sábado, 29 de agosto de 2015

A turma foi pro show da Saco de Ratos e da Fábrica de Animais...


A turma foi pro show da Saco de Ratos e da Fábrica de Animais, duas bandas que eu adoro. Não fui. Preferi ficar em casa bebendo umas cervas e ouvindo um som. Chegando em casa, tentei ligar meu notebook. Demorou um tempo pra ligar. Acho que dessa vez, pro meu desprazer, ele pifa de vez. É que eu só consigo escrever no teclado. Nunca de forma manual, como chamam quando você escreve de caneta. Não sai nada. No meu livro "18 de maio, quanto tens por dizer..." tem apenas um poema escrito de caneta. Escrevi na semana que tomei um pé na bunda de minha namorada na época. Isto foi em 2009. Era junho, época das festas juninas. Minha família viajou para o interior. Fiquei sozinho. Não quis ir com eles. Lembro que nesse dia, quando cheguei em casa do trabalho, tinha faltado energia elétrica. Eu tava doido pra escrever. Então sentei em minha cama, peguei um bloco de anotações, uma caneta, e escrevi. Antes, havia acendido uma vela pra iluminar o quarto - nessa época eu não acendia vela pra alma dos meus ídolos. Este costume veio depois de ter feito um curso sobre a "beat generation" com o Willer.
Nunca mais acendi uma vela pros caras. Uma maldição foi lançada? Não acredito. Jamais Kerouac, o escritor mais terno do planeta, faria isso. Duvido que faria. Então eu escrevi um poema pra minha ex-namorada. Um poema doído. Como todo poema de quem leva um pé na bunda. Imagino. Ou como uma balada dolorosa. Daquelas. De jogar na lona o mais disperso dos românticos. 
Encerro ao som do Hawley, este romântico britânico que embala minhas madrugas solitárias há muitos anos.

Até a próxima.

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Uma pílula paciência, por favor.


O final do livro Um copo de cólera é um dos mais impactantes que já li. Tentei ler em Salvador na minha última viagem. Não deu. Comecei ontem. Terminei hoje de tarde. Li o último capítulo três vezes. Sensação semelhante a que tive quando li na adolescência A casa tomada do Cortázar ou O processo de Kafka. Nunca imaginei que o final de um livro fosse mexer tanto comigo a essa altura do campeonato. Um copo de cólera é universal. Sem fronteiras. Você não pode classificá-lo de "Literatura brasileira". Desculpa. Tem algo mais. Que transcende. Lembra passagens da bíblia. Parábolas, lembrou meu amigo Lucas Mayor no papo que tivemos hoje à noite. Lucas vibrou quando eu disse a ele o baque que foi ter lido o segundo livro do Raduan Nassar. Foi foda mesmo. É um troço. Tá faltando alguma coisa pra poder explicar. Falta conhecimento. Talvez. Eu não queria ter saído de casa. Aliás, eu tô assim já faz um tempo. Tenho saído porque preciso. Tem meus livros pra vender. Preciso pagar minhas contas. Assim como você. Então eu vou pro teatro como se tivesse alguém me empurrando. Comentei isso com o Lucas - ele me disse que sente a mesma coisa. Não tenho vontade de conversar com ninguém. Impaciência ao extremo. Hoje, uma mulher, bêbada, nada contra a bebedeira, colocou o copo em cima de um livro. Chamei ela atenção. Ela tirou o copo. Instantes depois, ela colocou de novo o copo em cima do livro. Perdi a paciência. Fiquei bravo. Joguei a bolsa dela no chão. Reclamei. Deixei claro que não queria ela ali. Que ela fosse pra outro bar. Que lá não é lugar pra ela. Os amigos interviram. Ela pareceu entender. Em seguida, veio me pedir desculpas. Ok. Eu sempre desculpo. Não carrego mágoas no meu coração. Nem rancor, o pior dos sentimentos - fico na dúvida quando penso no ódio - que também não sinto. De verdade. E continuei conversando com meu amigo Lucas. A gente se entende. Ele apontou o dedo como se estivesse reclamando porque não escrevo mais. Expliquei que parei por causa da ansiedade pra lançar o meu livro. "É, Buenas, mas o livro já foi lançado". Disparou. É que tem outros problemas. Todo mundo têm problemas. Seja financeiro, envolvimento com drogas, lícitas ou não, existenciais, relações de qualquer tipo. Enfim, cada um com o seu. O meu é outro. Preciso resolver isso. E tem outra questão: o contato com muita gente todos os dias me incomoda. Me tira a concentração. As pessoas querem atenção. Querem conversar. Eu não tenho paciência pra essas coisas todas as noites. Todos os dias. As coisas só abrandaram, além do papo, com o Lucas, foi quando ele disse: "Buenas, o Linguinha me mandou uma mensagem ontem". "Qual, Lucas?". "Lucas, tô indo pro Rio. Cuide bem do teatro!". Assim mesmo: com exclamação. Depois dessa, eu pedi a segunda e última cerva da noite. Fez valer.

Trilha da noite: GLISS - Pale Reflections [Full Album].

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Nebraska, a trilha da desolação.


Nebraska, a trilha da desolação. Dos perdedores. Sonhadores, até. Do compositor preferido desses, onde só encontra páreo quando o assunto for Tom Waits. Na América é assim. Não muito diferente daqui.

Até a próxima.

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Psychocandy Live.


Ouvindo esses caras ao vivo, me lembrei do show do ano passado no festival da Cultura Inglesa. Jim parou o show várias vezes pra reclamar com Will. Eu fiquei próximo do palco observando o jeito como ele reclamava. Admirável. 
Um brother uma vez comentou comigo: "Tarcísio, os britânicos são tão educados que quando eles mandam você se foder, dá vontade de ir".
Saiu lá fora este registro do show de comemoração do álbum Psychocandy, o primeiro desses escoceses, que, outrora me lembro, fez minha cabeça vivendo ainda na pacata Cruz das Almas city. Antigamente era pacata. Era.

Até a próxima.

sábado, 8 de agosto de 2015

18 de maio, quanto tens por dizer... no blog do Mirdad.


O escritor Emmanuel Mirdad selecionou oito passagens do meu livro "18 de maio, quanto tens por dizer...", em seu blog. Para saber mais, acesse: http://elmirdad.blogspot.com.br/2015/08/oito-passagens-de-tarcisio-buenas-no.html

Até a próxima.