é uma carta longa endereçada a um destinatário que atende pelo nome do próprio autor. Philip Roth diz que “é preciso colocar a história no papel para ver o que acontece”. Aqui o trajeto é parecido. Os textos vão conversando entre si, e ao fim você se dá conta de que ao colocar as histórias no papel, a vida dentro do texto, o que emerge é outra coisa. Uma outra vida, decerto. Uma vida pautada e mediada pela palavra (por lembranças, pequenas narrativas e ajustes que só a imaginação permite). Escrever como que pra justificar o que foi feito de si. A sensação é de pura cumplicidade. Eu me peguei rindo em várias passagens, inicialmente, e depois fui tocado por uma inextinguível dose de desamparo, que é uma das características mais evidentes desta breve coletânea. O livro que você tem em mãos é como um dirigível em chamas num céu azul royal observado por um garoto deitado na grama apontando pro alto com uma pistola de borracha. O desamparo costurado com a linha da serenidade dos que há muito tempo sacaram que a felicidade é só o nome de um motel vagabundo no centro de uma cidadezinha barulhenta e abafada. 18 de maio, quanto tens por dizer... foi escrito com o canto da boca amortecido por uma dor de dente que nunca passa. 

Bom passeio! 

Lucas Mayor.

sexta-feira, 1 de maio de 2015

lou.


hoje eu acordei pensando nesse cara. o cara que fez minha cabeça há muitos anos atrás. new york são crônicas sobre a grande maçã. adoro. dos meus. new york só encontra páreo quando comparado a berlin, outra obra-prima. então eu acordei pensando nesse cara. lembrei que vomitei no cu da madruga, coisa q não faço há muito tempo. mesmo. não sou de vomitar. deve ter algo errado. acredito. ontem a bebedeira foi daquele jeito. de sair torto do bar. lembro me despedindo do harry potter. nos abraçamos na porta da padoca. lembro do marião entrando lá. o fernão absorto no meio do caminho. o linguinha ficou na praça. o marcelo tava fechado. que bom q tava fechado. caso contrário, o estrago seria pior. vomitei ao lado da cama. agora tá tudo bem. escovando os dentes, lembrei da feijoada na casa do marião. ele me convidou. só q não vai dá pra ir. com essa ressaca, sem condições de sair de casa. comprei umas cervas... estas ficarão para a próxima. semana q vem tem o lançamento do meu livro "18 de maio, quanto tens por dizer...". o livro deve chegar a tempo. tá em produção na gráfica. agora a cabeça tá começando a doer. é o preço. nada nesta vida vem de graça. q assim seja. e este new york é uma obra-prima. e será minha trilha mais uma vez. uma das trilhas da minha vida.

domingo, 26 de abril de 2015

Eu fiquei de cara...

Eu fiquei de cara quando ouvi o Nirvana tocando The man who sold the world. Bowie é um dos meus prediletos. Tem muita gente na frente dele. Mas ele é. Ele é um dos que fizeram minha cabeça na adolescência. Nirvana veio bem depois. Kurt Cobain tem meu respeito. As "college band", como eram conhecidas as bandas indies americanas, também. É que esse termo "indie" hoje em dia pega mal pra caramba pra gente que curte como eu. É foda ter q aguentar bandas atuais "indies" como Caribou por exemplo, entre outras. Indie bacana mesmo era no tempo do Pavement e Teenage Fanclub. Jesus são mestres. Bem, eu tô bêbado. Então eu vou parar por aqui. Quando eu acordar e perceber que não consegui dizer o que eu queria dizer realmente, vou excluir o post e tá tudo certo. E quando vc passar por mim na rua provavelmente vai me cumprimentar e tá tudo certo. É que vc sabe q isto pode acontecer com qualquer um. Qualquer bebum. Vc sabe. De buenas.

Este texto foi postado no Facebook na madrugada de 21 de abril deste ano. O video com a música The man who sold the world tá no post logo abaixo.

Nirvana - The Man Who Sold The World (MTV Unplugged).

sábado, 18 de abril de 2015

18 de maio, quanto tens por dizer...

Meu brother Rodrigo Sommer terminou a diagramação do meu livro "18 de maio, quanto tens por dizer...". Se tudo der certo, e eu espero que dê, o lançamento será em maio.

(Foto by Rodrigo Sommer).

domingo, 29 de março de 2015

Da série "Livro de cabeceira".


Sam Shepard - A lua do falcão (L&PM). 

Poder

Lembro de uma corrida com meu pai A nossa diferença de tamanho e de força O poder das pernas dele A rapidez das minhas Ele quase morreu, mas ganhou Depois eu o escutei vomitando atrás da cabana Naquela noite fui para a cama E sonhei com o poder de um trem

 * * * 

Movimentos de Tubarão 

Do mesmo jeito que um tubarão não pode deixar de se movimentar senão morre Assim é você pelo chão Dorme nadando de costas Cuspindo teus dentes Deslizando como assombração Não posso fazer nada por você, a não ser que você se levante O que você precisa é de um bolso cheio de grilos Para te trazer de volta à terra 

* * * 

Essa Noite Outra Vez

Você me acorda com teu corpo pálido E tua cicatriz que serpenteia Sonhei com o Grande Tubarão Branco E você com tatuagens de aviões que caíam Nas nádegas de uma cubana Tenho um almoço marcado com uma bixa Mas voltarei essa noite outra vez

segunda-feira, 2 de março de 2015

Trilha da madruga: Silver Jews.

Depois da porrada, e mais ou menos recuperado, volto a crer no ceticismo que me ronda. É que eu não acredito mais nesse papo de amor e, por alguns instantes - questão de uma semana - voltei a acreditar nele com a notícia do nascimento do meu primeiro neto (a). Quis o destino que as coisas tomassem outro rumo. Tássia perdeu o bebê. Fui até a lona. Senti o cheiro dela. Agora, tô bem. Tassinha, também. De saúde. De saúde. É que o baque foi foda.


Buenas Radio - n° 69.

Buenas Radio - n° 69. by Tarcísio Buenas. on Grooveshark

sábado, 14 de fevereiro de 2015

A notícia...

(Na foto, meus filhos Lico e Tássia).

A notícia de que vou ser avô mexeu comigo. Foi impactante. Semelhante a de quando soube que ia ser pai pela primeira vez. A segunda também bateu forte. Mas a primeira foi mais. Por ser a primeira. E tinha uma preocupação: eu era estudante e tava desempregado. Nunca havia trabalhado. Não precisava trabalhar. Eu tinha tudo o que eu queria. Nas mãos. Era só abrir a boca e pedir. Dessa vez não tem a preocupação. Esse tipo de preocupação - se é que você me entende. Os pais que estão trazendo esta criança pro mundo trabalham. Vai ter minha ajuda no quer for preciso. Claro. Mas é diferente. A responsabilidade é dos pais. E eu fico daqui já sentindo o cheiro do bebê e me pego pensando nos meus filhos quando pequenos. Tássia só dormia no meu ombro. Lico gritava de alegria quando eu chegava em casa, então eu carregava ele e a gente ficava deitado no sofá. Ele em cima da minha barriga. Adorava o cheiro do moleque. Adorava o cheiro de suor nas dobrinhas das pernas de Tassinha. Cheiro de bebê acalma. Conforta. Pô, não vejo a hora de carregar meu neto - ou será neta? Os pais não sabem ainda. Recebi a notícia ontem. Fiquei paralisado na frente do note. A respiração mudou. Senti a pressão cair. Absorto, respondi a Tassinha que não tinha condições de dizer nada naquele momento. A resposta só foi de noite. Tava no teatro. Era bem tarde quando consegui dizer alguma coisa. E continuo sem saber o que dizer direito. Que Deus abençoe esta criança. Não vejo a hora de colocá-la no meu colo. Eu vou correndo pra Salvador quando ela nascer, caramba!

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

E ainda tenho muito a alcançar.

Disse um dos empresários ontem em um boteco aqui na São João. De volta a SP, fui bater o ponto e ouvi esta frase, entre outras que não me dizem nada. Fiquei apenas um pouco perplexo com tanto otimismo. É que o Zé, pelo papo que ouvi da turma dele, é um empresário bem sucedido no ramo dos calçados. Ele tava com sócios e clientes na mesa ao lado. Entre elogios e indagações, um deles mandou essa: "Zé, o senhor tem quantos anos?". "Setenta e dois bem sucedidos", respondeu o Zé. E completou: "E ainda tenho muito a alcançar". 

Eu não tenho dúvida alguma, Zé, que você tem muito a alcançar. É que o céu é logo ali.

sábado, 10 de janeiro de 2015

A velhinha toma todas.


Minha mãe costuma levar o lixo todos os dias de manhã. Ela acorda cedo. Ela curte a manhã - diferente de mim. Há pouco, ela me revelou uma coisa com um certo constrangimento, mas 'de boa'. 

- Gato de hotel, eu fico morrendo de vergonha quando vou levar o lixo. 
- Por que? 
- Porque as garrafinhas trincam dentro do saco... Os vizinhos devem pensar: "A velhinha toma todas".

Ela disse rindo. Minha mãe é um barato. 

- Léa, seus vizinhos sabem que eu tô na área. Fica tranquila.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Confesso que bebi.


Jaguar escreveu no livro "Confesso que bebi" - um roteiro pelos melhores botecos do Rio de janeiro - altamente recomendável, que TV e bar são coisas que não se combinam. Me lembrei do livro porque fui beber uma cerva no bar que fica aqui na frente da casa de minha mãe - na verdade, a minha intenção era beber várias - e o dono do bar tava assistindo novela. Pedi uma. A novela acabou. Ele desligou a TV. Pensei: "Nem tudo tá perdido". Me enganei. É que o cara ligou o som e botou uma música que eles chamam de "Bailão" - tão ruim quanto sertanejo e axé. Não aguentei. Levantei e paguei a cerva (Skol). Não era a noite. O dono do bar mandou essa: "Já vai?".
"Já. Eu durmo cedo" - eu também tenho humor, caramba. Não é dos melhores, eu sei, mas tenho.
"Boa noite".
"Buenas".