terça-feira, 27 de outubro de 2015

A vida é...

- Alô.
- Tarcísio.
- Grande Maurício...
- Segura a onda que eu tenho uma péssima notícia. 
- O que houve, meu irmão? 
- Mataram Tinho. 

(...)

 "A vida é perda", escreveu meu amigo Lucas Mayor em um dos seus textos. Encontrei o Lucas no teatro na última sexta-feira e brinquei com ele citando uma passagem desse texto: "Perdi animais. Perdi pessoas. Perdi. Perdi. Perdi". Ele riu. A vida é perda, Lucas, e eu nunca duvidei disso. Logo eu que tô acostumado a perder. Às vezes, ganho. E ganhei você como meu amigo. A vida é cíclica. Perdi Tinho. Ganhei sua amizade. Outras perdas virão. A gente sabe. Ganhos? Não sei. Quando Maurício me deu a notícia, fiquei desconsolado. Triste. Passei esses dias pensando no cara que ligava pros amigos só pra saber como ele tava. E em seguida marcar um encontro tentando reunir todos eles. Não foram poucas as "farras", como ele gostava de chamar, que fizemos juntos. Que fizemos com outros amigos. Aventuras pelo sertão baiano. Pelo recôncavo. Pelas ruas e bares de Salvador. Tinho adorava minhas dicas musicais. Ele tava sempre atento. Eu me sentia envaidecido quando ele elogiava uma dica minha. Na madrugada do último sábado, Tinho partiu deixando um legado. O da boa amizade. Humano, como pouco se ver por aí. Eu não tô sofrendo, Tinho. Dói. Mas é que sinto uma sensação boa por saber que eu fiz parte da sua trajetória. Sensação boa por saber que eu tive um amigo como você.

 Tarcísio Buenas.



sábado, 10 de outubro de 2015

On The Rocks Recomenda.


Uma das coisas que eu mais gostava de fazer de madrugada era indicar discos e livros aqui no On The Rocks. De uns tempos pra cá, eu perdi a vontade de dar essas dicas. De coisas que eu acredito que valem a pena. Uma vez um amigo me criticou. Ele veio com essa de que "Você acredita nas suas verdades". Claro, nas minhas. E tenho desconfiança na verdade alheia.
Um dos motivos que me fizeram parar de dar dicas no blog foi a baixa nos acessos, por isso 'migrei' pro facebook. Acho que a turma anda de saco cheio de blogs. Somente blogs de jornalistas que escrevem em sites e jornais conceituados têm uma quantidade grande de acessos. Escrever pra ninguém ler não é a minha. Eu escrevo e quero ser lido. Você não vai ouvir de mim: "Ah, eu escrevo pra mim", ou essa baboseira de que o leitor não é importante. Coisas de 'pseudo outsider' babaca. Gente que não sabe o que tá dizendo, e quando diz algo geralmente é pra causar ou impressionar. Eu quero ser lido, entendeu? O meu livro "18 de maio, quanto tens por dizer..." tá na segunda edição agora. Chegou esta semana da gráfica. O livro tá indo bem nas vendas. Acho bacana assim: que ele venda. Que venda bastante. Quero ser lido em vida. Quero brindar com meus amigos e leitores e ouvir o que eles têm a dizer sobre meus escritos. É isso aí.

Agora vamos ao que interessa: indicar essas pérolas que eu acredito serem muito foda. A minha verdade diz que esses são alguns dos melhores discos do ano até agora. 

Giant Sand - Heartbreak pass;
Tindersticks - The waiting room;
Thunderbitch - Thunderbitch;
Built to Spill - Untethered moon;
Mercury Rev - The light in you.

P.S: Não ouvi ainda o novo de Mr. Keith Richards.


sábado, 3 de outubro de 2015

Gang 90 & Absurdettes - Lilik Lamê.




Júlio Barroso escreveu sobre Lilik Lamê, música que tá no 
lado B do primeiro compacto da Gang 90. No lado A, Perdidos na selva.
Assim escreveu Júlio no livro A Vida Sexual do Selvagem, lançado em 1991, presente que ganhei hoje do meu amigo Grima Grimaldi.
"O lado dois, Lilik Lamê, é uma versão da canção Cristine de Siouxie Sioux e John Severin, do grupo Banshees, um dos primeiros da onda de modernidade que assolou saudavelmente a Inglaterra em 1976. A letra de Lilik Lamê foi escrita por mim em parceria com Antonio Carlos Miguel e Katy. É a história de Cristine, a garota deslumbrada com o brilho da noite (blábláblá), enfim um "thriller" em ritmo "noir" sobre a garota desfrutável, linda, que como um delicioso sorvete se derrete em meio ao saboroso e cruel turbilhão de emoções da juventude. Mais uma estória de sexo, drogas e rock and roll. Lilik era o nome de uma divina musa do poeta Maiakovski."