sábado, 14 de fevereiro de 2015

A notícia...

(Na foto, meus filhos Lico e Tássia).

A notícia de que vou ser avô mexeu comigo. Foi impactante. Semelhante a de quando soube que ia ser pai pela primeira vez. A segunda também bateu forte. Mas a primeira foi mais. Por ser a primeira. E tinha uma preocupação: eu era estudante e tava desempregado. Nunca havia trabalhado. Não precisava trabalhar. Eu tinha tudo o que eu queria. Nas mãos. Era só abrir a boca e pedir. Dessa vez não tem a preocupação. Esse tipo de preocupação - se é que você me entende. Os pais que estão trazendo esta criança pro mundo trabalham. Vai ter minha ajuda no quer for preciso. Claro. Mas é diferente. A responsabilidade é dos pais. E eu fico daqui já sentindo o cheiro do bebê e me pego pensando nos meus filhos quando pequenos. Tássia só dormia no meu ombro. Lico gritava de alegria quando eu chegava em casa, então eu carregava ele e a gente ficava deitado no sofá. Ele em cima da minha barriga. Adorava o cheiro do moleque. Adorava o cheiro de suor nas dobrinhas das pernas de Tassinha. Cheiro de bebê acalma. Conforta. Pô, não vejo a hora de carregar meu neto - ou será neta? Os pais não sabem ainda. Recebi a notícia ontem. Fiquei paralisado na frente do note. A respiração mudou. Senti a pressão cair. Absorto, respondi a Tassinha que não tinha condições de dizer nada naquele momento. A resposta só foi de noite. Tava no teatro. Era bem tarde quando consegui dizer alguma coisa. E continuo sem saber o que dizer direito. Que Deus abençoe esta criança. Não vejo a hora de colocá-la no meu colo. Eu vou correndo pra Salvador quando ela nascer, caramba!